2. Teorikapittel
2.2 Teorien om planlagt atferd – et teoretisk rammeverk for å forstå atferd
2.2.3 Holdninger til atferden og hvor de kommer fra
O rio Yaguari a que se refere o texto do jornal limeirense é hoje conhecido como rio Jaguari e serve como manancial de água para abastecimento de cidades da região e limita os municípios de Limeira e Americana. A fusão das águas do rio Jaguari com o rio Atibaia forma o rio Piracicaba.
As vias primitivas que partiam então da cidade de São Paulo em direção ao sertão, dirigiram-se em um primeiro momento até Jundiay e Ytu (atuais Jundiaí e Itu). Estas estradas seguiram então até o rio Capivari e atravessando os rios Yaguari e Tybaya (Atibaia) chegavam até Mogi Miri (Mogi Mirim).
Existem referências de colonos ocupando terras na região, segundo a Gazeta de Limeira (1980), através da concessão de uma sesmaria em 1821, onde consta que Antonio Machado de Campos, Francisco de Souza Paio e André de Campos Furquim estavam desde 1771 residindo, cultivando e com fábrica de açúcar nas cercanias do Salto Grande (confluência dos rios Jaguari e Atibaia).
Dados históricos cadastrados pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE), apontam também as seguintes observações: “Em 1824, os moradores resolveram construir uma capela em louvor a Nossa Senhora das Dores de Tatuibi, nome que se deu também ao povoado” (SEADE, 2005).
A história da urbanização teve início no século XVIII, a partir de um local de parada e descanso dos Bandeirantes conhecido então como "Rancho do Morro Azul", situado a aproximadamente cento e cinqüenta quilômetros da capital paulista, às margens do ribeirão Tatuhiby, que na língua tupi-guarani significa tatu pequeno.
Este abrigo para as expedições situava-se nas proximidades do ponto culminante chamado Morro Azul, devido a sua aparência azulada quando visto à distância. Ali, os desbravadores encontravam abrigo e descanso em suas incursões pelo interior.
Crenças baseadas nos contos populares dão conta que em uma destas expedições, por volta de 1781, o frei franciscano chamado João das Mercês, acompanhava os Bandeirantes, no intuito de evangelizar as populações do interior.
Ao alojar-se no Rancho do Morro Azul, o Frei foi acometido por uma forte febre que, na impossibilidade de ser debelada, levou-o à morte. O religioso foi deste modo enterrado nas proximidades do rancho, junto com seus pertences.
Naquela época febres e infecções eram corriqueiras, levando muitas pessoas a morte, fato que influenciou o Frei a carregar consigo uma pequena bolsa, onde dispunha algumas limas, espécie de citrus que este acreditava ser remédio para a prevenção e proteção contra diversas doenças.
As limas possivelmente não foram capazes de exercer seu poder curativo sobre o Frei, contudo, ao serem enterradas junto com o corpo de João das Mercês, serviram de base à crendice popular. Passado algum tempo após a morte do religioso, dizem as crenças ter surgido no local em que este foi enterrado uma pequena muda, que com o passar do tempo veio a se transformar em uma árvore produtora de limas.
A parada das bandeiras, com infra-estrutura precária, localizada no caminho para Piracicaba, passou então a se chamar "Rancho da Limeira", que mais tarde veio a ser adotado e transformado por parte da freguesia de Nossa Senhora das Dores de Tatuhiby, para a denominação de Limeira.
Deixando o contexto das crenças, o historiador limeirense Reinaldo Kuntz Busch (1967), argumentou que por volta de 1826, a estrada que ligava a área do Morro Azul à Campinas foi aberta por influência do Senador Nicolau de Campos Vergueiro, para escoar a produção do engenho da Fazenda Ibicaba, de sua propriedade.
Nas terras cortadas pela estrada do Morro Azul à Campinas ocorreu a instalação de um núcleo comercial e residencial, próximo ao Rancho da Limeira, e às margens do ribeirão Tatuhiby.
Este pequeno aglomerado de pessoas e atividades ocupava, naquela época, áreas da extensa propriedade do capitão Luiz Manoel da Cunha Bastos, cidadão português e militar da reserva que exercera cargo público no Estado e dedicava-se nesta ao comércio na capital. No ano de 1824, este proprietário autorizou a construção da uma Capela em louvor a Nossa Senhora das Dores de Tatuhiby em suas terras.
Segundo Busch (1967) os Vergueiros também foram atuantes na evolução do processo de urbanização, pois a família desempenhou importante papel no desenvolvimento da região. Como exemplo, o autor cita que foi por influência da esposa que o senador Vergueiro solicitou junto ao governo a criação de uma freguesia em 1829, que foi criada em 9 de dezembro de 1830 como parte do município de Nova Constituição, atualmente denominada Piracicaba.
O capitão Cunha Bastos que ampliava suas posses tendo partido da aquisição de parte da sesmaria do Saltinho, propriedade do Tenente Ignácio Ferreira de Sá e outras áreas vizinhas, em 1832 doou à irmandade da Igreja de Nossa Senhora das Dores de Tatuhiby, uma gleba de terras quadrada de 1650 metros de lado, constituindo atuais 112,5 alqueires.
A área foi então dividida sob a orientação do senador Vergueiro com a delimitação de um traçado em xadrez, constituído por um arruamento perpendicular entre si, que formou o primeiro núcleo urbanizado de Limeira, hoje área central da cidade, conforme demonstra o MAPA 4.
Cabe destacar a respeito desta doação, a relação de interesses para a implantação da atividade comercial ligada à expansão das culturas agrícolas no período, estabelecendo centros de beneficiamento e negócios, bem como a abertura de espaços para atendimento comercial da mão-de-obra recém chegada da Europa.