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Il successo mainstream (2018-2022)

In document 72013 e F20C1 (sider 134-138)

4. ANALISI TRAPPER

4.2. SFERA EBBASTA: il re mida della trap italiana

4.2.2 Il successo mainstream (2018-2022)

O primeiro desafio lançado ao painel foi relativamente à identificação de elementos da subcultura desportiva do rugby, justificando-se na medida em que a maioria dos elementos do painel tem, de alguma forma, uma ligação à modalidade, seja como atleta ou ex-atleta, treinador ou regular frequentador de eventos de rugby. A tabela 5 comporta uma compilação das intervenções do painel relativamente à subcultura desportiva do rugby.

Tabela 5: Intervenções do focus group quanto à subcultura do rugby.

Atores Intervenções sobre a subcultura desportiva

A1

Os filhos levam os pais, os treinadores levam as mulheres e os filhos, os avós e outra família. Acontece que toda família passa o fim de semana nos jogos de rugby. Pode-se realmente pensar o que se pode fazer para as famílias passarem o tempo juntos com mais atividades para eles no Junior 7´s.

A2 Família sem dúvida. Também a questão do convívio e da partilha da bebida, muito à

inglesa.

A3

Para mim a família também é um fator de destaque. Por norma não trocas de clube porque também não há dinheiro envolvido, talvez se houvesse havia outros interesses. Mesmo no rugby profissional no mundo não há grandes transferências como no futebol por exemplo.

A4 Muitas pessoas da mesma família juntam-se no rugby. Tu vais ao rugby e passas lá o dia todo com eles. A5 É uma desculpa para a malta ao fim de semana ter uma coisa para fazer juntos.

A6

Por exemplo, o surf é uma subcultura muito especifica e o rugby também segue essa linha, ou seja, quem gosta de rugby, gosta mesmo e desvincula-se um pouco das outras

modalidades. O futebol, por exemplo, é completamente o contrário do rugby em todos os aspetos e estes dois mundos não se cruzam na cabeça dos amantes de rugby. É um nicho de mercado. É uma cultura muito inglesa. Só há problemas no rugby com equipas que ganham, que depois dos jogos vão para a festa e arranjam confusão. As equipas que perdem vão para casa, ao contrário do futebol. O fator de família no rugby pode ser logo

72 Desde logo, os resultados evidenciaram a família com um fator de destaque na subcultura do rugby, por parte da generalidade dos membros do painel. A perceção dos intervenientes é que a modalidade em estudo não envolve apenas o próprio atleta, ou o treinador, mas pelo contrário, ao fim de semana e em dias de jogos, toda a família se compromete com a modalidade, por variadas razões, tais como a participação de filhos, irmãos ou netos em jogos, ou a atividade de treinador por parte dos maridos, pais ou outros familiares. Na sua opinião, as famílias passam o dia todo no rugby, constituindo- se como uma característica importante a ter em conta na conceção e no desenvolvimento de um evento desta modalidade desportiva. Considere-se, por exemplo, a apreciação proferida por um dos membros do painel:

Os filhos levam os pais, os treinadores levam as mulheres e os filhos, os avós e outra família. Acontece que toda a família passa o fim de semana nos jogos de rugby. Pode-se realmente pensar o que se pode fazer para as famílias passarem o tempo juntos com mais atividades para eles no Junior 7’s. (ATOR A1)

Foi ainda referido outro exemplo, relativamente à Inglaterra, em que “os casamentos e os batizados são feitos nos próprios clubes de rugby” (ATOR A6).

Na ótica do painel, um outro fator importante tem a ver com um forte sentido de pertença ao clube de rugby, tanto entre jogadores como treinadores, onde a mudança de clube dentro de um país é extremamente rara, sublinhando uma extrema lealdade aos clubes; mesmo aqueles que optam pela mudança, em geral, não são bem aceites nos novos clubes e só em casos muito especiais, é que uma transferência dessa natureza é percecionada positivamente no seio da modalidade. Como ilustração desta característica da subcultura do rugby, realçamos as palavras proferidas pelo ator A6:

É um nicho de mercado. É uma cultura muito inglesa. Só há problemas no rugby com equipas que ganham, que depois dos jogos vão para a festa e arranjam confusão. As equipas que perdem vão para casa, ao contrário do futebol. (ATOR A6).

Outra questão interessante realçada pelo focus group tem a ver com os valores do rugby, sobre os quais muito se orgulham os membros da comunidade ligada a esta modalidade. O respeito mútuo e o espírito de equipa foram valores destacados pelo painel, assim como o respeito entre antigos jogadores. O rugby também foi caracterizado como uma modalidade amadora, em que a maioria dos intervenientes não

destacado: em Inglaterra, os casamentos e os batizados são feitos nos próprios clubes de rugby.

A7

Existe também uma grande solidariedade no rugby. Por exemplo equipas como o GD Cascais e GD Direito doam o seu equipamento e ajudam outras equipas mais desfavorecidas. Em Portugal, também é muito difícil trocar de clube e quem troca normalmente, não é bem aceite no outro e é muito raro isso acontecer. Só se for por trabalho ou outra razão mais forte, mas normalmente as pessoas não trocam.

A8

Tem a ver com os valores. Tem a ver com o respeito entre as pessoas que jogaram rugby. Há uma questão social é que as pessoas não recebem dinheiro para jogar rugby e quando isso acontece e as pessoas continuam a treinar e a jogar é porque há um grande

73 aufere qualquer rendimento, existindo assim um compromisso voluntário para com os clubes. Veja-se, a este propósito, a intervenção de um dos atores, realçando ainda o rugby como uma filosofia de vida:

Tem a ver com os valores. Tem a ver com o respeito entre as pessoas que jogaram rugby. Há uma questão social, é que as pessoas não recebem dinheiro para jogar rugby e quando isso acontece e as pessoas continuam a treinar e a jogar é porque há um grande compromisso. ‘Só estou aqui porque quero’. É uma filosofia de vida. (ATOR A8).

Os resultados mostraram também uma total reprovação e afastamento dos valores do futebol, compartilhado pela comunidade do rugby, constituindo-se assim, numa característica importante da subcultura da modalidade desportiva em estudo.

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