Nesta seção, são apresentados os procedimentos utilizados para se extraírem os dados que constituem o resultado da aplicação das oficinas. Além disso, demonstra-se a maneira como essas informações foram interpretadas, sempre tendo em mente o motivo pelo qual se está realizando a pesquisa: o aperfeiçoamento da prática.
Uma vez que a proposta de intervenção foi aplicada nas duas turmas nas quais a professora-pesquisadora ministra aulas, o quantitativo de alunos-colaboradores é de 70. Vale lembrar que as atividades dessa proposta foram aplicadas nas demais turmas (perfazendo um total de 13), em razão da exigência da instituição de que o planejamento seja o mais unificado41 possível, mas que, apesar de terem sido observadas pela autora deste trabalho, a análise dos resultados das outras onze turmas não foi considerada para a pesquisa desenvolvida. Eles estão arquivados e poderão ser utilizados em trabalho futuro.
Para a realização dos dois módulos da oficina, o aluno recebeu o material sob a forma de Ficha de Exercícios entregue na aula destinada à aplicação de cada módulo. Somente após a conclusão de todas as atividades, elas passaram a compor o Caderno de Atividades – Copeval -, versão aluno. A estratégia de elaboração dessas fichas e de cada exercício ter sido realizado separadamente, como uma parte de um conjunto, foi considerado um fator negativo,
40Toda sexta-feira, o último tempo de aula é destinado à formatura geral do turno, que consiste em um desfile, no pátio da escola, em marcha por todos os alunos do sexto ao nono ano, acompanhados pela banda marcial do colégio. São formados pelotões só de garotos e só de garotas, agrupados conforme a série escolar que estudam. Eles encerram esse desfile em frente ao palanque onde se encontra o comandante e outras autoridades da instituição, quando há algum momento solene, tais como a entrega da boina, a entrega do alamar, a entrega de medalhas conquistadas em olimpíadas internas e externas.
41O professor da instituição militar tem um cronograma semanal para ser cumprido. Todos os integrantes da equipe devem procurar desenvolvê-lo no prazo estabelecido, respeitando-se as particularidades de cada turma e do próprio professor.
pois nem sempre todos os estudantes da turma conseguiam cumprir as atividades no tempo previsto. Destaca-se a importância das discussões e dos debates orais – bastante enriquecedores –, os quais ocupavam grande parte do tempo destinado a cada módulo da oficina e que continham informações bastante significativas para o tratamento dos dados obtidos. Algumas questões, inclusive, ficavam sem resposta, porque, ao término da aula prevista para esse fim, a professora recolhia a apostila de cada aluno. Talvez, se eles tivessem tido a oportunidade de concluir alguma delas em casa, houvesse mais dedicação, mais empenho, mais pesquisa para consolidar a atividade.
No início do terceiro trimestre, em setembro de 2016, foi aplicada a Oficina 1 (Apêndice A)42, dividida em dois módulos – conforme se constata no capítulo destinado à apresentação do método e dos procedimentos. Para iniciar a discussão do primeiro módulo, reproduziu-se o clipe da música, Diversidade, do compositor e cantor brasileiro Lenine, com o intuito de se promover um breve debate a respeito das diferenças entre as pessoas. No vídeo, há várias imagens em que são retratados aspectos por meio dos quais os indivíduos se distinguem entre si. Encontram-se, também, fotografias de personalidades do meio cultural, incluindo-se uma da poetisa Cecília Meireles, uma do compositor e cantor Zé Ramalho e uma do próprio Lenine, autor da letra e intérprete da canção. A professora aproveitou a oportunidade para instigar a turma a respeito dessas personagens, mas a maioria não as conhecia. Muitos estudantes não tinham ouvido falar nem na escritora, nem nos dois intérpretes e autores de músicas do repertório brasileiro. Então, foram feitos alguns esclarecimentos acerca de cada um deles, principalmente em relação à área em que atuam. Em seguida, os alunos foram orientados a, caso quisessem ampliar o conhecimento a respeito dessas pessoas, pesquisarem o assunto em livros impressos ou em sites no espaço virtual. Organizou-se, então, a turma para uma conversa orientada a respeito das possíveis diferenças entre os seres humanos, as quais podem ser notadas ao se observar a cor da pele, a maneira de vestir, os traços fisionômicos, ou seja, levando-se em conta a aparência, o exterior. Promoveu- se uma pequena discussão a respeito do tema, criando oportunidade para que os alunos pudessem se manifestar oralmente. Dentre os comentários, destacou-se a fala de um aluno a respeito de que o cantor revelava traços no sotaque, quando ele pronuncia a palavra “pueta”.
Além da discussão desses aspectos que promovem as diferenças entre as pessoas, foram indicados outros fatores que interferem na construção da identidade individual ou da coletiva, tais como os costumes de um povo, a religião, a tradição cultural, o modo de vestir, a
cor da pele, o lugar. Os estudantes foram instigados a refletir acerca da importância da diversidade para o estabelecimento do respeito mútuo entre os cidadãos, pondo em prática ações contra a discriminação em qualquer âmbito. Depois de abrir espaço para que fossem ouvidas as opiniões dos discentes, a professora entregou um bloco de folhas, no qual constava a letra da música impressa e as questões a serem respondidas por escrito. Não foram encontrados impedimentos ou obstáculos de nenhuma natureza, nem mesmo se percebeu resistência do estudante, quando da realização da atividade e ela pôde ser concluída no tempo de duas horas/aula destinadas para essa etapa, com momentos de produção individual e de produção coletiva.
Eram estas as questões propostas:
1) Que tipo(s) de diferença(s) pode(m) haver entre as pessoas?
2) Em relação à Língua Portuguesa, é possível perceber alguma diferença?
No que se refere à primeira pergunta, apresentam-se as respostas transcritas. (i) “As principais diferenças entre as pessoas são étnicas, culturais, religiosas, sexuais, físicas e linguísticas”;
(ii) “Entre as pessoas, existem diferenças étnicas, físicas, sociais e individuais”; (iii) “Podemos perceber a diferença na religião”;
(iv) “As principais diferenças que podemos notar entre as pessoas é a diferença de opinião, a maneira de falar, a cor da pele, o tamanho”;
(v) “As principais diferenças são culturais, como, por exemplo, o modo de vestir, diferenças religiosas, diferenças étnicas, em relação à nação/região a que a pessoa pertence, às diferenças linguísticas referentes às palavras que a pessoa emprega e ao modo de falar”; (vi) “As pessoas nunca serão iguais umas às outras. Isso é importante, porque podemos aprender coisas diferentes com cada uma delas. Imagine se todos fossem iguais?”;
(vii) “Tem pessoas de todo jeito do mundo: umas são claras, outras são escuras, umas são baixas, outras altas. Isso faz com que as pessoas aprendem a respeitar os outros pelo que são”; (viii) “É possível perceber que, em todos os cantos do mundo, as pessoas são diferentes. Elas têm a aparência, a religião, a língua, os costumes, a cultura que não são iguais para todos”; (ix) “Já imaginou se todas as pessoas fossem iguais em, pelo menos, alguma coisa? Isso faria o mundo ser sem graça. A diferença é que traz a riqueza na cultura”;
(x) “Desde que o mundo foi criado, já existiam diferenças entre as raças. Hoje nós estamos mais preparados para conviver com as pessoas que, por alguma razão, não são iguais a nós.
Estamos aprendendo a ser mais tolerantes e a aceitar as diferenças. Afinal de contas, ninguém é igual ao outro”.
Para a seleção dos enunciados acima, a professora adotou o parâmetro de escolher cinco frases de cada turma, de modo que houvesse registro de falas de cinco meninos e de cinco meninas, já que a faixa etária dos estudantes (indicada em forma de gráfico no início desta pesquisa) não era um fator em que notasse muita divergência. Ficou claro que os alunos percebem a diferença entre as pessoas no que se refere aos parâmetros mais evidentes, tais como a etnia, a origem, a religião, os costumes, o modo de vestir, a língua, o sotaque. Foram tecidos alguns comentários acerca de problemas que ocorrem no mundo, a saber, guerras, destruição, dizimação de pessoas, motivados pela falta de tolerância com o outro, pela falta de respeito com as opções de certos grupos sociais. E ainda acrescentaram que, na escola, essas pessoas diferentes têm sofrido bullying por parte dos colegas, apenas por serem mais ou menos estudiosas, por exemplo. Percebeu-se que há um bom nível de conscientização quanto aos problemas oriundos da falta de aceitação do que não se enquadra modelos preestabelecidos pela sociedade, sejam eles em qualquer âmbito.
No que tange à segunda questão, foram selecionadas e anotadas as seguintes respostas: (i) “Há, na Língua Portuguesa, diferentes modos de se comunicar, como exemplo, o sotaque, uma maneira de falar, representando uma característica de cada região do Brasil. Com isso, desenvolvem-se várias expressões típicas utilizadas por certos grupos de pessoas. Embora usemos o uso informal da língua no cotidiano, em determinados momentos é necessário o uso formal”;
(ii) “Existem diversos sotaques, meios de falar tal como gírias e palavras diferentes, mas com o mesmo significado”;
(iii) “Em alguns lugares do país, podemos perceber a diferença na pronúncia de algumas palavras ou gírias de cada região”;
(iv) “Regionalismos, gírias, o uso de determinadas situações”;
(v) “As diferenças que podemos notar em relação à Língua Portuguesa são as diferenças de pronúncia de certas palavras e as diversas palavras que significam uma coisa só”;
(vi) “Podemos perceber a linguagem diferente em determinado lugar”;
(vii) “Às vezes, quando observamos as palavras usadas por uma pessoa de uma região do país, não entendemos nada do que ela diz. É tão diferente, que parece outra língua”;
(viii) “Principalmente nas regiões Sul e Nordeste do Brasil há muita diferença na maneira como as pessoas falam: a pronúncia, o sotaque, as palavras”;
(ix) “Ninguém fala igual ao outro. Mesmo no nosso país, há diferenças entre o modo de falar dos gaúchos, dos nordestinos, dos goianos. Em cada lugar do Brasil, a Língua Portuguesa sofreu influência dos imigrantes, o que fez com que surgissem formas variadas de usar uma mesma palavra”;
(x) “Além dos sotaques, há palavras e expressões que são usadas com um sentido em um lugar e com outro sentido em outro”.
Para a escolha dessas frases, obedeceu-se ao seguinte parâmetro: cinco respostas de cada turma, elaboradas por alunos naturais de diferentes estados do país.
Nessa primeira parte da oficina, concluiu-se que os alunos têm bem delineado o conceito de diferença – ponto de partida para a abordagem da temática desta pesquisa e para a aplicação das atividades da proposta de intervenção. Essa constatação foi percebida nas muitas respostas, apresentadas tanto na forma escrita quanto na oral. Pôde-se perceber um relativo nível de conscientização acerca da importância de se considerarem essas diferenças entre as pessoas para a prática efetiva da cidadania, do respeito, da preservação dos bens culturais. Quanto à Língua Portuguesa, os alunos identificaram aspectos que são distintivos entre os falantes das diversas regiões brasileiras, uma vez que há sotaques, usos, estruturas sintáticas, léxico próprio de determinados grupos sociais e que essa variedade de saberes e de falares é característica inerente ao povo brasileiro, tendo em vista a vasta abrangência territorial, o processo de colonização do país e a mistura ocorrida na formação étnica da população. Ficou evidente, também, que a variação linguística foi entendida como característica constituinte da diversidade cultural, decorrente dessa multiplicidade cultural que marca o povo brasileiro.
E, assim, concluiu-se esse módulo, reforçando a necessidade de se reconhecerem as diferenças que se manifestam em relação à cor da pele, à religião, à cultura, ao modo de vestir, ao uso da língua, às crenças e que esses fatores são preponderantes para a construção da identidade de um grupo social.
Na aula seguinte, continuando a discussão coordenada a respeito desse assunto, a professora entregou uma nova apostila, com a segunda parte da Oficina 1 – o Módulo 2. Como texto motivador, apresentou-se um cartum, produzido pelo argentino Quino, para ser lido pelos alunos. No referido texto, por meio da linguagem não verbal, são retratadas as diferenças entre os seres humanos. Nele estão representadas pessoas de várias etnias e podem ser notados alguns detalhes típicos da cultura da comunidade de que cada personagem faz parte. As perguntas relativas a esse texto envolviam, principalmente, a interpretação da imagem e serviram para retomar as discussões relacionadas à diversidade, as quais se
iniciaram na aula anterior. Os alunos anotaram as respostas por escrito, na ficha de exercícios. Uma vez que essa atividade já contemplava as questões discutidas por ocasião da leitura e da interpretação da música analisada, no Módulo 1, não se julgou necessária a reprodução das respostas dos alunos.
Na sequência, foi exibido o vídeo Jornalismo - Série sobre a língua portuguesa explica a origem dos sotaques - Bloco 1, no qual se trata a respeito da existência da variação linguística no Brasil. Logo depois, a professora promoveu uma discussão orientada a respeito das semelhanças e das diferenças entre o modo de falar das pessoas moradoras das regiões do território nacional. Foram feitos alguns questionamentos para que o aluno refletisse a respeito da existência da variação linguística, por exemplo, buscando compreender os fatores que influenciaram o surgimento desse fenômeno. Procurou-se investigar o conhecimento prévio da turma quanto à formação da Língua Portuguesa. Além disso, coordenando a troca de informações, a professora perguntou se, na opinião, dos alunos, há alguma região em que se fala melhor/pior do que em outra. Somado a esses aspectos, visava-se também verificar se, na acepção dos alunos, ocorre preconceito em relação à maneira de falar de algum grupo social. Destinou-se um tempo para que os estudantes trocassem suas impressões e compartilhassem opiniões com os demais colegas dentro de um pequeno grupo, a fim de que pudessem comparar pontos de vistas semelhantes e divergentes. Finda essa parte, a professora retomou a palavra e ouviu aqueles que quisessem se manifestar. Vale destacar que houve maturidade da maioria dos alunos na construção dos argumentos utilizados para fundamentar suas ideias, apresentando razões e motivos bem estruturados.
Na próxima etapa, pediu-se que todos abrissem a apostila entregue na aula anterior de exercícios na página onde havia o Mapa Geográfico do Brasil43, um quadro e o esboço de um
gráfico. No mapa, o aluno deveria assinalar, com um X, o estado em que nasceu, e escrever, no espaço abaixo dele, um pequeno texto para descrever essa localidade. Percebeu-se relativa dificuldade, por parte dos alunos, no cumprimento dessa tarefa, pois muitos tinham se mudado da terra natal quando ainda eram muito novos. Então, a professora os orientou a pedirem aos pais que os auxiliarem nessa atividade ou que fizessem consulta a livros impressos ou a sites da internet. Desse modo, eles puderam concluí-la em domicílio e apresentá-la na aula seguinte. Essa medida surtiu efeito bastante positivo, porque cada aluno- colaborador teve a oportunidade de, ele mesmo, exercer a função de investigador, de pesquisador.
43 Em virtude de o contexto escolar, onde se desenvolveu a pesquisa, estar localizado no Distrito Federal, ele foi considerado como estado.
Concluída essa parte da atividade, em outra aula, a professora-pesquisadora afixou, no quadro de giz, um mapa em tamanho maior. Ela, perguntava ao aluno o nome do estado de onde ele era oriundo, e ia registrando, nesse quadro, ao lado do nome de cada estado brasileiro, a quantidade de estudantes nascidos em determinada localidade. De posse dessas informações, o aluno elaborou um gráfico no esboço entregue a ele, no início da aula (Ficha de Exercícios), de modo que fossem representados os dados anotados pela professora na lousa.
Feita a análise do gráfico44 construído com os dados fornecidos em conjunto, sob a supervisão da professora, os integrantes de cada turma puderam traçar um panorama geral da naturalidade dos componentes da sala e conhecer um pouco da história de vida de cada um. Isso porque, além das informações de caráter quantitativo, eles puderam ouvir os colegas discorrerem a respeito do estado onde nasceram, do tempo em que viveram lá, dos lugares onde moraram posteriormente, da chegada dele a Brasília. Eles puderam perceber, além desses fatores, pela dinâmica desenvolvida e pela expressão oral a respeito do assunto, o quanto há variedade linguística na própria sala onde estudam. Pela maneira como cada estudante se manifestava por meio da fala, a turma pôde notar como essa diversidade linguística se faz notar tanto na pronúncia quanto nas escolhas lexicais feitas pelo aluno na hora de expor ideias e pensamentos. Isso constituiu uma novidade, pois eles não haviam se atentado, tão claramente, para o fato de que as pessoas não falam igual às outras. É a mesma língua, mas com formas variantes, devido ao lugar onde cada um nasceu, bem como às influências recebidas do ambiente onde o aluno conviveu. E, a partir daí, foi interessante notar como esses aspectos passaram a ser analisados com mais atenção, na tentativa de delinear as características de uma ou de outra variação usada pelos colegas.
Com base nas informações obtidas por meio do gráfico, os alunos chegaram à conclusão de que a maior porcentagem correspondia a alunos nascidos no Distrito Federal, havendo, minimamente, um representante dos demais estados do Brasil, com exceção apenas de Sergipe, de Alagoas e do Piauí. Algumas reações merecem destaque, como o fato de se encontrar, entre eles, aluno nascido no Acre, o que gerou algumas piadas e brincadeiras do tipo: “O Acre existe?”. Mas a situação não fugiu ao controle e nem se percebeu qualquer intenção maldosa com os comentários, mas tão somente o estranhamento por conhecerem alguém que nasceu em um estado pequeno e do qual se fala tão pouco, pelo menos no Distrito Federal.
44 Os gráficos construídos pelos alunos não foram aqui reproduzidos porque neles continham as informações no gráfico elaborado pela autora deste trabalho.
Diante dessas constatações, foram dirigidas a eles algumas perguntas para a introdução da temática da variação linguística, com o intuito de identificar se a turma tinha consciência desse fenômeno, se os estudantes percebiam essas variações, o quanto eles conheciam a respeito desse assunto, se esse fenômeno era positivo ou negativo para a constituição da língua. Tratava- se de três questões para serem respondidas por escrito na ficha de exercícios e que, depois, foram recolhidas pela professora. São elas:
1) Na sua opinião, por que existem variações no uso da Língua Portuguesa nas diferentes estados brasileiros?
2) Que fatores podem influenciar na existência da variação nos usos da Língua Portuguesa? 3) A existência da variação linguística compromete a interação entre os falantes da Língua Portuguesa?
Destaca-se que, para a seleção dos enunciados selecionados para embasar a análise dos dados obtidos, foi adotado o critério de utilizar cinquenta por cento de respostas elaboradas por alunos de cada uma das turmas. Para a escolha delas, procurou-se registrar falas de meninos e de meninas. Dessa maneira, levou-se em consideração o fator do gênero, já que a diferença na faixa etária não era tão expressiva.
Para a primeira questão, foram apresentadas as seguintes respostas:
(i) “Com o passar do tempo, começou a ter influência de diferentes partes do mundo presente em cada região do país, aliada ao desenvolvimento histórico de cada lugar, fez com que surgissem regionalismos, ou seja, expressões típicas”;
(ii) “A Língua Portuguesa sofre variações nas diferentes regiões brasileiras, por conta dos diferentes povos. A vinda de estrangeiros, a colonização e outros fatores fizeram com que as línguas se misturassem, formassem sotaques diferentes. As gírias e as expressões também vieram desses fatores”;
(iii) “Existem variações nas diferentes regiões pelos diferentes imigrantes que se instalaram em diferentes locais do país, como os italianos e os alemães no sul, por exemplo, pelas diferentes formas de gíria, vocabulário, estrutura sintática”;
(iv) “As variações no uso da Língua Portuguesa ocorrem devido à influência dos imigrantes que vieram para o nosso país, miscigenando com os povos nativos que aqui existiam”;