II. FORORD
5. KAPITTEL - REGNSKAPSANALYSE
5.4 T RAILING OG OMGRUPPERING
5.4.2 Omgruppering for investororientert analyse
Castaño et al (2008) afirmam que a evolução a que alude o termo web 2.0 compreende a disponibilização na internet das aplicações de escritório antes restritas apenas ao computador pessoal. Além disso, esses autores propõem uma classificação de tais aplicações em três categorias, conforme sua natureza e finalidade: aplicações online, ferramentas de publicação e gestão da informação. A figura 1, elaborada por Castaño et al (2008), ilustra bem essa classificação.
Figura 1 – Tipos de aplicações na web 2.0
As ferramentas de publicação foram criadas para auxiliar o usuário na criação, edição e publicação de conteúdos textuais e multimidiáticos. Dentro dessa categoria estão os blogs; as wikis, que são ferramentas para a escrita colaborativa (edição de um único documento por múltiplos usuários) e os editores de mapas conceituais.
Já os marcadores sociais, aplicativos que permitem ao usuário o armazenamento e compartilhamento com outros usuários dos links de seus sites favoritos na internet; os agregadores RSS (ReallySimpleSindication), serviço que permite a “assinatura” de conteúdos de determinadas páginas ou seção específica dessas páginas, que podem ser acessados e lidos numa única página; e os sites com conteúdos personalizados provenientes de fontes distintas (mashups) são exemplos de aplicações web 2.0 da categoria gestão da informação.
A categoria aplicações onlineabrange ferramentas que oferecem soluções semelhantes àquelas oferecidas por softwares do tipo escritório (Office), que geralmente são instalados no computador local. Com a web 2.0, esses serviços passam a ser oferecidos na internet, não sendo necessário realizar nenhuma instalação local de softwares para criar e editar um documento, uma planilha eletrônica ou um arquivo de apresentação de slides, por exemplo. Além do custo baixo ou zero para o usuário final, a vantagem desse tipo de serviço é que tais documentos podem ser criados e acessados de qualquer computador com acesso a internet, podendo inclusive ser visto e editado por mais de um usuário, basta compartilhar o documento com os mesmos.
Apesar dessa classificação ser interessante, acreditamos que ela pode ser ampliada pela inclusão de outras aplicações importantes. No nosso entendimento, Valente e Mattar (2007) apresentam uma lista de aplicações web 2.0 mais completa, composta pelas seguintes categorias:
1) LMS. Sigla do termo Learning Management System (Sistema de Gerenciamento da Aprendizagem), que se refere a plataformas para a criação, oferta e gerenciamento de cursos online. São muito utilizadas para a oferta de cursos de educação a distância (EaD). Essas plataformas são customizáveis e podem agregar diversas outras aplicações web 2.0. O exemplo mais representativo é o
Moodle, que descreveremos com mais detalhes em outro tópico deste capítulo;
2) E-mails baseados na web;
3) Mensagem instantânea e VoIP. É o caso do MSN Messenger e do Skype, que possibilitam diferentes formas de comunicação via texto (chat), voz (audioconferência) ou voz e vídeo (videoconferência); 4) Busca e pesquisa. Inclui mecanismos de busca cada vez mais
rápidos e inteligentes, banco de teses e dissertações, portais de informação, bibliotecas virtuais, geradores de referência bibliográfica, dentre outros;
5) OnlineOffice. É o caso dos softwares de escritório (processadores de texto, editores de planilhas eletrônicas, dentre outros) disponibilizados na internet;
6) Corretores, dicionários e tradutores; 7) Blogs;
8) Wikis;
9) Compartilhamento de arquivos. São grandes repositórios de arquivos diversos como músicas, livros, artigos, vídeos, apresentações de slides etc. É o caso do Megaupload, RapidShare, SlideShare, dentre outros;
10) Redes sociais e colaboração. Plataformas sociais, que favorecem a comunicação entre as pessoas e são construídas a partir de perfis pessoais. É o caso do Facebook, Twitter e outros;
11) RSS e leitores de feeds; 12) Mashups;
13) Notícias. São aplicações que oferecem uma coletânea de noticias sobre temas específicos e ajudam a promover a interação dos usuários interessados pelos conteúdos veiculados. Exemplo: Digg, Diggo;
14) Imagens. Compartilhamento de fotos. Exemplo: Flickr, Picasa, dentre outros;
15) Áudio e podcasting. Aplicativos e serviços para a criação e compartilhamento de arquivos de áudios com notícias, palestras, músicas, programas radiofônicos etc;
16) Vídeos e televisão. Repositórios de vídeos e programas televisivos como o YouTube, o Vimeo e outros;
17) Videoconferências. Inclui os serviços de webvideoconferências, que são aplicativos onlinepara a realização de comunicações entre muitos usuários com transmissão de voz e vídeo. A vantagem desse serviço é que ele dispensa qualquer tipo de instalação de software ou compra de equipamento especializado para videoconferência. Os requisitos básicos são microfone, webcam, fone de ouvido (ou caixa de som) e computador com acesso a internet banda larga. Nessa pesquisa, utilizamos o software de webvideoconferência Adobe Connect, adquirido pela Unesp, mas há opções gratuitas na internet;
18) Social bookmarking (marcadores sociais);
19) Widgets. Servem para oferecer uma versão em miniatura de determinado conteúdo ou serviço, fora de um site principal. É o caso, por exemplo, das pequenas caixas (box) incluídas nos sites para atendimento via chat ou MSN, calculadora virtual, apresentação de feeds de notícias e outros;
20) Mapas mentais;
21) Diversos. Nessa categoria, os autores incluíram aplicações para organização de tarefas, gerenciadores de projetos, serviços de pagamento online, geradores de PDF, enfim ferramentas de suporte a atividades diversas na internet;
22) Mix correto. Designa uma tendência de que os usuários de um sistema, como um LMS por exemplo, possam ter acesso a um conjunto de ferramentas e customizar seu ambiente e as aplicações de que necessita para a realização de uma certa atividade na internet;
23) Ambientes virtuais 3D. São mundos virtuais, também conhecidos como internet 3D, no qual os usuários entram e circulam por
domínios (ilhas) dedicados a temas diversos. Nesses ambientes, cada usuário é representado por um avatar (boneco virtual personalizável). A ideia básica é que ao invés de navegar por páginas eletrônicas com textos e conteúdos multimídias, o usuário possa visitar um ambiente 3D de uma determinada empresa ou instituição de ensino, participar de atividades, comprar itens, interagir com outras pessoas (avatares) através de texto ou voz. Embora consideremos que nem todas as aplicações apresentadas por Valente e Mattar (2007) são da web 2.0, consideramos importante apresentar na íntegra a relação sugerida pelos autores para dar uma ideia da amplitude de aplicações que esse termo comporta. Para cada uma dessas categorias, poderíamos apresentar uma variedade de exemplos de aplicações, mas esse não é o intuito desse trabalho. Assim como não é o de precisar o conceito ainda em construção de web 2.0. Nos interessa sim o potencial que tais aplicações podem ter para a promoção de níveis cada vez maiores de interatividade e colaboração no ensino de Ciências e, no caso dessa pesquisa, nosso interesse está na possibilidade de comunicação entre professores em processo de formação inicial e continuada. Para isso, é necessário criar um ambiente virtual na internet, que seja o lugar dessa interação e que ofereça condições e recursos mínimos para a concretização do agir comunicativo desse grupo de professores. Antes de discorrer sobre esse recurso, discutiremos sucintamente o conceito de comunidades virtuais.