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R EASONS WHY TERRORIST ORGANIZATIONS DO NOT POSSESS THE CAPABILITIES

3. CHAPTER THREE: CAN IT BE IN THE INTEREST OF TERRORIST ORGANIZATIONS TO

3.4 R EASONS WHY TERRORIST ORGANIZATIONS DO NOT POSSESS THE CAPABILITIES

O bairro da Lapa possui uma excelente condição de macroacessibilidade devido ao sistema viário de porte e a presença do terminal de ônibus, e das estações da CPTM. A região é cortada por duas linhas de transporte ferroviário operadas pela CPTM (figura 3.5): as Linhas 7-Rubi e 8-Diamante. A estação Lapa da Linha 7-Rubi foi inaugurada no fim do século XIX, em 1899; já a estação Lapa da linha 8-Diamante foi aberta ao público em 1979. O contexto metropolitano das duas linhas de trem impactam na dinâmica local do nó de transporte da Lapa.

Figura 3.5: Mapa da CPTM (destaque para as linhas 7-Rubi e 8-Diamante)  

Fonte: CPTM7

O contexto metropolitano das duas linhas impactam na dinâmica do nó de transportes, portanto, é fundamental entendermos a situação do trem metropolitano na atualidade. A rede da CPTM é decorrente das antigas ferrovias de carga e suas linhas são implantadas predominantemente em superfície com o uso de vala, elevado o túnel apenas em trechos pontuais. A única exceção é o trecho da estação

              

7 Disponível em http://www.cptm.sp.gov.br/Style%20Library/Images/publicidade/mapa_da_rede.png.

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da Luz onde o rebaixamento da via foi construído em 1900 em conjunto com o edifício atual, que substituiu o primeiro inaugurado o primeiro em 1867 (ISODA, 2013). Cabe destacar que a implantação em nível acarreta um grande número de cruzamentos controlados por cancelas, dificuldades operacionais e segregação espacial (ISODA, 2013).

A Linha 7-Rubi8 liga a estação da Luz à Jundiaí. A linha se origina da antiga S.P.R., quando estatizada, em 1945, foi denominada por Estrada de Ferro Santos- Jundiaí (EFSJ). Entre os anos de 1950 de 1960 foi incorporada pela Rede Ferroviária Federal (RFFSA), e mais recentemente, nos anos 909, pela CPTM. A

linha original foi seccionada em duas (atuais linhas 7 e 10) de modo que a estação da Luz seja um grande nó de interconexão e integração. E se conecta com outras linhas na estação Brás (11 e 12 da CPTM e 3 do metrô) (ISODA, 2013).

A Linha 8-Diamante liga a estação Júlio Prestes, no centro, ao município de Itapevi à Oeste da Região Metropolitana. Esta linha tem origem na Companhia Sorocabana (C.So.), de 1875 tendo sido estatizada em 1919, renomeada por Estrada de Ferro Sorocabana. Em 1971 passou a ser administrada pela Ferrovia Paulista S.A. (FEPASA), empresa do Governo do Estado de São Paulo.

A estação Júlio Prestes é dista 400 metros da estação da Luz. As linhas são fisicamente separadas em função da origem da divisão em companhias distintas (uma federal e outra estadual) e do sistema operacional distintos: bitolas10 métrica e

larga (ISODA, 2013).

As políticas de modernização da CPTM instituídas pelo Governo Estadual a partir da década de 90 tinham como principal objetivo “aproximar a rede da CPTM à do metrô, principalmente do ponto de vista tecnológico sem alterar a sua inserção urbana.” (Isoda 2013, p. 56). As linhas da CPTM, conforme a sua modernização, ganharam nomenclaturas distintas de acordo com os trechos de ligação. Entre os anos de 1990 e 2009 as linhas eram denominadas por letras e cores, após 2009 as linhas foram denominadas por números e cores (ISODA, 2013).

              

8 Juntamente com a linha 10. Liga a estação da luz à região do ABC paulista, passando por Santo

André, São Bernardo, São Caetano e Mauá.

9 “Em 1991 é criada a Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM), que passa a congregar as

companhias estaduais, entre elas a recém criada CPTM, que unifica a rede ferroviária de passageiros, até então cindida em duas companhias (CBTU e Fepasa), num processo que durou de 1992 até 1996” (ISODA, 2013, p. 71).

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A rede atual da CPTM por ter sido construída por uma rede de cargas é formada por 5 linhas radiais e apenas uma tangencial reforçando a relação centro- periferia. O fato de serem dois sistemas distintos com duas bitolas diferenciadas existem na Lapa duas estações, uma junto à linha 7 inaugurada em 1899 e outra junto à linha 8 inaugurada em 1979. O quadro abaixo indica 5 linhas da CPTM com a nomenclatura adotada entre a década de 90, 2009 e atual.

Figura 3.6: Linha do tempo das companhias ferroviárias paulistanas

Fonte: Isoda (2013)

De acordo com dados do ano de 201211 a Linha 7-Rubi Carregou 401.573

passageiros e a linha 8-Diamante 447.285 passageiros. A estação intermodal Palmeiras-Barra-Funda a leste da Lapa, que está inserida a Área de Influencia Indireta, integra o sistema metroviário por meio da Linha 2-Vermelha, as Linhas 8 e 7 da CPTM (que passam pela Lapa) e o terminal de ônibus (figura 3.7). É neste terminal que os usuários das linhas 7-Rubi e 8-Diamante fazem trocas entre elas ou com o metrô, com integração tarifaria.

Figura 3.7: Estação-Terminal Palmeiras-Barra-Funda

Fonte: http://www.metro.sp.gov.br/sua-viagem/linha-3-vermelha/estacao-barra-funda.aspx

              

11 Dados disponíveis em http://www.cptm.sp.gov.br/a-

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A região conta ainda com Terminal de Ônibus Lapa que integra a rota do corredor de ônibus Pirituba-Lapa-Centro (figura 3.8).

Figura 3.8: Mapa dos corredores de ônibus da cidade de São Paulo (destaque para o corredor Pirituba-Lapa-Centro)

Fonte: SPTrans (2015)12

Segundo Borges, Kawamata e Reis (2015) o corredor liga o bairro de Pirituba, na região Noroeste de São Paulo ao Centro, passando pelo bairro da Lapa, Barra Funda e Santa Cecília. Além de acessar o terminal Lapa, os usuários podem acessar o terminal Pirituba e Amaral Gurgel ao longo do corredor.

3.2 Área de Influência Direta

A Área de Influencia Direta é constituída pelas duas estações Lapa da linha 7- Rubi CPTM, ao nordeste da linha férrea, com seus acessos na Rua William Speers e Rua John Harrison e o Terminal Lapa que conecta-se com a estação Lapa da linha 8-Diamante da CPTM, e os dois equipamentos tem acesso à Rua Guaicurus (figura 3.9).

              

  113 Figura 3.9: Área de Influência Direta (AID) – Nó Lapa

Fonte: MDC 2005, Google Earth e tratamento da autora

A seguir apresenta-se os aspectos considerados fundamentais para a caracterização do entorno deste nó de transportes: estações de trem, terminal e paradas dos modais de transportes do nó, uso e ocupação do solo e espaços públicos que articulam os nós de transportes.