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Å gå fra intensjon til atferd – å delta i en entreprenøriell atferd

4. Analysekapittel - En reise inn i et felt i utvikling

4.4 Er forskningsmodellen anvendbar for å forstå hva som driver aktørene til å bli sosiale

4.4.6 Å gå fra intensjon til atferd – å delta i en entreprenøriell atferd

No decorrer da história do Brasil, o conceito das redes urbanas, observado em paralelo à formação das cidades e regiões nacionais, pode ser aplicado na caracterização de determinados centros e subcentros regionais, representados pelas metrópoles ou cidades primazes e seus satélites, enquanto elementos de concentração de atividades e representativos sob o ponto de vista espacial, da materialização da reprodução do capital, notadamente do excedente da produção industrial.

A descrição da rede urbana, em conjunto com os conceitos de Paul Singer e, referenciada a partir do espaço interno das cidades brasileiras obedece, de modo geral, a uma lógica organizacional cujo formato característico pode ser comparado às tramas da rede do tipo dendrítica, apontadas por Roberto Lobato Corrêa:

Cada cidade brasileira tem, geralmente, um centro principal, no qual se localizam órgãos da administração pública, a igreja matriz, os tribunais, o distrito financeiro, o comércio atacadista, o comércio varejista de luxo, cinemas, teatros, etc.[...] ao seu redor se localizam as zonas residenciais da população mais rica. Os serviços urbanos se irradiam do centro à periferia, tornando-se cada vez mais escassos à medida que a distância do centro aumenta.[...]

Na medida em que a cidade vai crescendo, centros secundários de serviços vão surgindo em bairros, que formam novos focos de valorização do espaço urbano.

(SINGER, 1978, p. 29).

Singer (1978) argumentou que no processo de crescimento urbano no Brasil, ocorreu a reestruturação de uso das áreas já ocupadas. O centro urbano, por exemplo, passou a acoplar áreas ao seu redor expandindo-se para as regiões anteriormente habitadas por classes sociais de maior poder aquisitivo, que dali se mudaram para novas localidades consideradas nobres, criadas pela promoção imobiliária. Deste modo, o anel antes residencial no entorno do centro abrigou serviços destinados a outros segmentos sociais, como diversões noturnas, hospedagem de custos baixos e prostituição.

Estas condições induziram à oferta de opções por parte dos especuladores do setor imobiliário, que estimularam e propuseram a ocupação de novas áreas para expansão das atividades centrais consideradas nobres, culminado com a efetivação dos chamados centros novos.

Exemplificando tal situação, o fortalecimento das atividades de Shopping Centers no Brasil que têm funcionado em algumas urbanizações como pólos de atração para a formação de novas localidades centrais. Ainda que em um primeiro momento isolados, a gama de serviços oferecida por este tipo de instalação comercial e de serviços, acaba por vezes ocasionando a fixação de outras atividades nestes locais e em seu entorno, conformando tais núcleos no panorama das cidades.

A área vizinha à Rodovia Dom Pedro I (SP-65) na cidade de Campinas pode ser observada como exemplo do surgimento de novas centralidades estimuladas pela presença de Shopping Centers enquanto locais atrativos para novas atividades. A região que abriga os Shoppings Galleria, Iguatemy e Parque Dom Pedro concentra também Hipermercados como Carrefour e empresas atacadistas, dentre as quais as redes Macro e Atacadão, no setor de alimentação, e Leroy Merlin, construção civil.

Neste grande entorno se estabeleceram organizações educacionais, como a PUC – Campinas e a Unicamp, além de empresas como a Lucent Tecnologies, do ramo de telecomunicações. Também se concentram ali condomínios e edifícios com redes residenciais, comerciais e de prestação de serviços, bem como o setor de diversões e hospedagem1.

Obviamente, como observado por Singer (1978), estes processos são determinados em longos períodos, com a sobrevivência do convívio entre o centro velho e o novo acontecendo por muito tempo.

Partindo desta caracterização generalizada da cidade brasileira, para a observação deste processo no período entre 1960 e 2000, observa-se que a rede urbana esteve ligada, em um primeiro momento, às situações de impacto ocasionadas pelo processo de industrialização e às transformações político-administrativas no plano governamental.

Semeghini (1991) apontou que no decorrer da segunda metade dos anos 1950, foram anotados avanços no processo de industrialização, que influenciados pelos Planos de Metas do governo federal favoreceram os setores de bens duráveis de consumo e de produção.

Á partir desta ocorrência e até os idos de 1968 criaram-se as bases para a acumulação do capital e constituição das forças produtivas especificamente capitalistas no país. Entre os anos de 1968 e 1973 a evolução econômica do país acompanhou características diferentes, conforme Semeghini:

Ao contrário do que ocorrera na fase anterior, nesse período o crescimento apoiou-se principalmente na estrutura produtiva preexistente. A liderança no processo de acumulação passa ao setor de bens duráveis de consumo, em especial à indústria automobilística e à da construção civil o que se tornou possível devido por um lado à capacidade ociosa preexistente nestes setores (e aprofundada pela crise) e por outro lado da margem de endividamento das famílias decorrente da anterior reforma financeira. A retomada, conforme se desenvolvia, atingia o segmento de bens de produção, cujos setores pesados ampliam acentuadamente suas taxas de acumulação após 1970, e arrasta também os setores mais tradicionais, de bens não-duráveis, altamente estimulados pelo crescimento da massa salarial e pela aceleração do processo de urbanização. (SEMEGHINI, 1991, p. 130 – 131).

Estes fatores da produção aliados ao panorama das medidas administrativas adotadas pelo governo militar intensificaram os processos de expansão da malha e a evolução populacional urbana entre 1970 e 1980, em determinadas regiões, acompanhadas do fortalecimento do conceito das localizações e das distâncias das viagens no espaço intra-urbano.

Referenciados na rede urbana, os conceitos de localização e dimensão passaram a significar deslocamentos de contingentes de pessoas em direção às regiões centrais, incentivando a implantação de subcentros urbanos com disponibilidade de bens e serviços com condições de sobreviver economicamente da demanda nas áreas periféricas, formatando nova

aparência às redes urbanas em determinadas regiões do Brasil, como por exemplo a região de Campinas.

Também influenciou na implantação de subcentros urbanos os investimentos públicos na melhoria dos sistemas viários, em detrimento do transporte coletivo de massa, tanto nas esferas urbanas como regionais, fortalecendo o deslocamento individual por meio dos automotores particulares, como carros e motocicletas.

Este fator contribuiu no fortalecimento do comércio local dos bairros periféricos, em partes edificado sobre a carência no transporte coletivo até os bens e serviços presentes nas regiões centrais.

Semeghini (1991) apontou, ressaltando as ocorrências entre 1970 e 1980, que os investimentos estatais estiveram pautados pela influência da indústria automobilística sobre a estrutura do gasto público, o que prejudicou investimentos também nas áreas de infra-estrutura de saneamento, de habitação, de equipamentos sociais, dentre outros. Importa na ocorrência deste período o forte crescimento urbano, resultante, entre outros fatores, da migração de um contingente de 28,5 milhões do campo para as cidades.

Há que se destacar no contexto regional, que estas dinâmicas e fatores internos das urbes estiveram marcadas do mesmo modo na conformação regional, com a efetivação de subcentros regionais, que passaram a abrigar atividades antes desenvolvidas apenas nas cidades primazes.

Recentemente, na década de 1990, os municípios conviveram com os efeitos da crise no panorama econômico mundial que, por meio da adoção de políticas com características voltadas ao neoliberalismo por parte do governo federal, aproximaram a economia brasileira do mercado globalizado e colaboraram, dentre outros fatores, com a proliferação de problemas sócio-espaciais sobre a rede de cidades.

Sobre a questão neoliberal e as tentativas de minimização das responsabilidades econômicas do Estado nacional, Cano apontou que:

Na economia internacional, a longa e complexa crise financeira, o esgotamento do padrão de acumulação da Segunda Revolução Industrial e o fato de que a Terceira revolução Industrial talvez ainda leve uma ou duas décadas para se “completar” aumentaram ainda mais o risco e a incerteza para o capital privado. Por outro lado, isto debilitou fiscal e financeiramente a maioria dos estados nacionais, endividando-os junto ao setor privado “justificando”, por isso, a “necessidade” de ajustes patrimoniais a favor do setor privado. A busca ideológica por um “Estado Mínimo” respaldou também as novas políticas de descentralização, que tentaram transferir atribuições e recursos do poder central aos poderes locais, enfraquecendo ainda mais econômica e politicamente o Estado nacional. (CANO, 1998, p. 307).

Há que se destacar, que impulsionados pela política de caráter neoliberal instalada no Brasil, intensificaram-se nas redes urbanas e regionais, processos de transferência de responsabilidades pautadas na mitigação das dívidas estaduais.

Estas ocorrências foram marcadas pela privatização de empresas governamentais e municipalização de atividades antes efetuadas pelo estado, repassando responsabilidades e determinando o surgimento de novas políticas elaboradas por empresas terceirizadas sobre os equipamentos urbanos e regionais.

Em determinadas localidades, esta relação de serviços, marcada dentre outros fatores pela elevação na carga tributária e por uma nova relação entre produto e consumo, foi e ainda é por vezes determinante sob o ponto de vista da rede urbana e regional, de ramificações e aparecimento de novas áreas com características centrais.

De modo exemplar, o cidadão encontrava dificuldades em se deslocar dentro das redes pela condição imposta através da escassez de recursos econômicos. A renda mensal cada dia menor, consumida em partes pelos tributos e obrigações pagos aos promotores de serviços básicos levaram as pessoas a procurar o atendimento de suas necessidades em pontos próximos de suas residências.

Esta necessidade contribuiu para o fortalecimento do comércio local dos bairros, onde os bens e serviços puderam ser acessados, sem o custo do deslocamento, promovendo a nova dinâmica do espaço urbano e regional.

O impacto dos processos mundiais de privatização e transferência de responsabilidades, bem como a elevada carga tributária no Brasil ocasionou incentivo ao aparecimento de uma nova ordem na relação das atividades nas redes urbanas e regionais, com a efetivação dos processos de terceirização da mão-de-obra e da produção.

As atividades se espalharam pelo território, formando redes de centros diversificados sob o ponto de vista produtivo e comercial, o que por si apresentou uma aparente ordem diversa da rede dendrítica estabelecida como base para as cidades brasileiras.

De modo global, Corrêa (1988a), apontou para o processo onde as redes regionais brasileiras estão sofrendo mutações, talvez tendo seu papel alterado em relação à rede de tipologia dendrítica, e que este estudo requer uma maior atenção, principalmente se direcionado aos países do Terceiro Mundo, como é o caso do Brasil.

A dinâmica demográfica que o Brasil vem apresentando nas últimas décadas e o fato da população urbana ter atingido 78,4% do total indicam, segundo Ramos (2000), uma necessidade de se estabelecer maiores estudos sobre a rede urbana do país.

As ocorrências na rede de cidades brasileiras, bem como os processos de mudança detectados pelos pesquisadores estão relacionados às ocorrências atuais dos fatores econômicos ligados a uma crescente divisão de funções nas localidades e as relações de troca entre elas e o surgimento de serviços especializados, que outrora inexistiam, ou existiam apenas nas grandes cidades, podem ser observados também nas cidades médias, como é o caso da cidade de Limeira, e até mesmo nas localidades de pequeno porte, presentes na região.