1. Innledning
1.2 Plan, metode og mål for evalueringen
1.2.2 Mål og metode for den kvalitative evalueringen
Uma das coisas mais comuns que se observa no dia-a-dia é o uso cada vez mais intenso do termo tecnologia para nomear as mais recentes “tecnologias”. A palavra tecnologia, a princípio empregada para nomear uma área do saber-fazer humano, um campo de atividade, portanto, tem agora (por um processo de derivação imprópria) seu uso estendido a aparelhos e artefatos tecnológicos, estes, notadamente, criados a partir do final do século XIX e início do século XX. Então se costuma falar, por exemplo, em novas tecnologias da informação e da comunicação (NTICs) para designar computadores, satélites de comunicação, teleconferência, redes de computadores etc.
Na educação também permanece um equívoco quanto à utilização da tecnologia, qual seja o de julgar que qualquer atividade educacional “moderna” tem de lançar mão de uma parafernália tecnológica, datashow, teleconferência, TV por satélite, raio laser, Power Point etc. Ou seja, os adeptos desta corrente confundem tecnologia com o aparato tecnológico contemporâneo, quase sempre baseado em máquinas informatizadas, esquecendo-se de que muitas das coisas que utilizamos há anos são tecnologias ou produtos da tecnologia.
Voltando ao critério de cientificidade, afirma Feenberg (2003 online), um dos mais renomados pioneiros da protofilosofia da tecnologia, que, nas sociedades tradicionais, o modo de pensar se orientava pelos costumes e mitos que não podiam ser explicados nem justificados racionalmente, razão por que tais sociedades proibiam certos tipos de questões que poderiam desestabilizar suas crenças.
Acrescenta o autor que, ao contrário, as sociedades modernas, ao se libertarem dessas formas tradicionais de pensamento, passaram a valorizar
costumes e instituições que se mostravam úteis à humanidade e, nessas circunstâncias, ciência e tecnologia não só passaram a se alicerçar em novos fundamentos como também a incrementar novas crenças, reformulando o que entendíamos como pensamento "racional."
Porém, não há dúvida, prossegue Feenberg (2003 online), de que hoje em dia a tecnologia é onipresente na vida dos cidadãos, e esta nova realidade tecnocientífica representa uma nova cultura. Assim, à medida que tal cultura é utilitarista em todos os sentidos, os problemas que dela emergem devem ser tratados pela Filosofia da Tecnologia.
Segundo o autor (2003 online), na Grécia antiga, o termo physis referia- se à Natureza, pelos gregos julgada um ser que cria a si mesmo, emerge de si mesmo. Porém, para esse povo, outras coisas dependiam de que algo passasse a existir. Neste sentido, poiesis seria “a atividade prática de fazer da qual os seres humanos se ocupam quando produzem algo. Nós chamamos estes seres criados de artefatos e incluímos entre eles os produtos da arte, do artesanato e da convenção social.”
Ainda segundo o filósofo da tecnologia, o termo techné significava conhecimento associado a alguma forma de poiesis como, por exemplo, a medicina, técnica cujo objetivo era o de curar alguém.
Discorrendo sobre a distinção entre técnica e tecnologia, Bunge (1980:186) lembra que:
Em português e em outros idiomas dispomos de duas palavras, técnica e tecnologia, e sabemos distinguir bem os conceitos que designam. Habitualmente, entende-se por tecnologia a técnica que emprega conhecimento científico. Em sua maioria os dicionários não distinguem a tecnologia moderna da Engenharia. Se aceitarmos esta igualdade, não saberemos onde situar disciplinas que não participam da produção.
E acrescenta ainda (1980:186):
Para evitar dificuldades, deveríamos adotar uma definição de tecnologia capaz de abranger todos os ramos supervenientes. Isso pode ser atingido se forem caracterizados os fins e os meios da tecnologia, tal como na
seguinte: "Um corpo de conhecimentos é uma tecnologia se, e somente se, (i) é compatível com a ciência contemporânea e controlável pelo método científico, e (ii) é empregado para controlar, transformar ou criar coisas ou processos, naturais ou sociais.
3.4 O que é Tecnologia?
Em obra mais recente, separando a tecnologia da ciência básica e da ciência aplicada e ainda das técnicas, Bunge (2002: 375) fornece uma conceituação mais precisa de tecnologia como sendo:
O ramo do conhecimento interessado em projetar artefatos e processos, e em normatizar e planejar a ação humana. A tecnologia tradicional, ou técnicas, era principalmente empírica e, por isso, às vezes não útil, outras vezes ineficiente ou pior ainda, e sempre perfectível unicamente por tentativa e erro. A moderna tecnologia baseia-se na ciência e, portanto, é capaz de ser aperfeiçoada por meio da pesquisa. (...) A tecnologia não deve ser confundida com a ciência aplicada, que é, na realidade, a ponte entre ciência básica e tecnologia, uma vez que ela busca novo conhecimento com potencial prático. O que se espera dos tecnólogos é que projetem artefatos, como máquinas e processos industriais ou sociais. E espera-se que eles sirvam seus clientes ou empregadores, os quais buscam seu trabalho especializado para promover interesses econômicos ou políticos. Daí por que a tecnologia pode ser boa, má, ou ambivalente. Bunge (2002: 375), ao final de sua conceituação, aborda dois pontos interessantes: o primeiro diz respeito às finalidades da tecnologia, e o segundo, seu aspecto ético.
Assim, em prirmeiro lugar, quando diz que os tecnólogos devem projetar artefatos, máquinas e processos industriais ou sociais a serviço de clientes ou empregadores, toca no aspecto pragmático da tecnologia, entendida como atividade lucrativa, que busca as melhores soluções em todos os campos do conhecimento a custos crescentemente menores, estando a serviço de organizações estatais, governos e empresas.
Em segundo lugar, o mesmo autor toca no aspecto ético da tecnologia, que pode ser boa ou má. Assim, acrescenta ele que, se há interesses em jogo,
de empresas, pessoas e governos, então a tecnologia pode ser empregada em prol de boas ou de más causas, segundo as intenções envolvidas. A história é farta em exemplos de bons e maus usos da tecnologia.