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Del II Lovforslagets innhold

14.4 Departementets vurderinger

14.4.3 Iverksetting av nødvendige

18 Não foi considerada nesta categoria o foco de inovação relativo à redução do consumo de água, em

função de essa variável não existir na PINTEC 2000 e não ser uma pergunta aplicada aos setores de Serviços e Eletricidade e Gás (IBGE, 2016).

A PINTEC, com base no Manual de Oslo, estabeleceu como definição para inovação os seguintes conceitos:

´Produto novo´ é aquele cujas características fundamentais (especificações técnicas, componentes e materiais, softwares incorporados, userfriendliness, funções ou usos pretendidos) diferem significativamente de todos os produtos previamente produzidos pela empresa. A inovação de produto também pode ser progressiva, através de um significativo aperfeiçoamento de produto previamente existente, cujo desempenho foi substancialmente aumento ou aprimorado (IBGE, 2016).

e,

´Inovação de processo´ refere-se à introdução de novos ou substancialmente aprimorados métodos de produção ou de entrega de produtos. Métodos de produção, na indústria, envolvem mudanças nas técnicas, máquinas, equipamentos ou softwares usados no processo de transformação de insumos em produtos); nos serviços, envolvem mudanças nos equipamentos ou softwares utilizados, bem como nos procedimentos ou técnicas que são empregados para criação e fornecimento dos serviços (IBGE, 2016).

De uma forma geral, a literatura econômica aponta o progresso técnico como responsável pelo aumento da produtividade (TIRONI, 2005). No estudo de Arbache (2005), por exemplo, foi concluído que a inserção de produtos novos tem impacto efetivo sobre a produtividade industrial, demonstrando que firmas que inovam apresentam produtividade 23% maior que aquelas que não inovam. E que o aumento de 1% na intensidade de inovação, amplia em 0,2% a produtividade da empresa.

Na categoria Tipos de resultados inovativos obtidos agrupou-se as variáveis que qualificam o perfil das inovações introduzidas através do tipo (produto ou processo) e grau de inovatividade (incremental ou radical) atingida pelas empresas. Os indicadores aqui são resultado da razão entre o número de empresas que obteve determinado tipo de inovação e o total de empresas respondentes, por atividade econômica.

a) Inovação em produto - razão entre as empresas que inovaram em produtos novos ou significativamente aperfeiçoados pelo número total de empresas respondentes na atividade econômica correspondente. São consideradas

tanto as inovações para as empresas, mas já existentes no mercado; quanto àquelas novas também para o mercado.

b) Inovação em processo - razão entre as empresas que inovaram em processos novos ou significativamente aperfeiçoados pelo número total de empresas respondentes. São consideradas tanto as inovações para as empresas, mas já existentes no mercado; quanto aquelas novas também para o mercado.

c) Inovação radical19 – nesse conjunto é verificada a proporção de empresas

no setor que realizaram inovações em produtos ou processos novos para o mercado nacional.

d) Inovação incremental – são consideradas aqui as inovações em produtos ou processos novos para a empresa.

Em relação aos itens ‘c’ e ‘d’, acima, no trabalho de Campos e Urraca Ruiz (2009), o qual utilizou apenas a PINTEC 2000, foi considerada a variável que informava se a empresa havia depositado patente ou não no período de 1998 a 2000. Naquela pesquisa, assim como na pesquisa subsequente (2003), havia uma questão sobre a realização pela empresa de depósito de patente e em qual esfera (Brasil, exterior ou em ambos), especificando o período abrangido pela pesquisa. Na pesquisa relativa a 2008 a pergunta deixou de se referir a um período específico. Já na PINTEC 2011 foram retiradas as questões relativas a patentes. E em 2014 foi incluído um novo grupo de questões relativas a métodos de proteção estratégicos (não formais). A explicação que consta na seção correspondente, informa que os métodos formais de proteção não foram novamente incluídos em função de orientação expedida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em conformidade com o Princípio fundamental n.5 das estatísticas oficiais – Eficiência, o qual afirma que se deve evitar

19 Considerando a baixíssima ocorrência de inovações em nível mundial desenvolvidas pela economia

brasileira, cerca de 1% dos produtos e 0,5% dos processos, conforme TIRONI & CRUZ (2008), optou- se por definir a inovação para o mercado, como radical e a inovação para a empresa, como incremental.

duplicidade de esforços por parte das organizações, no caso de haver a disponibilidade de registro administrativo, inclusive de caráter censitário, de forma a otimizar a utilização os recursos públicos e reduzir a carga ao informante (IBGE, 2016). Pelo mesmo motivo, as variáveis correspondentes a firmas inovadoras, também foram retiradas da relação de variáveis de todos os anos, a fim de garantir maior comparabilidade entre as pesquisas no período.

e) Firmas altamente inovadoras – trata-se de firmas que realizaram inovações de caráter radical, de acordo com a classificação do item ‘c’ acima, e atribuem alta relevância às unidades internas responsáveis pela fonte de informação para o desenvolvimento de novos produtos ou processos.

Conforme concluído em Andreassi et al. (2000), há ainda a necessidade ampliar as informações sobre propriedade industrial e do estabelecimento de patentes de menor conteúdo tecnológico para tentar captar a relevância dessa informação com a estrutura nacional de inovação.

As empresas foram solicitadas a informar ainda o percentual das vendas, do ano de 2000, cobertas por patentes solicitadas ou em vigor. Esta pergunta tinha por objetivo mensurar o impacto dos produtos patenteados nas vendas das empresas. Entretanto, houve muita dificuldade de respondê-la. Em muitos casos, porque apenas algum componente do produto era patenteado; em outros porque a patente referia-se a processo. Um exemplo de dificuldade ocorria quando a empresa detinha um número elevado de patentes de processos referentes a diversas etapas, desiguais em sua importância. Essa dificuldade tornava-se ainda mais complexa quando a empresa dispunha de várias linhas de produção, com patentes de produtos e processos cobrindo etapas de mais de um produto (e/ou de seus componentes). Em tais casos complexos, os entrevistados se diziam inteiramente incapazes de calcular, ainda que aproximadamente, algum valor para o percentual das vendas coberto por patentes. Essas “impossibilidades” foram anotadas nos campos de observações correspondentes. Esse tipo de crítica e limitação específica do indicador, de vendas patenteadas da PINTEC, reforça a restrição geral que usualmente se faz ao uso de

patentes como indicador de competitividade. Afora os problemas de mensuração, sabe-se que a utilização do recurso da patente como forma de garantir apropriação dos resultados das atividades inovativas não é homogênea nos vários setores e que, por isso, não permite que se faça uma boa comparação intersetorial. Pelas razões apontadas acima, a segunda versão da PINTEC não mais perguntou o percentual das vendas cobertas por patentes solicitadas ou em vigor, e ampliou o foco de investigação para além das patentes, indagando também sobre outros métodos de proteção utilizados pelas empresas para garantir a apropriação dos resultados da inovação (IBGE, 2004).