OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
2. PERCEPCIONES DE LOS PROFESIONALES DE ENFERMERÍA DE UCI RESPECTO A LA COMUNICACIÓN CON EL PACIENTE CRÍTICO INTUBADO. RESPECTO A LA COMUNICACIÓN CON EL PACIENTE CRÍTICO INTUBADO
2.1.1 Determinantes relacionados con el contexto
2.1.1.1 Presencia de familiares y/o allegados
Os acontecimentos que se desenrolam no velho Portugal e que tão funestas consequências trouxeram, com o assassinato de S. M. El-Rei D. Carlos e de S. A. o Príncipe Luís Filipe, foram, em parte, provocados pela áspera energia desenvolvida pelo Conselheiro João Franco na direção da política lusitana.
7O Tempo, Rio Grande, 8 de fevereiro de 1908, ano II, no
O regicídio português nas páginas da imprensa rio-grandina 147 Portugal, que conhecia já a energia de João Franco, quando minis- tro do reino com Hintze Ribeiro, teve ocasião de verificar que o vigor e a força de vontade do ministro de 1893 não haviam desmerecido no presidente do conselho de 1906.
Começou então o presidente do conselho de ministros a desenvol- ver toda a sua atividade para construir solidamente seu partido.
Cada dia fazia mais sentir aos seus adversários políticos que à testa do governo português estava um estadista honesto, porém, violento, que não trepidaria em lançar mão de todos os recurso de rigor e de pressão para fortificar a agremiação partidária que dirigia, subtraindo- -a à vida efêmera que se lhe antolhava, antes de conseguir galgar o poder.
Com a dissolução das cortes, sentiam-se ainda mais peadas as liberdades na nação portuguesa e o Conselheiro João Franco que, su- bindo ao poder, havia esboçado um programa de governo, respeitando todas as franquias constitucionais, as mais amplas, oferecia cabal des- mentido aos seus compromissos.
Dava o presidente do conselho, com a dissolução do parlamento, o primeiro passo na trilha das violências, e a esses se seguiram muitos outros.
O que foi o governo franquista, as arbitrariedades que praticou no período ditatorial, conhecemos todos pela grita que, quotidianamente, se levantava na nação irmã.
João Franco, enérgico em extremo, era inflexível, e os espancamen- tos de populares, as prisões de deputados, quer monarquistas, quer republicanos, sucediam-se, e o resultado final desta campanha, inten- tada por João Franco para se conservar no poder, teve o trágico e sinistro desfecho no covarde assassinato do soberano português e do seu augusto filho.
O conselheiro João Franco nasceu em 14 de fevereiro de 1855 no Fundão.
Sobre o vaticínio do seu futuro brilhante contam a seguinte lenda:
Ao vir da igreja o cortejo batismal, um mendigo esfarrapado e de grandes barbas brancas aproximou-se da comadre, a mulher que trazia a criança ao colo, e disse, solene: “este menino há de vir a ser o primeiro vulto da sua terra. . . ”. Contaram a maravilha à mãe do profetizado e esta mostrou grão desejo de que fossem à cata do pobre. Foram, mas não o encontraram. . .
Dotado de lúcida inteligência, seguiu o curso de direto na Univer- sidade de Coimbra, onde se bacharelou em 1875.
Desde essa data, já militando no Partido Regenerador, então chefia- do pelo grande Fontes Pereira de Melo até 1884, em que pela primeira vez foi eleito deputado pelo círculo de Guimarães, João Franco ocu- pou o lugar de delegado do procurador régio em diversas comarcas portuguesas e em Lisboa, no 2o
distrito criminal.
A sua entrada para as cortes revelou em João Franco um orador correto, sem ser eloquente, e um político estudioso, discutindo sensa- tamente as questões que lhe eram confiadas.
Tomou, desde então, posição saliente no Partido Regenerador em 1893, quando o conselheiro Hintze Ribeiro, como subchefe do partido (que era nessa época dirigido por Serpa Pimentel), organizou gabinete, a João Franco confiou a pasta do Reino.
A dedicação de João Franco aos seus ideais políticos foi extraordi- nária e a prova inconcussa da sua habilidade política e da considera- ção que lhe votaram seus partidários foi ter sido um dos candidatos do partido, em que militara Rodrigues Sampaio, para a chefia, quando morreu Serpa Pimentel.
D. Carlos e D. Luís
8O Brasil, havia alguns meses, não vivia senão pensando no modo de receber a visita de D. Carlos. Essa preocupação era justa, elevada e nobre, e a visita do soberano português tinha mais de uma significação.
O regicídio português nas páginas da imprensa rio-grandina 149 Em primeiro lugar, tratava-se de um soberano, primeiro que visita- ria a América do sul, independente. Depois, o soberano era europeu e governava o povo a que mais estreitamente estamos ligados.
O Brasil não é mais do que um prolongamento de Portugal e este nada mais do que um prolongamento do nosso país. São dois povos quase fundidos num só. Um foi o descobridor do outro, foi o seu colonizador, o seu civilizador. O outro é o herdeiro e o perpetuador da sua língua, das suas tradições, das suas glórias. Através de todas as transformações por que possa passar, o Brasil será sempre o santuário da história de Portugal, das tradições de Portugal, da língua de Portugal. Alvitrou-se então, a propósito da viagem de D. Carlos ao Brasil, por entre as mil e uma demostrações de carinho e amizade que se preparavam para recebê-lo, a ereção de uma estátua a Luís de Camões, no Rio de Janeiro.
Nós somos vinte milhões de almas estrangeiras, que lhe devem uma língua civilizada e brilhante, sem lhe termos dado, até agora, a menor retribuição por esse favor extraordinário.
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Por iniciativa dos Srs. João Prati Filho, Antônio Pimentel Magalhães e Almeida Araujo, este nosso distinto colega de O Dever o mesmo jornal bageense publicará uma polianteia em homenagem às augustas vítimas do trágico acontecimento que tanto abalou as sociedades portuguesas e brasileiras.
A referida edição será exposta à venda, devendo reverter o seu produto em benefício dos pobres e da Santa Casa de Bagé.
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Sabe-se que o rei D. Carlos prometera fazer um seguro de vida na companhia Mercúrio, logo que chegasse ao Rio de Janeiro, em atenção a essa grande empresa brasileira.
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Tem sido muito bem recompensado pelo público o esforço de O
Tempo em bem servi-lo e informá-lo dos sucessos de Portugal.
As edições últimas desta folha, principalmente as que estampam os retratos das vítimas do atentado de Lisboa, esgotaram-se em poucas horas, apesar de muito aumentada.
D. Carlos e D. Luís
9Em assembleia reunida ontem, a colônia portuguesa de Pelotas assentou o programa dos atos solenes a realizarem-se a 20 do corrente em homenagem aos saudosos Rei D. Carlos e Príncipe D. Luís Filipe.
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Parece averiguado que a tragédia de Lisboa prende-se às pertur- bações da ordem promovidas em Lisboa, na noite de 28 para 29 de janeiro último.
Sabe-se já que esses ataques à polícia da capital portuguesa, em consequência do qual se fizeram muitas prisões e aprendeu-se grande número de revólveres, carabinas, punhais e bombas explosivas, num depósito situado próximo aos quartéis da guarda municipal, esses dis- túrbios deviam rebentar ao mesmo tempo em vários pontos da cidade. O sinal seria um tiro de canhão, dado por um navio ancorado no Tejo, a um aviso partido do ascensor da Biblioteca.
A precipitação de um dos grupos envolvidos no plano deitou esta a perder, tendo a polícia agido com toda a energia.
9O Tempo, Rio Grande, 10 de fevereiro de 1908, ano II, no
O regicídio português nas páginas da imprensa rio-grandina 151 —
A subscrição promovida pelos próceres da colônia portuguesa desta cidade com o fim de perpetuar altruisticamente o nome do seu amado Rei D. Carlos, está sendo acolhida com muita generosidade, o que aliás era de esperar.
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Terão grande solenidade as exéquias que a colônia portuguesa de Bagé vai mandar celebrar a 29 do corrente.
A Igreja Matriz, onde esse ato se realiza, será adornada com rara suntuosidade pelo hábil profissional Sr. João Lopes da Silva.
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Reúne-se esta noite no Congresso D. Luís I a comissão central en- carregada de levar a efeito as homenagens à memória do Rei D. Carlos e do Príncipe D. Luís Filipe.