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6. DISCUSSION OF THE FINDINGS AND CONCLUSIONS

6.4 C ONCLUSIONS

Souza et al. (2003, p.84) afirmam que o método da Taxa Interna de Retorno – TIR (em inglês

Internal Rate of Return – IRR) é o mais controverso. Eles dizem que este método foi por

muitos anos o preferido para avaliação de investimento, porém estudos mostraram que o método pode levar a conclusões equivocadas. Ross et al. (2001 e 2002) advertem sobre as armadilhas em que se pode cair ao usar o método da TIR.

Mendonça et al. (2003, p.102) definem que a Taxa Interna de Retorno, ou taxa de juros, de um fluxo de caixa com entradas e saídas de caixa não uniformes é a taxa de desconto que anula seu Valor Presente Líquido, através da seguinte equação:

(

1

) (

1

)

0 1 0 = + + + + −

T= T i i i TIR VR TIR C FC

Souza et al. (2003, p.84) sustentam essa mesma definição, dizendo que a TIR é a taxa pela qual o VPL de um ativo é zero.

O método da Taxa Interna de Retorno tem a finalidade de identificar uma taxa que faz com que o valor presente da soma de todos os fluxos de caixa seja igual a zero. Esta taxa é usada como critério para aceitar somente investimentos que tenham a TIR maior que o custo de capital ou o custo de oportunidade do capital.

Dinsmore et al. (2003, p.64) destacam que a TIR é a taxa de desconto que torna o VPL igual a zero, ou seja, é a taxa que iguala o valor presente das receitas com o investimento inicial. Se ela for superior às taxas do mercado financeiro (um dos custos de oportunidade) o investimento é atrativo do ponto de vista do retorno financeiro. A TIR é o maior custo de oportunidade de um investimento.

Portanto, uma forma de obter a taxa interna de retorno é traçar o gráfico da variação do VPL em função de variações da taxa de desconto. A taxa de desconto que anular o VPL é, então, chamada de taxa interna de retorno (Souza et al., 2003, p. 85).

Segundo Bordeaux-Rêgo et al. (2006, p.54), a Taxa Interna de Retorno é a maior concorrente do VPL e possui grande apelo, pois tenta sintetizar todos os méritos do investimento em um ativo em um único número.

ƒ Se o custo de capital for menor que a TIR, então o investimento deve ser feito (ou seja, o VPL > 0).

ƒ Se o custo de capital for igual à TIR, é indiferente realizar ou não o investimento (ou seja, o VPL = 0).

ƒ Se o custo de capital for maior que a TIR, então o investimento não deve ser feito (pois o VPL < 0).

Segundo Lapponi (2007, p.455), custo de capital é a taxa mínima de juros requerida para aceitar um investimento e deve recompensar pelo valor do dinheiro no tempo, a inflação esperada e o risco associado ao destino desse capital.

Entretanto o cálculo desta taxa pode se tornar complicado. Para um ativo que possua n períodos em seu ciclo de vida, tem-se uma equação de grau n para ser resolvida. Com isso, podem ser obtidas n raízes. Caso não haja mudanças no sinal dos fluxos de caixa após t=0, obtém-se uma única raiz positiva, que é a TIR. Entretanto, se houver mudanças no sinal dos fluxos de caixa, pode-se ter mais de uma raiz positiva e por isso não haverá solução única (Souza et al., 2003, p.85).

Souza et al. (2003, pp.85-86) afirmam que, no mercado financeiro, quase todos os fluxos de caixa dos investimentos possuem uma única inversão de sinal. Além disso, a maioria dos ativos tem um fluxo de caixa que pode ser assim resumido: na data zero, investe- se um valor e a partir daí o ativo só fornece benefícios, isto é, fluxos de caixa positivos. Neste caso, diz-se que o fluxo de caixa tem apenas uma inversão de sinal. Com isso, matematicamente pode-se garantir que se houver uma taxa interna de retorno esta será única e positiva. Se houver mais de uma TIR não há como comparar a taxa mínima de atratividade de maneira unívoca e, consequentemente, não se pode usar a TIR. Portanto, só se pode usar o método da TIR com segurança quando é certo que há somente uma inversão de sinal.

Uma vantagem deste método é permitir que o investimento em um ativo se resuma a um único número, a sua rentabilidade intrínseca. Assim, o resultado do cálculo é uma taxa de juros que pode ser comparada ao custo de capital (Bordeaux-Rêgo et al., 2006, p.60). Por isso o método continua sendo tão usado (Souza et al., 2003, p.86). Outra vantagem é que a TIR tem um critério de aceitação definido: a taxa interna de retorno deve ser maior que o custo de capital.

As principais desvantagens deste método são as seguintes (Souza, 2003, p.87; Bordeaux-Rêgo et al., 2006, p.58):

ƒ Quando há mais de uma inversão de sinal no fluxo de caixa, o cálculo pode gerar múltiplas taxas de retorno. Portanto, usando uma dessas taxas pode-se incorrer em erro.

ƒ As diferenças de escala na comparação de dois investimentos mutuamente excludentes são ignoradas. Portanto, a TIR pode levar a equívocos quando usada para comparar diferentes ativos. Por exemplo, se a TIR(A) > TIR(B) não significa que investir no ativo A seja melhor do que investir em B.

ƒ A TIR não diferencia os ativos lucrativos daqueles que causam prejuízo.

ƒ A TIR também não diz nada a respeito da criação de valor que um ativo traz para a organização, como acontece com o VPL.

ƒ Seu cálculo é complexo, pois para um ativo que possui n períodos em seu ciclo de vida tem-se uma equação de grau n para ser resolvida.

Heldman (2005, p.86) destaca que a TIR é a equação mais difícil de todas as técnicas de fluxo de caixa. Com isso, pode-se concluir que o método da TIR somente deve ser usado por pessoas que conheçam suas armadilhas e saibam como contorná-las. Além disso, o fluxo de caixa a ser analisado deve ter uma única inversão de sinal. Caso contrário o método não deve ser usado (Souza et al., 2003, p.89).