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4. Organisatoriske- og implementeringsaspekter ved Rask psykisk helsehjelp

4.3 Bruk av veiledet selvhjelp

Nessas últimas décadas, o sistema produtivo vem apresentando inovações tecnológicas que alteram não apenas as formas de produção, mas também sua gestão, destacando-se, entre outras, a utilização de processos automatizados, tecnologia limpa e produção flexível, que exigem profissionais multifuncionais, polivalentes e capazes de atuar em estruturas produtivas celulares, assumindo significativa responsabilidade no processo. Este tipo de teoria organizacional, o toyotismo, resultou, basicamente, do atraso tecnológico da linha de montagem e da resistência operária ao mal-estar físico e mental provocado pela intensificação do ritmo de trabalho.

A crise dos processos de trabalho fordistas na indústria automobilística, por exemplo, vem acontecendo desde a década de 60, nos Estados Unidos, agravada pela concorrência do carro japonês, avanço da escolarização da população e salário-desemprego, resultante da formulação de políticas públicas estatais (Singer, 1987: 56-57), tornando necessário introduzir outras formas de controle e de influenciar o comportamento humano, mas sem provocar uma mudança prática na estratégia central da realidade organizacional (Silva, 1994: 178-189).

Igualmente, as relações de poder no âmbito organizacional sofrem transformações à medida que se reduzem os níveis hierárquicos e são adotadas novas sistemáticas de gestão, buscando crescente redução de custos, otimização da produtividade e da qualidade, fatores que, juntos, visam aumentar a competitividade das organizações. A base tecnológica do processo produtivo altera-se substancialmente com o uso da microeletrônica.

Apesar de todas as mudanças, muitas empresas insistem em continuar adotando os tradicionais modelos de produção, em flagrante descompasso com a atual realidade mutante, escorregadia e indeterminística, enquanto se assiste aos desdobramentos da chamada terceira revolução tecnológica, impulsionada pela informática e microeletrônica, cujos efeitos estariam apenas começando a se esboçar neste início de milênio.

Segundo Schaff (1985: 71), na sociedade informática as novas tecnologias impactam a vida social e o futuro. Esta revolução tecnológica baseada na informática, microeletrônica e biotecnologia acarreta problemas que demandam soluções alternativas. Para ele, a humanidade está frente a uma revolução na qual as capacidades intelectuais do homem estão sendo ampliadas e até substituídas por autômatos, o que implica a crescente eliminação do trabalho humano, na produção e serviços, exigindo, de imediato, mudanças sociais profundas, que incluem alterações na natureza da administração pública e privada.

Para este autor (1985:71), a primeira revolução (final do século XVIII e início do século XIX) substituiu a força física do homem pela energia das máquinas (linha de montagem fordista), e a segunda permitiu-lhe um salto qualitativo no progresso técnico, rompendo com a continuidade dos avanços que se iam acumulando nas tecnologias existentes:

A primeira revolução conduziu a um incremento no rendimento do trabalho humano, a segunda aspira à eliminação deste. (...) Esta nova revolução coloca uma série de problemas sociais ligados à necessidade de encontrar uma instituição que possa substituir o trabalho humano tradicional, seja como fonte de renda que permita ao homem satisfazer suas necessidades materiais, seja como fonte tradicional de sentido de vida, entendido como fundamental para a satisfação das suas necessidades não materiais, isto é, das necessidades espirituais.

De Masi (1994), ao analisar o impacto da automação sobre o trabalho industrial, afirma que o trabalho intelectual hoje é mais valorizado que o manual, e a criatividade, mais importante que a execução. Padronização, especialização e sincronização são substituídos por outros valores, como a qualidade da vida, intelectualização e afetividade. Segundo ele, para combater o desemprego estrutural (destruição de postos de trabalho em decorrência do impacto das novas tecnologias), é preciso substituir a "cultura da demissão" pela redução da jornada de trabalho e, sobretudo, incrementar a melhoria do sistema educacional.

integração entre ciência e técnica em um esforço interdisciplinar. A revalorização da dimensão política do tecnólogo reflete bem este momento de transformação dos paradigmas com suas ressonâncias em todos os setores da sociedade contemporânea.

No antigo paradigma, a relação professor-aluno não estimulava o questionamento, nem a curiosidade, nem a pesquisa, e muito menos punha em ação o pensamento crítico-relacional. Os alunos, à semelhança do operário na linha de montagem, eram (e ainda são, em muitos casos) encarados como objetos e não como sujeitos históricos, transformadores e criativos. Neste sentido, é bastante ilustrativa uma consideração de Smith (1983: 213-214) acerca dos indivíduos na Era Industrial empenhados em atividades repetitivas:

a ocupação da maior parte daqueles que vivem do trabalho, isto é, a maioria da população, acaba restringindo-se a algumas operações extremamente simples, muitas vezes a uma ou duas (...). O homem que gasta toda sua vida executando algumas operações simples, cujos efeitos também são, não tem nenhuma oportunidade para exercitar sua compreensão ou para exercer seu espírito inventivo no sentido de encontrar meios para eliminar dificuldades que nunca ocorrem. Ele perde naturalmente o hábito de fazer isso, tornando-se geralmente tão embotado e ignorante quanto possa ser uma criatura humana. O entorpecimento de sua mente o torna tão somente incapaz de saborear ou ter alguma participação em toda conversação racional, mas também de conceber algum sentimento generoso, nobre ou terno, e, conseqüentemente de formar algum julgamento justo até mesmo acerca de muitas obrigações da vida privada.

Assim, a compreensão que me direciona é a de que o trabalho traz (ou melhor, sempre trouxe), intrinsecamente, em maior ou menor grau (dependendo da atividade), o uso da criatividade e da razão, motivo pelo qual proponho-me aqui a refletir sobre as possíveis estratégias educacionais a serem empregadas na formação do tecnólogo, cuja atuação ultrapasse a dicotomia entre trabalho manual e intelectual, articulando saberes científicos e técnicos, a fim de ter um bom desempenho em um mundo do trabalho aberto e indeterminado, sujeito, portanto, à chamada hipersensibilidade das condições

escola (especialmente os cursos tecnológicos) como sistemas não lineares fortemente inter-relacionados.