2 Communication Fundamentals
2.3 Very-Small-Aperture Terminal (VSAT)
2.3.2 Satellites for VSAT
2.3.2.5 Frequency Bands and their propagation characteristics
Coordenadora: Salomé Vieira Santos, Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia
Este Simpósio integra cinco comunicações dirigidas para o funcionamento parental, abordando-se este de uma forma abrangente. Foca-se a perspetiva parental quer quando os filhos têm problemas de desenvolvimento ou de saúde, quer quando é a própria figura parental a apresentar problemas de saúde, analisando-se ainda a perceção relativamente ao impacto do problema na família. As amostras estudadas foram recolhidas em diferentes contextos, clínicos e não-clínicos, designadamente infantários/jardins de infância, centros de desenvolvimento ou de tratamento para dependência de substâncias. A primeira comunicação incide em dimensões do funcionamento parental (stress e estilos educativos) e no comportamento da criança, testando efeitos de mediação em grupos de mães de crianças com e sem défice cognitivo. A segunda e terceira comunicações dirigem-se à doença física na criança, respetivamente
epilepsia e doença respiratória, mas enquanto uma foca o stress materno relacionando-o com o comportamento parental e com variáveis relativas à perceção da doença e ao contexto escolar, a outra visa os preditores deste stress em função de variáveis do funcionamento psicológico e conjugal das mães. Na quarta comunicação analisa-se a perspetiva materna sobre o impacto, em diferentes áreas, do atraso global de desenvolvimento da criança. A última comunicação focaliza as memórias de infância e a vinculação num grupo de pais (homens) em tratamento por dependência de substâncias, procurando identificar-se potenciais fatores de risco/proteção para a parentalidade. Espera-se que os resultados obtidos possam constituir, em todos os casos, uma mais-valia para ações a desenvolver (preventivas/remediativas) junto das populações visadas, com vista a melhorar o seu bem-estar.
Salomé Vieira Santos
Faculdade de Psicologia, Universidade de Lisboa Alameda da Universidade 1649-013 Lisboa [email protected]
ESTILOS PARENTAIS, COMPORTAMENTO DA CRIANÇA E STRESS PARENTAL: EFEITOS DE MEDIÇÃO EM GRUPOS DE MÃES DE CRIANÇAS COM E SEM
DÉFICE COGNITIVO
Salomé Vieira Santos 1, Maria João Pimentel 2, & Vanessa Santos 2
1 Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia; 2 Hospital de Dona Estefânia, Centro de
Desenvolvimento
Este estudo enquadra-se numa investigação mais alargada dirigida para a parentalidade e os problemas de desenvolvimento na criança. Incide na perspetiva materna sobre estilos parentais, comportamento da criança e stress parental, procurando-se identificar potenciais efeitos de mediação em grupos com e sem défice cognitivo (DC). Dando sequência a um estudo anterior (Santos et al., 2013), pretende-se testar três modelos de mediação com base na proposta de Hastings (2002) para os problemas de desenvolvimento: (1) estilos parentais/comportamento/stress parental, (2) comportamento/stress parental/ estilos parentais, (3) stress parental/ estilos parentais/comportamento. Participaram no estudo 147 mães de crianças com problemas de desenvolvimento (5-12 anos) distribuídas por dois grupos: mães de crianças com DC (N=76) e sem DC (N=71). Os instrumentos utilizados foram as adaptações portuguesas do EMBU-P, do PSI e do CBCL. Os resultados obtidos sustentam os três modelos testados, em ambos os grupos, mas apenas quando o estilo parental considerado é a rejeição (para os estilos suporte emocional e tentativa de controlo tal não se verifica, ainda que, face ao último estilo, haja tendência para um efeito de mediação no primeiro modelo, no grupo sem DC). Contudo, na quase totalidade dos casos a mediação é parcial. Conclusão: na relação entre as dimensões estudadas, os efeitos de mediação encontrados nos grupos com e sem DC são mais semelhantes do que diferentes, e há uma tendência para as variáveis mediadoras contribuírem apenas em parte para a relação entre VI e VD. Este estudo tem um carácter exploratório, carecendo-se de outros com grupos de maior dimensão.
Salomé Vieira Santos
Faculdade de Psicologia, Universidade de Lisboa Alameda da Universidade 1649-013 Lisboa [email protected]
STRESS PARENTAL E EPILEPSIA NA CRIANÇA: RELAÇÃO COM ESTILOS PARENTAIS, PERCEPÇÃO DA DOENÇA E VARIÁVEIS DO CONTEXTO
ESCOLAR
Vanessa Santos 1, Salomé Vieira Santos 2, Maria João Pimentel 1, & Rita Fonseca 1 1Hospital de Dona Estefânia, Centro de Desenvolvimento; 2 Universidade de Lisboa, Faculdade
O presente estudo centra-se no stress parental experimentado por mães de crianças com epilepsia. Definem-se três objetivos: (1) caracterizar o stress parental de mães de crianças com epilepsia em relação à amostra do estudo da adaptação portuguesa do instrumento que avalia o stress parental; (2) relacionar o stress parental com variáveis relativas à perceção da doença e ao contexto escolar; (3) explorar a relação entre o stress parental e os estilos parentais. A amostra era composta por 56 mães de crianças com epilepsia, tendo as crianças-alvo idades entre 5 e 12 anos (31 do sexo masculino). Recorreu-se à versão portuguesa do PSI (Abidin & Santos, 2003) e do EMBU-P (Canavarro & Pereira, 2007) para avaliar o stress parental e os estilos parentais, respetivamente. Os resultados mostram que, comparativamente com a amostra do estudo do PSI, as mães de crianças com epilepsia experimentam níveis mais elevados de stress decorrente de características das crianças e dos pais. Verifica-se que o stress parental se associa com variáveis relativas quer à perceção da doença, quer ao contexto escolar. Acresce que o stress parental (Domínio da Criança/Domínio dos Pais) se associa com os estilos parentais (Rejeição e Tentativa de Controlo). Concluindo, as mães de crianças com epilepsia experimentam níveis mais elevados de stress parental face à amostra de comparação, relacionando-se este com estilos educativos mais negativos e com variáveis referentes à doença e à escola. Os resultados permitem retirar implicações para a intervenção com vista à minimização do stress parental e das suas potenciais consequências.
Vanessa Santos
Centro de Desenvolvimento do Hospital de Dona Estefânia
Hospital de Dona Estefânia, Centro de Desenvolvimento, Unidade de Psicologia Rua Jacinta Marto
1169-045 LISBOA
DOENÇA RESPIRATÓRIA EM CRIANÇAS QUE FREQUENTAM INFANTÁRIOS E FUNCIONAMENTO MATERNO: PREDITORES DO STRESS PARENTAL E
RELAÇÃO COM VARIÁVEIS DA DOENÇA (TEMPO 1)
Catarina Pedro1, Salomé Vieira Santos 2, Ana Papoila 1, Sara S. Dias 1, Iolanda Caires 1, Pedro Martins 1, & Nuno Neuparth 1
1CEDOC, Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Nova de Lisboa; 2 Faculdade de
Psicologia, Universidade de Lisboa
Este estudo faz parte de uma investigação sobre parentalidade, stress e doença respiratória na criança, com dois momentos de avaliação (Tempo 1 e Tempo 2), e articula-se com o estudo ENVIRH. Apresentam-se resultados referentes ao Tempo 1. Pretende-se: (1) averiguar quais são os preditores do stress parental, considerando a ansiedade, a depressão, a satisfação conjugal e os acontecimentos de vida; (2) determinar se há variação no funcionamento psicológico (ansiedade e depressão), parental (stress parental e acontecimentos de vida) e conjugal (satisfação) em função de variáveis da doença da criança. Participaram no estudo 460 mães (Midade=34.98; DP=4.92; variação - 19-48 anos) de crianças com idades entre 8 e 78 meses (M=44.75, DP=19.36) que frequentavam Creches e Jardins de Infância de 10 IPSS de Lisboa e 4 do Porto. Os instrumentos utilizados (validados para a população portuguesa) foram os seguintes: HADS, PSI - Versão Reduzida, Escala de Stress de Vida da forma completa do PSI, EASAVIC e um questionário para recolha de informação sociodemográfica e relativa ao problema de saúde. Os resultados mostram que a ansiedade, a depressão e a satisfação conjugal contribuem para o stress parental; o modelo explica 50% da variância (p<.001). Verificam-se variações na ansiedade, na depressão e no stress parental em função de variáveis específicas da doença da criança. Em conclusão, características do funcionamento psicológico e conjugal podem aumentar os níveis do stress materno no desempenho do papel parental, e algumas
variáveis da doença poderão constituir um factor de risco para este stress e para o funcionamento psicológico.
Catarina A. Ribeiro Pedro
Faculdade de Ciências Médicas, Universidade Nova de Lisboa
Departamento de Fisiopatologia, Faculdade de Ciências Médicas, Campo Mártires da Pátria, 130, 1169-056 Lisboa
IMPACTODOATRASOGLOBALDEDESENVOLVIMENTONAFAMÍLIA:
PERSPETIVAMATERNA
Maria João Pimentel 1, Salomé Vieira Santos 2, & Vanessa Santos 1
1Hospital de Dona Estefânia, Centro de Desenvolvimento; 2 Universidade de Lisboa, Faculdade
de Psicologia
Neste estudo aborda-se o impacto do Atraso Global de Desenvolvimento (AGD) na família, explorando-se a perspectiva materna sobre as características deste impacto. Visa-se: analisar o impacto do AGD face à amostra utilizada no estudo do instrumento que avalia o impacto na família; relacionar o impacto com a avaliação de desenvolvimento da criança e com as preocupações maternas com o desenvolvimento em domínios específicos. Participaram no estudo 65 mães de crianças com AGD (44 do sexo masculino), com idades entre 13 e 83 meses. Utilizou-se a Escala de Impacto na Família (Santos & Pimentel, 2011), versão portuguesa da Impact on Family Scale (Stein & Jessop, 2003; Stein & Riessman, 1980), as Escalas de Griffiths e uma entrevista de recolha de dados. Verifica-se que, no grupo em estudo, o impacto Familiar/Social é significativamente inferior ao do grupo de comparação (com doença crónica). O impacto Pessoal relaciona-se negativamente com os resultados nas Escalas de Griffiths (resultado Global e subescalas). Algumas áreas de impacto associam-se com preocupações maternas relacionadas com o sono e com o comportamento da criança. Concluindo, as mães de crianças com AGD identificam um menor impacto na área Familiar/Social face ao grupo de comparação, e o impacto percecionado em áreas específicas relaciona-se com a avaliação de desenvolvimento da criança e com preocupações maternas com este. Os resultados têm implicações para a avaliação e intervenção junto destas famílias, com vista a minorar as consequências do impacto do AGD e a contribuir para o bem-estar da criança e dos cuidadores Maria João Pimentel
Centro de Desenvolvimento, Hospital de Dona Estefânia Hospital de Dona Estefânia, Centro de Desenvolvimento Rua Jacinta Marto 1169-045 Lisboa
RELAÇÃO ENTRE VINCULAÇÃO E MEMÓRIAS DE INFÂNCIA EM PAIS DEPENDENTES DE SUBSTÂNCIAS
João Barrocas 1, Salomé Vieira Santos 1, & Rui Paixão 2
1 Universidade de Lisboa, Faculdade de Psicologia; 2 Universidade de Coimbra, Faculdade de
Psicologia e de Ciências da Educação
A dependência de substâncias parental comporta risco para a criança aos níveis físico, social e psicológico, comprometendo, frequentemente, a qualidade e continuidade dos cuidados que lhe são prestados. Atualmente, considera-se que o efeito da dependência de substâncias sobre a parentalidade resulta sobretudo da acumulação de fatores de risco que acompanham o abuso de substâncias e não deste abuso per se. Contudo, os estudos centram-se sobretudo na gravidez e na maternidade, estando ainda escassamente investigada a paternidade no homem dependente de substâncias. O presente estudo, com carácter exploratório, tem como objetivos caracterizar as memórias de infância e a vinculação em pais (homens) dependentes de substâncias, e
analisar a sua relação. Participaram no estudo 66 homens dependentes de substâncias em tratamento, com idades entre os 27 e os 57 anos (M = 39.2; DP = 6.09). Os instrumentos utilizados foram o EMBU-Memórias de Infância e a Escala de Vinculação do Adulto. Os resultados mostram que ocorrem diferenças significativas em algumas dimensões face às amostras do estudo dos instrumentos utilizados, sugerindo ainda que a relação entre as memórias da infância e a vinculação do adulto tem características que poderão constituir-se como fatores de risco ou de proteção no contexto do exercício parental. Com o presente estudo, pretendeu-se dar um contributo para aumentar o conhecimento em dimensões que possam atuar como potenciais fatores de risco vs de proteção para o exercício da parentalidade (para além das decorrentes do uso de substâncias), numa população pouco estudada – o pai com dependência de substâncias.
João Barrocas
Faculdade de Psicologia, Universidade de Lisboa Alameda da Universidade 1649-013 Lisboa [email protected]