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Adaptative Modulation and Coding (ACM)

2   Communication Fundamentals

2.3   Very-Small-Aperture Terminal (VSAT)

2.3.3   VSAT Networks

2.3.3.1   Adaptative Modulation and Coding (ACM)

Coordenação- Teresa Santos- UTL/FMH/Aventura Social, UNL/IHMT/CMDT, Portugal;

Discussante- Margarida Gaspar de Matos- UTL/FMH/Aventura Social, UNL/IHMT/CMDT,

Portugal;

Este simpósio tem como base os trabalhos desenvolvidos na equipa Aventura Social: projectos de investigação, monitorização e intervenção na área da promoção da saúde e que pretendem ter impacto nas políticas de promoção e educação para a saúde em Portugal. O seu objectivo é o conhecimento dos comportamentos ligados à saúde e respectivos contextos e o desenvolvimento de programas preventivos e promocionais com especial foco na capacitação e participação das populações envolvidas (www.aventrasocial.com ). Inclui entre outros o projecto europeu HBSC www.hbsc.org, onde Portugal participa desde 1996, e partir desta data, com realização de 4 em 4 anos.

O presente simpósio pretende dar a conhecer alguns dos resultados realizados justamente no âmbito do estudo HBSC, que podem ser indicadores de linhas futuras de respostas psicossociais de intervenção face à crise económica, nomeadamente na área específica do desemprego e suas implicações, nas necessidades de intervenção na doença crónica em adolescentes, no conceito de savoring e suas aplicações na saúde e nos efeitos do isolamento social/alienação na adolescência.

Palavra chave- promoção da saúde, adolescência, respostas psicossociais, crise económica. Teresa Santos

[email protected] Margarida Gaspar de Matos [email protected]

COMO É QUE O DESEMPREGO NOS AFETA LÁ EM CASA?

Diana Frasquilho 1, Margarida Gaspar de Matos 2, Tânia Gaspar 3 & J.M. Caldas de Almeida 4

1Faculty of Medical Sciences/UNL, Aventura Social/ UTL, CMDT/ UNL, Portugal; 2Technical

University of Lisbon, CMDT/ UNL, Portugal;3Lisbon Lusíada University, Aventura Social/UTL, CMDT/UNL, Portugal; 4Faculty of Medical Sciences/UNL, Portugal

* Bolseira da FCT, referência: SFRH/BD/80846/2011

Os estudos mostram que contextos socioeconómicos e políticos adversos são prejudiciais à saúde das populações (1-3). Portugal encontra-se numa grave crise económica e sob medidas de

austeridade severas que em conjunto têm elevado as taxas de desemprego. Em contrapartida, sabe-se que o desemprego é um fator de risco para a saúde mental, devido aos problemas financeiros e ao sofrimento psicológico que acarreta (4, 5).

O desemprego pode apresentar-se como uma ameaça ao bem-estar familiar estando associado ao aumento do stresse no seu seio (6, 7).

Os principais objetivos deste estudo é o de compreender quais os efeitos da situação de desemprego no bem-estar psicológico e satisfação com a vida das pessoas e que efeitos tem na qualidade das suas relações com os filhos. Para isso analisar-se-á o bem-estar psicológico (GHQ- 12) e a perceção de satisfação com a vida (Cantril's Ladder) de uma amostra (N=300) de pais desempregados. Adicionalmente, analisar-se-ão as diferenças ao nível da qualidade percebida das relações com os filhos desde que a situação de desemprego se verificou.

Os resultados deste estudo irão fornecer dados sobre a influência da situação de desemprego no bem-estar psicológico e satisfação com a vida, bem como na qualidade das relações entre pais e filhos.

Dada a natureza desenvolvimentista em que os adolescentes se inserem, efeitos negativos do desemprego na qualidade da relação com os pais poderão acarretar problemas ao nível do bem- estar destes jovens. Os dados são relevantes dada a atual de recessão económica e as altas taxas de desemprego (17%) do país.

Palavras chave: desemprego, relações familiares, satisfação com a vida, saúde mental, adolescência.

Diana Frasquilho

UTL/FMH & CMDT/UNL,

Estrada da Costa | 1495-688 Cruz Quebrada | 351 214149152 [email protected]

ADOLESCENTES COM DOENÇA CRÓNICA: DADOS DO ESTUDO HBSC/OMS E DE AMOSTRA CLÍNICA

Teresa Santos* 1, Margarida Gaspar de Matos 1, Maria Celeste Simões 1, Helena Fonseca 1 & Maria do Céu Machado 2

1UTL/FMH/Aventura Social, UNL/IHMT/CMDT, Portugal; 2Departamento de Pediatria, Hospital

de Sta. Maria, Portugal

* Bolseira da FCT, referência: SFRH/BD/82066/2011

A adolescência compreende um período evolutivo (10 aos 20 anos), de profundas mudanças biopsicossociais, que podem ser mais acentuadas na presença de uma doença crónica (DC) e suas limitações. As respostas de adaptação são variáveis e dependem de diversos factores individuais e específicos de cada jovem e do seu contexto de vida.

A investigação comparando adolescentes com ou sem DC, ou comparando jovens com diferentes doenças, tem sido contraditória, não confirmando uma relação direta entre o sofrimento e a doença/perturbação.

Este trabalho procura caracterizar os adolescentes Portugueses com DC, avaliar o impacto desta condição de saúde e a sua associação com comportamentos de risco e comportamentos de protecção e bem-estar, em duas amostras: participantes do Estudo Health Behaviour in School-aged Children/WHO (HBSC), e pacientes do departamento de pediatria do Hospital de Sta. Maria. Procura ainda identificar vantagens/necessidades e factores de risco/protecção na adaptação à doença crónica, salientando possíveis linhas estratégicas orientadoras de futuros programas de intervenção. Mais especificamente, caracterizar e avaliar o impacto de 1) viver com uma DC, e, 2) essa DC afectar a participação na escola; e a sua associação com a satisfação de vida e percepção de bem-estar, controlando os factores demográficos: idade, género e estatuto familiar socioeconómico (ESE).

Os resultados principais visam destacar a importância de inclusão dos preditores identificados, bem como o “dar voz aos adolescentes” em futuras intervenções, ao longo do processo de adaptação.

Palavras-chave: doença crónica, promoção da saúde, qualidade de vida, saúde do adolescente. Teresa Santos

UTL/FMH & CMDT/UNL,

Estrada da Costa 1495-688 Cruz Quebrada | 351 214149152 [email protected]

SAVORING E SAÚDE – QUAL A RELAÇÃO ENTRE AMBOS E COMO PODEMOS

DESENVOLVER UM, PROMOVENDO O OUTRO

Paulo Gomes*, Maria Celeste Simões & Margarida Gaspar de Matos

UTL/FMH/Aventura Social, UNL/IHMT/CMDT, Portugal * Bolseiro da FCT, referência: SFRH/BD/70590/2010

O estudo das emoções e sua relação com a saúde tem uma longa história. Contudo, só na última década é que nos temos centrado nas emoções positivas e sua importância para a saúde física e mental (Fredrickson & Cohn, 2008).

Bryant e Veroff (2007) definem o Savoring como a capacidade de prestar atenção, apreciar e intensificar experiências positivas. É o processo através do qual as pessoas, activamente, obtêm prazer e satisfação em relação a essas mesmas experiências. Este envolve a auto-regulação de sentimentos positivos, tipicamente gerando, mantendo e aumentando o afecto positivo atendendo às experiências positivas do passado, presente e futuro (Bryant, Chadwick, & Kluwe, 2011). Estes autores apresentam o Savoring como um processo paralelo ao de Coping, proposto por Lazarus e Folkman (1984). Será a contrapartida positiva do coping, a auto-avaliação da capacidade de desfrutar das experiências positivas.

As pessoas que experienciam emoções positivas vivem mais e com mais saúde. Contudo, o mecanismo por detrás da associação entre estas variáveis ainda permanece um mistério (Kok, et al., 2013)

Neste trabalho, exploramos as relações existentes entre os factores ambientais (acontecimentos de vida positivos e negativos), os recursos pessoais (capacidade para usufruir e resiliência) e a saúde mental e física. Os participantes são jovens entre os 15 e os 24 anos. Da reflexão dos resultados apresentados irá ser proposto um modelo centrado na regulação e promoção das emoções positivas e na resiliência, de forma a potencializarmos a promoção da saúde e estilos de vida saudáveis nos adolescentes e jovens adultos portugueses.

Palavras-chave: adolescentes, jovens adultos, savoring, acontecimentos de vida positivos, promoção da saúde.

Paulo Gomes

UTL/FMH & CMDT/UNL, Estrada da Costa 1495-688 Cruz Quebrada

351 214149152

[email protected]

ISOLAMENTO SOCIAL NA ADOLESCÊNCIA: EFEITOS DA CRISE NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS DOS ADOLESCENTES PORTUGUESES

Gina Tomé1,2,3 & Margarida Gaspar de Matos1,3,4

1 Faculdade de Motricidade Humana (Projecto Aventura Social) / Universidade de Lisboa,

Portugal; 2 Faculdade de Ciências Médicas- Departamento de Saúde Mental/UNL, Portugal;

3CMDT/Instituto de Higiene e Medicina Tropical/UNL, Portugal

É conhecida a grande importância que os pares têm na vida dos adolescentes e que a falta de amigos, ou a insatisfação com as relações sociais mantidas, podem ter diversas consequências,

entre as quais, o envolvimento em comportamentos de risco e os sentimentos de solidão (Tomé, Matos & Dinis, 2008; Çiviti, & Çiviti, 2009; Le Roux, 2009). O desemprego dos pais pode gerar efeitos negativos no bem-estar dos adolescentes e acentuar a tendência para o isolamento social, intensificando esses efeitos na saúde dos adolescentes.

A amostra foi constituída pelos sujeitos participantes no estudo realizado em Portugal Continental, em 2010, que integra o estudo Europeu HBSC- Health Beaviour in School-aged Children. O estudo incluí alunos do 6º, 8º e 10º anos de escolaridade de escolas públicas do país, com média de idades igual a 14 anos, num total de 5050 adolescentes. O instrumento utilizado foi o questionário do HBSC, que no estudo português seguiu o formato indicado no protocolo (Currie, et al., 2001).

Os resultados encontrados revelam que os adolescentes sofrem consequências negativas nas suas relações interpessoais, através da influência indireta do desemprego dos seus pais.

Palavras-chave: adolescentes, desemprego, isolamento social. Gina Tomé

Faculdade de Ciências Médicas - Departamento de Saúde Mental Campo Mártires da Pátria, 130 | 1169-056 Lisboa, Portugal [email protected]

SIMPÓSIO: “REPERCUSSÕES DO CAMPO DA SAÚDE NA