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Eksemplarfremstilling

In document DATABASEVERN Lisa Vogt Lorentzen (sider 87-92)

4 Beføyelser

4.5 Eksemplarfremstilling

O controlo visual das peças pintadas apresenta-se como o principal modo de controlo da qualidade da pintura. Os colaboradores verificam rapidamente as peças, para percecionar a existência ou não de NC. ACABAMENTOS DE PINTURA

De modo a facilitar a comparação de padrões tanto na descarga (PD.11), como na zona das cabines, foram criados painéis com provetes das cores em catálogo e das cores especiais em produção.

Na descarga foi aproveitado o biombo existente, tendo-se procedido à restauração deste. No biombo colocaram-se os provetes das cores em catálogo e das cores especiais em utilização (Figura 88). O facto de os provetes conterem íman possibilita que sejam retirados para comparação com a cor pintada e ser colocado novamente no local.

Em relação à zona das cabines, colocou-se um painel com provetes das cores em catálogo e cores especiais em utilização num pilar existente entre as cabines (Figura 89). Os provetes, à semelhança dos da descarga, podem ser retirados para comparação com a cor que está a ser pintada na cabine e, principalmente, com as peças do posto de lixar, para verificar as NC.

As zonas em que devem ser colocados os provetes (das cores em catálogo) encontram-se limitadas e numeradas (gestão visual). Esta particularidade tem especial importância para se notar a falta de provetes, assim como o local onde colocar o provete retirado, após se efetuar a comparação.

Em relação ao PD.10, foram criadas folhas para registo dos provetes realizados na empresa (Anexo 43), assim como pelos realizados por outras empresas (Anexo 44). O arquivo elaborado permite encontrar facilmente os provetes quando necessários, assim como saber o lote pertencente. Estes fatores revelaram-se importantes durante a dissertação, uma vez um lote de um dado acabamento se apresentou diferente do habitual. Ficou estabelecido que em cada lote se realizariam provetes para se obter um histórico dos lotes adquiridos, bem como proceder à comparação com o provete enviado pelo fornecedor. Complementarmente foi criada uma caixa de arquivo (Figura 90), projetada à medida dos provetes, para colocação de provetes das cores em catálogo.

Figura 88 - Biombo com Acabamento de Pintura na

Descarga

Figura 89 - Painel de Acabamentos de Pintura na

Zona das Cabines

Figura 90 - Caixa com Provetes-Padrão Anuais

Estas amostras devem ser efetuadas uma vez por ano para existirem referências da textura, cor e brilho que os diversos acabamentos apresentam ao longo dos anos. Os provetes permitem alertar para a existência de problemas na secção, caso o mesmo lote apresente variações das caraterísticas.

NÃO CONFORMIDADES DE PINTURA

Desde Maio de 2010 não existiam registos de NC. Com o início do projeto na empresa decidiu-se retomar o registo das NC na descarga da pintura. Contudo, em 76 dias de trabalho apenas em 32,9% se obtiveram resultados de registo, sabendo-se que tinham existido NC (pela visualização destes). Assim, e tentando solucionar os problemas descritos no PD.5, criou-se uma nova folha para registo das NC,

encontrando-se esta no Anexo 45. Esta nova folha apresenta campos de preenchimento rápido, tentando- se facilitar o registo. Os campos dos tipos de defeitos são alvo de revisão mensal, colocando-se os mais ocorridos, este facto é possível pela obrigatoriedade do preenchimento do campo “Outro”:

Conjuntamente ao biombo com os diversos acabamentos (Figura 88) foi elaborado um novo biombo com os vários defeitos resultantes do processo de pintura (Figura 91). Os defeitos foram recriados, de modo a possibilitar fácil identificação aquando a observação na descarga. Na Figura 92 encontra-se um exemplo de um defeito recriado.

Os variados tipos de NC foram alvo de análise e de elaboração de um diagrama de causa-efeito, no entanto, a atualização destes deve ser constante, uma vez que muitas das causas são ainda desconhecidas.

Figura 91 - Biombo de Provetes com NC Figura 92 - Provete com NC Recriada

Na Tabela 16 encontram-se a as causas encontradas para as NC existentes nas peças. As origens dos defeitos foram encontradas através de um brainstorming14 com os pintores e através de reuniões com

fornecedores tentando-se, assim, colmatar o PD.6. Para as origens dos problemas foram efetuadas várias melhorias, apresentadas posteriormente à tabela, pretendendo uma redução das NC produzidas.

Tabela 16 - Não Conformidades da Pintura

TIPO CAUSA(S) AÇÕES CORRETIVAS AÇÕES PREVENTIVAS

ÁGU

A

Secagem insuficiente no TUS

(temperatura inferior à necessária) 1. Lixar zona onde se encontra o defeito até o substrato; 2. Lixar levemente a restante peça;

3. Limpar com pano e soprar com ar comprimido;

4. Caso seja cor 18, 23 ou 39 queimar no TUP, senão passar à etapa seguinte;

5. Repintar.

Colocação de cortina de antes do TUS (a)

Excesso de água nas peças, devido

ao design Em caso de grandes peças retirar o excesso de água antes da entrada do TUS (b), no caso de peças com pouca água limpar após o TUS

Descuido dos colaboradores não secando as peças problemáticas após o TUS

Alertar os pintores e responsável pela secção de pintura para apontamento da peça em questão (c)

14 Técnica reconhecida como “tempestade de ideias”, em que um grupo se reúne e indique diferentes ideias/pensamentos relativos a determinado tema, de forma a ser possível chegar a consensos e a ideias novas.

TIPO CAUSA(S) AÇÕES CORRETIVAS AÇÕES PREVENTIVAS BR IL HO VA RI ÁVE

L Temperatura no TUP fora dos

limites de especificação 1. Quando se trata de brilho a mais queima-se a peça; 2. No caso de brilho a menos verifica-se a espessura, caso seja derivado a espessura insuficiente repinta-se, caso contrário envia-se para o cliente.

Colocação de cortina de ar na saída do TUP (d)

Espessura variável (muito elevada

ou muito reduzida) Alertar pintores

Elevada tensão nas pistolas Alertar os pintores do ocorrido e

da cor em que ocorreu

CA SC A DE L AR AN JA

Aspeto que pode ser causado pelo

excesso de tinta Proceder como indicado no ponto referente ao excesso de tinta. Com o arranque do transportador

(após paragem) a primeira aspersão, na cabine tribo, causa casca que laranja

1. Lixar zona onde se encontra o defeito até o substrato;

2. Lixar levemente a restante peça;

3. Limpar com pano e soprar com ar comprimido;

4. Caso seja cor 18, 23 ou 39 queimar no TUP, senão passar à etapa seguinte;

5. Repintar.

Evitar ter peças em frente das pistolas automáticas no arranque da cabine.

Pressão de pulverização elevada Alertar pintores

Pó muito grosso Informar fornecedor

Pó velho Verificar sempre validade do pó

antes da sua utilização

CO NT AMIN AÇ ÃO C OM O UT RA C OR

Limpeza da cabine corona efetuada deficientemente, pode contaminar as peças que passam provindas da cabine tribo

1. Repintar. Efetuar a limpeza conforme indicado na instrução que se encontra fixada à cabine; ter especial atenção a fechar as portas e verificar se a cabine corona se encontra a aspirar corretamente (e)

Mangueiras contaminadas Efetuar limpeza de mangueiras;

em caso de dificuldade convocar o responsável pela secção de pintura; mudar as mangueiras conforme indicado no plano de manutenção (f)

Limpeza do ciclone insuficiente Efetuar a limpeza conforme as fichas de 1º nível (g)

Ruptura e posterior acumulação da

borracha isoladora do ciclone Verificar a perfeita isolação e limpeza da borracha do ciclone

CO R DI ST IN TA

Tempo de polimerização fora dos

limites necessários 1. Verificar, de imediato, se as temperaturas no TUP se encontram dentro do intervalo requerido. Verificar espessura. Informar responsável pela secção para, se necessário, contactar o fornecedor;

2. No caso das peças a serem repintadas, se o problema for resultado de falta ou excesso de tinta proceder conforme indicado nos respetivos pontos;

3. Caso contrário repintar.

Alertar pintores e responsável pela secção a velocidade à qual o tempo de polimerização foi insuficiente e a cor NC.

Temperatura de polimerização fora

dos limites necessários Alertar pintores para aumentar a temperatura Espessura muito elevada ou muito

reduzida Alertar pintores

Velocidade elevada nas pistolas faz com que as partículas metálicas (mais pesadas) caiam

Ter atenção à velocidade das pistolas, consoante o tipo de tinta

TIPO CAUSA(S) AÇÕES CORRETIVAS AÇÕES PREVENTIVAS CR AT ER AS /O LHO DE P EI XE

Pintura efetuada sobre água (ver no tópico referente à água nas peças) Pintura efetuada sobre óleo (ver no tópico alusivo ao óleo)

Presença de silicone 1. Lixar zona onde se encontra o defeito até o substrato;

2. Lixar levemente a restante peça;

3. Limpar com pano e soprar com ar comprimido;

4. Caso seja cor 18, 23 ou 39 queimar no TUP, senão passar à etapa seguinte;

5. Repintar.

Na compra de qualquer material a utilizar na secção de pintura (em especial nas cabines), ter especial atenção à ausência total de silicone

Problemas resultantes do

tratamento de superfícies Verificar se os aspersores se encontram desobstruídos (h); realizar a manutenção e mudanças dos banhos conforme o plano de manutenção e instruções DE FE IT O DE C HA PA

Existência de saliências, ou outros problemas, provenientes dos processos da serralharia

1. Enviar para serralharia para consertar ou, nos casos mais graves enviar para a sucata; 2. Lixar a peça;

3. Limpar com pano e soprar com ar comprimido;

4. Caso seja cor 18, 23 ou 39 queimar no TUP, senão passar à etapa seguinte;

5. Repintar.

Alertar chefe de célula para alertar soldadores e responsáveis pela carga das peças (que deveriam ter rejeitado a peça)

EXC ES SO DE T IN

TA Retoque excessivo de tinta 6. Lixar a peça;

7. Limpar com pano e soprar com ar comprimido;

8. Caso seja cor 18, 23 ou 39 queimar no TUP, senão passar à etapa seguinte;

9. Repintar.

Alertar pintores

Alimentação inconstante de pó Efetuar limpeza de pistolas

Tensão instável Ajustar parâmetros antes d a

pintura FAL TA DE T IN TA

Gancho isolado (excesso de tinta ou

colocado ao contrário) 1. Repintar No caso da colocação inversa ao necessário trata-se de um erro humano, deve ser chamada a atenção dos colaboradores; no que concerne ao excesso de tinta o gancho deve ser retirado e colocado na caixa dos ganchos (caixa exibida na Figura 71) a enviar para decapagem (i) Falta de retoque de tinta em zonas

com dificuldade de aplicação pelas pistolas automáticas

Alertar pintores e estudar soluções adicionais (j)

Alimentação inconstante de pó Efetuar limpeza de pistolas

Tensão instável Ajustar parâmetros antes d a

pintura

FE

RR

UGE

M

Descuido aquando a carga (não mergulharam no produto para retirar a ferrugem)

1. Lixar zona onde se encontra o defeito até o substrato;

2. Lixar levemente a restante peça;

3. Limpar com pano e soprar com ar comprimido;

4. Caso seja cor 18, 23 ou 39 queimar no TUP, senão passar à etapa seguinte;

5. Repintar.

TIPO CAUSA(S) AÇÕES CORRETIVAS AÇÕES PREVENTIVAS

LI

XO

(k

)

Lixo caído do transportador 1. Lixar zona onde se encontra o defeito até o substrato;

2. Lixar levemente a restante peça;

3. Limpar com pano e soprar com ar comprimido;

4. Caso seja cor 18, 23 ou 39 queimar no TUP, senão passar à etapa seguinte;

5. Repintar.

Limpeza do transportador (l) Lixo caído do telhado ou trazido

pelo vento após a cabine corona (lixo pode provir do pavimento ou paredes)

Colocação de uma zona isolada, após a cabine, do transportador quase até ao pavimento (m). Manter o chão e paredes limpas.

Lixo existente no ciclone Efetuar a limpeza total do ciclone

(raspando e aspirando simultaneamente, de forma a não obstruir as mangueiras)

Lixo existente no TUS Limpeza do TUS (n)

Lixo existente no TUP Limpeza do TUP (o)

Lixo solto das cabines Efetuar limpeza com periocidade

indicada nas fichas de manutenção (p) e verificar manutenção dos filtros (q) Peças tocam nas paredes do TTS

que se encontram com elevado grau de sujidade

Efetuar a desincrustação do TTS (conforme indicado na instrução junto ao TTS e apontado no plano de manutenção)

Tinta contaminada Conservar os sacos com tinta

fechados (r)

ÓL

EO

Óleo derramado da lubrificação do

transportador 1. Lixar zona onde se encontra o defeito até o substrato; 2. Lixar levemente a restante peça;

3. Limpar com pano e soprar com ar comprimido;

4. Caso seja cor 18, 23 ou 39 queimar no TUP, senão passar à etapa seguinte;

5. Repintar.

Alertar responsável pela manutenção (s)

Óleo existente na sobreposição de chapa (normalmente os pintores soprar com ar comprimido estas zonas para expelir o óleo)

Estudar produtos químicos para os banhos do TTS, que permitam reduzir/eliminar a ocorrência de óleos nas peças (t)

Óleo não retirado no TTS, provindo dos processos de serralharia

PE ÇA A MOL GAD A

Queda no TUP 1. Enviar para serralharia para consertar ou, nos casos mais graves enviar para a sucata; 2. Lixar a peça;

3. Limpar com pano e soprar com ar comprimido;

4. Caso seja cor 18, 23 ou 39 queimar no TUP, senão passar à etapa seguinte;

5. Repintar.

Verificar se existe alguma peça solta dentro do TUP

Fratura de gancho Mudar ganchos com maior

regularidade Má colocação da peça no

transportador Alertar colaboradores da carga

Defeito provindo antes da secção

de pintura Alertar chefe de célula que deve indicar ao responsável pela entrega na secção

RI

SC

OS

Defeito provindo antes da secção

de pintura 1. Enviar para serralharia para consertar, em casos de apenas a pintura se encontram riscada passar para a etapa seguinte; 2. Lixar a peça;

3. Limpar com pano e soprar com ar comprimido;

4. Caso seja cor 18, 23 ou 39 queimar no TUP, senão passar à etapa seguinte;

5. Repintar.

Alertar chefe de célula que deve indicar ao responsável pela entrega na secção

Peça riscada no TUP Verificar estabilidade e dimensão

da peça antes da entrada do TUP, de modo a evitar riscos provocados pelo embate com a estrutura

Observações e Melhorias:

cortinas de ar, tendo estas que ser impreterivelmente alinhadas na vertical, de modo a que as peças não sejam derrubadas. A colocação das cortinas de ar permite reduzir as fugas de calor existentes, estabilizar a temperatura e, também, diminuir a temperatura exterior. Segundo os fornecedores das cortinas de ar escolhidas, a colocação destas permite reduzir cerca de 3% do gás consumido. As cortinas de ar no TUS serão colocadas na entrada do túnel, uma vez que é daí que sai a maioria do calor. A sua aquisição está prevista para Setembro/Outubro do presente ano.

Conjuntamente foi pedido à equipa de manutenção a elaboração de painéis de isolamento para entrada e saída do TUS (zona assinalada na Figura 93), pois é pelo topo que existe maior perda de calor.

(b) Na empresa existe uma resistência à alteração do design das peças e colocação de mais furação para escoamento de água. Devido a este facto, e tentando-se resolver o PS.2 e, em certo modo, o PT.3, projetou-se, juntamente com a equipa de manutenção da empresa, um mecanismo de aspiração da água existente nas peças maiores (maioritariamente armários). O equipamento foi elaborado com materiais existentes na empresa (Figura 94), tendo-se encomendado os mecanismos necessários para a elaboração de um “braço” automático, que funcionará através de sensores.

Figura 93 - Abertura Superior nas Extremidades dos Túneis

Figura 94 - (a) Equipamento Provisório para Aspiração de Peças; (b) Aspiração de Armário

Após aquisição dos materiais para elaboração do “braço” automático, será produzida uma estrutura em aço inoxidável para substituir o equipamento provisório.

(c) Embora haja resistência, por parte da administração, na alteração das peças, com o objetivo de diminuir estes problemas, no futuro deve-se ter especial atenção a estes fatores. A empresa deve ter especial atenção ao designfor manufacturing, ou seja, ao projetar os produtos deve-se atender não só às necessidades dos clientes, como a uma fácil produção e a baixo custo.

(d) Em semelhança com o indicado para o TUS, optou-se pela colocação de cortinas de ar verticais e de painéis superiores de isolação na entrada e saída do TUP. No entanto, contrariamente às cortinas de ar do TUS, estas ficarão colocadas no final do túnel. Esta opção deveu-se ao facto de se verificar que é na saída que existe a maior perda de calor, e por não ser possível a colocação na entrada, uma vez que a

circulação do ar faria com que o pó (ainda não polimerizado) fosse retirado das peças. As melhorias resultantes da colocação das cortinas de ar são similares às citadas anteriormente, permitindo uma melhoria das condições de trabalho no posto de descarga, eliminando-se o PP.3. Conjuntamente permite uma regulação eficaz dos queimadores, resolvendo-se, o PP.1.

(e) Requisitou-se à equipa de manutenção um sistema que permita fechar as portas com maior facilidade e que possibilite fechá-las no interior da cabine. Esta melhoria deveu-se a reclamações dos pintores que indicaram que o fecho das portas é problemático. Em relação à aspiração, foi adquirido um anemómetro para verificação da aspiração (parâmetros indicados na secção 5.14).

Relativamente à cabine tribo, as aberturas indicadas no PB.9 foram fechadas com chapas de aço inoxidável, tendo sido colocadas portas para apenas estar aberto o espaço necessário para o pintor pintar (Figura 95). Deste modo melhorou-se a aspiração da cabine tribo, assim como a limpeza da zona, existindo um menor desperdício de tinta.

(f) Acrescentou-se no plano de manutenção (ver secção 5.14) a mudança anual das mangueiras. A mudança de mangueiras foi efetuada durante o período de dissertação (não existindo a mudança há um longo período de tempo). Na mudança existiu a sugestão de um dos pintores de encurtar o comprimento das mangueiras (Figura 96), passando-se estas por baixo da cabine. Este facto foi possível devido ao fosso colocado no pavimento subjacente à cabine, como indicado na secção 5.9.

Figura 95 - Cabine Tribo com Painéis Isoladores Figura 96 - (a) Circuito de Mangueiras Antes; (b) Novo Circuito das Mangueiras

Este encurtamento das mangueiras permitiu uma redução de custos muito elevada, uma vez que se tratam de mangueiras especiais para a pintura eletrostática, e melhorou consideravelmente a pintura devido ao menor comprimento (redução de 43%).

(g) Foi acrescentado ao plano de manutenção a limpeza/aspiração do ciclone (ver secção 5.14). (h) Adicionou-se ao plano de manutenção (secção 5.14) a verificação diária da desobstrução dos

aspersores, antecedendo à entrada das peças no TTS.

(i) O envio de ganchos para decapar passou a ser efetuado com maior frequência para evitar o isolamento dos ganchos e a consequente queda de objetos na descarga.

(j) Em alguns casos, a falta de tinta por retoque insuficiente dos pintores deve-se à dificuldade da aplicação. Durante a dissertação constatou-se a necessidade da aquisição de um bocal para a pintura manual dos blocos com grande profundidade. O estudo de outros casos e solução dos mesmos deve ser alvo de especial atenção de forma a reduzir-se as NC.

(k) Encomendou-se uma lupa especial que permitirá visualizar qual o lixo existente na peça (cabelo, etc.). (l) Adicionou-se ao plano de manutenção a limpeza do transportador (ver secção 5.14).

(m) Esta ação foi aceite pela empresa, encontrando-se afeta a execução à equipa de manutenção. (n) Adicionou-se ao plano de manutenção (5.14) a limpeza do TUS, para reduzir as contaminações. (o) Similarmente com o realizado para o TUS, adicionou-se ao plano de manutenção a limpeza do TUP. (p) Foi colocado na cabine manual um “pré-filtro” que permite que a tinta e poeiras não circulem no ar e, possivelmente, possam circular junto às peças com tinta não polimerizada (“manta” verde da Figura 97). As ações de manutenção foram criadas, encontrando-se na secção 5.14.

(q) A manutenção e periocidade de mudança dos filtros foram alvo de estudo, como é possível verificar as alterações na secção 5.14. Os filtros finais das cabines encontravam-se totalmente inutilizáveis. Como a função destes é a filtragem da tinta em pó para o ambiente, a filtragem não existia o que fazia com que houvesse muito pó no ar e, consequentemente, a tinta ou lixo prendia-se às peças.

(r) A grande maioria dos sacos de tinta continha abraçadeiras descartáveis. Para a abertura destes os colaboradores usavam ganchos que rasgavam o saco e derramavam tinta. Após a abertura estes permaneciam abertos e sujeitos a contaminações. Para solucionar este problema, colocou-se junto à estante de tintas um suporte (Figura 98) com uma tesoura, abraçadeiras reutilizáveis e uma caneta (que permite apontar no saco a cor quando tem pouca quantidade de tinta e, portanto, eliminar a caixa).

Assim, os sacos voltam a ser fechados, impedindo possíveis contaminações.

(s) Foi constatado que o lubrificante aplicado no transportador contamina as peças. Verificou-se que o lubrificante não era o indicado para as condições da secção procedendo-se à substituição do produto. Conjuntamente projetou-se uma estrutura para o transportador que impede que o óleo caia nas peças. (t) Durante a dissertação foram contactados diversos fornecedores de químicos para o tratamento de superficial das peças. A deliberação do fornecedor, cujos produtos vão ser testados (no final do ano), está a cargo do responsável da manutenção.

Após analisadas as várias causas para as NC foi construído um diagrama de causa-efeito (Figura 99).

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