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Islam og Islamisme i Pakistan

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2 PAKISTAN OG ISLAM

2.1 Islam og Islamisme i Pakistan

Ferreira e Milliagros (1998) utilizaram co-integração para analisar a relação de longo prazo entre as variáveis. Também foram utilizados os testes de Dickey-Fuller Aumentado e Philip-Perron, para testar se as variáveis apresentam raiz unitária. Para todas as séries a hipótese de raiz unitária não pode ser rejeitada a 5%. Houve a escolha de lag do Vetor Autorregressivo (VAR), utilizando o critério de Schwarz. O teste de co-integração de Johansen foi utilizado para testar a hipótese nula de co-integração. Ainda na metodologia utilizada pelos autores, não rejeitar a hipótese nula de co-integração no nível de significância de x% (1,5 ou 10) indicará uma relação de longo prazo entre as variáveis inseridas no VAR. Nas relações de longo prazo, a introdução de uma constante e/ou uma tendência, é feita através de um teste de hipótese de loglik e da análise gráfica.

Foi utilizada por Ferreira e Milliagros (1998) para aquisição da elasticidade-renda dos gastos com infraestrutura a seguinte equação, que nos mostra a relação de longo prazo:

ln =ϕln (1) onde os autores definiram que é o capital de infraestrutura.

A figura (7) retirada do estudo dos autores, mostra que após o período do golpe militar até 1979 houve um crescimento contínuo do capital de infraestrutura na economia e do PIB. A partir da década de 80, também conhecida como “década perdida”, as variáveis capital de infraestrutura e PIB apresentaram percentuais cada vez menores e lento crescimento. Isso ocorreu devido aos problemas externos já citados (2º choque do petróleo, aumento das taxas de juros, redução do crédito) e problemas internos (inflação, a dívida pública, o desajuste do balanço de pagamentos e das contas do governo).

Figura 7 – Trajetória do PIB e do Capital de Infraestrutura – 1964-1992 (R$ Milhões)

Fonte: Ferreira e Milliagros (1998).

A figura (8), exibe as estimativas da pesquisa utilizando o método de co- integração na equação (1) e mostra que há fortes indícios da relação de longo prazo entre infraestrutura e o produto da economia brasileira (PIB). Os resultados mostram que havendo um aumento de 1% no capital de infraestrutura, houve um acréscimo no PIB entre 0,55% e 0,61% no longo prazo. As variáveis lkinf6, lkinf8 e lkinf10 são as representações do capital de infraestrutura com taxas de depreciação de 6%, 8% e 10%.

Figura 8 – Elasticidade-renda de longo prazo de infraestrutura.

Fonte: Ferreira e Milliagros (1998)

Já o resultado da estimativa do investimento em infraestrutura, representado pela variável “linvfra” mostra que um aumento de 1% nesta, acarretou em um incremento de 0,39% no PIB.

Conclui-se, através da análise da figura (7) e da figura (8), que todas as variáveis adotadas no modelo, apresentam uma forte relação entre investimento em infraestrutura e PIB, ou seja, o setor de infraestrutura apresenta fortes características que incentivam o crescimento do produto.

Através da figura (9), apresenta-se o capital de infraestrutura desagregado nos setores de energia elétrica (lken6), telecomunicações (lktel6) e transportes (lktran6), onde ambas as variáveis estão com taxa de depreciação de 6%.

Figura 9 – Trajetória do PIB, Infraestrutura de Energia Elétrica, Telecomunicações e Transportes – 1960-1994 (R$ Milhões)

Fonte: Ferreira e Milliagros (1998)

Percebe-se através da análise gráfica que o capital em infraestrutura de energia elétrica apresentou forte crescimento desde o início dos anos 60 até o início dos anos 80, após esse período o crescimento que vinha sendo apresentado foi reduzido, devido as intempéries vividas pela economia brasileira após a crise da dívida mexicana e ao processo inflacionário brasileiro. O capital de transportes apresenta crescimento no período compreendido entre 1960-70, a partir do início da década de 70 até o final o crescimento é intensificado, devido ao bom cenário econômico brasileiro, após esse período o investimento destinado ao setor de transportes é reduzido, como se pode verificar pela análise da curva do setor na figura acima. Já o capital de telecomunicações apresenta um crescimento contínuo desde o ano de 1965 até o ano de 1994, onde, no início, o crescimento apresentado é bem mais acentuado. O que se percebe é que nos momentos de grande investimento no capital de infraestrutura o PIB apresenta uma tendência de crescimento contínuo. A curva do PIB é sensível às variações das curvas dos setores de energia elétrica, telecomunicações e transportes.

A figura (10) seguinte dá às estimações da elasticidade-renda de longo prazo do investimento desagregado, estas estimativas ficaram entre 0,28 e 0,58. De acordo com as estimativas explicitas na figura, percebe-se o quão foi forte a influência dos investimentos realizados nos setores de transporte e energia elétrica sobre o crescimento do PIB no longo prazo (FERREIRA; MILLIAGROS, 1998).

Figura 10 – Elasticidade-renda de longo prazo do capital desagregado.

Fonte: Ferreira e Milliagros (1998)

Na outra parte do trabalho de Ferreira e Milliagros (1998), os autores buscaram mostrar a elasticidade dos gastos em infraestrutura em relação a produtividade total do fatores (PTF). Onde a PTF foi definida como:

= (2)

Logo, nota-se na equação acima que é o produto, é o capital privado e é o trabalho. Os coeficientes α e β representam a participação do capital e do trabalho no produto. Considerando sempre que há retornos constantes de escala, adotam-se três possibilidades de coeficientes, são elas: 0,5 e 0,5; 0,4 e 0,6; 0,6 e 0,4.

Foram utilizados dois tipos de modelo de crescimento pelos autores, o modelo endógeno e o modelo exógeno. Abaixo mostraremos suas características.

i) Modelo Endógeno: Considera-se uma função do tipo Cobb-Douglas, onde o capital de infraestrutura é separado ao lado de capital e trabalho.

= (3) n representa a quantidade de firmas.

Aplica-se logaritmo nas equações (2) e (3) e admiti-se a hipótese de retornos crescentes de escala para garantir crescimento sustentado no longo prazo. Onde α + θ =1, teremos:

(4) A partir dos resultados alcançados pelos autores, admitindo-se o modelo endógeno, verifica-se que o desempenho da produtividade seguiu a evolução dos investimentos em infraestrutura, indicando uma relação positiva de longo prazo entre essas variáveis. Dado um aumento de 1% nos gastos com infraestrutura, isso impactará em numa variação entre 0,23% e 0,53% na produtividade.

ii) Modelo exógeno: adota-se uma função Cobb-Douglas, para analisar o impacto da produtividade dos insumos privados. O capital de infraestrutura se situa ao lado direito da equação como um dos fatores de produção.

(5) Aplica-se o logaritmo nas equações (2) e (5) e adota-se retornos constantes de escala para os insumos privados, α + β =1.

ln (6) Assim, como no modelo endógeno, a trajetória dos investimentos em infraestrutura acompanha a evolução da produtividade. Dado um aumento de 1% no capital de infraestrutura, isso impactará em numa variação entre 0,48% e 0,49% na produtividade.

No final do trabalho de Ferreira e Milliagros (1998), os autores utilizaram o teste de causação ao sentido de Granger para saber se a variável capital causa a variável PIB, quando os valores passados do capital são importantes, do ponto de vista estatístico, para a previsão de valores futuros. Eles chegaram a seguinte conclusão:

“O investimento em infraestrutura causa, no sentido Granger, o PIB. O capital de infraestrutura causa o PIB e vice-versa. A produtividade dos fatores privados causa o investimento e o capital de infraestrutura, mas o contrário não acontece.”

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