4 Beføyelser
4.6 Tilgjengeliggjøring for allmennheten
4.6.2 Fremføring
A execução de ensaios para caraterização da pintura torna-se essencial para um melhor controlo da qualidade do processo. Na empresa apenas existe o controlo visual (indicado precedentemente) e a avaliação do revestimento através da medição da espessura. No entanto, existem diversos fatores a controlar nos produtos pintados, como são exemplo a aderência, a cor, o brilho e a abrasão.
Após pesquisa e debate com vários intervenientes, entre eles os fornecedores de tinta e equipamentos de pintura, deliberou-se a implementação de quatro testes suplementares para o controlo da qualidade, sendo eles o ensaio à cor, o ensaio ao brilho, o ensaio à adesão e o ensaio da resistência ao impacto. AVALIAÇÃO DO REVESTIMENTO DE TINTA
A avaliação a qualidade do revestimento de tinta é efetuada pela medição da espessura, propondo-se a incrementação de ensaios à cor e ao brilho.
• Medição da Espessura
Como indicado no PD.7, os registos de espessura na empresa não eram efetuados com a periocidade exigida devido à citada “falta de tempo” e pela “inadequação da folha criada para registo.
O controlo da qualidade da peça avaliada pela medição da espessura é um método vulgar e é efetuado de modo a controlar as condições de aplicação, assim como o consumo exagerado de tinta ou falta desta. Por estes factos, a medição da espessura deve ser realizada o máximo de vezes possíveis e efetuada pelos colaboradores da secção, de forma a serem corrigidos os parâmetros o mais rapidamente possível. Atendendo aos problemas mencionados pelos colaboradores, a periocidade de registo foi alterada para o mínimo de 5 peças, por dia, realizada em horas distintas e, preferencialmente de cores diferentes. Em relação aos limites de espessura, constatou-se que as especificações dos intervalos de aceitação para a espessura da tinta se encontravam desajustados. Após o estudo de algumas cores e análise com fornecedores, evidenciou-se que o limite inferior para as faces visíveis é insuficiente, devendo ser aumentado de 40 µm para 60 µm. O registo deve ser realizado na folha criada para este efeito, criada para solucionar o PD.8 – esta folha encontra-se no Anexo 46.
Durante o período de dissertação, e antes das alterações/melhorias indicadas precedentemente, efetuou- se o registo durante 4 meses consecutivos. Nos primeiros 3 meses os registos foram efetuados sem se informar os colaboradores do sucedido, de forma a verificar-se o impacto após o tratamento e análise dos dados. Nos 3 meses iniciais foram realizados registos diários em três tipos de produtos (armários, blocos e prateleiras), 3 unidades por tipo, onde se efetuava 2 registos de faces visíveis e 2 registos de faces não visíveis (excluindo as prateleiras que apenas apresentam faces visíveis). Analisando os registos verificou- se uma elevada variedade de valores, estando grande parte fora dos limites de especificação.
Concluídos os 3 meses de análise colocaram-se, junto às cabines, o resultado das medições (Figura 100).
Figura 100 - Resultados das Medições de Espessura (Gestão Visual)
Na afixação dos, foram reunidos todos os pintores para uma reunião no gemba, onde foram explicados os valores e foram alertados para disparidade das medições.
No quarto mês, após alerta dos colaboradores, os valores obtidos melhoraram. Na tabela seguinte apresenta-se um resumo dos valores obtidos.
Tabela 17 - Resumo dos Valores Registados da Espessura de Tinta TIPO DE
PRODUTO
MÊS 1 MÊS 2 MÊS 3 MÊS 4
Faces
Visíveis Faces Não Visíveis Visíveis Faces Faces Não Visíveis Visíveis Faces Faces Não Visíveis Visíveis Faces Faces Não Visíveis
Armá rio s Média 70 µm 54 µm 80 µm 54 µm 83 µm 67 µm 83 µm 50 µm Desvio Padrão 18 µm 19 µm 39 µm 28 µm 18 µm 23 µm 22 µm 28 µm Bl oc os Média 59 µm 37 µm 85 µm 39 µm 104 µm 35 µm 87 µm 35 µm Desvio Padrão 12 µm 15 µm 39 µm 17 µm 46 µm 21 µm 30 µm 14 µm Pra te le ira s
Média 76 µm N.A 79 µm N.A 95 µm N.A 85 µm N.A
Uma vez que os colaboradores apenas iniciaram o registo no final do período da dissertação, não foi possível analisar se os valores fora dos limites de especificação continuam a seguir a tendência de diminuir, devendo, no entanto, esta análise continuar a ser efetuada.
• Ensaio à Cor
O ensaio à cor é efetuado comparando-se com um padrão, previamente escolhido para o efeito. Para o ensaio à cor é necessária a aquisição de um espectrofotómetro (Figura 101).
A escolha do equipamento foi efetuada pela autora, estando prevista a compra no último trimestre do ano, facto semelhança aos restantes equipamentos para os novos ensaios propostos. Os valores obtidos nos ensaios resultam num valor que não deve ultrapassar o limite estabelecido. Estes valores são calculados pelo software que acompanha o equipamento, necessitando-se de comparar o valor obtido com as especificações indicadas na ficha técnica dos vários acabamentos.
Este teste deve ser efetuado na receção de novos lotes e no final da polimerização, caso se identifiquem variações da cor. Decidiu-se executar um provete de cada cor trimestralmente, de modo a efetuar-se o ensaio e verificar se encontra sem variação de cor.
• Ensaio ao Brilho
O brilho é medido através de um brilhómetro 60º (Figura 102). Os valores obtidos devem ser comparados com a ficha técnica do lote, de modo a verificar se não existem valores fora do intervalo especificado. A periocidade de utilização deste será efetuada de modo equivalente ao ensaio anterior. Os ensaios de brilho e cor, antecedendo à entrada em produção dos lotes, permitirão eliminar o PD.9.
A comparação com os novos lotes era efetuada visualmente, tendo-se encontrado problemas em algumas cores. No período de dissertação foram alvo de análise três acabamentos distintos, tendo-se reunido com os fornecedores, de forma a verificar se a variação encontrada provinha do processo da Famo ou dos próprios fornecedores. Com as análises efetuadas com os equipamentos a adquirir, futuras variações serão mais facilmente descobertas e, assim, objetiva-se que o processo se encontre mais controlado e continuamente a ser melhorado.
AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DA POLIMERIZAÇÃO
No que concerne à qualidade da polimerização, e tentando corrigir o PP.2, sugeriu-se a aquisição de dois equipamentos15, que à semelhança dos restantes serão comprados no último trimestre do ano. Estes
equipamentos são responsáveis pelos ensaios de resistência ao impacto e à aderência. • Ensaio à resistência ao impacto
O ensaio de resistência ao impacto permite testar a elasticidade e adesão da tinta e é efetuado com um
15 Os fornecedores, aos quais foram pedidas orientações, desaconselharam o uso de ensaios químicos, considerando que são suficientes os mecânicos.
impactómetro (Figura 103). O teste é efetuado deixando-se cair um objeto, com determinada massa, de um altura específica. A altura a que o provete apresentar fissuras corresponde ao limite da resistência. Em relação à periocidade para a realização do teste, este deve ser efetuado aquando do ensaio trimestral dos provetes e quando existir suspeita de algum problema na polimerização.
• Ensaio à aderência
O ensaio à aderência é efetuado executando-se cortes cruzados, ficando em forma de quadrículas, com os “riscadores” (Figura 104), seguindo-se da colocação de uma fita adesiva e posterior arranque energético desta. O comportamento da película de tinta é o resultado do ensaio, podendo se manter intacto ou, na situação extrema, sair na totalidade.
Figura 101 - Espectrofotómetro (Neurtek, 2011a) Figura 102 - Brilhómetro (Neurtek, 2011b) Figura 103 - Impactómetro (Neurtek, 2011c) Figura 104 - "Riscador" (Neurtek, 2011d)
Os testes devem ser realizados com a mesma periocidade indicada para o teste de impacto.