3. Skole
3.4 Problemadferd i skolen
2.5.1. Procedimentos gerais
Após a aprovação do protocolo de investigação foram iniciados os procedimentos para preparação do estudo, nomeadamente os passos para a recolha da amostra através dos instrumentos descritos no ponto anterior. Na sequência do estabelecimento das versões finais dos instrumentos, estes foram introduzidos na plataforma online Google Drive®, com a denominação anterior de GoogleDocs®, no momento da recolha da amostra. Todos os questionários foram transferidos para os respectivos formulários online, permitindo:
- O preenchimento online,
- A introdução dos dados, de forma automática na base de dados,
- A exportação dos dados directamente da plataforma online para o programa de análise estatística utilizado, reduzindo nos vários passos a probabilidade de viés de transcrição.
A par da tarefa anterior, começaram a ser feitos os primeiros pedidos de autorização para realização do estudo, dado que o desenho incluía a avaliação de todos os serviços do país, em específico os profissionais desses serviços que tivessem feito formação no MGC.
O estudo pretendeu avaliar o grau de implementação do MGC e as barreiras, dois anos depois dos profissionais terem frequentado o programa de treino descrito no ponto 3.1 do Capítulo III, da primeira parte.
Este procedimento resultou de uma decisão relevante do ponto de vista da implementação, que considera não poderem ser admitidos níveis de sustentabilidade de uma prática num serviço se estes forem avaliados apenas alguns meses, ou até um ano, depois do treino nessa prática (Fixsen, 2005).
Significa isto que a recolha de informação do Grupo da região de saúde número 1 (Algarve) ocorreu em Outubro de 2010, dois anos após o treino dos profissionais. Isto aconteceu sucessivamente com os restantes grupos da regiões de saúde: 2 (Alentejo), 3 (Centro), 4 (LVT), 5 (Norte) e 6 (Sector Social). O último grupo foi formado em Dezembro de 2009 e teve a sua avaliação entre o final de 2011 e o início de 2012.
A aplicação do método teste-reteste foi efectuada duas semanas após a primeira aplicação dos instrumentos, tendo os resultados sido codificados através de um modificador no código individual dos profissionais, com as letras: x - teste e y - reteste.
2.5.2 Contactos e pedidos de autorização junto das administrações dos hospitais
O contacto para a obtenção das autorizações das instituições do país foi elaborado por carta, com o pedido e dois documentos anexos: o primeiro com o protocolo de investigação aprovado pelo Conselho Científico da Faculdade e o segundo com os elementos sobre a
operacionalização do estudo, nomeadamente o contacto subsequente com os profissionais e os procedimentos éticos.
Nos casos em que não existiu a possibilidade de obter uma resposta neste primeiro pedido, foram realizados contactos posteriores através de correio electrónico e/ou por telefone. Os pedidos anteriores foram ainda reforçados, num terceiro tempo e nas situações consideradas necessárias, através de nova solicitação de colaboração, por carta.
As respostas favoráveis à prossecução da recolha da amostra resultaram, na sua maioria, nos seguintes procedimentos informados pelas administrações dos hospitais:
1º - Pedido de informações adicionais e/ou do envio das versões integrais de todos os instrumentos de avaliação.
2º - Autorização do Conselho de Administração, com consulta das comissões de ética e dos directores dos departamentos ou serviços.
3º - Indicação sobre a forma de proceder ao contacto com os profissionais e indicação do profissional de ligação na instituição.
2.5.3 Contactos e pedidos de autorização junto dos profissionais
O contacto posterior junto dos profissionais foi feito através de mensagem de correio electrónico, contendo:
1 - A informação sobre o processo prévio e respectiva aceitação do pedido feito aos conselhos de administração e direcções das instituições.
2 - Uma explicação sobre os objectivos, o desenho e as características do estudo, com base no protocolo de investigação.
3 - O pedido para a participação com a explicação dos procedimentos necessários.
4 - As instruções para o preenchimento dos questionários, com a atribuição do código individual de preenchimento16.
5 - As informações quanto aos princípios éticos, de confidencialidade e de consentimento, explicitadas em 2.5.5.
2.5.4. Tratamento e análise estatística dos dados
Para o tratamento e análise dos dados foram aplicados métodos de estatística descritiva e métodos de análise bivariada, comparação de subgrupos e análise multivariada, associadas à
16 O preenchimento dos questionários foi feito de forma assíncrona, depois de enviadas a hiperligações de cada
um dos questionários do protocolo através de correio electrónico. A cada profissional foi atribuído um código que permitiu identificar os casos para análise posterior de teste-reteste. O formulário teve uma formatação condicional de progressão por fases, permitindo concluir o preenchimento apenas quando não existissem respostas anteriores em falta. Pretendemos, com este método, evitar a existência de valores ausentes associados ao viés de preenchimento. Os pedidos de teste reteste foram enviados duas semanas após o preenchimento inicial dos questionários.
avaliação de serviços, nomeadamente nas dimensões da avaliação da qualidade (Prince, 2003) e da implementação de práticas baseadas na evidência (Brownson et al., 2012).
Os programas estatísticos utilizados para a análise de dados foram o IBM SPSS Statistics 19® e o IBM SPSS Statistics 20®.
2.5.5 - Direitos do participantes, confidencialidade e aspectos éticos
A participação dos profissionais no estudo foi voluntária e subsequente à disponibilização da informação descrita nos pontos anteriores. Foi expressamente clarificado o regime de total confidencialidade dos profissionais e das instituições, sendo o conhecimento dos códigos de preenchimento individual, utilizado para a identificação dos casos, exclusivo da equipa de investigação. Foi, igualmente e de forma explicita, proibida a divulgação de informações relacionadas com os participantes ou outras informações sobre o estudo, estando os profissionais obrigados ao sigilo. Todos os dados em formato informático ou em papel foram protegidos e tiveram ao longo da condução do estudo um acesso reservado.