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Del II Lovforslagets innhold

17.2 Gjeldende rett

Neste capítulo, estão descritas as constantes utilizadas na análise, bem como os indicadores utilizados com base nas variáveis da PINTEC. Intenciona-se aqui explicar os agrupamentos realizados em conjuntos de variáveis, considerando os diferentes setores econômicos abrangidos pela pesquisa27, para análise dos clusters

resultantes.

Seguindo a estrutura utilizada por Campos & Urraca Ruiz (2009), estudo que buscou examinar regularidades no perfil inovador da indústria brasileira retomando a taxonomia proposta por Pavitt (1984), foram estabelecidos cinco conjuntos de variáveis: Fontes de inovação; Tipo de conhecimento e formas de aprendizado; Foco da trajetória tecnológica; Tipos de resultado inovativo; e Estrutura e desempenho. A seguir é detalhado cada conjunto. Estes conjuntos serviram para decidir e caracterizar os clusters.

De acordo com a taxonomia proposta por Pavitt (1984), a indústria pode ser dividida em três categorias: setores dominados por fornecedores, setores de produção intensiva, os quais podem ser subdivididos em intensivos em economia de escala e

27 Salienta-se que há variação entre de composição dos setores econômicos para cada PINTEC,

tendendo a ser mais abrangente a cada nova publicação. Como pode ser notado no Apêndice 1, nas duas primeiras publicações (2000 e 2003) não houve alteração na composição da Pesquisa, abrangendo a Indústria de Extração e algumas atividades da Indústria de Transformação. Na terceira pesquisa, além das duas indústrias citadas anteriormente, foram acrescidas algumas atividades do Setor de Serviços. Com a atualização da classificação de setores econômicos da versão 1.0 para a versão 2.0, a quarta versão da pesquisa (2008) sofreu algumas alterações em sua estrutura e ampliou bastante as atividades do Setor de Serviços.

fornecedores especializados; e setores baseados em ciência. Abaixo uma breve descrição das características inerentes à cada setor.

a) Setores dominados por fornecedores - formados predominantemente por firmas pequenas, envolvendo atividades tradicionais, com pouca projeção das unidades de P&D, formas de aprimoramento tecnológico passivas, com intensa aquisição de máquinas, equipamentos e insumos. Prevalecem processos de aprendizagem informais e através da aquisição de tecnologias externas. Suas inovações ocorrem majoritariamente em processos28. A trajetória tecnológica dominante é a busca pela redução de

custos. A diferenciação no mercado ocorre através do investimento em design, publicidade e formação de know-how.

b) Setores de produção intensiva/intensivos em economia de escala – produzem bens de consumo durável, com geração interna de inovações tecnológicas. Produz inovações continuamente, através de unidades interna de engenharia de produção, normalmente responsável pelos ganhos de produtividade; os resultados são tanto em processos quanto em produtos.

c) Setores de produção intensiva/fornecedores especializados – há considerável importância das interações entre usuários-produtor, para o processo de aprendizado contínuo desenvolvido pelas empresas, o que promove complementariedade tecnológica. Normalmente são firmas de pequeno e médio porte, fornecedoras para grandes empresas, gerando majoritariamente inovações em produtos. Há nessas empresas um acúmulo de conhecimento tácito.

28 Lembrando que para Pavitt, em função das restrições impostas à sua pesquisa, inovações em

d) Setores baseados em ciência – essas empresas são mais sensíveis ao progresso do conhecimento científico e detentoras de oportunidades tecnológicas. Suas principais formas de aprendizado são as interações com unidades de C&T e das próprias unidades de P&D. Normalmente não tem tamanho elevado, mas demonstra crescimento acelerado. Suas inovações ocorrem tanto em produto, quanto processos.

A partir do levantamento das informações dos cinco conjuntos de variáveis, das diferentes edições da PINTEC, foram estabelecidos cluster por agrupamentos, objetivando alcançar divisões iguais ou similares aquelas que constaram na proposta de Pavitt (1984) e da proposta de Campos e Urraca Ruiz (2009). Nas figuras a seguir estão dispostas as atividades econômicas com as respectivas características para compararmos com a proposição do autor referido.

No intuito de agregar as informações contidas nas Tabelas 1 a 30, e também possibilitar um comparativo com as categorias que compõem a Taxonomia de padrão setorial proposta por Pavitt (1984), estabeleceram-se critérios para classificação dos resultados constantes nas referidas tabelas.

Para o Agrupamento Fontes de inovação, que está dividida em Fontes internas (P&D, D&E, Treinamento e Marketing) e Fontes Externas (P&D Externo, Conhecimento externo e Máquinas e equipamentos) foi realizada a soma dos resultados das variáveis de cada subconjunto, por atividade econômica29. O resultado

maior determinou a classificação em “Interna” ou “Externa”. Salienta-se que há uma participação bastante significativa dos dispêndios em máquinas e equipamentos para todas as atividades econômicas. Mesmo assim, há setores que concentram maior dispêndio em atividades de P&D e D&E, principalmente, que em máquinas e equipamentos.

29 Lembrando que para esse agrupamento os indicadores para cada uma das variáveis são calculados

dividindo-se o valor total de dispêndios da empresa para cada uma das variáveis, pela receita líquida de vendas de cada atividade econômica.

Com base nessa constatação, para identificar os setores com maior intensidade inovativa, considerando que a literatura considera que a aquisição de máquinas e equipamentos representa uma fonte de inovação menos criativa, essa variável foi retirada do total de dispêndio para o cálculo da Intensidade em inovação de cada atividade econômica. A classificação baseou-se na comparação com a média nacional. Abaixo da média, a atividade é considerada com baixa intensidade. Entre e a média e a média mais um desvio padrão, a intensidade é considerada média. E acima desse valor (média + desvio-padrão) é considerada alta. Os valores correspondentes podem ser vistos nas respectivas tabelas que compuseram o Capítulo 4. Como já comentado, os valores classificados com atividade alta estão destacados em fundo azul.

Em complemento às fontes de informação, na coluna Principal fonte é informado o que as empresas de cada atividade econômica indicaram como principais fontes de inovação. Destaca-se que a inclusão de mais de uma fonte, quando a prevalência de máquinas e equipamentos no total é inferior à 75% do total dispendido.

Da mesma forma que Máquinas e equipamentos aparece para praticamente em todas as atividades em Fontes de Inovação, nas tabelas que retratam as informações sobre Tipos de conhecimento e fontes de aprendizado, a variável Pesquisa aparece para todos os CNAES e representa a alta importância atribuída às unidades de P&D interno como fonte de informação. Por esse motivo, no momento de identificar as fontes de conhecimento dominantes, listou-se a inclusão de outras variáveis apenas nos casos em que Pesquisa apareceu com menos de 75% da proporção de importância atribuída. Como pode ser visto nas tabelas correspondentes, são poucos os casos em que há valores atribuídos à Interação e Interação com universidades, o que é característico de países menos desenvolvidos, conforme literatura já citada.

No caso de Foco na trajetória tecnológica, foram apontados nos quadros de padrão setorial, aquelas com maior relevância atribuída por atividade econômica.