2. Nasjonalbudsjettet for 2005
2.3 Kommuneopplegget for 2006
Este Projeto de Intervenção apresentará duas medidas de ação voltadas para a inovação incremental. As premissas previstas para Inovação e atualmente adotadas pelo Governo Federal por meio da rede de inovação no setor público federal tem como uma de suas premissas a inovação aberta. A Inovação Aberta foi um termo criado por Henry Chesbrough (2006) e tem como significado a promoção de ações que promovam ideias, pensamentos, processos e pesquisas abertas, a fim de melhorar o desenvolvimento de seus produtos ou serviços, aumentar a eficiência e reforçar o valor agregado. Chesbrough afirma que inovação aberta é um paradigma que assume que as organizações podem e devem usar ideias internas e externas, assim como caminhos internos e externos para o mercado. A Figura 9 apresenta uma visualização da diferença entre inovação fechada e inovação aberta. Na inovação aberta um maior número de interlocutores é considerado para a promoção da tomada de decisão e desta forma o processo fica mais rico e mais abrangente.
Figura 9 - Inovação aberta
Fonte: CHESBROUGH, 2006
No caso das normativas da Anvisa, a aplicação dos princípios da inovação aberta já tem sido promovida por meio da consulta aos agentes envolvidos e afetados e a cada momento deve ser aprimorada para alcançar cada vez mais novos interlocutores de forma a criar um ambiente regulatório mais robusto e assim promover normativas mais coerentes e integradas às necessidades da população.
Para que ocorra uma inovação realmente eficaz é necessário contar com diferentes
stakeholders, pessoas que possuam capacidades e habilidades diferentes e que por meio de seus
conhecimentos prévios possam auxiliar na cocriação de produtos ou processos que perpassem os seguintes pontos: novidade, que não precisa ser para todo o país, pode ser restrita a uma organização ou a um estado da federação e, ainda, aplicação prática, adição de valor e demanda, atendendo a uma necessidade (FIGUEIREDO, 2019).
O autor Jan Fagerberg, em sua obra Innovation – a guide to the literature (2005) destaca a contribuição para esse tema de um dos maiores economistas da primeira metade do Século XX, Joseph Schumpeter, que considerava as inovações tecnológicas como motor do
desenvolvimento capitalista. Schumpeter apresentou uma distinção entre as inovações incrementais das radicais, interpretação essa utilizada até os dias atuais. As inovações incrementais são aquelas em que pequenas melhorias ou adoção de módulos adicionais são inseridos à estrutura inicialmente existente, mas mesmo partindo da proposta de pequenas alterações pode-se resultar num grande retorno orçamentário, então, não se pode minimizar as inovações incrementais, pois os retornos advindos delas, podem ser bastante representativos. Já as inovações radicais não são tão frequentes, são raras e apresentam um produto inédito.
Cabe ressaltar que para ocorrer uma inovação inédita, radical ou disruptiva haverá uma exigência de maiores incentivos financeiros, de infraestrutura e até organizacionais. Segundo Bower e Christensen (1995), as inovações disruptivas parecem financeiramente pouco atraentes para setores ou empresas pré-existentes ou estabelecidos, pois o desenvolvimento de novas tecnologias está intimamente ligado aos investimentos em áreas de engenharia e tecnologia. Christensen, Raynor e McDonald (2005) acrescentam ainda que as tecnologias disruptivas consideram que é preciso investir em novas abordagens para incluir uma proposta disruptiva num ambiente já existente, pois propõem a criação de um mercado essencialmente novo ou a evolução de um produto ou um serviço.
Figueiredo et al. (2018) apresentam que a inovação pode ser entendida como um processo e não como um evento isolado e ainda ressalta a existência de várias fases de inovação, que partem das mais simples como as imitações duplicativas, passando pelas imitações criativas, pelas adaptações, passando pelas inovações incrementais chegando até o desenvolvimento de uma tecnologia completamente nova (FIGUEIREDO et al., 2018).
Michael V. Posner (1961), economista, alinhado ao pensamento de Schumpeter, constatou por meio de seus estudos que a inovação se tornou um dos fatores mais preponderantes para a explicação das diferenças entre os países em crescimento econômico, para ele há uma relação direta entre o desenvolvimento econômico de um país e sua capacidade de inovação, pois a inovação introduz variedade para a esfera econômica, fazendo com que haja maior produtividade e prosperidade aos países que adotaram a inovação em suas práticas governamentais.
Segundo Fagerberg, o impacto de várias inovações incrementais é igual, senão maior do que o das inovações radicais e a maior parte dos benefícios econômicos são advindos de inovações incrementais que inclusive podem ser feitas em um espaço menor de tempo. As
inovações incrementais possibilitam a manutenção da competitividade de uma empresa sem alterar seu modelo de negócio (FAGERBERG, 2005).
A inovação não depende da ciência. Muitas vezes um processo simples, que não envolve um incremento científico, é suficiente para promover a inovação. Para a ocorrência de uma inovação é apenas necessária a combinação de ideias, capacidades, habilidades e recursos previamente existentes. A ciência possui seu valor, e pode auxiliar a entender alguns dos fenômenos decorrentes do processo de inovação, mas não é essencial para a promoção do processo inovador. A ciência muitas das vezes vem à reboque do processo de inovação e visa explicar os fenômenos advindos da inovação propriamente dita (FIGUEIREDO, 2019).
As propostas elaboradas neste Projeto de Intervenção (Figura 10) partem de soluções já utilizadas em diferentes momentos por outros órgãos federais e também por meio da evolução da tecnologia, tornando-as inovações incrementais, uma vez que serão adaptadas para o contexto da Anvisa.
Figura 10 - Escala de tipos e Grau de inovação proposto por este projeto de Intervenção
As propostas de inovação incremental que serão apresentadas ao final do Projeto de Intervenção são simples e não acarretarão grandes gastos à instituição, uma vez que poderão ser realizadas nas próprias dependências e com a infraestrutura já existente na agência.