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Konsekvenser  av  fattigdom  og  globalisering

A SOCIESC analisa a competência fundamental da carreira como sendo a contribuição da mesma para a consecução da competência fundamental da organização, a qual deve determinar o foco principal dos esforços a serem despendidos pela respectiva carreira, com perspectiva futura.

Partindo da definição e proposta da teoria de competências fundamentais, a SOCIESC busca alinhar-se às necessidades atuais, conforme apresentado por Afini (2001): a organização atual busca a administração dos processos horizontais, transformando as antigas funções individuais em parte integrante das funções do departamento, indo ao encontro dos recursos modernos e competitivos como tempo e espaço, buscando a eficiência do processo organizacional por meio de equipes automotivadas e autogerenciáveis.

Na análise sobre a competência fundamental da carreira do ensino superior da SOCIESC, pode-se constatar que a mesma apresenta-se como sendo: a capacidade de desempenhar com excelência todas as atividades relacionadas ao ensino, à pesquisa e à extensão, dando suporte para consolidar a missão da organização.

Para inserção dessa competência fundamental na metodologia PRHACOM de forma que possa ser maximizada e realmente seja determinante para a busca de resultados alinhados às estratégias da SOCIESC, foi realizado o seguinte processo de definições:

Funções – partindo-se de que função é um conjunto de atividades correlatas para realizar um trabalho. Dentro de cada carreira nas diferentes unidades da SOCIESC, existem diversas

funções, as quais podem se repetir em mais de uma carreira. Foi definido um comitê interno que buscou identificar e definir as funções existentes em cada uma das carreiras para posterior cadastramento no sistema PRHACOM, no caso em estudo foi utilizada somente a carreira do ensino superior.

Competências – o processo de definição das competências da carreira tem como base a seguinte questão: Quais são as competências e habilidades individuais necessárias para que as competências fundamentais das carreiras aconteçam e a empresa atinja os objetivos propostos?

Para tanto, se faz necessário considerar também o exposto por Nisembaun (2000),que define competência individual como a integração sinérgica das habilidades, conhecimentos e comportamentos, manifestada pelo alto desempenho da pessoa, que contribui para os resultados da organização. Já para Boterf (2003) existe competência individual quando:

Diante dos imprevistos e das contingências, diante das complexidades dos sistemas e das lógicas de ação, o profissional sabe tomar iniciativas e decisões, negociar, arbitrar, fazer escolhas, assumir riscos, reagir a contingências, a penes ou a avarias, inovar no dia-a-dia e assumir responsabilidades.

Nesta fase, foi elaborado um inventário das competências requeridas para a carreira do ensino superior, abrangendo todas as funções presentes na escala hierárquica.

Atividades deste processo:

ƒ Estudo dos processos de cada departamento;

ƒ Análise do “Banco de Competências do PRHACOM” para seleção das competências padrão;

ƒ Aplicação de ferramentas para inventariar os perfis de competências, tais como entrevistas, questionários, pesquisas e trabalhos internos, etc.

ƒ Construção das matrizes das carreiras, relacionando as competências e seus respectivos conceitos.

O PRHACOM já disponibilizou para a SOCIESC um banco de competências padrão, ou seja, as competências básicas que, segundo Gramigma (2002),são necessárias para manter a organização funcionando. São percebidas no ambiente interno, estimulam e alicerçam o clima de produtividade, podendo ainda ser observadas na maioria dos segmentos de organizações. Porém, também foram relacionadas competências específicas levantadas em conjunto com a unidade de ensino superior da SOCIESC, de acordo com o seu segmento, dispensando especial atenção às competências de natureza técnica. Neste caso, foi necessário

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levantar uma relação de competências bem como as associações e classificação do grau de complexidade.

Grau de complexidade das competências - após a finalização do inventário de competências, foi necessário classificá-las quanto ao grau de complexidade exigido para a função. Desta forma, foi analisada, para cada função, a necessidade de possuir conhecimentos máximos, altos, medianos ou baixos de determinadas competências ou habilidades específicas, conforme demonstrado na figura 8.

Baixo Moderado Alto Máximo pequena necessidade da competência para a função necessidade moderada da competência para a função necessidade elevada da competência para a função Imprescindível o domínio total da competência para a função

GRAUS DE

COMPLEXIDADE

Baixo Moderado Alto Máximo pequena necessidade da competência para a função necessidade moderada da competência para a função necessidade elevada da competência para a função Imprescindível o domínio total da competência para a função

GRAUS DE

COMPLEXIDADE

Figura 10 – Graus de complexidade das competências Fonte: Adaptado de Afini (2001)

Natureza das competências – tanto as competências básicas disponíveis quanto as específicas do setor de ensino, ambas inseridas no banco de competências do PRHACOM, apresentam-se, segundo Afini (2001), divididas em três blocos distintos:

• Competências Conceituais - envolvem a capacidade de ver a empresa como um todo no desempenho de suas atividades e a percepção de como mudanças em uma parte da organização a afetam como um todo. Entende como as várias funções se complementam, bem como as relações da organização com o seu meio ambiente. Exemplo: Pensamento Estratégico; Orientação para Resultados; Entendimento Organizacional.

• Competências Humanas - trata-se do trabalho com pessoas, ou seja: atitudes, comunicação e relacionamentos. Capacidade de trabalho em equipe, respeito aos seus semelhantes, direcionamento de subordinados, avaliação e recompensa.

Exemplo: Flexibilidade; Autoconfiança; Trabalho em Equipe.

• Competências Técnicas - conhecimento especializado e “expertise” em executar trabalhos relacionados com técnicas e procedimentos. Refere-se a atividades essencialmente operacionais, relacionando-se mais ao trabalho com “coisas”, processos ou objetos físicos.

Exemplo: Computação, Engenharia, Contabilidade.