Del II Lovforslagets innhold
14.3 Høringsinstansenes syn
Nesse conjunto são consideradas as variáveis que mensuram a intensidade com que diferentes fontes de inovação são utilizadas nas firmas, por setor econômico. Todos os indicadores desse grupo são compostos por variáveis numéricas, que representam o esforço inovativo no numerador e a receita líquida de vendas da empresa correspondente no denominador. Nas PINTEC são considerados os gastos realizados não só com projetos em andamento, mas também naqueles que por algum motivo foram abandonados no período em análise pela respectiva pesquisa.
A Receita Líquida de Vendas, é uma variável existente na Pesquisa Industrial Anual (PIA), do IBGE, a qual foi compatibilizada pelo IBGE entre as pesquisas e encontra-se incorporada nos dicionários de variáveis das diferentes PINTEC, a fim de facilitar a utilização dessa informação pelos pesquisadores. A variável é calculada da seguinte forma:
- Receita líquida de vendas - Valor apurado na Demonstração de
Resultados da Empresa, obtido da operação entre as variáveis abaixo:
- Receita bruta – receita proveniente da atividade primária e das atividades secundárias (de comércio, agropastoris, de construção e de
16 Como pode ser notado no Apêndice 3, nas duas primeiras publicações (2000 e 2003) não houve
alteração na composição da Pesquisa, que abrange a Indústria de Extração e parte da Indústria e Transformação. Na terceira edição, além das duas indústrias que compunham a PINTEC anteriormente, foram acrescidas algumas atividades do Setor de Serviços. A atualização da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), que migrou da versão 1.0 para a 2.0, adiciona a necessidade de trabalhar na correspondência das atividades entre as diferentes edições da Pesquisa a partir de 2008. Nas edições de 2008 e 2011 houve a inclusão de várias atividades econômicas do Setor de Serviços.
transporte para terceiros etc.) exercidas pela empresa, antes da dedução dos impostos e contribuições incidentes sobre estas vendas (ICMS, IPI, ISS, PIS/Pasep, Cofins, Simples Nacional etc.), das vendas canceladas, abatimentos e descontos incondicionais; e
- Deduções – vendas canceladas e descontos incondicionais, impostos relativos à circulação de mercadorias e à prestação de serviços (ICMS) e demais impostos e contribuições incidentes sobre as vendas e serviços, que guardam proporcionalidade sobre o preço de venda (ISS, PIS), os incidentes sobre as receitas de bens e serviços e contribuição sobre faturamento (Cofins, Simples Nacional) (IBGE, 2015).
A partir das atividades inovativas da PINTEC, os indicadores são agrupados em dois subconjuntos, considerando as origens das fontes: internas ou externas, como pode ser visto a seguir.
3.2.1.1. Fontes internas
As Fontes internas são divididas em quatro indicadores formados por variáveis inerentes às informações originadas internamente às empresas. São elas: Dispêndio em atividades internas de P&D; Projeto industrial e outras preparações técnicas para a produção e distribuição; Treinamento; e a Introdução das inovações tecnológicas no mercado, como está melhor detalhado abaixo.
a) Dispêndio em atividades internas de P&D – essa é uma das principais variáveis para mensurar o esforço em inovar das empresas. Também frequentemente utilizada em outros estudos para identificar a intensidade tecnológica das empresas.
Atividades internas de P&D – compreende o trabalho criativo, empreendido de forma sistemática, com o objetivo de aumentar o acervo de conhecimentos e o uso destes conhecimentos para desenvolver novas aplicações, tais como produtos ou processos novos ou tecnologicamente aprimorados. O desenho, a construção e o teste de protótipos e de instalações-piloto constituem, muitas vezes, a fase mais importante das atividades de P&D. Inclui também o desenvolvimento de software, desde que este envolva um avanço tecnológico ou científico; (IBGE, 2016)
b) Projeto Industrial e outras preparações técnicas para a produção e distribuição – refere-se aos procedimentos e preparações técnicas para
efetivar a implementação de inovações de produtos ou de processos. Assemelha-se à variável bastante utilizada na literatura internacional como Desenho e Engenharia (D&E).
Inclui plantas e desenhos orientados para definir procedimentos, especificações técnicas e características operacionais necessárias à implementação de inovações de processo ou de produto. (...) mudanças nos procedimentos de produção e controle de qualidade, métodos e padrões de trabalho e software (...), assim como as atividades de tecnologia industrial básica (metrologia, normalização e avaliação de conformidade), os ensaios e testes (que não são incluídos em P&D) para registro final do produto e para o início efetivo da produção (IBGE, 2016).
c) Treinamento – voltado ao desenvolvimento de produtos ou processos novos ou significativamente aprimorados ou relacionados às atividades inovativas da empresa. Esse tipo de gasto também pode incluir aquisição de serviços técnicos especializados externos.
As ações de políticas voltadas para o estímulo de processos de cooperação e interação entre empresas, e entre estas e outras organizações dos sistemas nacionais de inovação, têm obtido resultados significativos. Apesar das dificuldades metodológicas para mensurar processos de cooperação, as evidências disponíves têm confirmado a sua generalização. De acordo com dados da II European Community Innovation Survey, mais de 30% das empresas europeias responderam dispor de arranjos cooperativos com diferentes parceiros, voltados para a inovação. Nos países nórdicos, esta percentagem é ainda maior do que a média europeia, com mais de 60% das empresas inovadoras declarando utilizar algum tipo de cooperação (CASSIOLATO & LASTRES, 2005).
Conforme já apontado por Tironi & Koeller (2006), há dificuldades na contabilização de dispêndio com treinamento, em função de boa parte desse tipo de atividade está embutida na compra de máquinas e equipamentos. No caso da PINTEC, a empresa recebe orientações sobre a composição dos recursos informados nesse campo por ocasião da resposta à pesquisa.
d) Introdução das inovações tecnológicas no mercado – atividades de comercialização, diretamente ligadas ao lançamento de produto novo ou aperfeiçoado (pesquisa de mercado, teste de mercado e publicidade para lançamento). Não inclui estruturação de rede de mercado para o produto.
3.2.1.2. Fontes externas
As fontes externas de P&D referem-se àquelas variáveis que representam o esforço da empresa ou instituição em buscar o conhecimento fora da empresa. São elas: aquisição externa de P&D; aquisição de outros conhecimentos externos; e aquisição de máquinas e equipamentos.
a) Aquisição externa de P&D – compreende as mesmas atividades enumeradas acima em Dispêndio em atividades internas de P&D (subitem 3.2.1.1, “a”, porém são realizadas por outra(s) organização(ões), empresa(s) ou instituição(ões) e adquiridas pela empresa respondente. b) Aquisição de outros conhecimentos externos – nas PINTEC 2000 e 2003 a
informação sobre aquisição de softwares estava agregada nessa variável. A partir de 2008, a PINTEC desagregou essa atividade em Aquisição de Software, embora seja recomendado pela terceira edição do Manual de Oslo agregar essa informação a máquinas e equipamentos. Tendo em vista a comparabilidade da presente pesquisa, a variável Aquisição de softwares será considerada junto à Aquisição de outros conhecimentos externos.
Aquisição de outros conhecimentos externos - compreende os acordos de transferência de tecnologia originados da compra de licença de direitos de exploração de patentes e uso de marcas, aquisição de know-how e outros tipos de conhecimentos técnico-científicos de terceiros, para que a empresa desenvolva ou implemente inovações; (IBGE, 2016)
A aquisição de softwares refere-se àqueles de desenho, engenharia, processamento e transmissão de dados, voz, gráficos, vídeos, para automatização de processos, adquiridos visando a implementação de produtos e processos novos ou tecnologicamente aperfeiçoados.
c) Aquisição de máquinas e equipamentos – relativos à bens adquiridos especificamente para a implementação de produtos ou processos novos ou tecnologicamente aperfeiçoados.