• No results found

Devido à escassez de dados, só deve ser usado na gravidez se não houver outra escolha mais segura, evitando-se usá-lo no primeiro trimestre. Em um estudo com duas lactantes deprimidas e uma sadia, após a ingestão de uma dose única de citalopram, os autores observaram concentra- ções no leite 1,16 a 1,88 maiores do que as veri- ficadas no sangue. Calcularam que os bebês inge- rem entre 4,3 a 17,6 microgramas de citalopram por kg/dia ou o equivalente a 0,7 a 5,9% da dose materna, se ajustada para o peso da mãe. Os auto- res sugerem que essa dose seja próxima à ingerida por bebês cujas mães, ao amamentarem, estejam ingerindo fluoxetina, e maiores do que as relata- das para fluvoxamina, sertralina e paroxetina. Como é um estudo com uma amostra muito pe- quena, seus resultados necessitam confirmações ulteriores. Um estudo recente com crianças ex- postas ao citalopram ao final da gravidez verificou um risco aumentado de 4 vezes para sintomas serotonérgicos centrais nos primeiros dias de vida em comparação com os controles15,16.

Crianças

O citalopram foi utilizado em crianças e adoles- centes no tratamento de depressão e de transtor- nos de ansiedade, tendo demonstrado eficácia e boa tolerabilidade . As doses utilizadas foram de 20 a 30 mg. Pode ocorrer sedação e insônia.

Idosos

O citalopram tem sido utilizado em pacientes ido- sos com depressão em doses diárias de 20 a 40 mg, apresentando ou não demência associada, tendo revelado eficácia semelhante à da mianse- rina e boa tolerabilidade. Os resultados foram le- vemente melhores nos pacientes que não apre- sentavam demência. O efeito colateral mais co- mum foi insônia17.

LABORATÓRIO

A resposta clínica parece não estar relacionada com os níveis séricos de citalopram. Resultados favoráveis foram observados com concentrações que variaram de 70 a 530 μmol/L. Em pacientes com depressão e com características endógenas, foi observada uma tendência de não se obter efei- to com níveis séricos abaixo de 100 μmol/L, o que

CI

TA

LO

PR

M

ED

IC

AM

ENT

OS

: I

NF

OR

M

ÕE

S B

ÁS

IC

AS

corresponde a uma dose de 15 mg/dia. Pacientes com depressão não-endógena, entretanto, obti- veram remissão mesmo com níveis de 15 a 25 μmol/L. Não foi observada uma relação entre ní- veis séricos e a ocorrência de efeitos colaterais.

PRECAUÇÕES

1. Evitar a associação com IMAOs.

2. Reduzir as doses em pacientes com insuficiên- cia renal ou hepática graves.

3. Ficar atento para sintomas de hiponatremia (confusão, letargia, mal-estar, podendo ocor- rer inclusive convulsões), particularmente em pacientes idosos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Milne RJ, Goa K. Citalopram – a review of its pharmaco- dynamic and pharmacokinetic properties and therapeutic potential in depressive illness. Drugs 1991; 3: 450-477. 2. Preskorn SH. Clinically relevant pharmacology of selective serotonin reuptake inhibitors. An overview with enphasis on pharmacokinetics and effects on oxidative metabolism. Clin Pharmacokin 1997; 32: (suppl.1):1-21.

3. Rosenberg C, Damsbo N, Fuglum E, Jacobsen LV, Horsgard S.Citalopram and imipramine in the treatment of depressive patients in general practice. A Nordic multicentre clinical study.Int Clin Psychopharmacol 1994 ;9 (Suppl 1):41-8 4. Feighner JP, Overo K. Multicenter, placebo-controlled, fixed-dose study of citalopram in moderate-to-severe depression. J Clin Psychiatry 1999; 60(12):824-30. 5. Hochstrasser B, Isaksen PM, Koponen H, Lauritzen L, Mahnert FA, Rouillon F, Wade AG, Andersen M, Pedersen SF, Swart JC, Nil R. Prophylactic effect of citalopram in unipolar, recurrent depression: placebo-controlled study of maintenance therapy. Br J Psychiatry 2001;178:304-10. 6. Perna G, Bertani A, Caldirola D, Smeraldi E, Bellodi L.A comparison of citalopram and paroxetine in the treatment of panic disorder: a randomized, single-blind study. Pharmacopsychiatry 2001; 34(3):85-90.

7. Lepola UM, Wade AG, Leinonen EV, Koponen HJ, Frazer J, Sjodin I, Penttinen JT, Pedersen T, Lehto HJ.A controlled, prospective, 1-year trial of citalopram in the treatment of panic disorder. J Clin Psychiatry 1998; 59(10):528-34. 8. Montgomery SA, Kasper S, Stein DJ, Bang Hedegaard K, Lemming OM. Citalopram 20 mg, 40 mg and 60 mg are all effective and well tolerated compared with placebo in obsessive-compulsive disorder. Int Clin Psychopharmacol 2001;16(2):75-86.

9. Furmark T, Tillfors M, Marteinsdottir I, Fischer H, Pissiota A, Langstrom B, Fredrikson M. Common changes in cere- bral blood flow in patients with social phobia treated with citalopram or cognitive-behavioral therapy. Arch Gen Psychiatry 2002; 59(5): 425-33.

10. Stahl SM. Basic Psychopharmacology of antidepressants, part 1: antidepressants have seven distinct mechanisms of action. J Clin Psychiatry 1998: 59 (4): 5-14.

11. Koran LM, Chuong HW, Bullock KD, Smith SC. Citalopram for compulsive shopping disorder: an open-label study followed by double-blind discontinuation. J Clin Psychiatry 2003; 64(7):793-8.

12. McElroy SL, Hudson JI, Malhotra S, Welge JA, Nelson EB, Keck PE Jr. Citalopram in the treatment of binge-eating disorder: a placebo-controlled trial. J Clin Psychiatry 2003; 64(7):807-13.

13. Anderberg UM, Marteinsdottir I, von Knorring L. Citalo- pram in patients with fibromyalgia—a randomized, double- blind, placebo-controlled study. Eur J Pain 2000; 4(1): 27-35. 14. Ostrom M, Eriksson A, Thorson J e cols. Fatal overdose with citalopram. Lancet 1996; 348 (3): 339-340. 15. Laine K, Heikkinen T, Ekblad U, Kero P. Effects of exposure to selective serotonin reuptake inhibitors during pregnancy on serotonergic symptoms in newborns and cord blood monoamine and prolactin concentrations. Arch Gen Psychiatry 2003; 60(7):720-6.

16. Spigset O, Carieborg L, Ohman R e cols. Excretion of citalopram in breast milk. Br J Clin Pharmacol 1997; 44 (3):285-298.

17. Karlsson I, Godderis J, Augusto De Mendonca Lima C, Nygaard H, Simanyi M, Taal M, Eglin M.A randomised, double-blind comparison of the efficacy and safety of citalopram compared to mianserin in elderly, depressed patients with or without mild to moderate dementia. Int J Geriatr Psychiatry. 2000;15(4):295-305.

CLOBAZAM

FRISIUM (Lab. Aventis Pharma)

• Embalagens com 20 comprimidos de 10 mg e 20 mg.

URBANIL (Lab. Aventis Pharma)

• Embalagens com 20 comprimidos de 10 e 20 mg.

FARMACOCINÉTICA

E MODO DE USAR

O clobazam é um benzodiazepínico com proprie- dades ansiolíticas e anticonvulsivantes, miorrela- xantes e hipnóticas, provocando um pouco menos sedação e comprometimento motor que o diaze- pam. O clobazam em si tem uma meia-vida de 18 horas, mas a meia-vida do seu principal metabó- lito, o n-desmetilclobazan, é de 50 horas. A elimi- nação é predominantemente renal (90%). Liga- se às proteínas plasmáticas em 85 a 90%. Como os demais benzodiazepínicos, tem uma ampla margem de segurança1.

Ensaios clínicos indicam que o clobazam é eficaz no tratamento da ansiedade2-4.Parece ter um efei-

CL

OB

AZ

M

ED

IC

AM

ENT

OS

: I

NF

OR

M

ÕE

S B

ÁS

IC

AS

to ansiolítico um pouco superior ao do diazepam. Tal efeito é obtido com doses de 30 a 80 mg diá- rios, equivalendo aproximadamente à metade da dose do diazepam. Inicia-se com 5 mg/dia, au- mentando-se a dose até 15 a 60 mg/dia. A dose máxima em ambiente hospitalar pode ser de até 120 mg/dia; porém, alguns autores sustentam que doses acima de 20 mg não aumentam a eficá- cia. Em pacientes idosos e em indivíduos com insu- ficiência renal, respiratória ou hepática, recomen- da-se uma dose menor, de 10 a 15 mg/dia. Um ensaio clínico controlado verificou a eficácia do clobazam no tratamento agudo (3 semanas) do transtorno de ansiedade generalizada, seme- lhante ao lorazepam. As doses utilizadas foram de 30 mg/dia5. Foi ainda verificada a eficácia do

clobazam no tratamento dos sintomas da síndro- me de abstinência ao alcoolismo na fase aguda6.

Esses são, entretanto, estudos isolados. O clobazam é utilizado ainda no tratamento da epilepsia, tendo sido verificada sua eficácia tanto em monoterapia, como coadjuvante no tratamen- to de epilepsia refratária. É eficaz em reduzir a freqüência de convulsões epilépticas, principal- mente na terapia refratária, tendo um rápido ini- cio de ação e boa tolerância7-14. Podem ocorrer

convulsões se a retirada for abrupta, razão pela qual se recomenda uma retirada gradual. A princi- pal desvantagem é o desenvolvimento de tolerân- cia que ocorre em mais de 30% dos pacientes (fenômeno, aliás, imprevisível). A dose recomen- dada no tratamento adjunto da epilepsia é de 20 a 30 mg à noite, iniciando se possível com 10 mg. A dose média de clobazam utilizada em um estudo foi de 0,87 mg/kg por dia (faixa de 0,05 a 3,8 mg/kg por dia ) em adultos, de 30 mg/dia (faixa de 2,5 a 150 mg/dia), em doses de 10 a 60 mg13. A dose recomendada para o tratamento da

epilepsia em adultos é de 0,5 mg/kg/dia. Estudos recentes têm revelado que o clobazam, em crianças, é tão eficiente quanto a carbamaze- pina e a fenitoína para epilepsias parciais, parciais com generalização posterior, e em algumas for- mas tônico-clônicas primárias generalizadas, sem ausência ou mioclonia. Desenvolve, entretanto, tolerância em 7,5% dos pacientes11.

FARMACODINÂMICA

E MECANISMOS DE AÇÃO

O ácido γ-amino-butírico (GABA) é o principal neu- rotransmissor inibitório do SNC. O clobazam po-

tencializa o efeito inibitório desse neurotransmis- sor, modulando a atividade dos receptores GABA A por meio da sua ligação com seu sítio específico (receptores benzodiazepínicos). Essa ligação alte- ra a conformação desses receptores, aumentando a afinidade do GABA com seus próprios receptores e a freqüência da abertura dos canais de cloro, cuja entrada no neurônio é regulada por este neu- rotransmissor, provocando hiperpolarização da célula. O resultado dessa hiperpolarização é um aumento da ação gabaérgica inibitória do SNC15.

Supunha-se que o sítio de ligação do receptor BZD fosse uma molécula inteiramente diferente da molécula do receptor GABA A; mas atualmente considera-se que seja a mesma molécula, apenas em um local diferente15.

REAÇÕES ADVERSAS

E EFEITOS COLATERAIS

Mais comuns: diminuição da atenção, fadiga, im-

pulsividade, irritabilidade, sedação, sonolência.

Menos comuns: agitação, agressividade, alteração

da função hepática, amnésia anterógrada, anor- gasmia, ansiedade de rebote, boca seca, bloqueio da ovulação, bradicardia, cólica abdominal, cons- tipação, convulsões, déficit cognitivo, déficit de memória, dependência, depressão, desinibição, despersonalização, desrealização, diminuição do apetite, diminuição da libido, diplopia, disartria, disforia, distonia, dor nas articulações, ganho de peso, gosto metálico, hipersensibilidade a estímu- los, hiperacusia, hipotonia, icterícia, irritabilidade, impotência, inquietude, impulsividade, insônia de rebote, náuseas, parestesias, perda do apetite, pe- sadelos, prurido, relaxamento muscular, retenção urinária, sudorese, tonturas, vertigens, visão bor- rada, vômitos.

INDICAÇÕES

Evidências consistentes de eficácia: • ansiedade aguda;

• crises parciais complexas ou crises motoras fo- cais com posterior generalização7;

• crises mioclônicas juvenis11,14;

• como fármaco coadjuvante em pacientes epi- lépticos refratários aos fármacos tradicio- nais8,9,13.

CL

OB

AZ

M

ED

IC

AM

ENT

OS

: I

NF

OR

M

ÕE

S B

ÁS

IC

AS

Evidências incompletas:

• no tratamento agudo do transtorno de ansie- dade generalizada5;

• síndrome de abstinência ao álcool6.

CONTRA-INDICAÇÕES

Absolutas

• Hipersensibilidade aos benzodiazepínicos; • insuficiência respiratória grave.

Relativas

• Glaucoma de ângulo fechado; • drogadição;

• insuficiência respiratória ou DBPOC; • miastenia gravis.

INTOXICAÇÃO

Intoxicação aguda

A intoxicação aguda é rara, pois os benzodiaze- pínicos têm uma margem de segurança relativa- mente ampla. Os óbitos por ingestão isolada de BZD são raros, sendo que a maioria dos casos letais usualmente está associada à ingestão de outros agentes como, por exemplo, álcool, anti- depressivos tricíclicos e barbitúricos.

Os sintomas incluem sonolência, diminuição da consciência e dos reflexos, confusão, podendo evoluir até o coma.

Manejo

• Monitorar a respiração, o pulso e a pressão sangüínea.

• Empregar medidas de suporte gerais (hidrata- ção parenteral e permeabilidade de vias aéreas). O flumazenil (Lanexat® – 0,5 mg/amp) pode ser

útil no tratamento e no diagnóstico diferencial das intoxicações. Usa-se uma dose de 0,3 mg, EV, em 15 segundos, com doses subseqüentes de 0,3 mg a cada 60 segundos até o máximo de 2 mg. Em pacientes tratados cronicamente com BZD, o uso do flumazenil deve ser lento, pois podem sur- gir sintomas de abstinência. Caso não ocorra me- lhora significativa do estado de consciência e da função respiratória após doses repetidas de flu- mazenil, deve-se pensar em etiologia não-benzo- diazepínica da intoxicação, podendo-se optar pela realização de um screening de drogas na urina.

SITUAÇÕES ESPECIAIS

Gravidez

Em estudos iniciais, o uso de benzodiazepínicos na gravidez foi relacionado com a ocorrência de fenda palatina e/ou lábio leporino em recém-nas- cidos. Mas as grandes diferenças metodológicas e de amostras desses estudos (incluindo a doença de base) tornam tais referências questionáveis16.

O risco absoluto de tais malformações em decor- rência do uso de benzodiazepínicos no primeiro trimestre de gestação é inferior a 1% de acordo com um estudo de meta-análise17.

Uma revisão recente sobre o uso de BDZs durante a gravidez concluiu que a informação disponível na atualidade é insuficiente para se determinar se os benefícios potenciais dessa classe de medica- mentos, para as mães, ultrapassam os riscos para o feto. Segundo o autor, a literatura disponível sugere que é seguro se utilizar o diazepam duran- te a gravidez, mas não na lactação. Isso porque ele causa letargia, sedação e perda de peso nos bebês. O uso do clordiazepóxido parece ser segu- ro, bem como parece ser prudente se evitar o al- prazolam durante a gravidez e a lactação. Reco- menda-se como regra, se a prescrição do BDZs for necessária, utilizar monoterapia sempre que possível. Evitar o uso no primeiro e no terceiro trimestre, utilizar a menor dose efetiva e pelo me- nor tempo possível, dividindo-a em duas a três tomadas diárias como forma de evitar picos san- guíneos.

A segurança do clobazam na gravidez não está estabelecida, devendo-se evitar seu uso especial- mente no primeiro trimestre e no final da gravi- dez. Se for indispensável, avaliar a relação risco/ benefício.

A concentração de benzodiazepínicos no cordão umbilical pode ser maior do que no plasma mater- no, e tanto o feto quanto o recém-nascido são muito menos capazes de metabolizá-los do que uma pessoa adulta. O uso por ocasião do parto deprime o SNC do recém-nascido, especialmente se prematuro, pois, devido à sua lipossolubilidade, cruzam rapidamente a barreira placentária. Inges- tão materna continuada e em doses altas de clo- bazam, no segundo e no terceiro trimestre, oca- siona sintomas neonatais (irritabilidade, tremores, diminuição do Apgar, diarréia e vômitos).

CL

OB

AZ

M

ED

IC

AM

ENT

OS

: I

NF

OR

M

ÕE

S B

ÁS

IC

AS

Lactação

É excretado no leite, podendo produzir sonolên- cia, hipotonia, apatia e letargia, dificuldade de sucção e síndrome de abstinência nos bebês. Se houver necessidade do uso prolongado de altas doses de BZDs, sugerir a descontinuação do aleita- mento materno.

Crianças

O clobazam tem sido utilizado no tratamento de diversas formas de epilepsia em crianças. Um estu- do verificou a eficácia tanto em crises parciais como generalizadas em crianças entre 2 e 16 anos, apresentando resultados semelhantes aos observados com a carbamazepina e a fenitoína, na dose de 0,5 mg/kg de peso. Os sintomas adver- sos mais comuns foram: inquietude, agressivida- de, impulsividade, irritabilidade, isolacionismo, depressão, diminuição da atenção. Mesmo depois de 12 meses de uso, não foi observada deteriora- ção na performance das crianças11. Outros estu-

dos confirmaram essa eficácia com doses variando de 0,05 a 3,8 mg/kg/dia.11

Idosos

A metabolização dos benzodiazepínicos é de 2 a 5 vezes mais lenta em idosos e, por isso, os efeitos adversos são, em geral, mais graves. Uma das cau- sas mais comuns de quadros confusionais rever- síveis em idosos é o uso excessivo de benzodia- zepínicos, mesmo em pequenas doses.

Quando há comprometimento cerebral, pode fa- cilmente ocorrer uma excitação paradoxal com o uso de BZDs. Tem-se recomendado, nesses casos, o uso preferencial de alguns benzodiazepínicos de metabolização mais rápida, como o oxazepam e o lorazepam; entretanto, a vantagem dessa re- comendação não foi comprovada.

LABORATÓRIO

Os benzodiazepínicos interferem na captação do Iodo 123 e do Iodo 131.

PRECAUÇÕES

1. Aparentemente, o clobazam compromete menos a atenção, a psicomoticidade e, conse- qüentemente, a a habilidade de dirigir auto- móveis do que outros BDZs como o loraze- pam18. De qualquer forma, é prudente alertar

o paciente para que tenha cuidado ao dirigir

veículos ou operar máquinas perigosas, pois seus reflexos podem ficar diminuídos. 2. Deve-se evitar o uso associado de álcool, o

qual potencializa os efeitos sedativos. 3. Alcoolistas, drogaditos e portadores de trans-

tornos graves de personalidade têm tendên- cia a abusar de benzodiazepínicos. Evitar prescrevê-los a tais pacientes.

4. Após o uso crônico, retirar lentamente (3 me- ses) para evitar uma síndrome de abstinência. 6. Em pacientes com miastenia, como ocorre com os outros benzodiazepínicos, a ingestão só deve ser feita sob rigorosa vigilância médica.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. Brogden RN, Heel RC, Speight TM, Avery GS. Clobazam: a review of its pharmacological properties and therapeutic use in anxiety. Drugs 1980; 20(3):161-78.

2. Botter PA.Single daily dose treatment of anxiety with clobazam: a double-blind study versus normal multiple-dose treatment with diazepam. Curr Med Res Opin 1980; 6(9):593-7

3. Rickels K, Brown AS, Cohen D, Harris H, Hurowitz A, Lindenbaum EJ, Ross HA, Weinstock R, Wiseman K, Zal M. Clobazam and diazepam in anxiety. Clin Pharmacol Ther 1981; 30(1):95-100.

4. Jacobson AF, Goldstein BJ, Dominguez RA, Steinbook RM.A placebo-controlled, double-blind comparison of clobazam and diazepam in the treatment of anxiety. J Clin Psychiatry 1983; 44(8):296-300.

5. Lemoine P, Rouillon F, Pouget D. Efficacy and withdrawal of clobazam, lorazepam and buspirone in the treatment of anxiety disorders Encephale. 1996; 22(6):461-7. 6. Mukherjee PK. A comparison of the efficacy and tolerability of clobazam and chlordiazepoxide in the treatment of acute withdrawal from alcohol in patients with primary alcoholism. J Int Med Res1983;11(4):205-11. 7. Robertson MM.Current status of the 1,4- and 1,5- benzodiazepines in the treatment of epilepsy: The place of clobazam. Epilepsia 1986;27 Suppl 1:S27-41.

8. Canadian Clobazam Cooperative Group Clobazam in treatment of refractory epilepsy: The Canadian experience. A retrospective study. Epilepsia 1991; 32(3):407-16. 9. Schmidt D, Rohde M, Wolf P, Roeder-Wanner U.Clobazam for refractory focal epilepsy. A controlled trial. Arch Neurol 1986; 43(8):824-6.

10. Singh A, Guberman H, Boisvert D. Clobazam in long- term epilepsy treatment: sustained responders versus those developing tollerance. Epilepsia 1995; 36:798-803. 11. Booth F, Buckley D, Camfield C e Cols. Clobazam has equivalent efficacy to carbamazepine and phenytoin as monotherapy for childhood epilepsy – Canadian Study Group for Epilepsy. Epilepsia 1998; 39: 952-959. 12. Bawden HN, Camfield CS, Camfield PR, Cunningham C, Darwish H, Dooley JM, Gordon K, Ronen G, Stewart J, van Mastrigt R .The cognitive and behavioural effects of clobazam and standard monotherapy are comparable. Epilepsy Res1999; 33(2-3):133-43.

CL

OB

AZ

M

ED

IC

AM

ENT

OS

: I

NF

OR

M

ÕE

S B

ÁS

IC

AS

13. Montenegro MA, Cendes F, Noronha AL, Mory SB, Car- valho MI, Marques LH, Guerreiro CA.Efficacy of clobazam as add-on therapy in patients with refractory partial epilepsy. Epilepsia 2001; 42(4):539-42.

14. Mehndiratta MM, Krishnamurthy M, Rajesh KN, Singh G.Clobazam monotherapy in drug naive adult patients with epilepsy. Seizure 2003; 12(4):226-8

15. Stahl MS. Anxiolytics and sedative-hypnotics. In: Essential psychopharmacology. 1.ed. Cambridge University Press, 1997.

16. McElhatton PR. The effects of benzodiazepine use during pregnancy and lactation. Reprod Toxicol 1994; 8(6): 461-75. 17. Altshuler l l, Cohen l, Szuba MP e cols. Pharmacologic management of psychiatric illness during pregnancy: dilemmas and guidelines. Am J Psychiatry 1996;153: 592-606. 18. Hindmarch I, Gudgeon AC.The effects of clobazam and lorazepam on aspects of psychomotor performance and car handling ability. Br J Clin Pharmacol. 1980 Aug;10(2):145-50.

CLOMIPRAMINA

ANAFRANIL (Lab. Novartis)

• Caixas com 20 drágeas de 10 e 25 mg.

ANAFRANIL SR (Lab. Novartis)

• Caixas com 20 comprimidos de 75 mg, de libe- ração lenta.

CLO (Lab. Sigma Pharma)

• Caixas com 20 comprimidos de 10, 25 e 75 mg.

CLORIDRATO DE CLOMIPRAMINA (Lab. EMS,