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november 2016 av barne- og likestillingsminister Solveig Horne

A análise quantitativa é, segundo Laurence Bardin (1977:114), uma análise que se baseia na frequência com que ocorrem determinados fenómenos; é, portanto, uma abordagem que se baseia em dados descritivos controlados estatisticamente.

É uma abordagem assente no positivismo lógico, a sua base provém dessa corrente, e é, de certo modo, mais racional, mais objectiva e fiel do que a análise qualitativa, sendo muito utilizada para medir opiniões, atitudes e preferências de um conjunto de indivíduos, e cuja característica que procura manter é a neutralidade do pesquisador (esta neutralidade é de suma importância).

Malhotra (2011:155) considera que a pesquisa quantitativa, como o próprio nome indica, quantifica os dados aplicando uma forma de análise estatística.

O carácter positivista da análise traz grande influência das ciências naturais, daí que o termo objectividade seja palavra de ordem, nomeadamente, por se considerar a relação causa- efeito e se determinar consequentemente verdades universais. O positivismo está muito ligado à matemática, à lógica e ao estabelecimento de regras válidas, onde a experiência à posteriori é posta de parte em detrimento do conhecimento prévio.

A observação é essencial, e daí poderão ser tiradas diversas elações que são sujeitas a verificação, nomeadamente pelo contraste e por colocar à prova as mesmas. Esta pesquisa permite a mensuração de opiniões, considerações e atitudes de um dado conjunto, por recurso a uma amostra exposta estatisticamente.

Segundo Erickson (1983:10), o positivismo reconhece que: a) o mundo social é inacessível na sua essência, e só o mundo dos factos é cientificamente analisável; b) o mundo subjectivo, da consciência, da intuição e dos valores, escapa à ciência; c) a observação exterior, o teste empírico objectivo, é o único guia das teorias científicas, sendo a compreensão e a introspecção rejeitadas como métodos não passíveis de controlo; d) a noção de lei geral encontra-se no centro do programa positivista, modelo simples e eficaz; c) o conhecimento das estruturas essenciais e das causas fundamentais e finais é ilusório (…).

De acordo com Triviños (1987:35) o positivismo possui cinco acepções, a saber: a) real em oposição ao quimérico - o espírito humano deve investigar sobre o que é possível conhecer; b) útil em oposição a ocioso - deve-se conhecer tudo o que seja destinado ao aperfeiçoamento

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individual ou de grupo; c) precisão em oposição a vago/indefinido - objectividade; d) positivo em oposição a negativo - o objectivo da filosofia positiva é organizar, agregar, construir.

Percebe-se que as principais formas de actuação da análise quantitativa são a pesquisa, a acção, a pesquisa histórica, o estudo de um caso, o estudo de um conjunto em detrimento do individual; é claramente científico e, por isso, rejeita a subjectividade.

Para a maior parte dos seguidores da pesquisa quantitativa a pesquisa qualitativa é susceptível a mudanças provocadas pela própria opinião do pesquisador, logo, não é racional, não é objectiva, e representa uma amostra reducionista do real já que não consegue captar o ponto de vista do indivíduo por considerar uma amostra demasiado grande.

Nesta linha de pensamento, Demo (2001:17) refere que: “Como o extenso quantitativo é mais facilmente ordenável, sobretudo mensurável, é preferido pelo método científico”. Thiollent (1997:14) fala-nos do conceito pesquisa-ação, considerado por diversos autores como estando presente na análise quantitativa, como o processo no qual os intervenientes e os pesquisadores se relacionam e envolvem, cooperando na procura da elucidação da realidade em que estão inseridos. Deste modo, gera-se uma dimensão bastante activa no método, pela identificação de problemas colectivos e pela procura de soluções.

A pesquisa-ação, no fundo, torna-se na possibilidade do pesquisador procurar informação no campo, no local, informação essa que dificilmente encontraria em documentos ou postulados.

Mitchell (1987:81-82) apresenta uma visão mais distanciada desta ideia de que a análise quantitativa é extremamente viável podendo ser utilizada de modo exclusivo pelos pesquisadores, assim o autor afirma: “(…) não se pode reduzir o trabalho de campo e as técnicas de análise a meras manipulações matemáticas. (…) Os métodos quantitativos são, essencialmente, instrumentos auxiliares para a descrição. Ajudam a focalizar com maior detalhe as regularidades que se apresentam nos dados colectados pelo pesquisador. As médias, taxas e percentagens são formas de resumir as características e as relações que se encontram nos dados.”

A pesquisa qualitativa revela-se como seguidora de um conjunto de procedimentos, onde inicialmente existe um determinado problema ou fenómeno, cujos dados serão representados estatisticamente, quantificados e estruturados pelo observador que mantém uma distância dos

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mesmos objectiva, dados esses que serão confirmados e experimentados por meio de estudos confirmatórios. Segue-se a estatística, inferências a partir das amostras e testes de hipóteses. A análise qualitativa obedece, como já percebemos, ao uso de um conjunto de técnicas e recursos, dentro das técnicas de análise é de destacar a análise de conteúdo e a análise de discurso; a primeira, de acordo com Bardin (1977:42) “compreende um conjunto de técnicas de análise de comunicação e procura obter, através de procedimentos sistemáticos e objectivos, a descrição do conteúdo das mensagens contidas na comunicação”.

As principais fontes da análise de conteúdo são os jornais, as revistas e os documentos institucionais; ela trabalha com mensagens, faz uma análise categorial temática, manipula as mensagens para evidenciar os indicadores que possam permitir inferir sobre outra realidade que não aquela contida na mensagem.

De um modo geral, a análise de conteúdo procura informação para lá daquela que é, à partida, visível na mensagem, ou seja, o que está oculto e de que modo pode ou não ser partilhado. É, de acordo com Bardin (1977:31), marcada por uma enorme diversidade de formas e adaptável a um campo de aplicação muito vasto, que é o campo das mensagens. Já a análise de discurso pretende analisar a forma como a mensagem é transmitida e explorar o seu sentido; aqui, quem enviou a mensagem, quem a recebeu, o contexto dessa mensagem, são objecto de análise.

Em suma, a análise quantitativa recorre a um conjunto de métodos para a recolha de dados, nomeadamente: a observação, a observação participante, a entrevista individual ou entrevista semi-estruturada, grupo focal e análise documental.

De acordo com Bradley (1993:431-449), as grandes massas de dados são divididas em unidades menores e estas, por sua vez, são reagrupadas em categorias de modo a estabelecer padrões, temas e conceitos.

Relativamente à análise de dados, Miles & Huberman (1984:120) afirmam que esta segue três etapas contínuas: a) redução de dados - consiste na selecção, simplificação, abstracção e transformação dos dados originais provenientes das observações de campo; b) apresentação dos dados - organização dos dados de modo a que o pesquisador consiga tomar decisões e tirar conclusões a partir dos dados (textos narrativos, matrizes, gráficos, esquemas, etc.); c) delineamento e verificação da conclusão - identificação de padrões, possíveis

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explicações, configurações e fluxos causa-efeito, seguida de verificação, retornando às aplicações de campo.

Podemos concluir que a análise quantitativa deve ser encarada como um ponto de partida, sendo encarada como uma aproximação ao fenómeno de campo, não se podendo cair no erro de que por usar a estatística e mensuração é um processo infalível ou que expressa uma verdade absoluta.

Efectivamente, este tipo de análise é bastante útil para avaliar resultados que possam ser expressos em números, taxas ou proporções; com a análise quantitativa o pesquisador tem a vantagem de observar directamente os dados e conseguir recolher informação que possa ser generalizada para outros contextos.

A investigação quantitativa caracteriza-se pela apresentação de dados, indicadores e tendências observáveis e quantificáveis ou mensuráveis. Este tipo de investigação mostra-se geralmente apropriado quando existe a possibilidade de recolha de dados quantificáveis de variáveis e inferências a partir de amostras de uma população, por exemplo, a partir do inquérito como técnica de pesquisa. Os dados recolhidos empiricamente, numa fase posterior são sujeitos a análise estatística permitindo fazer generalizações.

A investigação qualitativa, ao inverso da investigação quantitativa, trabalha com valores, crenças, representações, hábitos, atitudes e opiniões, com os actores em contexto de ação. Este tipo de investigação é tendencialmente indutivo e descritivo, na medida em que o investigador desenvolve conceitos, ideias e entendimentos a partir de padrões encontrados nos dados em situações intersubjectivas.

A metodologia qualitativa, apesar de menos estruturada, proporciona, um relacionamento mais próximo, mais profundo entre o investigador e os entrevistados. O investigador é, portanto, mais sensível ao contexto. Isto significa que, ao contrário dos métodos quantitativos, os investigadores trabalham com a subjectividade, com as possibilidades quase infinitas de exploração inerentes à entrevista e à observação participante ou não participante.

Este tipo de investigação contempla uma visão holística, na medida em que as situações e os indivíduos são vistos como um todo e estudados numa base histórica, contextual e direta.

Os métodos qualitativos privilegiam a compreensão e a interpretação dos fenómenos sociais através do estudo de caso e análise de conteúdo tal como acontece com o nosso estudo.

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Ao invés de uma abordagem de cariz positivista apoiada na quantificação, na verificação experimental e na análise estatística, a metodologia qualitativa privilegia a interpretação, a compreensão da ação social.

4.3. Sobre a natureza quanti-qualitativa da investigação sob a forma de estudo de