11 Oppsummering og konklusjoner
11.3 Kvalitet og relevans i maritime utdanninger
Os computadores diferem de outras máquinas, especialmente pela capacidade de guardar informações em espaços pequenos, armazenando enorme quantidade delas, de acordo com procedimentos bastante determinados e lógicos. Segundo Roszak (1988, p. 15), “nenhuma tecnologia expandiu anteriormente suas potencialidades tão rapidamente quanto os computadores e as telecomunicações”. Vejam como tal ocorreu.
As primeiras descobertas tecnológicas em eletrônica ocorreram na Segunda Guerra Mundial, com base na elaboração do primeiro computador programável e o transistor. Nessa época, esses instrumentos eram verdadeiras máquinas de calcular e armazenadores de programas. Ao que se sabe, por muito tempo o uso dos primeiros computadores ficou reservados aos militares. Entretanto, nesse tempo,
Os computadores ainda eram grandes máquinas de calcular, frágeis, isoladas em salas refrigeradas, que cientistas em uniformes brancos alimentavam em cartões perfurados e que de tempos em tempos cuspiam listagens ilegíveis. A informática servia aos cálculos científicos, às estatísticas dos Estados e das grandes empresas ou às tarefas pesadas de gerenciamento (folha de pagamento etc.). (ROSZAK, 1988, p. 31).
Desse modo, o grande avanço da microeletrônica ocorreu após a invenção do microprocessador, quando a capacidade de processar a informação poderia ser instalada em todos os lugares, incluindo o uso do chip. Essa possibilidade de armazenar informações em espaços muito pequenos fez com que a indústria eletrônica apostasse cada vez no
aperfeiçoamento do chip, utilizando-o inclusive em nossa rotina diária, em tarefas mais simples.
Por volta dos anos de 1970, jovens californianos entusiasmados com a possibilidade de fabricação de computadores, mais bem dotados tecnologicamente do que os existentes, exibiam seus primeiros experimentos na Universidade de Stanford. Os objetos eram construídos e apresentados para inúmeras pessoas, o que resultou na elaboração do computador pessoal, construído paulatinamente, realizando assim o sonho de milhares de pessoas: ter o computador como objeto pessoal (LEVY, 1993).
É oportuno destacar a ideia de que, nessa época, na Califórnia, ocorria um movimento contrário ao desenvolvimento da “cibercultura” direcionada a interesses meramente econômicos. Desse movimento, chamado de “contracultura”, surgiu a elaboração do computador pessoal, indo além de um armazenador de dados para transformar-se em um instrumento de criação de imagens, simulação de programas e diversão.
A possibilidade de fabricação do computador pessoal, entretanto, significava mais do que a simples construção de um objeto. Seus elaboradores atentaram para o fato de que esses objetos podiam se tornar comercializáveis. Isso pode ser constatado quando se verifica uma eclosão de empresas de informática, no ano de 1975, dentre tantas, a conhecida Apple. As primeiras máquinas, no entanto, eram vendidas sem monitor nem teclado. A empresa citada é que lança a ideia de armazenamento de informações por meio de memória.
Na mesma época, foi descoberto que era possível utilizar uma simples TV em cores que servia de monitor, proporcionando a visualização das informações programadas. A cada ano, novas possibilidades apresentavam-se com a agregação de outros componentes, como gabinete e teclado, o que contribuiu para que os fabricantes repensassem a adesão aos seus produtos e fez ainda que a Apple se estendesse para a Apple 2, porém,
Para os fundadores da Apple, o computador era o circuito básico. A fonte, o gabinete, os diversos periféricos não eram nada além de uma fonte de atração ou de publicidade para fazer com que as pessoas utilizassem os circuitos. É preciso perdoar os informatas, pois não perceberam de imediato o significado da microinformática, ou seja, que o computador estava se tornando uma mídia de massa. (LEVY, 1993, p. 46).
Não se pode, contudo, negar que a adição de periféricos contribuiu para o enorme sucesso da Apple 2, no início dos anos 1980. A grande diferença da Apple 1 advinha da possibilidade de armazenamento de informações por meio da unidade de disquete, com
capacidade bem superior às fitas cassetes36. A ideia de gravar as programações em disquetes acelerou ainda mais a venda dos produtos da empresa Apple 2, fazendo que essa empresa investisse bem mais em seus produtos, vindo também a fabricar os primeiros processadores de textos, as primeiras planilhas de tratamento de dados financeiros, mouse37 e ampliação da tela calculada com o formato de folha de papel.
Até então, usava-se o computador nas repartições públicas, nos escritórios de Contabilidade, nas agências bancárias, na maioria desses espaços, com função específica: era o grande banco de dados e a garantia de que as informações estavam seguras. Apesar, todavia, da capacidade de armazenar informações, de realizar certas operações rápidas com certa precisão, a importância do computador era relativa aos objetos de uso comum, como calculadoras e máquina de escrever, não ocupando lugar de destaque que hoje ocupa nessas instituições.
Conforme Lévy, foi exatamente nos anos 1970 que ocorreu a virada fundamental na comercialização e no desenvolvimento do microprocessador, disparando nova fase na automação da produção industrial. Exatamente nessa época, é observada a entrada dos controles digitais em diversos setores da sociedade, uma vez que se inicia a automação dos setores terciários, ou seja, “[...] a busca sistemática de ganhos de produtividade por meios de várias formas de uso de aparelhos eletrônicos, computadores e redes de comunicação de dados, aos poucos foi tomando conta do conjunto das atividades econômicas.” (LÉVY, 1993, p. 31).
Em meados dos anos 1980, assistimos à fusão da Informática com o setor de telecomunicações. Observamos aqui a digitalização penetrando a editoração, cinema e televisão. Assim, acrescenta Lévy (1998, p. 52): "A digitalização permite um tipo de tratamento de informação eficaz e complexo impossível de ser executado por outra via.”
Digitalizar uma informação significa transformá-la em números, ou seja, no exato momento em que estou digitalizando este texto, todas as letras aqui passam por uma transformação em números para, em seguida, serem traduzidas e depois manifestadas por meio de textos e/ou imagens.
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“Os computadores de grande porte utilizavam fitas magnéticas ou disquetes. Em 1977, estas soluções eram caras demais para o mercado da microinformática, devido ao custo dos componentes envolvidos na fabricação de unidades de fita magnética ou de disquetes. Utilizavam-se então unidades de leitura de fitas de papel perfurado ou de cassetes. Entretanto, estes suportes de informações eram frágeis e sua leitura muito lenta.” (ROSZAK, 1988, p. 47).
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Levy (1993) refere-se ao mouse como um aparelho que desliza sobre uma superfície plana. Clicando neste
aparelho, é possível selecionar objetos, localizá-los na tela, sem que seja necessário digitar códigos de comando no teclado.
A digitalização permite que as informações sejam processadas com agilidade, haja vista que os computadores calculam de forma muito veloz.
Na década seguinte, eclodiu de um grande movimento sociocultural comandado por jovens americanos que decidiram “testar” e “ligar” os computadores por via de redes permitindo outras formas de comunicação e, de certo modo, impondo um novo curso de desenvolvimento tecno econômico (LÉVY, 1993). É interessante observar que o autor aponta as tecnologias digitais “[...] como a infraestrutura do ciberespaço, novo espaço de comunicação, de sociabilidade, de organização e transação, mas também novo mercado da informação e do conhecimento.” (LÉVY, 1993, p. 32).
Essa possibilidade da ligação por rede permitiu a versatilidade das informações processadas, assim como impulsionou o aumento da memória, o compartilhamento computacional em rede eletrônica, transformando o processamento e o armazenamento dos dados em um sistema compartilhado e interativo. Dessa forma, o desenvolvimento da Informática juntamente com as ramificações das linhas telefônicas, ensejou grande infraestrutura de comunicação, sendo possível “[...] interligar computadores que possuíam certas compatibilidades e podiam comunicar-se entre si.” (FRANCO, 1997, p. 30).
A interligação dos computadores, por meio do emaranhado de vários fios elétricos, formava alguns nós e, ao mesmo tempo, uma grande rede de ligações entre as máquinas conectadas. Segundo Franco (1997), essas ligações só ocorrem graças a um tipo de software conhecido como “protocolo de comunicação”. O autor acrescenta ainda que a grande aceitação desse protocolo foi um dos grandes fatores responsáveis pela expansão de redes diversas, inclusive a Internet. Assim, “O TCP/IP é uma espécie de língua utilizada pelos computadores ligados à internet, e, mais do que isso, tornou-se a ‘língua’ pela qual as outras redes se comunicam.” (FRANCO, 1997, p. 31).
Essa atuação dos computadores em rede provocou não só mudanças tecnológicas, mas também interações sociais e organizacionais. A rede passou a ser constituída pelo encontro das telecomunicações em nós, integrando os computadores em rede por meio da transmissão por fibra óptica. Isso começou a ocorrer quando as tecnologias de transmissão passaram a ser distribuídas em “pacotes” digitais.
O movimento ocorrido na década de 1990 parece ser o marco na história da Informática e das telecomunicações, pois, a tendência foi esse movimento se expandir consideravelmente nas próximas décadas. Nessa perspectiva, acrescenta Lévy (1993, p. 33): “As projeções sobre os usos sociais do virtual devem integrar esse movimento permanente de crescimento de potência, de redução nos custos e de descompartimentalização.” Nesse
sentido, busquei descrever a tecnologia computacional como uma das ferramentas das tecnologias da informação, uma vez que a utilização desse artefato como meio ferramenta de trabalho vem toma destaque na sociedade, tão desejável como outros bens de consumo, e faz de sua apropriação e manejo uma necessidade, habilidades como ligar, desligar, digitar textos, conhecer os aplicativos do Word, PowerPoint, Acess, utilização da Internet para pagamentos, consultas a bancos, pesquisas, envio e recebimento de mensagens eletrônicas.
Entendo que qualquer compreensão acerca das técnicas exige uma análise de seus usos, contextos, implicações sociais e educacionais. No estudo em foco, trata-se de um espaço que foi criado para lidar, diretamente, com investigações científicas voltadas às reflexões teórico-práticas envolvendo as tecnologias digitais e suas implicações nos processos educacionais. Nesse sentido, no item seguinte, achei oportuno inserir a temática Cibercultura, objetivando compreendê-la com suporte nas contribuições de Pierry Lévy, considerando-o como precursor desse movimento sociotécnico, assim como Lemos, autor que nos últimos anos, dá continuidade ao debate sobre o tema.