4 Philosophy of science and methodology
4.4 Interview as a method for collecting data
1 geração Linear 1950/1960
Empresa
Para este modelo linear, as empresas empurram sua tecnologia para o mercado, porém a demanda é desconhecida. Este movimento da inovação ocorre enfatizando a tecnologia.
1, 2
2 geração Linear 1970
Empresa
Neste modelo linear, as necessidades do mercado ou necessidades tecnológicas e da ciência são conhecidas e o trabalho é voltado para atendê-las. O fluxo da informação parte da fonte do mercado para direcionar o desenvolvimento. 1,2 3 geração Interativo (elos de cadeia) 1980 Empresa
O modelo acoplado é estimulado pelas influências das capacidades tecnológicas e das necessidades do mercado dentro da estrutura de inovação da firma com a função de racionalizar esforços. Resulta em uma estratégia coorporativa para fornecer um portfólio de produtos consolidado. O conhecimento base da ciência, a tecnologia e o mercado são determinantes para o sucesso da inovação
3,7 4 geração Interativo (elos de cadeia/ Redes) 1990
Estes modelos emergem para atender a carência da integração funcional entre os modelos lineares e relaciona a pesquisa de desenvolvimento, manufatura e mercado. As aproximações dos processos de inovação apresentam-se como atividades em paralelos por meio das funções organizacionais, embora este modelo interativo não consiga explicar o processo de inovação como um todo.
4,6 5 geração Interativo (elos de cadeia/ Redes) 1990/
Os modelos foram originados para explicar a complexidade dos processos inovativos por meio das redes e a integração dos sistemas, partindo para garantir flexibilidade e velocidade no desenvolvimento. A principal característica é a influência por agentes externos ao ambiente e a efetiva comunicação para gerenciar links entre todos os participantes da cadeia, o que torna o ambiente complexo, por representar os fornecedores e os colaboradores como fontes da inovação.
4,5, 6
Quadro 2.4 – Evolução das forças impulsionadoras para os modelos de inovação
Fonte: Elaborada a partir dos autores (1) Padmore, Schetze e Gibson (1998); (2) Rothwell (1992); (3) Marinova e Phillimore (2003); (4) Malecki e Tootle (1996); (5) Preez e
Louw (2008); (6) Galanakis (2006); (7) Kline e Rosenberg (1986).
Mercado Mercado Consumidor Fornecedor Mercado Rede Fornecedor Integração Rede F lex ib ili d ad e Consumidor In teg raç ão
2.6 Sistemas de inovação tecnológica
Sistema tecnológico de inovação é um conjunto de redes de atores e instituições que interagem em um específico campo tecnológico e contribuem para geração, difusão e utilização da variação de novas tecnologias e/ou novos produtos (MALERBA, 2002; EDQUIST, 2005).
Uma perspectiva importante é analisar a inovação para diferentes níveis sistêmicos e diferentes análises de propostas (MARKARD; TUFFER, 2008). Cabe avaliar o sistema como nacional (NELSON, 1993), regional (COOKE et al., 1997; ASHEIM; GERTLER, 2005), setorial (MALERBA, 2002), Cluster (WEVER; STAM, 1999) e internos (subsistemas), como no trabalho de Landesmamn e Scazzieri (1996).
Os agentes de um sistema são caracterizados pelos processos de conhecimento específicos, competências, objetivos, estruturas organizacionais e comportamento, os quais interagem por meio de processos de comunicações e cooperações entre os elos. O Quadro 2.5 apresenta uma sistematização dos conceitos sobre os sistemas em diferentes perspectivas.
SISTEMAS CONCEITO AUTORES
Nacional
São todos os fatores econômicos, sociais, políticos, organizacionais, institucionais que possam influenciar nos processos de desenvolvimento, de difusão e dos processos usuais da inovação.
Edquist (2005, p. 182)
Regional
Sistemas regionais de inovação representam uma interação entre sistemas com aglomeração de indústria em uma área geográfica específica.
OCDE (2005)
Setorial Um grupo de empresas que desenvolve e produz produtos para um
setor específico que gera e utiliza tecnologia naquele setor. Malerba (2002) Pólos
Tecnológicos
Pólos tecnológicos são caracterizados pela intensidade da interação da inovação entre as firmas do pólo com a subcontratação vertical relacionando firmas externas que não pertencem ao local.
Asheim e Gertler ( 2005)
Cluster
Cluster consiste no relacionamento entre as indústrias de maneira
vertical (compradores/fornecedores) ou horizontal (consumidores comuns, tecnologias, canais etc.) com uma importante concentração geográfica para desenvolver inovação.
Porter (1990, p. 149)
Quadro 2.5 – Sistemas inovativos em diferentes perspectivas
O desenvolvimento ou adoção de novas tecnologias é, em sua gênese, um processo de colaboração entre vários tipos de instituições e entidades que formam uma complexa teia de relacionamentos para promover as atividades inovadoras. A partir deste contexto sistêmico, os
indicadores são escalas mensuráveis que quantificam as correlações existentes entre medidas comuns usadas para caracterizar sistemas de inovação.
2.6.1 Mensuração de um sistema inovativo
A inovação é constituída por uma arena que envolve novidade multidimensional nos aspectos de aprendizagem ou conhecimento organizacional, o que dificulta o processo de mensuração (SMITH, 2005). Nesta arena, o detalhamento das informações sobre os avanços tecnológicos é necessário, para que sejam selecionadas as inovações promissoras com retornos econômicos e, também, para o gerenciamento de estratégias operacionais eficientes (ARCHIBUGI; PIANTA, 1996).
Os sistemas de inovação tecnológica são caracterizados por fenômenos de natureza complexa. Ancorado na complexidade do sistema de inovação, Smith (2005) alerta que esta característica não impede a quantificação das dimensões-chave dos processos, assim como dos outputs, os quais devem ser utilizados como medidas de comparação entre empresas e processos.
Com o objetivo de mensurar a inovação, os indicadores são essenciais para avaliar os investimentos e o desempenho das atividades inovativas, para que, em seguida, os gestores tenham possibilidade de balizar o gerenciamento da organização com parâmetros adequados para capturar, em particular, o desenvolvimento inovativo das empresas (HAGEDOORN; CLOODT, 2003).
Na busca pela quantificação do desempenho, o processo inovativo pode ser sistematizado por indicadores de entrada, de processos e de saída. Com esta visão macro, os processos são transformações de insumos combinados com elementos da estrutura produtiva, conforme a Figura 2.2.
Figura 2.2 – Estrutura para avaliação do processo de inovação por indicadores
Os indicadores inovativos são representações quantitativas do desempenho das atividades nas organizações. Em uma visão ampla, o desempenho inovativo pode contemplar medidas em todos os estágios do processo, delineados pela trajetória desde a concepção da
idéia até a implementação no mercado (HOLLENSTEIN, 1996; ERNST, 2001; HAGEDOORN; CLOODT, 2003).
Mensurar o desempenho é realizar comparações com padrões de indicadores de empresas semelhantes; vantagens são adicionadas, sobretudo, quando se utilizam múltiplos indicadores, como afirmam Hagedoorn e Cloodt (2003), o que possibilita fornecer uma variedade de composição de medidas.
Para classificar a natureza inovativa de uma empresa, o critério comum é distinguir os indicadores como entradas (inputs) e saída (outputs) do sistema inovativo (HAGEDOORN; CLOODT, 2003; FLOR; OLTRA, 2004). Outro critério mais amplo é incluir os indicadores do processo para que se possa abrir a caixa preta (ROSENBERG, 1982; MARINOVA; PHILLIMORE, 2003) pela ótica do subsistema.
Os indicadores de entrada consistem no consumo e dispêndio dos recursos em P&D (HAGEDOORN; CLOODT, 2003), bem como no recurso humano mobilizado para compor este desenvolvimento (JACOBSSON et al., 1996). Este tipo de indicador aponta as competências inovativas das empresas que afetam os seus respectivos desempenhos tecnológicos, os quais refletem nos resultados ao longo do processo.
Por outro lado, os indicadores dos processos precisam ser monitorados, porque atuam nos componentes de entrada e saída de um sistema, sendo muito utilizados no auxílio às possíveis falhas nas atividades e ferramentas do processo de inovação.
E, por fim, os indicadores de saída mensuram, por meio do processo de gestão da inovação, os resultados (FLOR; OLTRA, 2004), visto que representam o quanto uma empresa pode obter em retornos financeiros, pelo desenvolvimento inovativo com aquisição de tecnologias (AHUJA; KATILA, 2001). O indicador mais comum na literatura é o indicador de patente. As patentes são úteis para que as firmas se protejam industrialmente (ARCHIBUGI; PIANTA, 1996) antes mesmo da comercialização. Hagedoorn e Cloodt (2003), no entanto, recomendam a utilização de patentes apenas para setores de alta tecnologia.
Numa análise mais consistente, quando se utiliza o indicador de patentes, é importante considerar o sistema setorial, pois existem descompassos de desenvolvimento entre as distintas áreas de conhecimentos. Moser (2005) afirma que esta medida depende da regulamentação do ambiente e do setor específico da indústria considerado.
O indicador de patente não significa comercialização dos produtos/processos/serviços desenvolvidos, representando apenas um registro em perspectiva nacional ou internacional da inovação (HAGEDOORN; CLOODT, 2003; FLOR; OLTRA, 2004; ARCHIBUGI; PIANTA,
1996; COHEN et al., 2002). Neste caso, a patente nem sempre é um indicador de inovação representativo, pois existem patentes que não são comerciais. Em um estudo empírico, Moser (2005) confirma que de 5% a 20% das patentes se tornam economicamente viáveis.
Os indicadores mais tradicionais das firmas com atividades tecnológicas têm sido baseados na análise de informações sobre gastos com P&D e dados de patentes (FLOR; OLTRA, 2004), agregados ao número de publicações científicas e ao número de componentes da equipe de P&D (cientistas, engenheiro). Contudo, a principal medida considerada por Griliches (1990) é a relação entre o número de patentes e os gastos em P&D na dimensão
cross-setorial, visto que ela sinaliza as diferenças existentes nas atividades inovadoras entre
as empresas dos diferentes setores e, sobretudo, fortalece o nível de conhecimento disponível pela empresa como uma variável de entrada. Nesse sentido, Bound et al. (1984) comparam os gastos de P&D com o número de patentes para os EUA. Já Hagedoorn e Cloodt (2003) confrontam os gastos de P&D, a soma das patentes, a citação de patentes e os novos produtos para os setores de defesa e aéreo, máquinas, farmacêutico, eletrônico, no período de 1992- 1999, também para companhias americanas.
Os gastos com P&D incorporam as despesas com aquisição tecnológica, sobretudo a aquisição de novos equipamentos ou processos para desenvolver as inovações (AHUJA; KATILA, 2001). Em decorrência deste investimento, as despesas com P&D têm a finalidade de aumentar o estoque de conhecimentos técnicos e científicos, visando aprimorar a resolução dos problemas internos da organização.
Durante a fase da invenção, o número de publicações é uma medida adequada de difusão de conhecimento (COHEN et al., 2002; NELSON, 2009), assim como um importante canal de informação para o desenvolvimento de novas pesquisas (COHEN et al., 2002), tendo em vista que cada medida depende da estrutura organizacional, da idade da firma e da sua localização geográfica (NELSON, 2009). No entanto, este tipo de estratégia não é muito comum em todas as áreas do conhecimento, em particular, na biotecnologia (MURRAY; STERN, 2007).
A inovação é um processo complexo e a escala de atividades requeridas para inovação pode variar consideravelmente (OCDE, 2005), dependendo de cada sistema inovativo. Para ilustrar essa variedade de indicadores, o Quadro 2.6 apresenta uma sistematização de trabalhos com os principais indicadores utilizados para quantificar os processos de inovação tecnológica.
SISTEMA