• No results found

4 Soil Carbon in the Deglaciation Landscape

4.5 Podzolization

Para a realização desta pesquisa, o caminho escolhido para atender aos objetivos propostos seguiram as etapas do método histórico, conforme apresentado por Massimi (1998). Para a autora, o primeiro passo é definir um tema e um problema, que, necessariamente, é um recorte e uma perspectiva adotada pelo próprio autor da pesquisa. Em seguida, é necessário realizar uma busca por fontes, pois elas são materiais básicos com os quais o pesquisador trabalhará. Nesta etapa é importante reconhecer que as fontes diferenciam-se quanto aos objetivos. A terceira etapa é o tratamento das fontes, quando foi feita uma análise para compreensão do conteúdo das fontes. Aqui, é importante reconhecer a influência de pressupostos do próprio pesquisador e reconhecer que os documentos utilizados são importantes também como um limitador dessas influências. O limite colocado pelos documentos históricos acontece quando se reconhece a realidade histórica e geográfica no qual foram produzidos. A compreensão do documento depende, também, da compreensão da dimensão histórica e geográfica dos documentos. Nesta etapa ocorrerá o rastreamento das influências externas do conteúdo do documento, evitando análises presentistas. A quarta etapa (a interpretação), é a apreensão do sentido do documento, uma vez que eles são sinais de um universo. Assim, procede-se à reconstrução histórica. Por fim, a última etapa será a escrita da história, retratando-a para que se torne compreensível aos homens do presente:

Uma vez reconstruído um mundo é preciso retratá-lo para que seus contornos se tornem evidentes aos olhos dos homens do presente. Assim, o passado que nos foi transmitido pelo documento, adquire uma existência no presente através da nossa narração. Este é o momento em que o passado torna-se nosso, personifica-se para os outros através da nossa reconstrução (Massimi, 1998, p. 28)

Documentos

Para atingir os objetivos desta pesquisa, três conjuntos de fontes foram utilizados. No primeiro, estão artigos publicados por Bori. No segundo, cartas trocadas entre Carolina Bori e Fred S. Keller e que estão sob responsabilidade do Milne Special Collections, da University of New Hampshire Library (Durham, NH). Tanto a análise dos artigos quanto a das cartas tiveram o objetivo de identificar uma noção de Ciência e de Psicologia com a qual ela trabalhava e possíveis mudanças nesta noção ao longo dos anos.

Já no terceiro conjunto, os documentos foram produzidos a partir de entrevistas com pesquisadores que atuaram com Bori em algum momento de sua vida profissional e foram

analisados de acordo com os procedimentos da História oral, conforme Meihy e Holanda (2007)

“um recurso crescente, prático, persuasivo e, para muitos, respeitável. Sua utilidade se abre para a apreensão, registro e, eventualmente, trabalho analítico sobre experiências de pessoas e grupos que se dispõem a deixar testemunhos ou que são convidadas para, pela fala, transformar sua experiência em documentos escritos” (p. 63)

Procedimentos para o levantamento dos documentos a. Artigos

A busca pelos artigos publicados por Bori foi realizada a partir das referências bibliográficas presentes na edição especial sobre Carolina Bori da revista Psicologia USP, publicado em 1998 (n. 1, v. 1). Nesta busca, foram identificados 11 trabalhos, dos quais 8 são artigos e 3, resumos apresentados em encontros científicos.

Foi realizada uma busca a partir do sistema de bibliotecas da Universidade de São Paulo, utilizando os descritores Carolina Bori, Carolina Martuscelli e Carolina Martuscelli Bori como autora. Ao todo, identificou-se 24 arquivos, sendo 11 depoimentos/entrevistas, 9 resumos publicados em anais de eventos científicos e 4 artigos originais

Foi realizado um levantamento diretamente na sessão de artigos de todas as edições da revista Ciência e Cultura, no sumário do Jornal Brasileiro de Psicologia e Boletim de Psicologia. Nesta busca, mais 17 novos artigos foram localizados.

Assim, no total, 26 artigos foram identificados nesta busca dos quais, 23 foram localizados em bibliotecas da Universidade de São Paulo nos campus de São Paulo e Ribeirão Preto e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.

b. Cartas

As cartas foram acessadas após contato direto com o responsável pela coleção Fred Keller, da Milne Special Collections (University of New Hampshire) que enviou cópias das cartas e autorizou o uso em pesquisas. O contato com o responsável pelo arquivo ocorreu por meio de correspondência eletrônica trocada entre o pesquisador responsável por esta pesquisa e responsáveis pelo acervo da citada universidade. Ao todo são 52 cartas escritas em 101 páginas:

- de Bori para Keller: três cartas em 1962, uma carta em 1964, seis cartas em 1965, sete cartas em 1966, uma carta em 1967, duas cartas em 1969, uma sem data. Juntos formam um conjunto com 58 páginas.

- de Keller para Bori: duas carta em 1962, duas cartas em 1964, quatro em 1965, dois em 1966, dois em 1967, duas cartas em 1969, uma em 1971, 1978, 1979, 1980, 1981, 1987, quatro em 1989 e outras seis cartas sem data. Em conjunto, estas cartas possuem 43 páginas.

Depoimentos

Para o registro do relato de pesquisadores, foi utilizado gravador digital para registro do áudio das entrevistas, e computador para reproduzir as entrevistas e auxiliar na transcrição e arquivamento. Inicialmente, elaborou-se uma relação com nomes de pesquisadores no cenário nacional que atuaram com Bori em diferentes instituições e diferentes períodos. Os primeiros entrevistados convidados foram escolhidos pela facilidade de contato e proximidade geográfica (mesma cidade ou cidades próximas à cidade do entrevistador). Estas entrevistas permitiram aprofundar pontos e definir a sequência das entrevistas seguintes.

As entrevistas foram semi-estruturadas e as questões que nortearam as entrevistas estavam relacionadas às atividades que os entrevistados desenvolveram com Carolina Bori e o período em que ocorreram, descrição da atuação e atividade de Carolina Bori, além de pontos de vista sobre a importância dela para a atividade que está sendo contada. Toda entrevista começou com uma fala do entrevistado se apresentando, apresentando o projeto e apresentando os motivos do convite ao pesquisador (todos estes pontos já haviam sido apresentados no contato inicial por email ou telefone). Em seguida, apresentava-se o que o entrevistado esperava com a entrevista. A fala inicial do entrevistado era semelhante ao apresentado a seguir: “Vi que o senhor(a) trabalhou com/foi aluno de Bori na universidade (nome da universidade), na sociedade (nome da sociedade)... Então, eu pensei que o senhor(a) poderia falar um pouco sobre a relação com ela, as atividades que desenvolveram em parceria e uma avaliação pessoal da contribuição de Bori para ciência no Brasil”.

Antes do convite ao entrevistado para participar da pesquisa foi realizada uma pesquisa no currículo Lattes do convidado e na edição especial da Psicologia USP (1998, v.1, n1). Este procedimento permitiu um conhecimento prévio da contribuição e interesse pessoal do entrevistado e o contato estabelecido entre ele e Bori. Em seguida, alguns perguntas foram elaboradas. Como afirma Tourtier-Bonazzi (2006), “Cada entrevista supõe a abertura de um dossiê de documentação. A partir de elementos colhidos, elabora-se um roteiro de perguntas do qual o informante deve estar ciente durante toda a entrevista” (p. 236)

O local da entrevista foi de escolha do entrevistado, com previsão de duração de uma hora, que foi alterada de acordo com o cansaço do entrevistado e interesse pelo assunto. O

contato com os entrevistados foi feito por email, telefone ou diretamente em alguns encontros científicos. Os depoentes foram informados quando aos objetivos da pesquisa, o uso das entrevistas, o encaminhamento das entrevistas após o término da pesquisa, os motivos de terem sido convidados e outros procedimentos éticos (assim como assinatura de termo de consentimento) foram realizados. As entrevistas foram realizadas pelo próprio autor da pesquisa, o áudio das entrevistas foi gravado e a divulgação de todas as entrevistas foram autorizadas pelos depoentes por meio de assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

As entrevistas foram transcritas com o devido cuidado na transposição da palavra oral para a escrita, seguindo as fases descritas por Meihy e Holanda (2007):

- Fase 1: Transcrição absoluta – Conservaram-se as perguntas, erros gramaticais, repetições e palavras sem peso semântico. As palavras foram colocadas exatamente como foram ditas. - Fase 2: Textualização – Eliminaram-se erros gramaticais, palavras sem peso semântico, sons e ruídos, tornando o texto mais claro e liso. Também foi retirada uma frase que qualificasse a entrevista.

- Frase 3: Versão final – É o texto que compôs uma série de outras entrevistas do mesmo projeto.

As transcrições seguiram algumas regras:

1- Passagens que não puderem ser compreendidas serão colocadas entre colchetes; 2- Silêncios serão sinalizados por reticências;

3- Pessoas citadas serão designadas pelas suas iniciais, se necessário;

4- Datas e nomes próprios serão corrigidos, em caso de erros flagrantes do entrevistado. O erro do entrevistado será inserido no texto através de notas de rodapé.

Procedimento de análise dos artigos e das cartas

Para compreensão da noção de Ciência e Psicologia apresentadas nos artigos e nas cartas, todos os documentos foram inicialmente organizados e mantidos no ambiente virtual. Os artigos foram copiados em papel e, em seguida, copiados em formato digital. Em seguida, foram organizados por datas e, no caso das cartas, de acordo com o remetente. No formato digital, o arquivo dos artigos está organizado primeiro pelo nome do artigo, seguido pelo ano de publicação, o volume, o número e, por fim, o nome da revista. Os artigos e cartas escritas em inglês foram traduzidos, lidos e fichados.

Para a análise dos artigos, observou-se o tipo de pesquisa realizada (conceitual, experimental, histórica e metodológica), instrumentos de pesquisa utilizados, suas conclusões, propostas de ensino que apresenta, aplicações que realizou, o referencial teórico utilizado, conceitos analisados, críticas e propostas. Também, buscou-se por mudanças do ponto de vista teórico que aparecem nos textos e divergências nas afirmações feitas por ela.

Para análise das cartas, algumas categorias de análise foram criadas a priori como: data e endereço/cidade do remetente. Estas categorias contribuíram para localizar outras informações sobre o assunto que estava sendo tratado ou, por exemplo, permitiram a descoberta da origem de determinado assunto que estava sendo comunicado (se surgiu em encontro com outra pessoa, se era uma viagem de férias...).

Paralelas a estas análises, outras informações foram buscadas e inseridas para uma melhor compreensão dos assuntos tratados. Para alguns assuntos fazerem sentido, foi necessário colocá-lo em um contexto. Isso significa que, para uma melhor compreensão dos assuntos tratados no ano de 1965, por exemplo, se fez necessário compreender o que estava ocorrendo em 1965. Para auxiliar na contextualização e compreensão dos assuntos, alguns artigos foram utilizados. Abaixo, segue a referência destes trabalhos:

- Psicologia USP (1998), 9, 1, 324 p.

- Bori, C. M Cientistas do Brasil, São Paulo: SBPC, 1998. p. 693-701. [Entrevista concedida a Vera Rita de Costa]

Como as cartas são fontes que apresentam informações sobre várias pessoas, todas as informações desnecessárias para a compreensão da noção de Ciência e Psicologia contidas nas cartas foram ignoradas neste trabalho.

Análise das entrevistas

Para Meihy e Holanda (2007), as entrevistas, isoladas, não falam por si. Para conduzir a análise das entrevistas é preciso alinhá-las. Pontos de intercessão precisam ser indicados para que as entrevistas possam se sustentar enquanto história oral.

Segundo Brozek e Massimi (2001), historiadores da psicologia devem estar preocupados com a “conduta de homens e mulheres concretos que vivem e escrevem no contexto de uma sociedade caracterizada pelas intenções, invenções e idéias” (p. 76). Toda a descrição, ao ser inserida em um contexto mais amplo, possibilitará a explicação não apenas do que aconteceu, mas também do porquê de tais fatos terem acontecido da forma como aconteceu.

Nenhum relato é tido como verdadeiro, mas como pontos de vista individuais sobre uma parte da história. Os depoimentos foram analisados e considerados complementares. Cada depoente relatou seu ponto de vista que será confrontado com outros pontos de vista. Este procedimento permite analisar conflitos, divergências, lutas pelo poder, tomadas de decisões, motivações, entre outras questões pessoais envolvidas no desenvolvimento da ciência.

Assim, buscou-se explicar os principais acontecimentos na vida de Carolina Bori e de pessoas que fizeram parte de sua história, seja numa perspectiva mais ampla (sua formação como pessoa, incluindo pais, irmãos, filhos, amigos, entre outros), ou, mais especificamente, como cientista (professores, orientadores, profissionais que atuaram com ela, entre outros). Foi realizada, também, análise dos principais acontecimentos na ciência brasileira cuja participação de Carolina Bori foi importante, descrevendo repercussões e desdobramentos, sempre os relacionando ao contexto social e cultural mais amplo.

Abaixo, seguem os nomes dos entrevistados e a justificativa para a escolha deles para a participação na pesquisa:

- Isaias Pessotti: É formado em filosofia pela Universidade de São Paulo, doutor em Ciências pela Universidade de São Paulo em 1969. Publicou diversos livros e artigos sobre psicologia tanto em língua portuguesa quanto em língua italiana. Como escritor de literatura, recebeu um prêmio jabuti por melhor romance escrito em 1994.

Lecionou na Universidade de Brasília, na Universidade Federal de São Carlos, é professor visitante da Universidade de Urbino, na Itália.

Foi aluno de Carolina Bori no curso de filosofia, no começo da década de 1950. Após se formar, foi convidado por ela para lecionar psicologia no Departamento de Psicologia da FFCL de Rio Claro, em 1959, e em Brasília, em 1965. Concluiu seu doutorado sob orientação dela.

- Maria do Carmo Guedes: Formada em Filosofia pela USP, no ano de 1956, foi aluna no curso de Psicologia Experimental, lecionado por Carolina Bori. Após formada, teve contato indireto com o trabalho de Bori até se interessar por fazer doutorado sob sua orientação. A partir de então, teve uma atuação próxima à de Bori em questões ligadas à educação e política científica. Maria do Carmo Guedes é professora emérita da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, onde atua desde o começo da década de 1960, junto ao Departamento de Psicologia.

- Deisy das Graças de Souza: Formada em Psicologia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, em 1973, concluiu mestrado e doutorado em Psicologia Experimental pela Universidade de São Paulo em 1977 e 1981, respectivamente. Atualmente, é professora titular da Universidade Federal de São Carlos.

Teve seu trabalho de mestrado e doutorado orientado por Carolina M. Bori. Além disso, quando fez parte da equipe que Bori coordenou quando trabalhou na Universidade Federal de São Carlos em 1974.

- Luiz Edmundo de Magalhães (1927 – 2012): Graduou-se em História Natural pela Universidade de São Paulo, em 1952 e concluiu o curso de doutorado em Ciências Biológicas em 1958. Atuou na área de genética, principalmente em genética animal e genética de populações. Realizou trabalhos experimentais, produzindo o primeiro camundongo transgênico do Brasil.

Atuou na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência por vários anos, assumindo cargos do Conselho e da Diretoria de 1969 a 1991. Nesta ocasião, trabalhou com Bori, dividindo cargos e funções na sociedade.

Novamente, trabalhou com Carolina Bori quando ele, como reitor da Universidade Federal de São Carlos, a partir de 1973, convidou-a para trabalhar coordenando o Centro de Educação da Universidade.

- Walter Hugo de Andrade da Cunha: É professor aposentado do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, formou-se em filosofia e doutorou-se em psicologia, também pela mesma instituição. Atuou na área de psicologia animal e etologia, fundou o laboratório de psicologia comparada, dando diversas contribuições para a área com estudos sobre comportamento de formigas.

Como aluno no curso de filosofia, foi aluno de Carolina Bori na disciplina de psicologia experimental. Ao concluir a graduação, foi convidado a integrar o corpo docente da instituição e se tornou professor na mesma cadeira em Bori lecionava. Por toda a sua vida acadêmica, participou de reuniões da cadeira de psicologia, até 1957, do Departamento de Psicologia Social e Experimental em 1958 e 1959 e, a partir de 1970, do Instituto de Psicologia.

- Rachel Kerbauy: Formou-se em Pedagogia pelo Instituto Sedes Sapientiae, em 1955, é mestre e doutora em Psicologia Experimental pela Universidade de São Paulo, concluídos em 1968 e 1972, respectivamente. Atualmente é professora aposentada do Instituto de Psicologia da USP. Após formada, Kerbauy iniciou seu mestrado na Universidade de Brasília, em 1964 e trabalhou ao lado de Bori, também, no Instituto de Psicologia

- Maria Helena Souza Patto: Graduou-se em psicologia no ano de 1965, mestre e doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo, concluídos nos anos de 1970 e 1981. Atualmente, é professora titular do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, no Departamento de Psicologia da Aprendizagem do Desenvolvimento e da Personalidade, atuando principalmente no tema “fracasso escolar”.

Foi aluna de Carolina Bori durante a graduação e atuou, como docente, no mesmo instituto, mas em departamentos diferentes. Teve contato com Bori em reuniões de pós graduação, na maior parte.

- João Cláudio Todorov: Graduou-se em Psicologia pela Universidade de São Paulo (1963) e concluiu doutorado em Psicologia pela Arizona State University (1969). É Professor Emérito da Universidade de Brasília. Foi Reitor (1993-1997), Vice-Reitor (1985-1989). Tem atuado, principalmente, nas áreas de práticas culturais, controle aversivo, escolha e preferência.

Foi aluno de Bori durante a graduação na Universidade de São Paulo e na Universidade de Brasília e atuou ao lado dela na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.

- Geraldina Porto Witter (1935 - 2014): Graduada em Pedagogia, especializou-se em Psicologia da Educação em 1965 e doutorou-se em Ciências em 1977. Toda a sua formação foi feita pela Universidade de São Paulo. Trabalhou, principalmente, com avaliação da produção científica, leitura-escrita, aprendizagem de ciências e matemática.

Foi professora assistente do Departamento de Psicologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, coordenado por Carolina Bori, desempenhando atividades de ensino, pesquisa sobre análise experimental do comportamento, supervisão de estágio na área educacional e orientação de pesquisa.

- Arno Engelmann: Formado em Filosofia pela Universidade de São Paulo, no ano de 1960, quando cursou Psicologia Experimental lecionado por Carolina Bori. Após formado, recebeu convite para se tornar professor assistente na cadeira de Psicologia Experimental na mesma instituição. É conhecido por suas pesquisas na área de Psicologia da Gestalt.

Participou, ao lado de Bori, de diversos momentos importantes na história da psicologia no Brasil (como a luta pelo reconhecimento legal da profissão de psicólogo e formação em psicologia) e na história do Instituto de Psicologia da USP. Teve sua dissertação e tese orientados por Bori.

- Frederico Guilherme Graeff: É medico e doutor na área de farmacologia pela Universidade de São Paulo na cidade de Ribeirão Preto e professor titular aposentado da mesma instituição. Interessou-se pelas questões fisiológicas relacionadas ao comportamento e se tornou reconhecido por estudos nesta área. Na década de 1960, teve grande influência da análise experimental do comportamento, aproximando-se do grupo liderado por Carolina Bori na Universidade de São Paulo e na FFCL de Rio Claro. Na instituição em que trabalhou, teve um papel importante no início da área de Psicobiologia, ao lado de outro ex-aluno de Bori, Luis Marcelino de Oliveira.

- João Bosco Jardim: Formado em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais. Conheceu Carolina Bori enquanto ele estava cursando Psicologia e Bori foi convidada a dar um curso sobre Psicologia Social Experimental na UFMG. A partir deste curso, manteve contato com Bori e foi fazer o curso de mestrado sob orientação dela. Também com Bori, trabalhou como jornalista em diferentes projetos de difusão científica durante a década de 1980, junto à SBPC.

- Silvio Paulo Botomé: Formado em Psicologia pela PUC-SP em 1972, teve contato com Bori ainda na graduação e se estendeu durante seu mestrado e doutorado, realizado sob orientação de Bori. Atualmente, trabalha na Universidade Federal de Santa Catarina, onde desenvolve pesquisas sobre comportamentos profissionais e processo de ensino- aprendizagem.

Trabalhou ao lado de Bori em projetos ligados ao ensino de análise do comportamento tanto no Brasil quanto em países da América Latina, ajudando a aprimorar a discussão acerca da elaboração de objetivos comportamentais e elaborando novos projetos ligados ao processo de ensino-aprendizagem.

- Eduardo Moacyr Krieger: Formou-se em Medicina na Faculdade de Medicina de Porto Alegre, em 1953, e doutorou-se na área de fisiologia cardiovascular na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, em 1959. Desenvolveu pesquisas sobre hipertensão cardiovascular e foi pioneiro no uso de ratos como modelo para estudos de regulação da pressão arterial no sono e no exercício, bem como no registro da atividade simpática, em condições fisiológicas.

No final da década de 1950, foi professor na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto