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Kap. 278 Noregs landbrukshøgskole

In document (2003 – 2004) (sider 173-176)

Spotlight 9, da autoria de Virgínia Barros, Paula Correia e Luiza Barros, 2010, Porto Editora, é o manual adotado na ESP para o 9º ano de escolaridade. Através dele os alunos abordaram assuntos como a importância do inglês e os países falantes da língua inglesa; o cinema e a música, hábitos para uma vida saudável, o mundo do trabalho, as novas tecnologias e as dependências, tal como proposto no programa da disciplina para o ano de escolaridade em causa. Os seis blocos que constam do livro integram três subunidades temáticas ao longo das quais são propostas atividades que assentam no pleno desenvolvimento das competências de listening, reading, communication (speaking and writing) and grammar.

A organização de tópicos e dos itens gramaticais parece-nos bem conseguida e, por isso, foram seguidas as orientações propostas para a lecionação dos conteúdos.

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O tratamento e abordagem da componente sociocultural foram na sua grande parte desenvolvidos pelos alunos, através da realização de trabalhos de pesquisa e respetiva apresentação oral. No arranque de cada trimestre, os alunos organizavam-se em grupos de três elementos, escolhiam o seu tema de trabalho de investigação, definindo-se a seguir a data da divulgação ao coletivo. Assim, e à medida que se iam lecionando os temas, os grupos de trabalho davam a conhecer o produto das suas investigações, exprimindo os seus pontos de vista ou testemunhos sobre a matéria.

Com esta estratégia pretendeu-se promover e prolongar o contato com a língua inglesa para além das aulas, recorrendo às novas tecnologias de comunicação e informação; fomentar a autonomia e espírito crítico dos alunos, assim como o seu envolvimento e responsabilização nas atividades a seu cargo.

Os trabalhos apresentados pelos alunos indicaram um domínio razoável das TIC e concederam aos alunos boas possibilidades de não só ganharem mais maturidade linguística, mas também alargarem as suas competências transversais. Paralelamente, alguns alunos cresceram em termos de expressão oral, objetivo primário desta iniciativa. Ultrapassadas as enormes complicações iniciais da grande maioria dos alunos, dominados pelo receio de falar em público, assistiu-se a um crescendo qualitativo das intervenções dos grupos, também sentido ao nível de conteúdos e materiais.

A luta contra a constrangimento dos discentes em falar inglês frente a um público mais vasto foi este ano letivo o nosso cavalo de batalha, considerando a proximidade do ensino secundário e o peso da oralidade da LE na avaliação final da disciplina. Houve, portanto, uma grande insistência em atividades e estratégias tendentes ao desenvolvimento das competências da oralidade aproveitando as sugestões/propostas veiculadas no manual escolhido.

No início de cada trimestre os alunos participavam também num debate alargado, sobre assuntos estudados até então. Como a conclusão das unidades coincidia com o termo do período, aos alunos era sugerida a sua preparação durante as férias, estabelecido que estava a sua realização na segunda aula do período seguinte. Para o efeito, os alunos deviam, como era aventado, procurar recolher mais informação sobre o assunto pesquisando na internet, lendo textos, artigos, documentários, etc., ou visualizando vídeos em inglês.

Na aula anterior ao debate, as turmas, divididas em quatro grandes grupos, apresentavam ao grupo as recolhas efetuadas, analisavam os dados previamente

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selecionados e, preparavam as suas intervenções, ensaiando e simulando o debate no seio do grupo. Repartido em duas sessões, o debate tinha lugar na aula subsequente.

Foram objeto de discussão assuntos como: “What is better – to watch films on DVD or at the cinema?” (Spotlight 9, 2010: 42); “Is downloading music for free wrong?” (idem: 43) e “The pros and cons of teenage work? (idem: 81). O primeiro decorreu no final da primeira quinzena de dezembro 2013, após a abordagem da questão a partir de uma atividade de listening. Sem qualquer preparação prévia a atividade, funcionou como modelo para atividades futuras do género. Os dois últimos debates aconteceram nas primeiras semanas do segundo e terceiro períodos, seguindo sempre orientações plasmadas no livro ou no caderno de atividades do aluno.

O debate roleplay sobre “music downloading” contou com uma boa adesão dos alunos, que prepararam com afinco os seus papéis, incutindo por isso alguma dinâmica e animação na discussão, que levou à repetição da atividade por solicitação dos discentes e à consumação plena dos objetivos pré-definidos.

No âmbito do bloco 4 – “Down to Work”, foi trabalhado nas últimas aulas do segundo trimestre o tema “Teen work”. Para além da leitura e audição dos textos propostos, os alunos tiveram ocasião de visualizar vídeos através dos quais conheceram a opinião de adultos e adolescentes sobre as vantagens e inconvenientes do trabalho em part-time entre os jovens estudantes - Randal57. Foi então lançada a proposta do debate com as habituais indicações com vista à sua preparação. Desta vez foram sugeridos aos alunos alguns sites onde poderiam ler, ouvir e recolher dados sobre o tema em questão. Foi, contudo, brando o envolvimento dos alunos na atividade. Apenas uma minoria dedicou tempo à sua preparação; o que condicionou consideravelmente o produto final.

Servindo-nos sempre dos textos fornecidos no manual, e na perspetiva de estimular a participação dos alunos e promover condições para o fomento das suas competências comunicativas, propusemos aos alunos uma atividade com desfecho bastante interessante. O texto introdutório do bloco – “Techie Mania” (idem: 86-87) divulga o modo como os habitantes de Leicester aderiram a novos produtos tecnológicos, em determinado momento, apresentando dados estatísticos comprovativos do comportamento populacional. Da leitura, análise e interpretação do texto, os alunos ficaram a conhecer a adesão dos habitantes de Leicester, U.K. relativamente às ofertas tecnológicas do mercado e adquiriram linguagem técnica no âmbito da divulgação de

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dados estatísticos. Na aula seguinte, projetamos graficamente os indicadores estatísticos58 do texto lido e solicitamos aos alunos a sua leitura, reativando assim os conhecimentos linguísticos adquiridos na aula precedente e preparando também uma atividade de escrita que se lhe seguiria. Foi com imenso entusiasmo que os alunos acolheram a atividade, como podemos assinalar pelo número intervenções registadas, inclusive de alguns que raramente arriscam intervir.

O manual supra referido integra também um manual virtual e um CD áudio. Ao primeiro não recorremos, pelo facto de não termos aderido à escola virtual. O CD áudio, por sua vez, revelou-se bastante útil, particularmente porque contém o registo áudio de todos os textos, algo muito relevante já que constitui um poderoso auxiliar para trabalho de leitura, pronúncia, fluência e entoação. O leque de atividades de listening disponibilizado ofereceu igualmente aos alunos oportunidade de ouvirem inglês de registos e “accents” variados.

Parece-nos, pois, que o manual escolhido acautela o desenvolvimento da oralidade uma vez que propõe uma grande variedade de estratégias e atividades, que temos vindo a assinalar, permitindo aos alunos a aquisição e/ou aperfeiçoamento das sua capacidades de comunicação.

Durante este ano letivo, os alunos observados no âmbito deste estudo, foram expostos a todo um vasto conjunto de atividades, provenientes do manual e de outras fontes, já indicadas neste trabalho, reveladoras do cuidado e preocupação em proporcionar-lhes bons ambientes de aprendizagem, nomeadamente do desenvolvimento das suas competências de comunicação. Neste processo foram ainda implementadas estratégias suscetíveis de orientar os aprendentes para a autoaprendizagem através das novas tecnologias de informação e comunicação.

O aproveitamento dos alunos no que respeita à oralidade evidencia alguns progressos mas aquém do que desejaríamos. Sentimos contudo alguma satisfação quando assistimos ao alargamento do pequeno grupo de aprendentes que ousava falar inglês nas aulas tendo agora um leque bastante mais ampliado de alunos com atrevimento suficiente para participar oralmente nas aulas de inglês.

Os resultados conseguidos levam-nos a crer que a persistência nesta postura conduzirá com certeza a um incremento do número de alunos participantes e atuantes na

58 Lamentavelmente não apresentamos este documento nos anexos por não dispormos dele devido à perda do suporte digital onde estava gravado.

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aulas de LE, o que seguramente lhes garantirá melhores competências para comunicar em inglês.

A nós, professores, compete-nos criar condições para que os alunos possam ver e experimentar como se faz e permitir-lhes aprendizagens enriquecedoras, orientando-os para que mais tarde tomem iniciativas para a sua própria aprendizagem. A escolha do manual faz parte dessas condições e reveste-se de grande importância na aprendizagem da LE. A sua escolha não deve, por isso, ser feita sem ponderação, devendo acautelar-se sobretudo o desenvolvimento de competências essenciais de comunicação, especialmente as da oralidade, pela importância que tem no dia-a-dia de cada indivíduo e na sua afirmação enquanto membro de uma sociedade tão global quanto aquele em que nos encontramos.

In document (2003 – 2004) (sider 173-176)