KAPITTEL 3. STENHOGGERKVINNER – Kulturmøter i stenhoggerland
3.3 Foreningslivet i stenhoggermiljøet på Spjærøy
3.3.1 Spjærøy Arbeiderparti kvinneforening
Este estudo foi realizado com um grupo de dezoito alunos de uma turma do 6.º ano de escolaridade da Escola EB 2, 3/S de Barroselas. Investigou-se a utilização da Internet na sala de aula de Matemática, recorrendo aos meios existentes na escola. Averiguou-se o tipo de actividades que é possível realizar na aula de Matemática do 2.º Ciclo com recurso à Internet e examinou-se o papel dos alunos nesta situação
5.1.1 A Internet na sala de aula de Matemática
No que diz respeito ao acesso que os alunos tinham aos computadores e à Internet, verificou-se que, tal como considera Silva (2001), a escola se assume como elemento promotor da igualdade de acesso às tecnologias de informação e comunicação, sendo a taxa de famílias com computadores em casa baixa.
Os alunos apresentaram concepções acerca da Internet relacionadas com a utilização habitual que faziam da mesma. Estes utilizavam a Internet maioritariamente para pesquisa de informação, navegar por sítios Web e jogar, tal como verificou Barra (2003).
Quanto à utilização que os alunos declararam que se deveria fazer da Internet, a pesquisa de informação foi a opção mais seleccionada pelos alunos. Nenhum mencionou a utilização do correio electrónico ou da videoconferência.
Apesar de existirem iniciativas a promover a utilização da Internet ao nível no 1.º Ciclo, estes alunos declararam nunca terem participado em projectos com recurso à Internet, com a excepção de apenas um que tinha participado no Clube de Informática da escola. A situação destes alunos vem ao encontro da indicação da APM (1998) que alertou para a baixa utilização da Internet na sala de aula.
A Internet, enquanto recurso, foi integrada na sala de aula para se criar um novo ambiente de aprendizagem. Os alunos aprenderam a partir de um sítio Web criado para o efeito, seleccionando os recursos disponibilizados aos mesmos, tal como recomenda Gouveia (1998). Conheceram propostas de tarefas, problemas ou simples curiosidades, ideias para a sala de aula, exemplos de tarefas e programas com fins educativos, tudo disponível na Internet pronto para ser utilizado, como indicam Ponte, Varandas e Oliveira
(2003). Os alunos serviram-se ainda da secção de ligações recomendadas, criada para efeito, indo de encontro ao que aconselham Ponte e Oliveira (2000). Também aprenderam recorrendo a produções próprias do professor mais especificamente: fichas informativas e de trabalho, com base no que referem Ponte, Varandas e Oliveira (2003); aplicações interactivas (applets) de geometria, tal como no estudo de Steen (2002); e WebQuests de longa duração, na linha das propostas de Dogde (1995).
Foi necessário fazer muitas escolhas ao nível dos recursos seleccionados para o sítio Web criado, devido à baixa velocidade da ligação à Internet que se verificava nos computadores da sala de informática. Excluíram-se opções, como por exemplo a utilização de animações multimédia. Isso não teria acontecido se a ligação existente na escola fosse tão rápida como as ligações domésticas que já se faziam em linha de subscritor digital assimétrica (ADSL).
Os alunos tiveram também oportunidade de interagir com o correio electrónico e com um grupo de discussão, criado para este efeito, tendo por base a opinião de Ponte e Oliveira (2001) que afirmam que estes recursos têm grande potencialidade educativa.
Não se utilizou a videoconferência, porque na escola não havia meios para isso. Não se recorreu à utilização do correio electrónico, como parte da rotina da aula, como o fez Cruz (2004), pois perspectivou-se uma utilização do mesmo fora da sala de aula.
Poucos foram os alunos que consultaram o sítio Web, fora da sala de aula, em casa ou na escola, tendo no entanto alguns mostrado o mesmo aos respectivos familiares. Uma das explicações para tal sucedido prende-se com o facto de apenas três dos alunos da turma terem acesso à Internet a partir de casa, e, de entre os restantes, os que pretendiam utilizar os dois únicos computadores da biblioteca tinham de esperar pelos momentos em que estivessem livres.
O difícil acesso à Internet para os alunos também parece ter sido um motivo forte para a utilização quase nula do correio electrónico e a participação nula destes no grupo de discussão. Os alunos que tinham acesso à Internet justificaram estes resultados alegando que não tinham nada para apresentar ao grupo de discussão e que não sentiram necessidade de comunicar com o professor por correio electrónico. Por sua vez, Cruz (2004) teve resultados positivos na utilização do e-mail e da videoconferência com crianças do Jardim de Infância, utilizando estas ferramentas para estabelecer a comunicação entre alunos de escolas diferentes. Talvez os resultados deste estudo fossem diferentes se o correio electrónico e o grupo de discussão fossem utilizados para promover a comunicação dos
alunos com pessoas que não lhes estão tão próximas como os colegas da sala, ou o professor com quem têm aulas várias vezes por semana.
Analisou-se também se a integração da Internet na sala de aula promovia aprendizagens que iam ao encontro do currículo, tendo por base os dois documentos de referência: “Organização Curricular e Programas” (ME, 1991b) e “Currículo Nacional do Ensino Básico – Competências Essenciais” (ME, 2001). Verificou-se que nas actividades com recurso à Internet exploraram-se conteúdos e atingiram-se objectivos relativos aos vários temas da disciplina (ME, 1991b). Também se pode dizer que com o uso da Internet na sala de aula foi possível desenvolver competências ao nível dos três domínios previstos para o 2.º Ciclo na área da Matemática: geometria, estatística e probabilidades, e números e cálculo (ME, 2001). Além disso os alunos estiveram envolvidos nos vários tipos de experiências de aprendizagem propostos a nível curricular (ME, 2001).
O facto da integração da Internet na sala de aula ir ao encontro do currículo de Matemática já tinha sido verificado noutros estudos, mas para outros níveis de ensino (Cruz, 2006; Guimarães, 2005; Lima, 2002; Simões, 2002; Simões, 2005).
5.1.2 O papel dos alunos
Tal como considera Dias (2000), com a utilização da Internet na sala de aula, a construção do conhecimento estendeu-se a várias fontes de conhecimento, implicando as interacções entre os alunos e o professor, entre os alunos e entre os alunos e os conteúdos. O professor assumiu a função de organizador e criador de situações de aprendizagem, transformando-se a sala de aula num ambiente promotor da construção do conhecimento, tal como descrevem Correia e Dias (1998). Verificou-se então uma participação mais activa dos alunos no processo de aprendizagem, como manifestam Correia e Dias (1998); tendo mais autonomia e sendo mais responsáveis pela própria aprendizagem, como o afirmam os autores Portela (1997), Simões (2002) e Lima (2002).
O recurso à Internet na sala de aula deu aos alunos a possibilidade de trabalharem ao seu ritmo, assim como também houve disponibilidade para receberem apoio individualizado em qualquer altura, como ocorreu no estudo de Portela (1997). Os alunos realizaram os seus percursos de descoberta da informação e isso implicou o
desenvolvimento de competências de análise e avaliação da informação, o que vai de encontro às ideias de Dias (2000).
Verificou-se que o recurso à Internet é pertinente tanto nas situações de trabalho de grupo como de trabalho individual, tal como afirmaram os participantes do estudo, apoiando-se esta perspectiva nos registos de Gouveia (1998) e Hardin e Ziebarth (2000).
Estes alunos mostraram ser utilizadores eficientes das novas tecnologias, construtores do seu conhecimento, solucionadores de problemas, consumidores e produtores de informação, tal como D’Eça (1999) declara que o novo aluno devia ser capaz.
Os alunos sentiram dificuldades de vários tipos no decorrer das várias sessões. Revelaram dificuldades em construir conhecimento quando interagiam com páginas Web escritas em inglês, pois a língua mostrou ser uma barreira. Uma das possíveis explicações para o sucedido é o facto de os alunos conhecerem apenas um vocabulário reduzido da língua, por terem tido só um ano completo da disciplina e por terem dificuldades à disciplina, como indicou a respectiva professora. Parece importante referir que actualmente o Ministério da Educação generalizou, por despacho, o ensino do Inglês a todos os alunos do 3.º e 4.º anos de escolaridade (ME, 2006). No entanto, é de referir que também no estudo de Lima (2002) os participantes mostraram dificuldades semelhantes e eram alunos que frequentavam o Ensino Secundário.
O professor foi necessário aos alunos como guia, para um melhor aproveitamento das ferramentas informáticas (software) e da Web, e, como consultor na validação da informação encontrada, tal como asseguraram Brilha e Legoinha (1998).
Quanto às estratégias de superação das dificuldades, que os alunos utilizaram, verificou-se o recurso ao trabalho colaborativo entre alunos e à intervenção do professor, tal como registou Cruz (2004) nas suas observações.
Os participantes do estudo apresentaram vantagens e desvantagens na utilização da Internet na sala de aula de Matemática. No que diz respeito às vantagens, destacaram o facto de que facilita a aprendizagem, tal como as possibilidades de interactividade, indo ao encontro das ideias de Steen (2002). Os alunos indicaram também que com o uso da Internet a “Matemática parece mais divertida”, mostrando que esta provoca um efeito positivo nas atitudes dos alunos face à aprendizagem, tal como registaram Lima (2002) e Simões (2002).
Relativamente às desvantagens, os alunos apontaram o facto de que era mais fácil distraírem-se, tal como Cruz (2006) notou com o seu grupo. Um aluno indicou que nas
aulas “normais” se faziam mais exercícios, o que pode ser consequência do que Guimarães (2006) verificou e considerou como dependência do professor, ao nível das explicações fornecidas e propostas de actividades.
No que diz respeito às dificuldades de implementação destacam-se os comportamentos dos alunos, pois, tal como alertam Armstrong e Casement (2000), durante as interacções com a Internet é necessária a supervisão do professor, devido à facilidade com que os alunos podem perder-se na Web ou aceder a sítios Web indesejáveis. Verificou-se, assim como no estudo de Guimarães (2005), que os alunos, nas aulas em que utilizavam a Internet, apresentavam um comportamento alterado comparativamente ao que tinham nas restantes aulas de Matemática, estando mais agitados e faladores, tendo sido mais evidente na realização da actividade 1 “Sólidos Geométricos”.