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Pointing process for an Earth Station in a Vessel

2   Communication Fundamentals

2.4   VSAT Equipment for a vessel

2.4.5   Pointing process for an Earth Station in a Vessel

Fernando Pessoa

A comunicação é uma pedra basilar na prestação de cuidados de saúde de qualidade, bem como para assegurar a segurança dos doentes. No presente simpósio promove-se a reflexão sobre a importância na hermenêutica numa prestação ética de cuidados, sobre o papel do raciocínio crítico de alunos e profissionais no campo da saúde, as consequências das dificuldades de comunicação entre profissionais de saúde e utentes, sobre a formação académica e profissional em comunicação em saúde, discutindo-se as potencialidades e limitações da mesma, bem como delineando orientações futuras.

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COMPETÊNCIAS DE COMUNICAÇÃO CENTRADAS NO DOENTE: QUE APOSTAS NA FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE? Isabel Silva, Glória Jólluskin, Rute F. Meneses, Sofia Andrade, & Hélder Pereira

Faculdade de Ciências Humanas e Sociais - Universidade Fernando Pessoa

A comunicação em saúde e a qualidade da interacção profissional de saúde-doente constituem elementos essenciais para o rigor do diagnóstico, para a elaboração de propostas de tratamento eficazes, para uma maior qualidade dos cuidados prestados e maior segurança do doente, bem como para que os doentes apresentem maior adesão ao tratamento, reflectindo-se no seu ajustamento psicossocial. Paralelamente, sabemos que as dificuldades ao nível de comunicação podem contribuir para a ocorrência de erros ou acidentes adversos, que, por sua vez, poderão ter sérias consequências para doentes e instituições de saúde. Finalmente, a investigação comprova que uma boa comunicação em saúde está relacionada com maior satisfação com o trabalho nos próprios profissionais de saúde e menor stress laboral. Contudo, apesar da grande relevância da comunicação e da interacção nos cuidados de saúde, muitos dos profissionais não se sentem confiantes nas suas competências nesses domínios.

A comunicação médico-doente foi, muitas vezes, considerada uma questão de vocação ou de arte, tendo o seu ensino/aprendizagem ocorrido, ao longo do tempo, de modo não sistemático e informal. Na actualidade, porém, têm sido envidados esforços de formação académica e profissional neste domínio. Urge desenvolver investigação sobre a melhor forma de transferir a Comunicação Centrada no Doente para a prática profissional quotidiana. Na presente comunicação propomo-nos apresentar uma reflexão sobre a formação em Comunicação Centrada no Doente, os seus objectivos, conteúdos a abordar, bem como sobre as técnicas e estratégias adoptar nesse processo.

Palavras-chave: comunicação, formação, profissionais de saúde [email protected]

COMUNICAÇÃO EM SAÚDE: DESAFIOS PARA A FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE

Ana Grilo

Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, IPL

A última década do séc. XX caracterizou-se por importantes contributos que recolocaram comunicação e o ensino de competências comunicacionais como um dos aspetos centrais na formação dos profissionais de saúde. A própria Organização Mundial de Saúde enfatizou este ponto ao afirmar que a interação e comunicação efetiva entre o profissional de saúde e o paciente são centrais, não apenas para a recuperação do paciente e para a competência do profissional, mas também para a satisfação de ambos. No mesmo sentido, em 2002, a American Association of Medical Colleges e a American College of Graduate Medical Education consideraram a comunicação interpessoal como umas das seis aptidões centrais a desenvolver nos médicos. Perante estas recomendações e a demonstração, através de inumeras investigações, de que as competências comunicacionais podem ser treinadas e aprendidas, e que estas aptidões permanecem ao longo do tempo; as instituições de ensino superior que formam profissionais de saúde, são chamadas a repensarem os seus curricula. Os consensus de Toronto e o de Kalamazoo (2001) surgiram como dois importantes marcos orientadores que pretenderam uniformizar o ensino e avaliação das competências comunicacionais nas escolas médicas. A presente comunicação pretende colocar em evidencia as consequências das falhas de comunicação profissional de saúde-paciente e apontar algumas linhas orientadoras para a inclusão no ensino de competências comunicacionais no ensino pré e pós-graduado.

Palavras-chave: comunicação, profissionais de saúde, formação [email protected]

COMOACOMUNICAÇÃOPROFISSIONAL-PACIENTEINFLUENCIAOS

RESULTADOSDAREABILITAÇÃOFÍSICA? VIASCONCETUAIS Tiago Jesus1 & Isabel Silva2

1 Universidad Miguel Hernández de Elche, España; 2 Universidade Fernando Pessoa

Há um crescente interesse da comunidade de saúde em associar os resultados de saúde com aspetos da comunicação profissional-paciente. No entanto, este tema tem sido escassamente estudado para os cuidados de reabilitação física. Tal se deve, em parte, à falta de um modelo concetual que ligue a comunicação profissional-paciente aos resultados de reabilitação, nomeadamente através da mediação de variáveis psicossociais. Assim, este trabalho tem como primeiro objetivo desenvolver os caminhos concetuais – incluindo as variáveis psicossociais mediadoras - pelos quais diferentes resultados de reabilitação podem ser influenciados pela dimensão interpessoal de cuidado. Com base nestes caminhos concetuais, propomo-nos ainda desenvolver um conjunto de elementos chave para essa dimensão interpessoal de cuidado.

Revisão de literatura utilizando bases de dados (Pubmed, PsycInfo, CINAHL) e síntese concetual da informação abstraída.

Dois subgrupos de resultados de saúde, rotulados como resultados técnicos e de ajuste à deficiência, são influenciados pela dimensão interpessoal dos cuidados através de dois caminhos concetuais principais. O primeiro é mediado pelo comprometimento terapêutico dos pacientes (adesão), enquanto o segundo é mediado pelos padrões de resposta e de adaptação à deficiência física. Estas variáveis mediadores apresentam um conjunto específico de determinantes psicossociais moldáveis pelo conjunto dos quatro elementos chave que definimos para a dimensão interpessoal de cuidados para a reabilitação física.

Este modelo fornece uma estrutura conceitual capaz de informar futuros estudos que de forma empírica determinem se, quanto, e em que circunstância os resultados de reabilitação podem melhorados pelos aspetos da sua dimensão interpessoal de cuidado.

Palavras-chave: comunicação, reabilitação, profissionais de saúde [email protected]

ACOMUNICAÇÃOEMSAÚDEEADOENÇACRÓNICA

Sofia Andrade, Isabel Silva, Glória Jólluskin, Rute F. Meneses, & Hélder Pereira

Universidade Fernando Pessoa

Entre profissional de saúde-utente, a comunicação, apresenta-se como o instrumento basilar à construção da relação entre os indivíduos pelo que não deve ser descurada. Com os doentes crónicos, a utilização de uma comunicação mais ou menos eficaz objectiva-se numa maior ou menor adesão ao tratamento.

Partindo de uma revisão sistemática da literatura, procurou-se caracterizar a relação existente entre comunicação profissional de saúde-doente crónico e a satisfação com os cuidados de saúde e adesão ao tratamento.

Foram utilizadas 8 combinações de descritores, para pesquisar na base de dados da b-on, SciElo e PubMed. Dos173 artigos encontrados, após análise apenas 60 artigos cumpriam os critérios de inclusão e foram analisados neste estudo.

A comunicação centrada no doente quando utilizada permite ao doente partilhar os seus medos, transmitir informação necessária a um correcto diagnóstico, a um plano de tratamento adequado, facilitando um correcto tratamento da sua doença e promovendo a satisfação com os cuidados. A utilização de tecnologias é cada vez mais um meio privilegiado para promover a saúde, prevenir a doença e motivar os doentes crónicos a aderir aos tratamentos.

A formação dos profissionais de saúde em comunicação traz inúmeros benefícios para estes e para os seus utentes, e ainda que já se verifique alguma preocupação em apostar nessa formação, é importante estudar a eficácia da mesma, bem como torná-la para integrante do ensino e prática dos profissionais. Paralelamente, a utilização da tecnologia constitui um meio privilegiado para aumentar a literacia em saúde, favorecendo a comunicação profissional- doente.

Palavras-chave: comunicação, adesão, doença crónica [email protected]

DESENVOLVIMENTO DE UM INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO DE COMPETÊNCIAS DE PENSAMENTO CRÍTICO EM ESTUDANTES E

PROFISSIONAIS DA ÁREA DA SAÚDE M.P.Amorim & I.Silva

Universidade Fernando Pessoa

O Pensamento Crítico afigura-se como um domínio essencial em qualquer área de actuação do ser humano, constituindo um elemento fulcral nos processos de resolução de problemas e na

tomada da decisão. O Pensamento Crítico enquanto competência ou conjunto de competências assume um papel fundamental na área da Saúde, contribuindo para a eficácia do raciocínio clínico. A literatura sugere a necessidade de investir em estratégias no sentido do desenvolvimento e avaliação do Pensamento Crítico em Saúde, tanto na área académica como profissional. O presente estudo propõe-se descrever o desenvolvimento de um instrumento para avaliação de competências de Pensamento Crítico em estudantes e profissionais da área da Saúde. Foi estudada uma amostra de conveniência, não aleatória, constituída por 219 indivíduos, dos quais 117 são estudantes de cursos superiores na área da saúde, e 102 são profissionais de saúde. Foram analisadas as qualidades psicométricas do instrumento. O instrumento de avaliação criado apresenta boas qualidades psicométricas relativamente à Fidelidade e Sensibilidade, e qualidades psicométricas razoáveis no estudo da Validade. Pretende-se que este instrumento possa contribuir para o desenvolvimento de estratégias de desenvolvimento e avaliação das competências de Pensamento Crítico quer no contextos académico quer no profissional.

Palavras-chave: raciocínio crítico, profissionais de saúde, avaliação [email protected]

SIMPÓSIO: “QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA COM A SAÚDE-