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5.5 Optimization of the BGS process by use of ZXY player datadata

5.5.7 Optimization of ZXY BGS by cropping frames

A começar pelo reconhecimento das dimensões territoriais de cada Paróquia, o trabalho pastoral ia, aos poucos, adquirindo visibilidade.

Nossas paróquias possuem um vasto território, a fim de dar ao povo até um montante mínimo de atenção, de cada paróquia, em vez de dois. As pessoas nas aldeias e fazendas no país vêem o padre apenas três ou quatro vezes por ano. O padre sai a cavalo, viajando de aldeia em aldeia, dia e noite, seguindo para uma aldeia ou fazenda. Talvez há uma pequena capela, outras não. À noite a gente se reúne lá e reza o Rosário com eles, e sempre atende às confissões. Em seguida, celebra a missa, executa os casamentos e batismos, instrui as crianças, organiza catequistas, etc. À tarde, viaja para o lugar seguinte. Provavelmente dez ou 13 quilômetros de distância. Em viagens, geralmente para qualquer lugar é de uma semana ou mais. recentemente quando o Padre Bernard Joseph Trainer retornou de viagem da paróquia que fica em Catalão, Ele foi por semanas, tendo percorrido cerca

de 130 quilômetros, e entre outras coisas realizou 24 casamentos e 253 batismos. [...] (ANAIS DA PROVÍNCIA, vol. IV, n. 5 - Janeiro, 1944, p. 356-357).

As distâncias percorridas e as dificuldades enfrentadas, tudo conferia ao trabalho missionário uma espécie de prenúncio daquilo que estava sendo feito e o que ainda havia por fazer. Em geral as enormes distâncias se referiam ao tamanho da Paróquia, o que significava atender a uma população dispersa em grandes dimensões territoriais, incluindo distritos, vilas e fazendas. Em muitos casos, a distribuição das paróquias às ordens religiosas no Brasil, se assemelhava, na forma e nos objetivos, ao processo de distribuição das prelazias, pelos prelados.

A razão primeira e mais comum indicada para a criação das prelazias baseava-se numa análise óbvia e superficial da situação geográfica do país. As prelazias eram projetadas para amplas regiões que permaneciam de certo modo à margem do progresso material e humano, durante o período republicano. Tais circunscrições eclesiásticas eram fundadas sempre em regiões do interior, pouco atingidas pelo progresso típico dos centros urbanos do litoral e pela comunicação com outros países. Além disso, eram estabelecidas em estados de pouco desenvolvimento econômico, sobretudo do centro, do extremo oeste, bem como do norte do país. Alguns desses estados, territorialmente muito extensos, como Mato Grosso, Amazona e Pará, tinham uma densidade demográfica bastante fraca (AZZI; KLAUS, 2008, p. 387).

A falta de padres e religiosos em quantidade suficiente para abrigar todas as atividades do ofício religioso, fazia com que os bispos, ao dividirem as paróquias, o fizessem observando regras semelhantes às utilizadas na definição de prelazias. Por consequência, muitas regiões vastas e despovoadas ficavam sob a responsabilidade de uma única ordem religiosa.

A prática de fazer os registros de todas as atividades litúrgicas e sacramentais ministradas na paróquia durante certo período, era uma orientação dos prelados, que tinha por finalidade, controlar as visitas e a participação do povo no ofício religioso e, fornecer dados sobre a estatística da fé católica no país. Esta marca fica tão evidente entre os frades, que quase sempre os registros apresentam dados numéricos e quantitativos, dando retorno do trabalho realizado.

No último domingo (6 de agosto) Eu administrei a confirmação da paróquia vizinha aqui em Anápolis. Bispos, sacerdotes, muitas vezes delegados de conformidade. A cena seria difícil de descrever. Por quatro horas e meia, foram confirmadas mais de 700 imagens - desde crianças até velhos. Pessoas vinham de todos das redondezas em cavalos e nas costas de mula, em vagões cobertos, a pé. Lotaram a igreja até o abaulado; o resto esperou de fora. Todo mundo estava lá, com seus parentes, seus vizinhos, seus amigos e seu cão: uma confusão de vir e ir e vir. [...] Quando estávamos prontos para começar, o portão foi aberto até o santuário. Qualquer um que quisesse veio: a ser confirmada, para ser um patrocinador, ou apenas para olhar. Tivemos então a cerimônia para os de dentro do santuário. Assistida por um

sacerdote que leu os nomes e o sacristão, que enxugou a testa, me deu uma cotovelada a minha maneira dentro e para fora entre eles. Quando as orações finais foram ditas, este grupo saiu pela porta da sacristia, um outro grupo adentrou, e olhou mais uma vez. Foi uma reunião muito cosmopolita: brancos, negros, índios - todos misturados, todos muito simpáticos e pacientes. Alguns eram puros e limpos, outros muito sujos, alguns estavam bem vestidos, outros em seus ternos de aniversário. Havia crianças de não mais que uma semana de idade, e havia alguns cambaleantes de tão velhos e mulheres. (ANAIS DA PROVÍNCIA, vol. V, n. 5, Janeiro, 1944, 356-360).

O empenho em se fazer presente nas diferentes regiões do campo missionário, colocava os franciscanos em situações inusitadas para quem havia chegado dos Estados Unidos. As distâncias se tornavam mais desafiadoras diante da dificuldade de deslocamento: estradas precárias e limitados veículos para o transporte. A mobilização de fiéis e curiosos junto aos locais do culto leva ao encontro dos religiosos uma multidão de pessoas vindas de diferentes localidades, dando uma pequena mostra de como vivem e se relacionam os povos do sertão goiano.

[...] a última Semana Santa foi uma que nenhum de nós jamais esqueceremos. Era Semana Santa em todos os sentidos da palavra para todos nesta cidade. Na Sexta- feira foi realizada uma procissão em que a imagem de Nosso Senhor foi transportada em um caixão. Diretamente atrás andou o grupo de cinco mulheres que chamamos nos Estados (Unidos) "enlutadas". Quando a procissão adentrou as portas da igreja, uma dessas mulheres, lamentando sábio (AEG), o Lamentatio e ao fazê-lo desenrolou um pano com a imagem da face de Nossa do Senhor. Depois fomos para a igreja e ali teve lugar a veneração do Corpo de Cristo. Essas pessoas têm real e profunda fé, – pense só se eles tivessem uma igreja decente. Mas esperamos que isso virá com o tempo.] (ANAIS DA PROVÍNCIA, vol. IV, n. 5, - Janeiro, 1944, p. 376).

As práticas do culto litúrgico da Igreja eram organizadas em espaços improvisados ou adaptados para a participação dos fiéis. O avivamento da fé cristã se realiza na ação missionária. Tudo isso era muito diferente e estranho à cultura religiosa americana.

Tivemos a Páscoa em silêncio, por causa das longas horas. Às 4 horas da manhã oriental, tivemos uma procissão do Santíssimo Sacramento pela cidade, com o povo louvando o Senhor Ressuscitado (Salvador). Isto foi seguido pela Santa Missa. Depois estávamos todos muito cansados, mas é impossível chegar a qualquer descanso, pois a porta me manteve ocupado durante todo o dia (ANAIS DA PROVÍNCIA, vol. IV, n. 5, Janeiro, 1944, p. 376).

As várias frentes que compunham o trabalho missionário são mantidas pelos frades, apesar do ponto alto das celebrações da Paixão, Morte e Ressurreição celebradas na Semana Santa e Páscoa. Tudo isso sinaliza o empenho em institucionalizar os rituais católicos e evitar que os fiéis sejam dispersos nas práticas e costumes locais, típicas do catolicismo luso-brasileiro. Superar a fé ingênua seria preciso para que os filhos de São Francisco frutificassem no solo goiano.

A mística franciscana seria compreendida e assimilada como o espaço da possibilidade de atuação missionária, atravessada por sacrifícios, dificuldades e superação. A construção de um novo céu e uma nova terra exigiria que os frades e as irmãs assumissem o desafio de desbravar novas culturas em nome da fé.

Foto 3.4.5b – Os frades em atendimento rural