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OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

2. PERCEPCIONES DE LOS PROFESIONALES DE ENFERMERÍA DE UCI RESPECTO A LA COMUNICACIÓN CON EL PACIENTE CRÍTICO INTUBADO. RESPECTO A LA COMUNICACIÓN CON EL PACIENTE CRÍTICO INTUBADO

2.1.2 Determinantes relacionados con el profesional

2.1.2.2 El enfoque de cuidados

dizendo que pertenciam a um navio de provisões destinadas para este local, proveniente do Rio de Janeiro. Que tinham partido de lá havia três meses, e que ficaram fora da barra, esperando uma oportunidade para entrar. Como não havia água a bordo, foram obrigados a ancorar dez léguas ao sul deste porto, e uma canoa tinha sido despachada com os três marinheiros, a fim de abastecer de água. O vento, porém, vindo do mar, e com muita força, obrigou o navio a pôr-se ao largo, deixando-os em terra. Deste modo, dirigiram-se para aqui, e julgavam que o navio tivesse ido para St. Catarina. O governador, não ficando satisfeito com a história, tomou-os como espiões, e como tal, prendeu- -os. Contudo, dois dias depois, mandou um piloto e dois marinheiros, para a ilha de St. Catarina, a fim de trazerem o navio se, de fato, lá estivesse.

Aproveitei esta oportunidade para mandar, por seu intermédio, uma carta ao Honorável Cap. Murray, comandante do navio de Sua Majes- tade, o Pearl, no Rio de Janeiro, pedindo que fizessem seguir para o Rio no primeiro navio que partisse de St. Catarina. (. . . )

Sábado, dia 20. Ontem de noite, os três marinheiros que chegaram

aqui, e dos quais eu já falei, tentaram fugir num dos barcos grandes, com mais cinco pessoas. Porém foram perseguidos e presos. Tinham a intenção de ir para o Rio da Prata, o vento estando, na ocasião, ao seu favor. Isto mostra claramente que o Governador tinha razão em

Textos do século XVIII para o estudo da ocupação lusitana

no Brasil Meridional 63

suspeitar deles. São agora prisioneiros na Casa da Guarda. Na manhã seguinte, fui procurar o Tenente, a fim de pedir que o Governador nos fornecesse passe cavalos, para que eu, Mr. Cummins e John Young, fôssemos por terra a St. Catarina e S. Francisco, onde não duvidamos encontrar transporte para os navios em aflição no Rio de Janeiro. Disse que era nosso dever apressarmo-nos em seu auxílio, que ele, Tenente, devia, no dia imediato à nossa chegada, sem olhar para despesas, ter despachado um mensageiro especial por terra, de modo que teríamos, a estas horas, certeza de uma condução. O Tenente respondeu que, a princípio, pensou justamente nisso, e que, não obstante lhe custasse cinquenta libras, era impossível ir por terra. Perguntei como então teria vindo aqui o Brigadeiro de St. Catarina, e como daqui, vão pes- soas para lá? Quanto à fadiga e desconforto, é, sem dúvida, de se esperar, para quem queira ir, mas, quem sofreu o que nós já sofremos, não pode achar nenhuma privação excessiva. Aqui estamos, às expen- sas do Rei, nada produzindo, e arriscando-nos, não somente a perder a oportunidade de reembarcarmos em nossos próprios navios, como ainda de nos extraviarmos da Frota, e passar aqui o inverno. Portanto, insisti para que se esforçasse perante o Governador, em conseguir-nos cavalos e guias. Prometeu falar sobre isso ao Governador na mesa do almoço, e sem falta me mandaria a resposta de tarde. Esperei com grande impaciência por essa resposta. Como o Tenente não cumpriu sua promessa, resolvi escrever-lhe esta carta: Senhor. Lamento que me tenha dado a liberdade de lhe dizer que não cumpriu com a sua promessa, de nos informar sobre a resposta do Governador, ao que lhe foi solicitado, que era, irmos, à nossa despesa e custa, em auxílio dos navios de Sua Majestade no Rio de Janeiro. Cumpre-me informar-lhe que, desde este tempo, estamos com falta de provisões, nada absoluta- mente tendo recebido ontem, e dispondo só de um pequeno peixe por pessoa para dois dias. A causa disso eu acredito ser devida ao Senhor, que se esforça, persuadindo pessoas que confiam em si, em nos dene- grir da maneira mais vil, e parece ignorar as más consequências que poderão advir do desrespeito ao caráter de um homem. Sabemos, e

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estamos inteiramente convencidos, pelo que já se passou, de que nada nos será fornecido ou concedido, a não ser por seu intermédio. Eu e Mr. Cummins não lhe pedimos nenhum favor, além de providenciar para a nossa condução aos navios no Rio de Janeiro, onde cada qual deverá prestar conta dos seus atos, e receber a justiça que merece. Se não me engano, disse-me que o que recebemos aqui foi devido à generosidade do Governador e do povo da cidade. Se for esse o caso, devemos, na verdade, estar muito agradecidos. Surpreende-me, Senhor, que não veja a mágoa dos habitantes daqui, e não ouça a murmuração dos soldados, por causa de salários em atraso. Se en- trarem em revolta, neste momento, estaremos muito mal colocados. Devo prevenir, Senhor, que a embarcação em que viemos, não está com tanta necessidade de consertos, e se obtiver lona do depósito de velas, poderemos manejá-la, e ficarmos prontos para partir, dentro de dez dias. E se o navio de provisões, que é esperado, chegar antes disso, a nossa escuna estará pronta para serviço do Governador. Se não cou- bermos todos, iremos em companhia. Suponho que está ao par do roubo praticado no depósito, e do descontentamento entre os solda- dos; isso deve ocasionar bastante apreensão, sem falar da repetição de distúrbios, quando já não haverá remédio possível. Peço-lhe, Senhor, que nos faça despacharem o mais depressa possível para o serviço de Sua Majestade, a fim de que, também, não percamos a oportunidade de nos reunir aos dois navios e à Frota.

Na manhã seguinte, o Tenente apareceu a cavalo, sendo essa a primeira vez que aparece entre nós, desde que aqui estamos, isto é, há mais de três semanas. Fomos, em sua companhia, à presença do comandante, que nos prometeu que não estaríamos mais em falta de carne fresca e peixe, mas, quanto a pão, não havia mais. William Oram, ajudante de carpinteiro, faleceu hoje no hospital.