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Statstilskott Resultatrapport for 2002–03

In document (2003 – 2004) (sider 163-173)

Kap. 274 Statlege høgskolar

Post 50 Statstilskott Resultatrapport for 2002–03

O grupo de alunos envolvidos nesta investigação é composto por 87 alunos, agrupados em 3 turmas - D, G e I, e foram acompanhados por nós desde a sua entrada na ESP em 2010/2011, ano da sua matrícula sétimo ano, até 2012/2013, altura em que concluíram o 9º ano de escolaridade. Frequentaram a EB2/3 de Paredes no segundo ciclo e à chegada a esta escola apresentavam perfis de aproveitamento distintos, embora duas das turmas, a D e a I, tivessem estado a cargo do mesmo professor/a de inglês.

Os PIAs dos alunos, a posterior avaliação diagnóstica, que se apresenta no quadro 5, abaixo, e a observação informal na sala de aula revelaram aproveitamento médio-baixo, nas turmas D e I. A turma G sobressaía um pouco deste registo evidenciando, na globalidade, melhores conhecimentos da língua e competências orais e escritas, registando também um número expressivo de alunos com classificações de “4” e “5”.

Quadro 5: Evolução do aproveitamento das 3 turmas no 7º ano.

Lendo o quadro 5, acima, podemos também observar a média final das 3 turmas no termo do 7º ano, onde se verifica algum progresso do aproveitamento das turmas face à sua entrada na ESP, sendo o 7ºD a turma que registou melhor evolução.

Na página a seguir, o quadro 6 expõe o aproveitamento global das turmas no final do 7º ano e do 9º ano, o que nos permite uma análise comparativa dos resultados dos alunos no primeiro e último ano do ciclo.

Atentando nos números, percebemos de imediato uma ligeira descida da média global do aproveitamento dos alunos das turmas D e G, e uma baixa mais acentuada no caso da turma I, todas elas inexplicáveis, do nosso ponto de vista, uma vez que as condições de ensino aprendizagem melhoraram significativamente muito por conta da

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remodelação recente da instituição, e os alunos usufruíram de novas estratégias, atividades e recursos de ensino-aprendizagem.

Quadro 6: Evolução do aproveitamento das 3 turmas do 7º para o 9º ano.

Numa análise mais detalhada dos dados observamos que enquanto a turma D apresenta um pequeno desfasamento nos resultados obtidos nos dois anos, há desvios mais assinaláveis nas turmas G e I, nomeadamente na última cuja média é negativa. Este aproveitamento advém de um défice de conhecimentos no âmbito dos conteúdos mais básicos, particularmente entre os alunos mais fracos, e que sempre dificultou a aquisição de novas estruturas e matérias cada vez mais complexas, do nível de exigência progressivamente mais rigoroso, e da entrada nas turmas, no último ano de ciclo, de um número considerável de novos elementos com nível negativo à disciplina e a demonstrar, por isso, graves problemas linguísticos.

O nível de aproveitamento registado na turma I no 9º ano a inglês deveu-se também à postura de uma boa parte dos alunos. Apesar das melhores condições de ensino-aprendizagem, dos novos recursos disponíveis na escola estes manifestaram sempre um grande desinteresse pelas atividades escolares e faltavam com alguma frequência às suas responsabilidades, não realizando trabalhos de casa, trabalhos de projeto, esquivando-se a aulas de apoio e trabalhos extra aulas não só a inglês mas também à generalidade das disciplinas, pelo que terminaram com resultados idênticos aos registados na LE. Na base desta performance podemos considerar ainda o background familiar da maioria dos alunos. Oriundos de famílias de índole marcadamente rural e humilde, um número considerável de encarregados de educação destes alunos, ao contrário do que sucedia nas restantes, apresentavam habilitações ao

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nível do 1º e 2º ciclo e revelaram dificuldades evidentes em fazer um acompanhamento regular das atividades escolares dos seus educandos.

Considerado o aproveitamento global das turmas ao longo do 3º ciclo, no nosso entender importante para podermos contextualizar o seu domínio das competências comunicativas, abordamos agora as suas capacidades orais da LE/inglês. Antes, porém, importa esclarecer os parâmetros envolvidos na definição desse aproveitamento. A média da oralidade (MO) do 7º ano resulta exclusivamente dos resultados dos testes de compreensão ou listening e da avaliação do desempenho dos alunos nas aulas feita com base na observação informal. Nos dados da oralidade do 9º ano estão contemplados, para além destes itens, os resultados de debates feitos no início de cada período, e os das apresentações orais, de 10 a 15 minutos, realizadas pelos alunos, em grupos de três ou quatro elementos, ao longo do ano letivo, e após trabalho de pesquisa no âmbito dos temas a estudar em cada trimestre.

Da leitura dos dados no quadro 7, ver infra, observamos uma evolução significativa da turma D, quando comparamos os níveis de aproveitamento da oralidade de entrada e de saída do 3º ciclo. A turma G, por seu turno evidencia também progressos mas menos expressivos. Em contrapartida, os discentes da turma I revelaram melhoramentos neste âmbito durante o 9º ano, mas há uma regressão relativamente à avaliação final de 7º. As razões já as descrevemos. Convém no entanto salientar que a falha na apresentação dos trabalhos orais solicitados ao longo todo o 9º ano contribuiu significativamente para a avaliação registada.

Quadro 7:Média da oralidade p/ trimestre no primeiro e último ano do 3º ciclo

Como explicar a situação quando à sua entrada na escola estes alunos dispunham de um estabelecimento de ensino novo, equipado de modernas tecnologias que

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propiciavam boas oportunidades de trabalho da LE e de desenvolvimento das suas destrezas de comunicação?

Imputar ao professor responsabilidades pelo sucedido parece-nos pouco razoável, pois, se no princípio, e devido ao medo fundamentado pela ausência de competências no âmbito das TIC, uma boa parte dos docentes limitou significativamente o uso de ferramentas tecnológicas, condicionando assim a aprendizagem dos alunos nessa área, com o tempo estes constrangimentos foram-se esvanecendo e a sua utilização na escola tem vindo a crescer e a tornar-se prática corrente nas aulas de inglês, como admitem a grande maioria dos professores de LE (71%) que participaram no nosso estudo. Para além do sistema áudio, presença muito comum nas aulas de línguas, 43% dos docentes passaram a utilizar regularmente o computador e o vídeo/projetor, e 57% afirma recorrer às vezes à internet56 para realização de atividades nas suas aulas, proporcionando assim aos alunos novas formas de aprendizagem.

Estes professores assinalam o entusiasmo dos discentes nas aulas com estes novos recursos. Referem que o fator novidade, o poder da imagem, da interatividade, da dimensão lúdica geraram grande participação, maior concentração, interesse e motivação pelas atividades propostas, e até o comportamento registou uma franca melhoria. No nível do aproveitamento dos alunos, porém, não se vislumbraram alterações notáveis, nomeadamente no que se refere às competências da comunicação.

No seio do grupo disciplinar e nas conversas durante os intervalos das aulas é comum ouvir-se que a utilização destas novas tecnologias provoca alguma dispersão nos alunos pois perdem-se com conversas paralelas, com pormenores irrelevantes e observações despropositadas sobre o que é projetado, focando o seu interesse sobretudo no carater lúdico das atividades propostas. Os aprendentes demonstravam ainda menos preocupação no que toca ao registo de apontamentos nos cadernos diários e passaram a solicitar frequentemente o envio de exercícios, esquemas ou resumos por email, desligando-se dos assuntos da aula e desviando muitas vezes a sua atenção para questões fora do âmbito escolar.

Conhecendo as limitações do nosso estudo devidas à amostra singela e peculiar que serviu de base à nossa investigação e à falha na ponderação de aspetos ou fatores suscetíveis do condicionamento dos resultados não vamos, nem queremos generalizar a

56 A utilização da internet nas aulas está de certa forma limitada devido a falhas de conexão. Há edifícios onde a ligação é mesmo inviável.

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atitude descrita e assumi-la como um facto comprovado no âmbito da aplicação e utilidade das novas tecnologias no desenvolvimento da oralidade da LE. Acreditamos antes nalguma falta de maturidade dos nossos alunos relativamente às potencialidades oferecidas pelos novos recursos tecnológicos agora ao seu alcance e até no subaproveitamento das mesmas para efeitos de aprendizagem.

Apesar do desfecho registado, estamos convictos que a inclusão das novas tecnologias na educação reveste-se de capital importância e estamos cientes que devemos continuar a facultar aos alunos oportunidades através das quais poderão vir a descobrir o real valor das novas ferramentas na sua formação, e alcançar a literacia digital que lhes permitirá agir com êxito num mundo onde estas máquinas digitais são presença irrevogável.

Recusar a integração das TIC na educação de jovens cidadãos significa impedir a aquisição de competências e saberes sem os quais não poderão responder eficazmente às exigências da sociedade atual. É portanto impreterível insistir na implementação e utilização das novas tecnologias de comunicação e informação no ensino como forma de conceder aos alunos a possibilidade de, trabalhando com elas, conhecerem todo o seu potencial, aprenderem a usá-las, e virem a utiliza-las em proveito próprio.

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