Del I Historien
8.1 PRTet og samordning:
Através dos questionários realizados aos Educadores de Adultos pudemos constatar que a maioria dos educadores de adultos, são professores do 1º e 2º Ciclo do Ensino Básico. Apenas dois educadores são profissionalizados no 1º Ciclo do Ensino Básico.
Após a análise das respostas dadas pelas coordenadoras, verificámos que existe unanimidade, no que diz respeito à importância da formação dos educadores de adultos. Todos os coordenadores mencionam a falta de formação que estes profissionais apresentam para trabalhar com adultos. Uma grande parte dos coordenadores refere que, por vezes, são os próprios educadores de adultos a desmotivarem os formandos, só para não terem trabalho. A entrevistada C refere que sabe “de casos em que são os próprios formadores a desmotivarem as pessoas para não terem trabalho ..., isto é uma pessoa que não tem nada a ver com isto (...)”. Acrescenta ainda que a formação “(...) tem sido
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Unniivveerrssiiddaaddee ddoo AAllggaarrvvee F
Faaccuullddaaddee ddee CCiiêênncciiaass HHuummaannaass ee SSoocciiaaiiss -- EEssccoollaa SSuuppeerriioorr ddee EEdduuccaaççããoo Mestrado em Supervisão
165 uma das coisas que nós nos temos debatido. (...) Porque nós acabamos por encontrar formadores que não tem nada a ver com os adultos ..., portanto isto tem muito a ver com a parte relacional mesmo, depois a nível da formação acabam por não conseguir também transmitir aquilo que é necessário ...”.
Com a mesma opinião supracitamos o autor Dias (1983:85) quando refere que “as pessoas que orientam as actividades não têm qualquer formação específica para o trabalho com adultos”.
Será difícil e ao mesmo tempo angustiante, para estas coordenadoras contornarem esta situação, pois o tempo que dispõem para ajudar os educadores de adultos a desenvolverem-se como profissionais resume-se apenas a alguns meses.
A entrevistada G, aquando questionada sobre a importância da formação dos educadores de adultos, refere que os Educadores e Interventores Comunitários são agentes que compreendem melhor o adulto mencionando “um professor do ensino básico, não me parece que seja muito virado para a Educação de Adultos, os de Intervenção Comunitária estão mais virados para a Educação de Adultos, sabem compreender melhor o adulto, os outros a experiência é que lhe traz esses ensinamentos, porque a nível universitário não vem nada preparados....”. Segundo esta coordenadora há educadores de adultos que “(...) se limitam simplesmente a tirar fotocópias de livros de criancinhas e só lhe mudam o cabeçalho e ai então é que eu tenho os problemas maiores....”. Para contornar esta situação a coordenadora refere que “(...) este ano começámos por construir um Power Point (...) com algumas orientações sobre a Educação de Adultos, portanto o que é que o formador deve fazer, como é que deve acompanhar o adulto (...)”.
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166 A maioria das coordenadoras é da opinião que os educadores de adultos deveriam ter formação para a Educação de Adultos, devendo essa formação ser integrada logo na formação inicial do educador.
Grande parte dos educadores de adultos quando iniciam os cursos, a grande preocupação é saber qual é o manual que vão adoptar. Denota-se um total desconhecimento deste subsistema de ensino, pois (Dias, 1983:121) “a educação de adultos pode ser aplicada em situações muito diferentes devido à sua fácil adaptação, pois não se orienta por princípios rígidos nem obedece a programas pré-estabelecidos”.
O Ministério de Educação deveria colocar estes educadores atempadamente e proporcionar a estas pessoas uma formação acerca das temáticas abordadas, na Educação de Adultos. Pelo quadro que nos é apresentado, podemos depreender que o Ministério de Educação, não se importa muito por estas questões, mas sim, o que lhe interessa, são as estatísticas, ou seja, o que interessa é certificar alunos, para que a taxa de analfabetismo baixe no nosso país. Infelizmente já me aconteceu passar por uma experiência, em que a coordenadora “indirectamente” informou-nos que naquele ano tínhamos que certificar alunos. Provavelmente seriam as directrizes que tinha recebido de instâncias superiores.
A entrevistada H refere que a formação dos educadores de adultos “(...), é preciso ser repensada (...)”. Menciona ainda que “(...) dos casos que me tem aparecido, a ESE de Faro ainda consegue ser a melhor em relação ao resto do pais.(...) Há casos (...) que nunca tinham ouvido falar em Paulo Freire, nunca tinham ouvido falar em educação de adultos, nunca tinham ouvido falar em alfabetização, portanto é angustiante quem recebe (...)”.
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167 A entrevistada A refere que muitos educadores de adultos “(...) estão para
completar horário e acabam por estragar muito trabalho..., não tem sensibilidade de lidar com o adulto, por exemplo a maior parte dos formadores não avisa quando vai faltar... não percebem que se trata de pessoas idosas e que escusavam de ir para a escola de noite com o frio..., acham que podem faltar quando lhe apetece...”. Apercebemo-nos através das palavras proferidas por esta coordenadora da falta de profissionalismo dos educadores de adultos, já evidenciada por uma coordenadora anteriormente.