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november 2016 av kommunal- og moderniseringsminister Jan Tore Sanner

A investigação adoptará a forma de um estudo de caso. De acordo com Yin (1994: 13) define “estudo de caso” com base nas características do fenómeno em estudo e com base num conjunto de características associadas ao processo de recolha de dados e às estratégias de análise dos mesmos.

Por outro lado, Ponte (2006:2) considera que “É uma investigação que se assume como particularística, isto é, que se debruça deliberadamente sobre uma situação específica que se supõe ser única ou especial, pelo menos em certos aspectos, procurando descobrir a que há nela de mais essencial e característico e, desse modo, contribuir para compreensão global de um certo fenómeno de interesse.”

Nesta investigação em particular o caso refere-se às relações de poder no interior da UNTL e os processos de tomada de decisão nesta universidade. Por isso, ela será analisada como um todo, no contexto específico do país.

Para Scott (1965: 81), referindo-se à frequência com que se usam estudos de caso,

“Os estudos de caso podem ter graus de dificuldade variável; tanto principiantes como investigadores experientes os efectuam, apresentando como característica o serem mais fáceis de realizar do que os estudos realizados em múltiplos locais simultaneamente ou com múltiplos sujeitos”.

Ao optarmos por um estudo de caso sobre a problemática da gestão universitária da Universidade Nacional de Timor Lorosa’e, podemos considerar três tipos de estudo de caso:

1. Um estudo de âmbito mais geral, do tipo levantamento, tentando obter informações através de uma amostra seleccionada e representativa da população, visando resultados que podem ser generalizáveis ao conjunto da população. Este estudo implica a utilização de métodos de investigação de tipo quantitativo. O objectivo seria reunir factos, estudar as relações de poder (os órgãos de administração no interior da UNTL: reitor, decanos e chefes de departamento) utilizando técnicas estatísticas com vista a obter conclusões quantificáveis e generalizáveis. Aqui, os factos sociais seriam assumidos como pré-existentes, exteriores ao investigador.

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2. Um estudo de caso de tipo histórico ou organizacional (Adelman et al., 1984:94) concentrando o trabalho na estrutura da organização universitária, na sua evolução e desenvolvimento organizacional.

3. Um estudo de caso de tipo observacional, centrando o estudo num grupo particular43

(reitoria, faculdade e departamento) e elegendo a observação participante como uma das técnicas principais para a obtenção de dados.

O segundo e terceiro tipos enquadram-se mais no estudo de tipo qualitativo. Nesta perspectiva, o objectivo do investigador “is not to obtain a set of facts, but to gain insight into a perspective (Johnson, 1984:21). Segundo Bell (1997:22), citando Adelman et al. (1997), “o estudo de caso tem sido definido como sendo um ‘termo global’ para a família de métodos de investigação que têm em comum o facto de se concentrarem deliberadamente sobre o estudo de um determinado caso”. O estudo de caso é, para aquela autora, “especialmente indicado para investigadores isolados44 dado que proporciona uma oportunidade para estudar, de forma

mais ou menos aprofundada, um determinado aspecto de um problema em pouco tempo” (1997:22).

Identificado um “caso” a estudar, que pode ser uma unidade individual, uma turma ou um conjunto de turmas, uma escola, uma comunidade ou outra organização45, o investigador observa, questiona, estuda, identifica, selecciona e regista as suas características, com o propósito de, posteriormente, segundo Cohen & Manion (1990:164), “probar profundamente y analizar intensamente el fenómeno diverso que constituye el ciclo vital, con visión para estabelecer generalizaciones acerca de la más amplia plobación a la que pertenece la unidad”.

A grande vantagem do estudo de caso consiste pois, “no facto de permitir ao investigador a possibilidade de se concentrar num caso específico ou situação e identificar, ou tentar, os diversos processos interactivos em curso” (Bell, 1997:23). Para Bogdan & Biklen (1994: 89), a abordagem segundo um estudo de caso pode ser representada como “um funil”:

“O início de estudo é representado pela extremidade mais larga do funil: os investigadores procuram locais ou pessoas que possa ser objecto do estudo ou fonte de dados e, ao encontrarem aquilo que

43 When we talk about a group in a organization as the foci of study, we are using the word sociologically to refer to a collection of

people who interact, who identify with each other, and who share expectations about each others behavior”. Cf. Robert C. Bogdan, Sari K. Biklen, Qualitative Research for Education. An introduction to theory and Method, Boston, Allyn and Bacon,1982, p. 60.

44 Segundo Bogdan & Biklen (1994: 89), “Não é por acaso que a maioria dos investigadores escolhe, para seu primeiro projecto

um estudo de caso”.

45 Sobre a dimensão do “caso” a estudar, os mesmos autores aconselham: “para o seu primeiro estudo tente escolher um

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pensam interessar-lhes, organizam então uma malha larga, tentando avaliar o interesse do terreno ou das fontes de dados para os seus objectivos. [...] Começam pela recolha de dados, revendo-os e explorando- os, e vão tomando decisões acerca de objectivo do trabalho. Organizam e distribuem o seu tempo, escolhem as pessoas que irão entrevistar e quais os aspectos a aprofundar. [...] À medida que vão conhecendo melhor o tema em estudo, os planos são modificados e as estratégias seleccionadas. [...] A área de trabalho é delimitada. A recolha de dados e as actividades de pesquisa são canalizadas para terrenos, sujeitos, materiais, assuntos e temas. De uma fase de exploração mais alargada passam para uma área mais restrita de análise dos dados coligidos” (id., ibid.).

Para estes autores, existem muitos tipos diferentes de estudos qualitativos, implicando para cada um deles “métodos específicos para avaliar a possibilidade da sua realização, bem como os procedimentos a adoptar”, dando especial realce aos seguintes tipos de estudos de caso: “estudos de caso de organizações numa perspectiva histórica […]; estudos de caso de observação [...] e histórias de vida ” (pp. 90-97).

Para Pardal & Correia (1996:24), os estudos de caso podem ser divididos em três grupos:

“Exploração: visam através de mecanismos diversos, abrir caminhos a futuros estudos; Descritivo: correspondem essencialmente a monografias, não assumindo qualquer pretensão de generalização. Práticos: comummente utilitários, visam fazer o diagnóstico de uma organização ou avaliá-la, tendo motivações mais diversas”.

Por tudo isto, conscientes das vantagens e fraquezas do estudo de caso46 e

considerando que não temos a pretensão de efectuar generalizações, embora empenhados em empreender um estudo mais aprofundado possível sobre a gestão universitária; “a hierarquia, o poder e a tomada de decisão” que nos propusemos analisar, optamos por um estudo de caso de tipo descritivo, investindo “principalmente nos processos mais do que nos resultados, no contexto mais do que em qualquer variável isolada, na descoberta mais do que na confirmação, na interpretação mais do que testar hipóteses” (Estêvão,1998:349).

O método utilizado não pretende estabelecer relações causais mas apreender, segundo as perspectivas dos próprios actores, o carácter da gestão universitária praticada na UNTL. Assim, estabeleceu-se um diálogo com os entrevistados tentando perceber como analisam e observam os diversos acontecimentos e modelos de gestão em vigor no dia-a-dia da universidade.

46 Firmino da Costa (2003, p.129), ao caracterizar o “método da pesquisa no terreno”, afirma que, para além desta designação,

“outras expressões são usadas para designar este estilo de pesquisa: ‘ trabalho de campo’, ‘ estudo de caso’ , ‘ estudo de comunidade’, ‘ análise intensiva’, ‘ método qualitativo’, ‘ etnografia’ ‘ observação participante’ [...]. O autor explica que “o método de pesquisa de terreno supõe, genericamente, presença prolongada do investigador nos contextos sociais em estudo e

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