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3   Problem Characteristics

3.5  Problem characteristics

3.5.5  Natural gas supply temperature

que vive sob sob sob é: sob e: essa danosa prática de violência né? é:: nas famílias de baixa renda principalmente é: é tentar levar aos postos de saúde de atendimento social nos locais onde moram, um sistema de capacitação das mulheres né mais efetivo entre as mulheres de baixa renda, um controle de natalidade efetivo com possibilidade de as mulheres terem acesso à cirurgia de laqueadura de trompas, os homens de vasectomia, creche em tempo integral, escola em tempo integral, para que ela possa sair pra trabalhar e se capacitar sabendo que seus filhos estarão seguros e que ela não precise de depender de seu algoz para tratar de sua prole que é numerosa, né? é: com isso nós com

certeza nós estaremos empoderando a mulher dando a ela condições de dando

um basta àquela situação.

Há uma reflexão a respeito de como empoderar as mulheres dependentes financeiramente de seus companheiros, elencando propostas que deveriam ser adotadas pelos juizados e pelo Estado como um todo, propiciando ações que visem criação de identidades de projeto para as mulheres de baixa renda.

Somente no relato do promotor houve a representação da violência relacionada a questões culturais, indicando que ainda há, como ponto negativo da criação da lei, a falta de comprometimento do Estado em criar pontos da assistência às mulheres vítimas de violência.

PR: Bom eu creio que isso é um processo lento é:. Essas mudanças é: culturais

isso é uma mudança de cultura não acontece da noite pro dia, isso é um processo lento eu acredito que, nós estaremos falando disso daqui a vários anos ainda porque muito ainda necessita ser feito principalmente na questão da conscientização e educação do brasileiro e isso tem que começar na escola,

desde o jardim da infância que os professores possam introduzir uma educação é é é visando a igualdade efetiva de gênero e visando também evitar é a violência da mulher porque muita gente ainda tem a a forma de violência contra o gênero

feminino como uma coisa normal, né? Isso aí não se muda com a edição de uma lei. Isso aí é um processo lento, né? E necessita efetivamente do do Estado injetar

recursos para efetivação da lei, não basta somente a criação da lei precisa colocar

essa lei em prática e isso muitas coisas, você que fez pesquisa na Casa Abrigo sabe muito bem que uma das deficiências do Estado é nessa área de abrigamento, de assistência a mulher, vítima de violência e olha que o Distrito Federal está muito adiante da maioria das unidades da Federação, por aí se tira uma conclusão não é.

Como aspecto positivo, também houve a representação da lei como ferramenta para a conscientização das mulheres e para a mudança cultural nas relações de gênero, desde que aliadas também ao apoio psicológico possibilitado pela lei.

PR: olha pelo menos uma mudança foi sensível é a é as mulheres elas ficaram mais

cientes de que o Estado está preocupado com essa questão de violência que

antigamente muitas mulheres é: sofriam violência e não levam esse problema ao conhecimento da polícia, da justiça, do ministério público, hoje com a a edição da Lei 11.340 eu acho que este cenário mudou bastante porque mesmo em camadas

mais humildes e pobres da população todo mundo conhece a lei e isso, as mulheres sabem, estão cientes do dos seus direitos. Mas nós podemos melhorar

muito.

D2: o que mudou?. A:, eu acho que hoje as mulheres têm acesso, a as mulheres

têm acesso à justiça tá certo? Elas conseguem levar aquelas situações de conflito ao

poder judiciário e o judiciário tá dando uma outra resposta, ele não só::, não é a visão, os homens dizer assim, eu não soube me expressar direito, a visão hoje é

multidisciplinar, então há um outro tratamento o tratamento não é só o jurídico

o aspecto jurídico o aspecto legal, hoje se vê é as varas são equipadas muitas

possuem psicólogos o Tribunal criou um uma já tinha um serviço psicossocial,

já tinham psicólogos, mas ampliou o quadro, com isso hoje a mulher tem uma assistência, eu acho que bem melhor do que antes da lei. Eu hoje:, a lei foi um

avanço nossa não tenho dúvida disso.

D1: Que houve depois da lei? Essa obrigatoriedade da criação de juizados

especializados, acho que isso também é um dos benefícios da lei porque você

acaba criando toda uma linha de trabalho voltada pra aquilo, então você não não, é

difícil você encontrar nos juizados especializados pessoas sem sensibilidade,

então os juízes, os promotores, os advogados, os defensores que atuam nessas áreas, eles não estão só preocupados com o crime em si, com o que aconteceu, mas também com a situação familiar que ela está envolvida, então muitas das vezes a gente identifica pessoas das famílias das vítimas de baixa renda é::, a necessidade é:,

a possibilidade e:: de receber benefício do governo, a: o apoio psicológico, os juizados tem de ter sempre vinculados a eles a secretaria, um serviço de psicologia então eu acho que você formar uma equipe multidisciplinar e sensível aquela situação não é um crime em si, não é só um crime, é um crime

específico com várias implicações inclusive e: crime que acabam por repercutir no desenvolvimento de crianças que vêem os pais, que vêem as mães sendo agredidas,

então eu acho que esse é outro benefício trazido pela lei a necessidade de serem criados juizados especializados.

P: (...)É é elas saem daqui com todas as informações o que que é a lei com

Dessa forma, a representação que os profissionais fazem da lei é positiva, observando que há a possibilidade de mudança da identidade dessa mulher, mas que deveria haver ferramentas a mais para que houvesse uma implantação efetiva e uma maior observação do aspecto multidisciplinar indicado pela lei, já que a equipe multidisciplinar contribui para a mudança de representação das identidades femininas mediante os discursos jurídicos e terapêuticos.

P: a: eu acho que teria que ter é talvez mais profissionais porque lá em cima a