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Resultatet av en vesentlig investering

In document DATABASEVERN Lisa Vogt Lorentzen (sider 59-67)

3 Vilkår for vern

3.3 Opplysningsmengde eller investeringsnivå

3.3.3 Resultatet av en vesentlig investering

Na descarga existem dois colaboradores fixos e um rotativo (o pintor). Os colaboradores presentes no posto de descarga têm que retirar as peças suspensas no transportador dando o destino correspondente a cada uma. As peças podem ser colocadas em locais que se encontram mais ou menos definidos para stock na descarga, onde os colaboradores da montagem, quando necessitam, se deslocam; ou são transportadas diretamente para os postos de montagem.

Os locais que se encontram pré-definidos para stock foram estabelecidos pelos colaboradores encontram- se no Anexo 17. Na imagem seguinte apresenta-se o caso do stock de frentes de gavetas.

Figura 39 - Stock de Frente de Gavetas

Este stock foi definido junto a um pilar, uma vez que permite apoiar os bastidores (nos quais as frentes de gavetas surgem), e se encontram numa região próxima à zona de montagem dos blocos. Cada bloco leva, no mínimo, duas frentes de gavetas, necessitando os colaboradores de possuírem próximos deles as frentes de gavetas. Esta forma de armazenamento (em caixas de papelão) é reconhecida na empresa como imprópria. Armazenar deste modo não permite uma deslocação prática dos stocks (pois existe o risco das caixas se romperem), causa uma elevada ocupação da área fabril, não possibilita a descarga das frentes de gavetas dos bastidores nos sítios desejados (em especial diretamente do transportador), entre outros fatores [PD.1 – secção 4.3].

Embora tenha sido apresentado um tipo de peça em particular, é necessário rever os stocks que se encontram na descarga de forma particular, de modo a diminuir a área ocupada e melhorar as condições

de trabalho tanto dos colaboradores da descarga como da montagem [PD.2 – secção 4.2.6].

Na zona de descarga, ilustrada na Figura 40 e Figura 41, encontra-se não só o WIP retirado do transportador, à espera de ser transportado para a montagem, como a máquina de embalar prateleiras (assinalada a vermelho na Figura 40) e o armazém expresso10 (sinalizado a verde no Figura 41).

Figura 40 - Zona de Descarga (Parte 1)

Figura 41 - Zona de Descarga (Parte 2)

Os locais tanto da máquina de embalar como do Armazém Expresso parecem inapropriados, uma vez que o armazém expresso deveria encontrar-se junto aos cais, e a máquina de embalar deveria ser remetida para junto do armazém expresso [PD.3 – secção 4.3].

Em relação à descarga das peças do transportador, esta é efetuada junto à saída do TUP. Neste local, o forte calor sentido causa bastante desconforto nos colaboradores, para além das peças saírem muito quentes. O calor sentido era de tal ordem que os colaboradores mesmo com as luvas queimam-se, danificando as próprias luvas e, consequentemente, manchando o material [PD.4 – secção 4.3].

Os colaboradores ao retirarem as peças têm que verificar se estas se encontram conformes. Caso apresente defeitos estes têm que ser registados na folha colocada na bancada da descarga para este efeito. A folha na qual têm que registar as NC encontra-se no Anexo 18.

Durante os meses de análise notou-se a despreocupação da maioria dos colaboradores, no apontamento dos defeitos resultantes da pintura [PD.5 – secção 4.3]. Estes contestam que os motivos para não registarem prendem-se à falta de tempo no momento em que a peça com defeito aparece e, por vezes, o

10 A denominação “Armazém Expresso” refere-se a determinados produtos, que ostentam elevada quantidade de vendas e, portanto, existem em stock numa diversidade limitada de acabamentos.

esquecimento. No entanto, por observação e pelos comentários de outros colaboradores da empresa, existe uma certa pressão por parte de alguns pintores para que o registo não seja efetuado. Este facto talvez se deva ao pensamento de que os defeitos registados sejam falha dos pintores.

Os colaboradores criaram a ideia que caso não haja registo, “não existem problemas na secção” e, portanto, não são considerados culpados. No entanto, diariamente são deslocadas peças com defeito para o posto de lixar, tanto provenientes do posto de descarga da pintura, como da montagem.

O registo das NC identificadas após a pintura pode auxiliar na perceção dos problemas existentes na pintura e, consequentemente, na melhoria destes. Na empresa embora alguns colaboradores tivessem opiniões acerca da origem dos defeitos, estas não eram debatidas e do conhecimento de todos os intervenientes [PD.6 – secção 4.3].

No presente trabalho tentou-se identificar, o mais exaustivamente possível – tendo como limitação o tempo e os objetivos do projeto – as causas dos tipos de defeitos para que estas pudessem ser anuladas. Complementarmente ao registo de NC é da responsabilidade do Chefe de Célula, ou outro colaborador por este delegado, o registo da espessura da tinta nas peças. Este registo estava definido com a seguinte periocidade: a medição deve ser efetuada no início de cada cor e, no caso de se pintar 2h ou mais a mesma cor, devem ser efetuadas medições, a um mínimo de 4 peças de 2h em 2h.

Os registos deviam ser colocados no impresso citado na secção 4.2.4. Contudo este impresso apenas era utilizado para registo de produção (nas cabines), não existindo qualquer registo de espessuras por parte dos colaboradores [PD.7 – secção 4.3]. A periocidade exigida é, no entanto, considerada excessiva, pois constantemente se muda de cor, impondo um permanente registo de espessuras de peças.

Sem um registo real do que sucede é impossível aperceber-se da verdadeira realidade da secção de pintura. Numa abordagem inicial a este problema, foram tratados os dados relativos às NC registadas na descarga desde 2008.

Em relação ao ano de 2008, desde que existem registos (mês de novembro), apenas 4 dias não apresentam qualquer registo de NC, não se sabendo se pela negligência da anotação ou pela verídica inexistência. No que concerne aos defeitos registados pelos colaboradores, verifica-se uma elevada quantidade e diversidade de defeitos (Figura 42), sendo a falta de tinta o defeito mais comum com 37,24% das ocorrências em novembro e 40,47% em dezembro, seguido do tipo “Outro” em que não há registo ao que se refere (podendo ser queda na estufa, defeito de chapa, entre outros). Este tipo “Outro” caso não apresente indicada a real razão não é possível identificar se se trata de um tipo ou vários tipos com um grande peso nas NC.

É ainda de referir que nestes dois meses, a média de defeitos diários, nos dias em que existiu registo foi de 54,3 artigos não conformes em novembro e 61,5 artigos não conformes em dezembro.

Figura 42 – Não Conformidades 2008

A cor que apresenta maior índice de defeitos é a cor 18 (preto não texturado) com uma percentagem da ocorrência de defeitos de 40,41% (em novembro) e 55,83% (em dezembro).

Em relação a 2009, existem registos de apenas 40% dos dias de trabalho. Neste ano o tipo de defeito com maior ocorrência é o tipo “Outro” com770 registos (42,3%), seguido do defeito “Falta de tinta” com 547 registos (30,1%), os valores podem ser visualizados na Figura 43. Do tipo “Outro”, dos que apresentavam especificação do defeito em concreto, em primeiro lugar ostenta-se o defeito “Peça amolgada por queda” com 139 registos (18,1% do tipo “Outro”) e “Peça contaminada com outra cor” com 138 registos (17,9%).

Figura 43 - Não Conformidades 2009

A cor com maior índice de ocorrência de defeito (33,8%) volta a ser a cor 18, em semelhança com o ano 2008. Dos dias com registo, existe uma média de 19,8 unidades NC por dia.

No ano 2010, apenas em 4 meses do ano existiu registo de defeitos. Nestes 4 meses, somente em 36,7% dos dias existiu o registo de defeitos na descarga. O tipo de defeito com maior número de registos

foi o tipo “Outro” com 42,8% (189 registos), seguindo-se a “Falta de tinta” com 23,3% (ver Figura 44). Do tipo “Outro”, das NC registadas com o respetivo motivo, a razão “Peças contaminadas com outra cor” foi a que apresentou maior número de registos (54,5%).

Figura 44 - Não Conformidades 2010

Com 45,03% dos registos de NC, a cor 18 voltou a ser o acabamento com maior número de peças não conformes, em semelhança com os anos analisados anteriormente.

Em relação aos limites das espessuras, ao longo do estudo percebeu-se que não eram adequados a todas as cores tendo-se, portanto, que analisar e ajustar os valores de modo a garantir uma boa pintura [PD.8 – secção 4.2.6].

No decorrer do período de análise ocorreram problemas com alguns lotes de algumas cores pintadas na empresa. Ao receber um novo lote, de determinada cor, o Departamento de Compras compara com um provete presente (a um determinado tempo) no seu departamento, verificando visualmente se a cor se encontra conforme. Este controlo de entrada de lote demonstrou-se insuficiente, uma vez que é uma análise muito subjetiva e, por vezes, quando se verifica a NC do lote este já não tem tempo de ser reclamado e forçosamente tem que ser utilizado.

A falta de testes químicos ou mecânicos para análise de novos lotes de cores, assim como a comparação com padrões ao longo do tempo mostrou-se uma forte lacuna na empresa [PD.9 – secção 4.3]. Os provetes efetuados, tanto para uso externo como interno, não eram registados, não existindo um controlo da variação das cores ao longo do tempo, da razão para a pintura de provetes, assim como dos provetes realizados para outras entidades [PD.10 – secção 4.3].

No que concerne às diversas cores pintadas na empresa, tem-se conhecimento que existiu na descarga um biombo com amostras dos vários acabamentos, uma vez que existia ainda a estrutura com a respetiva identificação. A falta de provetes das diversas cores em catálogo e especiais torna-se uma lacuna na zona de descarga, uma vez que por vezes necessita-se de um padrão de comparação com as

cores que as peças se encontram pintadas [PD.11 – secção 4.3].

Os vários registos indicados, assim como os materiais da zona de descarga eram efetuados/colocados numa estante (bancada) disponível para estas finalidades (Figura 45). A estante apresenta-se bastante amolgada e desorganizada, existindo um desaproveitamento de espaço e um acumular de material obsoleto [PD.12 – secção 4.3].

Em relação ao modo de armazenagem dos ganchos que são retirados do transportador (quando extraídas as peças), estes são lançados para caixas que se encontram no chão (Figura 46).

Figura 45 - Bancada da Descarga Figura 46 - Ganchos na Descarga

Uma vez que os colaboradores atiram para o chão os ganchos, no final do dia existe uma grande quantidade de ganchos espalhados no pavimento que, posteriormente, têm que ser apanhados e que dificultam as movimentações na zona [PD.13 – secção 4.3].

In document DATABASEVERN Lisa Vogt Lorentzen (sider 59-67)