4. Analysekapittel - En reise inn i et felt i utvikling
4.4 Er forskningsmodellen anvendbar for å forstå hva som driver aktørene til å bli sosiale
4.4.5 Opplevd atferdskontroll – har aktørene kontroll på egen kapasitet og muligheter til
Sob o ponto de vista metodológico, a configuração das redes urbanas, de acordo com Corrêa (1994), tem sido tema de estudos da geografia abordada sob pontos de vista diversos sendo retratados mais comumente:
- Classificações funcionais: as características de função, que englobam a divisão da rede no
contexto urbano, dentro de uma separação de atividades por características. Até a década de 1920, estudiosos já classificavam as cidades em oito tipos, segundo este critério: administração, defesa, cultura, produção, coleta, transferência, distribuição e recreação. Entre as décadas de 1960 e 1970, alguns autores agruparam as funções urbanas em básicas ou primárias (atividades exportadoras e não básicas ou secundárias (destinadas à população), tornando evidente a divisão territorial do trabalho na rede urbana;
- Dimensões básicas de variação: procura determinar as variações das redes ou sistemas
urbanos. Esta classificação busca agrupar cidades segundo suas características homogêneas fundamentais políticas, sociais econômicas, o que possibilita tratar simultaneamente um elevado número de variáveis, agrupando aquelas correlacionadas ou não entre si, determinando o posicionamento e os efeitos na urbe ao longo das variações;
- Tamanho e desenvolvimento: compara cidades com diversas funções, considerando dados
demográficos e sociais, e a relação entre tamanho demográfico e desenvolvimento, permitindo a análise e determinação das variações dos sistemas urbanos e sua estabilidade ao longo do tempo, produzindo informações como população economicamente ativa, taxa de desemprego e renda per capita;
- Hierarquia urbana: determina as relações entre cidade e região, que dentre outros fatores
aponta a área de influência das cidades, e a divisão de poder de abrangência de cada localidade no contexto da região na qual está inserida.
A hierarquização nos núcleos urbanos tem sido estudada enquanto determinante da diferenciação entre as localidades, no que se refere à posição destas enquanto pontos de comercialização e distribuição de produtos industrializados e serviços, funcionando como pólos centrais neste processo.
Corrêa destacou que os trabalhos referentes à hierarquia urbana apóiam-se, de modo freqüente, nas teorias do geógrafo alemão Walter Christaller, elaborada em 1933, onde este elabora um quadro teórico sobre as diferenças entre os núcleos de povoamento, no tocante a importância destes enquanto lugares centrais de distribuição de produção de bens e serviços:
Segundo a proposição geral de Christaller, a diferenciação de localidades centrais traduz-se, em uma região homogênea e desenvolvida economicamente, em uma nítida hierarquia definida simultaneamente pelo conjunto de bens e serviços, oferecidos pelos estabelecimentos do setor terciário e pela atuação espacial do mesmo. Essa hierarquia caracteriza-se pela existência de níveis estratificados de localidades centrais, onde os centros de um mesmo nível hierárquico oferecem um conjunto de bens e serviços, e atuam sobre áreas semelhantes, no que diz respeito à dimensão territorial e ao volume de população.(CORRÊA, 1988, p. 61).
A partir do trabalho de Christaller desenvolveram-se estudos sobre as redes urbanas nos países em desenvolvimento e a questão dos locais, enquanto núcleos centrais de distribuição, trabalhos que evoluíram e determinaram caracterizações das tramas, como por exemplo a rede de localidades centrais.
Segundo Corrêa (1994) Christaller define também os conceitos de alcance espacial máximo, que se refere à área escrita por um raio traçado a partir da localidade central, no interior do qual os consumidores se deslocam à procura de bens e serviços. Outra conceituação definida pelo geógrafo é a do alcance espacial mínimo, que concerne na área de entorno da localidade central, com número menor de consumidores, mas com condições de estabelecer que o contingente de consumo seja suficiente para que uma atividade com funções centrais possa ali se instalar.
Caracteriza-se, assim, a rede urbana enquanto tradução material da reprodução das atividades desenvolvidas em uma localidade, funcionando como elemento determinante na demarcação dos centros de comércio, serviços e escoamento de produção, e outros.
Estas conexões determinam formas espaciais, resultantes de processos pautados pelas diversidades simples e complexas, definidas sob vários pontos de vista como sendo passíveis de estudo e de ocorrência freqüente.
A tipologia dendrítica, de acordo com Daniella de Mello Bonatto Ramos (2000), foi aquela que se apresentou com maior freqüência, quando dos estudos de diversos pesquisadores, que a encontraram nos processos de urbanização das nações em desenvolvimento e que aparece de modo relativo na maioria das cidades brasileiras.
Este tipo de trama, segundo Corrêa (1994) encontra-se caracterizada por sua origem colonial, onde se pode incluir o caso brasileiro, no que se refere às cidades fundadas durante o período do Sistema das Capitanias, no século XVI, quando estas foram locadas na porção litorânea do território e concentravam as principais funções do período colonial, funções estas que se distribuíam então a partir do núcleo central.
A rede dendrítica, no contexto regional, conforme exposto na FIGURA 1 é composta por uma localidade central (cidade), que detém as principais funções econômicas e políticas, apresentando-se com dimensões físicas e populacionais superiores às demais urbes da rede, o que normalmente a torna palco concentrador da presença das atividades mercantis e circulação de capitais, atraindo as elites regionais e constituindo-se em foco das correntes migratórias em busca de emprego, renda e apropriação de espaços.
Corrêa (1988a) argumentou que outra característica deste tipo de rede é a presença de excessivo número de centros menores, marcada pelo comércio varejista local, que atende a uma pequena demanda de população, determinada pela baixa mobilidade ocasionada por ineficiência do sistema de transportes.
Também chama a atenção como marca da rede dendrítica, segundo o autor, a ausência de centros de porte intermediários intersticialmente locados, o que deriva da presença de centros atacadistas que distribuem a produção entre dois núcleos maiores e mais próximos do núcleo central, ou cidade primaz, que se apresenta com aparência macrocéfala, caracterizada por dimensões exageradas.
A divisão do trabalho no contexto das estruturas constituídas internamente às cidades apresenta uma diferenciação de um município para outro, relacionando-se a posição e função das redes naquele contexto, como contraponto à dimensão das mesmas.
FIGURA 1. Esquema da rede dendrítica de centros urbanos
Fonte: CORRÊA (1988a, p. 63).
Em relação ao exposto, Ramos (2000), apresenta observação baseada nos conceitos apreendidos na análise das redes urbanas onde:
A produção industrial acarreta uma produção média de cada centro, fazendo com que haja diferença entre salários industriais médios. Pesquisas indicam que o tamanho do município por si só não constitui referência segura para os diferenciais de produtividade, ficando clara a necessidade de estudar o sistema urbano mais em relação e função dos vários centros urbanos do que em relação ao seu porte. (RAMOS, 2000, p. 36).
As análises do contexto da rede dendrítica, se aplicadas ao panorama da rede urbana brasileira apontam que parte de nossas cidades acompanhou, desde a formação colonial, os interesses de ocupação e domínio do território, por parte da elite portuguesa. As cidades centrais da colônia locavam-se na porção litorânea e irradiavam suas influências pelas vilas e povoados, constituindo um modelo do sistema de ocupação.