Del I Historien
7.3 Styresett, statsbygging og
No que diz respeito ao futuro da Educação de Adultos, no Algarve pudemos verificar através das respostas das entrevistadas, que a maioria refere que os cursos de Educação de Adultos irão ser monitorizados pelos agrupamentos de escola. Facto este que a maior parte das entrevistadas discorda, pois referem que “(...) as escolas não estão sensibilizadas para isto (...), pois (...) isto requer um trabalho de campo muito grande a nível da procura dos candidatos, (...) não são as pessoas que se vêm inscrever com facilidade, porque a vergonha é muita (...)”. De acordo com a entrevistada C “Se continuar a existir um elo de ligação na nossa figura, (...) que continue a fazer a articulação com as escolas, ai penso que poderá continuar (...)”.
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142 É referido igualmente o educando, pois segundo a entrevistada H “(...) o adulto vê os muros da escola, como uns muros muito altos, muito distantes (...)”.
De acordo com a opinião da entrevistada H, a entrevistada C refere que “(...) a escola é muito formal, muito contextualizada, muito formalizada (...) a escola era sempre o último recurso, quando era único, o caso das aldeias e a escola era um polo de atracção e as pessoas não tinham vergonha de ir à escola. (...) Hoje é complicado pensarmos num sistema de Educação de Adultos, estruturado numa escola EB1 ou numa escola EB23 (...)”. Segundo esta entrevistada “(...) eu penso que quando nos referimos à Educação de Adultos, pensamos numa aula num clube, numa associação cultural, numa Junta de Freguesia (...)”.
No que diz respeito ao acompanhamento que as coordenadoras efectuam, verificou-se através da opinião da entrevistada A que “(...) a escola não consegue fazer o trabalho que as coordenações fazem (...), pois (...) não consegue fazer o acompanhamento que nós fazemos (...), nós acompanhamos os grupos e a pessoa que vai para lá (...) a escola não tem possibilidade de acompanhar as pessoas (...)”.
Verifica-se que a opinião dos entrevistados é unanime acerca do futuro da Educação de Adultos, no Algarve, constatando-se que os cursos de Educação de Adultos passarão para a “alçada” dos agrupamentos de escola, no entanto, todas as coordenadoras têm a consciência que as escolas não estão despertas para esta realidade e não conseguem fazer o acompanhamento necessário dos cursos e dos educadores de adultos.
Constatou-se igualmente uma referência às parcerias, que segundo a entrevistada D, o futuro da Educação de Adultos, no Algarve dependerá bastante das “(...) parcerias (...) com as autarquias, com as Juntas de Freguesia, com projectos integrados (...)”. De
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143 acordo com o Documento de Estratégia para o Desenvolvimento da Educação de Adultos (1998), elaborado por Melo Alberto a Educação de Adultos é um sistema educativo e de intervenção cívica essencialmente vocacionado para a parceria.
A entrevistada D menciona ainda que
“(...) As direcções regionais, as direcções gerais, a ANEFA, etc...etc..., investiram muito em nós, agora o que é que se vai fazer a esse capital, a esse capital que existe em cada um dos recursos humanos (...). Na sua opinião o país (...) necessita de muita coordenação, a todos os níveis, a nível micro, meso e macro, necessita delas sem falta. (...), referindo ainda que (...) Quais são os nossos eixos estratégicos de intervenção. (...) é o ensino recorrente, que é a educação e a formação , as parcerias que vão interligar e interagir todos estes sub processos, e temos depois toda a questão da aprendizagem das línguas e das novas tecnologias. (...) Agora estes grandes quatro ou cinco eixos estratégicos, os decisores políticos vão ter que decidir o que vão ter que prioritizar”.
Esta entrevistada enfatiza o investimento que o Ministério de Educação proporcionou aos Coordenadores, questionando-se acerca das práticas de Educação de Adultos que vão ser implementadas. Segundo a sua opinião cabe aos decisores políticos deliberar quais os eixos estratégicos que pretendem prioritizar. É notória a incerteza que os Coordenadores demonstram acerca do futuro da Educação de Adultos, no Algarve.
A entrevistada G pensa que “(...) a Educação de Adultos no Algarve desenvolveu-se muito, (...), houve muitos projectos, muito trabalho efectuado (...)”. No entanto refere que “(...) a minha ideia é mesmo para acabar, como acabou nas outras regiões, não sei se teremos força para levar avante (...)”.No que respeita ao futuro da Educação de Adultos, no Algarve, esta entrevistada menciona que
“Somos quatro, (...) porque este ano está de forma diferente. Antigamente estávamos cada uma no seu concelho isoladamente e só nos reuníamos quando havia reuniões na Direcção Regional. Agora funcionamos em equipas,
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144 agora são a equipa do Barlavento que é a Vicentina é Aljezur, é Lagos, e é
Vila do Bispo, são só três, depois vem a outra que é Portimão, a ..., Monchique que não ficou lá ninguém, portanto é essa equipa que trabalha nesses territórios na mesma, é Silves, Lagoa e Albufeira, Albufeira também ficou sem ninguém ...
Depois a nossa equipa é Loulé, Faro, S. Brás, Tavira e Olhão, somos cinco, Faro só tem uma pessoa que é do estabelecimento prisional e Olhão também só tem uma pessoa que tem que acumular com o estabelecimento prisional, portanto são os outros dos outros concelhos que têm que ir dar apoio aos outros concelhos (...) Castro Marim, Vila Real e Alcoutim formam outra equipa, que é a equipa do Sotavento, a equipa do Baixo Guadiana, (...)”.
Na opinião da entrevistada F “(...) a Educação de Adultos tem que fazer parte das escolas, (...), por um lado; e por outro não pode ser tão normalizada, tão espartilhada como é o ensino regular (...)”.Esta entrevistada faz referência aos espaços físicos onde decorrem as acções para os adultos mencionando que “(...) faz muito sentido que não se acreditem salas de escolas, mas salas de formação, noutros contextos, no Centro de Formação do Centro de Emprego, numa Associação, nas salas de formação, não é a gente ir para barracões sem ter condições para levarmos as pessoas (...)”. Segundo Dias (1983:85) uma das razões para o fracasso das actividades na Educação de Adultos é a utilização da “escola primária que não está equipada para funcionar com adultos”.
Apesar de ser da opinião que a Educação de Adultos deve fazer parte das escolas, esta entrevistada profere o seguinte:
“As escolas ainda estão muito fechadas, ainda não perceberam que a Educação de Adultos anda sempre à frente do sistema de ensino. Quando a gente ouviu falar em competências, os colegas do regular começaram a falar em planificar em função de competências..., já a gente há que séculos que fazia isso ..., percebe, nós irmos ao encontro das necessidades de formação dos outros ... há que séculos que fazia isso ..., não sei onde é que está a
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145 novidade ..., se não for assim acho que não faz sentido a educação e a
formação (...)”.
A entrevistada F pensa “(...) que a Educação de Adultos faz todo o sentido..., é aprender até morrer ... a gente aprende até morrer e aprendemos todos os dias um bocadinho, mesmo inconscientemente a gente aprende ..., e às vezes é tão notório que nem nos apercebemos (...)”.