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3. CONCEPTUAL FRAMEWORK AND LITERATURE REVIEW

3.2 N ON - FORMAL EDUCATION (NFE) AS A CONCEPT AND PRACTICE - FIELD

3.2.2 NFE today

O mercado consumidor está cada vez mais concorrido, já que as empresas vêm investindo na qualificação dos profissionais, em pesquisa, desenvolvimento e tecnologia para empregar os recursos em busca de melhores resultados. Além disso, por conta das oscilações econômicas que acabam por influenciar a realização de planos e cumprimento de metas, concluímos que o mundo dos negócios está instável. Por essas razões, torna-se imprescindível encontrar alternativas estratégicas para alcançar soluções satisfatórias e viáveis, que tragam resultados a curto, médio e longo prazo. Mas de que forma trabalhar para conseguir esses objetivos? Será que a busca por informações estratégicas e seu processamento de forma inteligente pode ser uma boa saída?

A Matriz FOFA deve ser utilizada entre o diagnóstico e a formulação estratégica propriamente dita. A aplicação da Análise FOFA num processo de planejamento pode representar um impulso para a mudança cultural da organização. Uma análise FOFA clássica se parece com uma tabela feita de células onde se elencam os pontos fortes e fracos, bem como as oportunidades e ameaças. Isto pode parecer simples, mas ao completar a tabela, a análise FOFA não está pronta. Os pontos fortes e fracos, as oportunidades e as ameaças podem se acumular tanto a ponto de não conseguirmos distinguir qual deles tem uma maior ou menor importância.

A Matriz FOFA funciona montando inicialmente um inventário de todas as forças e fraquezas internas da organização. Por exemplo, um produto certificado é uma força de sua empresa ou unidade produtiva, uma vez que além de ser um ponto positivo, ele possibilita influência direta, seja em informação ou qualidade. Posteriormente é feita uma averiguação das ameaças e oportunidades que circundam sua unidade de produção, no mercado e no ambiente global (TARAPANOFF, 2001).

O principal objetivo da matriz FOFA é permitir um olhar objetivo das forças que compõem o seu negócio, isto possibilita que se possa desenvolver e firmar bem a estratégia empresarial produtiva.

Para a agropecuária do DF podemos destacar os seguintes pontos, para análise FOFA, conforme se apresenta abaixo discriminados:

Quadro VIII: Apresenta os pontos para análise FOFA Pontos Fortes

1) Características físicas da área rural: - Solos, Clima, Relevo.

2) Articulação do setor: 3) Alta produtividade;

4) Proximidade com as instituições;

5) Malha viária facilitando acesso as propriedades; 6) Uso de alta tecnologia na produção;

7) Capacidade empreendedora do setor rural; 8) Legislação existente;

9) Assistência técnica;

10) Mercado consumidor do DF.

Oportunidades

1) Mercado consumidor com maior renda per capta; 2)Proximidade com as instituições envolvidas no processo de certificação;

3) Setor agropecuário altamente especializado; 4) Emprego de mão de obra;

5) Utilização de modernos equipamentos e técnicas de produção;

6) Implantação de políticas públicas e apoio governamental;

7) Ineficácia de aplicação da legislação existente; 8) Acesso ao crédito.

Pontos Fracos

1) Falta de articulação política entre as instituições; 2) Logística ou distância de portos para exportação; 3) Falta de regularização fundiária;

4) Falta de políticas públicas;

Ameaças 1) Excesso de produção; 2) Instabilidade climática;

3) Instabilidade nos preços dos produtos; 4) Doenças fitossanitárias;

A partir daí, vamos analisar cada uma das partes da Matriz FOFA:

Forças: A força descreve quais as competências mais fortes da sua unidade produtiva,

aquelas que estão sobre sua influência. Uma forma de encontrá-las é utilizando as seguintes perguntas:

• O que você faz bem?

• O que a unidade de produção tem de melhor está sob seu comando?

• Quais são os recursos que se tem?

• O que possui melhor que os concorrentes?

• O que faz o mercado consumidor adquirir seu produto?

Com estas respostas consegue-se desenvolver esta parte da análise, sempre lembrando que quanto maior a vantagem competitiva que uma força lhe traz, mais importante ela é dentro da análise.

Fraquezas: As fraquezas são as competências que estão sobre sua influência, mas que,

de alguma forma, atrapalham e/ou não geram vantagem competitiva. Podemos encontrá-las fazendo as seguintes perguntas:

• Os funcionários são capacitados para suas funções?

• Onde eu deveria melhorar minha empresa?

• Por que os clientes escolhem os concorrentes?

• Quais são as deficiências dos colaboradores?

• Por que os clientes não voltam depois de uma compra?

As fraquezas devem ser bem estudadas e mensuradas, pois muitas vezes é possível revertê-las em forças. Uma pequena parte das causas costuma causar a maior parte dos problemas.

5) Escassez de mão de obra qualificada; 6) Segurança publica;

7) Segurança fitossanitária;

8) Melhoria da consciência/educação ambiental; 9) Obtenção de licença ambiental dificultada; 10) Inexistência de certificadoras.

5) Risco de queimadas; 6) Expansão urbana;

7) Competitividade com mercados externos; 8) Escassez de mão de obra especializada; 9) Instabilidade de preços (Sazonalidade); 10) Não efetividade na aplicação legal.

Oportunidades: As oportunidades são as forças externas à unidade de produção que

influenciam positivamente a organização, mas que não temos controle sobre elas. As oportunidades muitas vezes podem vir através de algum aspecto econômico novo, a melhoria da renda e do crédito, entre outros. Outro fator que pode influenciar o fomento de oportunidades são as ações políticas do governo, como a escolha de investir em infraestrutura.

Ameaças: As ameaças são as forças externas que não sofrem sua influência e que

pesam negativamente para sua empresa. Elas podem ser consideradas como um desafio imposto à empresa e que pode deteriorar sua capacidade de gerar riqueza. Devem ser constantemente monitorada pelos gestores, pois, muitas vezes, podem apresentar um risco muito maior que a capacidade de retorno. Por isso, é importante que a empresa crie políticas que possam combater as ameaças, onde ela poderia ter feito uma proteção para manter suas margens em segurança. Podemos ter um exemplo desta metodologia utilizando a Unidade de Produção Agropecuária do Distrito Federal, conforme descrição de Modelo de Análise FOFA, da página nº 48, confeccionando o quadro, a seguir:

Quadro IX: Forças e Fraquezas

Coluna 1 Coluna 2 Coluna 3 Coluna 4 Coluna 5

Pontos Fortes Pontos fortes da agropecuária do DF

Mercado consumidor 0,80 5 4,00 Mercado consumidor, com a maior renda per capta do país.

Solo, clima e relevo. 0,80 4 3,20 Características físicas da área rural, altamente favoráveis.

Hidrologia 0,75 4 3,00 Manancial hidráulico do DF perenes

favorecendo a utilização de sistemas de irrigação.

Institucionalização 0,70 4 2,80 Articulação, através da Federação, sindicatos e associações de produtores.

Produtividade 0,80 4 3,20 Produtividade superior a média nacional Malha viária 0,50 4 2,00 Condições de trafego bastante favorecida. Tecnol. de produção. 0,50 4 2,00 Utilização de alta tecnologia, agricultura de

precisão;

Empreendedorismo 0,50 3 1,50 Alta capacidade empreendedora dos produtores rurais do DF.

Legislação atual 0,50 3 1,50 Existência de leis e normas para certificação. Assistência técnica 0,50 3 1,50 Disponibilidade de assistência técnica em todo o

DF e região do entorno.

Pontos Fracos Pontos fracos da agropecuária do DF

Articulação política 0,75 5 3,75 Ruim, articulação política insuficiente. Instabilidade preços 0,50 4 2,00 Falta de garantia de preço mínimo

comprometendo acesso ao crédito

Logística 0,75 4 3,00 Grande distancia de portos para exportação Políticas públicas 0,80 5 4,00 Falta de políticas públicas para implantação de

processo de certificação.

Mão de obra 0,75 3 2,25 Escassez de mão de obra qualificada.

Segurança fitossanitária 0,50 3 1,50 Necessidade de policiamento para a área rural. Educação Ambiental e

Segurança pública

0,75 3 2,25 Disciplina obrigatória, em todos os níveis, escolar. Policiamento para a área rural.

Licenciamento ambiental 0,80 3 2,40 Necessidade de simplificação no processo de licenciamento ambiental.

Certificadoras 1,00 3 3,00 Inexistência de certificadoras no DF. Ineficácia normativa 0,50 3 1,50 Não efetividade da legislação existente.

Quadro X: Oportunidades e Ameaças da mesma empresa:

Coluna 1 Coluna 2 Coluna 3 Coluna 4 Coluna 5

Oportunidades Oferta e oportunidade da agropecuária do DF. Mercado consumidor 1,00 5 5,00 Mercado consumidor com alta renda per capta Instituições 0,90 5 4,50 Todas as instituições envolvidas no processo

estão localizadas na mesma cidade.

Especialização 0,80 4 3,20 Setor agropecuário altamente especializado com produção setorizada.

Mão de obra 0,75 4 3,00 Utilização de mão de obra disponível, embora não suficiente.

Tecnologias/ equipamentos 0,75 4 3,00 Utilização de modernos equipamentos e técnicas de produção

Politicas públicas 0,75 4 3,00 Implantação de politicas públicas e apoio governamental

Efetividade normativa 0,50 3 1,50 Aplicação e efetivação das normas existentes. Crédito 0,75 3 2,25 Acesso a várias linhas de crédito

Ameaças Sobre a agropecuária do DF

Excesso de produção 0,75 4 3,00 A alta produtividade pode ocasionar excesso de produção com queda na renda.

Instabilidade climática 0,75 4 3,00 Secas prologadas ou excesso de chuvas pode causar quebra da colheita.

Doenças fitossanitárias 0,75 4 3,00 Doenças podem ser importadas com a ferrugem asiática

Riscos de queimadas 0,75 3 2,25 Devido ao clima seco prolongado existe o risco queimadas.

Expansão urbana 1,0 4 4,00 A pressão imobiliária avança sobre as áreas rurais adjacentes de áreas urbanas.

Mercados externos 0,50 5 2,50 Mercado consumidor aquecido atrai a produção externa.

Classificação final da situação da empresa:

1 - Ruim 2 - Abaixo da média 3 - Média 4 - Boa 5 - Excelente

Após finalizar a matriz FOFA, é feito o somatório dos valores da coluna quatro, onde são somadas os Pontos Fortes mais Oportunidades e subtraído os Pontos Fracos e Ameaças e que neste caso, para o Distrito Federal apresentou o valor final de 3,85. Ou seja, a unidade de produção está numa situação acima da média e próxima à boa, mas que com a melhoria dos pontos fracos e aproveitando as oportunidades pode facilmente ir par o nível 4 ou até 5.

Diante deste resultado podemos afirmar com certeza que a implementação de um programa de certificação ambiental, para agropecuária do Distrito Federal pode tornar o setor ainda mais competitivo, pois neste processo devem-se levar em conta todos os aspectos que além de agregar valores aos produtos, irá elevar o desempenho da agropecuária local a níveis de classificação na Análise FOFA, próximo á excelente, com sustentação em três pilares: ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável.