4. CHAPTER FOUR: CAN IT BE IN THE BEST INTEREST OF A TERRORIST
4.3 G OALS FOR TERRORIST ORGANIZATIONS
A AID do nó da Lapa foi recortada em duas para facilitar a análise do movimento de pedestres: 1) trecho que compreende o entorno do Terminal Lapa e da estação de trem Lapa da Linha 8-Diamante; 2) trecho que o entorno da estação de trem Lapa da Linha 7-Rubi, junto às ruas Rua William Speers e John Harrison. Optou-se pela divisão em duas áreas devido a distância entre as estações de trem e a impossibilidade de captar a complexidade do movimento no entorno do nó, mesmo ciente das limitações desta opção. O movimento dos pedestres se faz por diversas direções e a interligação entre as duas estações ocorre pelas calçadas e passagens. Os recortes adotados capturam este movimento somente no entorno imediato de cada estação, onde observou-se maior concentração de pedestres. Outro fator importante que deve ser mencionado é que as Linhas 7-Rubi e 8-Diamante integram-se na estação Palmeiras-Barra Funda, a leste da área de estudo, e a maioria dos usuários fazem conexão entre as linhas de trem nesta estação pagando apenas uma tarifa.
Para a análise do movimento de pedestres, nos dois recortes da área de estudo foram selecionadas 5 situações (figura 4.6), a saber:
1) Acesso da estação Lapa (Linha 8-Diamante) pela Rua Guaicurus;
2) Passagem que liga a estação Lapa da Linha 8-Diamante da CPTM ao terminal e à Rua John Harrison;
3) Calçada e acesso à passagem sob a linha férrea que dá acesso ao Terminal Lapa;
4) Passagem, acesso à estação Lapa da linha 7-Rubi da CPTM e pontos de ônibus existentes na Rua John Harrison;
5) Acesso à estação Lapa da linha 7-Rubi da CPTM e pontos de ônibus na Rua William Speers.
153 Figura 4.6: Nó de transportes da Lapa –
Área selecionada para a análise do movimento do pedestre
Fonte: Base - MDC 2005 e Elaboração da autora
Após o entendimento do movimento de pedestres no entorno de cada estação apresenta-se uma análise integrada do uso das calçadas, do movimento de pedestres no entorno deste grande conjunto urbano.
As figuras 4.7 e 4.8 indicam as fotos aéreas do entorno das duas estações de trem da Lapa. É possível observar a implantação dos equipamentos, do terminal, as faixas de pedestres, arborização e outros elementos que são importantes na análise.
Figura 4.7: Entorno da Estação Lapa da linha 8-Diamante e Terminal Lapa
154 Figura 4.8: Entorno da Estação Lapa da linha 7-Rubi
Fonte: Google Earth (2015) e tratamento da autora
Movimento de pedestres no entorno da estação de trem Lapa da Linha 8- Diamante e Terminal Lapa (situações 01, 02 e 03)
As figuras 4.09 e 4.10 apresentam a concentração de pedestres e rotas do entorno da estação Lapa da Linha 8-Diamante e Terminal Lapa.
155 Figura 4.09: Lapa - Concentração e rotas de pedestres (situações 01, 02 e 03) - Manhã
156 Figura 4.10: Lapa - Concentração e rotas de pedestres (situações 01, 02 e 03) - Fim da tarde
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Movimento de pedestres no entorno da estação de trem Lapa da Linha 7-Rubi (situações 04 e 05)
As figuras 4.12 e 4.13 apresentam as rotas e concentração de pedestres no período da manhã e do fim da tarde no entorno da estação Lapa da Linha 7-Rubi.
Figura 4.12: Lapa - Concentração e rotas de pedestres (situações 04 e 05) - Manhã
Fonte: Base - MDC 2005 e Elaboração da autora
Figura 4.13: Lapa - Concentração e fluxos de pedestres (situações 04 e 05) - Fim da tarde
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duas partes: 1) síntese dos problemas específicos de cada nó; 2) comparação entre os dois nós de transporte identificando os problemas comuns.
Nó de transportes Consolação/Paulista - Rotas, concentração de pedestres, mobiliário urbano e equipamentos temporários
A seguir (figura 4.15) apresenta-se um mapa de sobreposição da concentração e rotas predominantes de pedestres e do mobiliário urbano e equipamentos temporários.
Figura 4.15: Rotas, concentração de pedestres
e mobiliário urbano e equipamentos temporários – Nó Consolação/Paulista
Fonte: Base - MDC 2005 e Elaboração da autora
Problemas específicos do entorno do nó Consolação/Paulista
• No canteiro central da Rua da Consolação, o espaço da parada do corredor de ônibus parece insuficiente. O embarque e desembarque das paradas ocupam toda a sua dimensão e o movimento dos pedestres é comprometido em função da quantidade de usuários.
• O fato de não existirem bancos na área faz com que usuários sentem-se em canteiros ou em escadas externas dos edifícios (figura 4.16).
163 Figura 4.16: Usuários sentados em degraus na Av. Paulista
Fonte: Acervo da Autora
• Observa-se que somente na Av. Paulista existem algumas placas para sinalização para pedestres (figura 4.17).
Figura 4.17: Sinalização para pedestres na Av. Paulista
Fonte: Acervo da Autora
• Na Passagem Literária (figura 4.18), onde está localizado o sebo, o movimento de pedestres é quase nulo. Desde a implantação do corredor de ônibus e da travessia de pedestres em nível, a passagem da rua da Consolação perdeu a função inicial e não é mais utilizada como elemento de ligação entre os dois lados da via. Nos horários visitados observou-se que poucas pessoas acessaram a área em direção ao sebo de livros que ali existe.
164 Figura 4.18: Passagem sob a R. da Consolação
Fonte: Acervo da Autora
As calçadas da Av. Paulista podem ser entendidas como espaço público linear de desfrute e encontro, por turistas e moradores. Suas atividades culturais e de lazer e, principalmente, o próprio espaço urbano que representa a Av. Paulista, atraem pessoas que buscam a região para o divertimento.
Nó de transporte Lapa: Rotas, concentração de pedestres, mobiliário urbano e equipamentos temporários
O mapa geral a seguir (figura 4.19) sintetiza o movimento dos pedestres nos dois trechos selecionados para estudo do nó de transporte Lapa. Oserva-se que o movimento de pedestres concentra-se no espaço publico linear: calçadas e passagens.
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Problemas específicos do entorno do nó de transportes da Lapa
Observa-se que no entorno da estação Lapa da linha 7-Rubi as calçadas não foram dimensionadas para a quantidade de pessoas que se movimentam, implicando na qualidade do acesso ao equipamento de transporte, onde muitas vezes o próprio pedestre é a barreira para o trânsito. Destaca-se a R. William Speers (Figura 4.20), onde o tamanho das calçadas é desproporcional para o uso. Os ônibus que se direcionam principalmente à região noroeste da cidade param nessa rua, sem acessar o terminal Lapa. É como se a rua fizesse papel de terminal (improvisado) na interligação da estação Lapa da linha 7-Rubi ao sistema de ônibus.
Figura 4.20: R. William Speers – Calçadas e fluxo de ônibus
Fonte: Acervo da Autora
Também em relação à dimensão, na Rua J. Harrison há problemas, principalmente em função da quantidade de paradas de ônibus e do acesso à passagem subterrânea que dá acesso à estação Lapa da Linha 7-Rubi. O acesso à passagem foi implantado na calçada desta rua (figura 4.21).
167 Figura 4.21: Rua John Harrison – Acesso à passagem subterrânea
Fonte: Acervo da Autor
Em todas as paradas de ônibus nos espaços do entorno do nó existe concentração de pedestres. Estes se movimentam com dificuldade, muitas vezes invadindo o leito carroçável (figura 4.22).
Figura 4.22: Foto da calçada da Rua William Speers (ao lado da estação Lapa da linha 7)
Fonte: Acervo da Autora
Os vendedores ambulantes estão instalados junto aos acessos dos equipamentos de transportes e das passagens. Um exemplo é a passagem subterrânea que promove ligação entre as ruas Wiliam Speers e John Harrison e ao
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eixo da estação lapa da linha 7-Rubi (figuras 4.23, 4.24 e 4.25). Esta passagem é bastante utilizada para acessar as paradas de ônibus em ambos os lados da estação de trem.
Figura 4.23: Passagem sob a estação Lapa da linha 7 Liga a rua John Harrison à rua William Speers
Fonte: Base - MDC 2005 e Elaboração da autora
Figura 4.24: Passagem subterrânea sob a Rua John Harrison, estação Lapa da linha 7-Rubi e Rua William Speers
Figura 4.25: Passagem subterrânea que passa sob a Rua John Harrison e a estação Lapa da linha 7-Rubi da CPTM ligando-se à Rua William Speers
170 iluminação existem rampas improvisadas,
piso tátil apenas de alerta e nenhum outro recurso tátil, sonoro ou visual, exigidos pela NBR 9050.
Fonte: Elaboração da autora
Os problemas relacionados à dimensão dos espaços públicos por onde movimentam-se os pedestres no entorno dos dois nós de transportes são similares. Os espaços públicos lineares e abertos analisados, principalmente as calçadas, possuem dimensão reduzida frente à quantidade de pessoas que acessam os modos de transportes das áreas de estudo. As calçadas de ambas as áreas não obedecem a NBR 9050 (2015), que indica as dimensões mínimas das faixa de
serviço, faixa livre ou passeio e faixa de acesso. Na rua da Consolação, o volume de
pedestres é significativamente maior que a dimensão existente - de aproximadamente 4 metros - para a quantidade de pessoas que ali transitam nos diversos horários do dia. Este problema impacta na velocidade do movimento de pedestres que em determinados pontos a concentração é tão intensa que o pedestre torna-se a própria barreira para o movimento.
As calçadas da Lapa também são subdimensionadas, no entanto como o movimento de pedestres é mais localizado principalmente nos horários de pico os conflitos são menos impactatantes na velocidade das pessoas.
Como parte fundamental para o conjunto da mobilidade do nó da Lapa, as passagens subterrâneas destacam-se pela péssima situação em relação à dimensão, destacando-se a que têm acesso direto à estação linha 7-Rubi. Além da largura, os tetos são baixos, ocasionando sensação de desconforto nos pedestres que por ali transitam para acessar os modos de transportes ou mesmo para ir da Lapa da Cima para a Lapa de Baixo. Já a passagem literária sob a r. da Consolação não evidencia problemas em relação à dimensão.
Em relação à pavimentação dos espaços de circulação as duas áreas de estudo apresentam problemas semelhantes que se referem principalmente a: qualidade do material utilizado e à falta de manutenção das calçadas. Importante destacar que em certas situações, o fato de cada calçada ser de responsabilidade do proprietário do lote interfere na qualidade da pavimentação e na manutenção do piso, não importando se aquela calçada integra-se ao conjunto de espaços públicos que interligam os modos de transportes. Este problema ocorre na r. da Consolação e
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no entorno das estações da Lapa, principalmente na r. William Speers, nas proximidades da estação de trem Lapa da Linha 7-Rubi. Do lado oposto, a Av. Paulista apresenta melhor qualidade da pavimentação de suas calçadas, contínua e com o mesmo material. A manutenção das calçadas da Av. Paulista, embora superior as demais calçadas das áreas analisadas, apresenta problemas pontuais, como alguns buracos, principalmente próximo às caixas de energia e caixas de ventilação implantadas no piso.
As praças e “sobras urbanas” das duas áreas de estudo apresentam poucos problemas em relação à pavimentação, apesar da evidente falta de manutenção com a presença de buracos. O principal problema destes espaços é o pouco uso, visto que não há articulação entre estes e os modais e outras atividades do entorno. Apesar de na maioria das edificações do entorno existir um uso no térreo, essas atividades existentes não tem um impacto forte para a convivência dos pedestres nestes espaços.
A acessibilidade e a adequação às normas de desenho universal dos espaços públicos lineares e abertos das duas áreas de estudo apresentam problemas decorrentes da falta de projeto e manutenção. Os elementos para pessoas com mobilidade reduzida é resultado de uma adequação exigida por lei; no entanto o caráter é de improviso. Os principais aspectos notados tanto na r. da Consolação, quanto nas ruas da Lapa são: 1) não existência/continuidade do piso tátil; 2) rampas improvisadas e com problemas de manutenção; 3) desníveis das calçadas; 4) falta de estímulos visuais, táteis e sonoros; 5) pavimentação discontínua;
A Av. Paulista que passou por ampla reforma para se adequar às normas de acessibilidade também apresenta ausência de alguns dispositivos de acessibilidade. Os elementos táteis obrigatórios por lei (pela NBR 9050) só existem no piso. Os outros estímulos visuais, táteis e sonoros não foram encontrados no trecho analisado. Em relação as passagens, a pesquisa evidenciou que nenhuma possui elementos de acessibilidade; nas subterrâneas, em ambas as áreas, o acesso ocorre apenas por escadas.
Nas duas áreas de estudo a pesquisa identificou espaços públicos subdimensionados para as demandas, além da baixa qualidade da pavimentação das calçadas e canteiros, destacando-se positivamente as calçadas da Av. Paulista (espaço que é fruto de um projeto urbano) e o conjunto formado pela estação de trem Lapa da Linha 8-Diamante e Terminal Lapa.
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A pior situação encontra-se na Lapa, com destaque para o entorno imediato da estação da Lapa da Linha 7-Rubi, bem como as duas passagens subterrâneas de transposição da linha de trem e acesso aos pontos de ônibus, nas ruas adjacentes à estação, principalmente a rua William Speers.
As fotos abaixo (figura 4.26) representam os problemas do conjunto da dimensão, pavimentação e acessibilidade por meio dos exemplos das calçadas das duas áreas analisadas. O conjunto de problemas apresentados em relação esses três aspectos acarreta na concentração de pedestres e na dificuldade ou impossibilidade de movimentação.
Figura 4.26: Concentração de pedestres nas duas áreas de estudo
Fonte: Acervo da autora
Do conjunto do mobiliário urbano e equipamentos temporários analisados (quadro 4.5), a pesquisa identificou os que apresentam maiores problemas mais significativos: iluminação, paradas de ônibus, bancas de revista, falta de bancos e aos locais para sentar, bancas de vendedores ambulantes, árvores e canteiros, placas e semáforos.
LAPA R. JOHN HARRISON