• No results found

Internal factors explaining the lack of influence of the Syrian- British diaspora

5.2 The development of political mobilization in the Syrian diaspora

5.3.3 Internal factors explaining the lack of influence of the Syrian- British diaspora

não passa de um momento de construção/desconstrução e reconstrução de saberes no sentido de propiciar condições e ambiente do exercício docente de qualidade para todos, pois o exercício da docência é uma tarefa complexa.

6.2.3 Os professores estrangeiros e o trabalho didático desenvolvido na IES

O docente na universidade, de maneira geral, é contratado para lecionar, sobretudo, na graduação para a formação dos jovens universitários. Para tal, precisa de certo preparo didático para que essa incumbência ocorra da melhor forma possível, o que requer dele preparo, ou seja, um bom planejamento prévio. Neste quesito, todos os docentes responderam no questionário afirmativamente alegando que preparam com antecedência suas disciplinas do ponto de vista didático. Durante a conversa, um deles chegou a afirmar que:

Não tem como não planejar se queremos dar uma boa aula na universidade, é isso mesmo que é a parte mais difícil e consome todo o tempo do professor, pois a aula em si não costuma levar mais de duas horas ou em raras ocasiões quatro horas e até porque cada aula é uma aula, mesmo que você tenha dado a disciplina durante muitos anos, pois sempre encontra um tipo de aluno diferente. Por isso, eu acho o planejamento da aula, a parte fundamental no processo ensino-aprendizagem. (Professor alemão, historiador, mais de 20 anos de Brasil).

Afirmação correta, pois, está claro que o professor necessita dedicar um tempo bom para o preparo de suas aulas caso queira realmente ter sucesso em sala e, sobretudo, para que o processo de ensino aprendizagem não se torne uma mera reprodução, mas se configure como uma efetiva produção de conhecimentos. Na realidade, esse planejamento deveria consistir em pensar em estratégias de como atingir o alvo, ou seja, fazer de tal maneira que os alunos possam compreender o recado durante a aula. Pois, aí e que está o grande problema já relatado por muitos o professor sabe a disciplina, mas não sabe como transmiti-lo ao aluno, de que é distante, às vezes arrogante, ou de que não se preocupa com a docência, priorizando seus trabalhos de pesquisa, são tão frequentes que parecem compor a “natureza” ou a “cultura” de qualquer instituição de educação superior (PACHANE, 2003). Para a mesma autora, são muitos os fatores que contribuem para que, na cultura universitária, a tarefa de ensinar

e, logo, a formação pedagógica dos professores ficassem em segundo plano entre os quais podemos citar: a ênfase na dimensão profissionalizante da formação universitária, a formação de professores centrada na pesquisa, a avaliação do desempenho docente centrada na sua produção acadêmica e na omissão da legislação já comentada quanto à legislação quanto à dimensão pedagógica da formação. Quando uma professora afirma que:

Planejo regularmente minhas aulas, pois é isso que me garante um bom desempenho em sala de aula. Também como eu leciono a mesma disciplina durante muitos anos, eu gasto mais tempo para atualizar as informações e trazer novas publicações. Digo que o preparo das aulas me toma uns 20% do meu tempo, eu resto eu dedico para minhas leituras e pesquisas. (Professora italiana, artista visual, 8 anos de Brasil).

A entrevistada reforça a prioridade dada aos estudos e pesquisas, pois realmente o que se encontra são docentes do ensino superior que te falam claramente que preferiam ficar apenas se dedicando às pesquisas e publicações, se esquecendo de que boa parte do conhecimento é produzido em sala de aula na interação com os alunos. Em alguns casos, acreditamos que essa alegação seria uma forma de fugir da sala aula pela falta de didática para cativar os alunos e tornar as aulas agradáveis. No entanto, está claro que esses mesmo professores foram contratados prioritariamente para dar aulas e, sobretudo na graduação. É uma contradição muito grande quando encontramos professores que priorizam suas aulas e suas orientações na pós-graduação relegando em segundo plano as aulas na graduação.

Os respondentes da pesquisa afirmaram planejar tanto as disciplinas que lecionam como suas aulas das mais diversas formas possíveis (semanalmente, mensalmente ou anualmente), nenhum deles alegou não ter tempo para esse planejamento. O que deixa o bom sinal que pressupõe seriedade na condução de suas atividades. Em toda ação gerencial como é o caso da sala de aula, é preciso de um bom planejamento. Se de fato, essa afirmação procede, pode-se esperar que esse professor pudesse ter a possibilidade de gerenciar bem sua sala de aula e alcançar assim seus objetivos didático-pedagógicos. No entanto, a maioria dos professores não participa de reuniões de caráter didático-pedagógico, fato não muito raro na academia brasileira, onde se discute costumeiramente sobre tudo exceto ou muito raramente sobre problemas de cunho didáticos nos encontros das mais variadas instancias de decisões existentes nas

141

estruturas universitárias e mais ainda nas IES públicas federais. Essa afirmação confirme a fala:

As poucas reuniões tidas no meu curso são dedicadas mais para apreciar projetos dos professores, pedidos de afastamento, problemas da estrutura, orçamento do curso, distribuição de diárias ou equipamentos, em raras ocasiões e isso quando um de nos abordar o assunto, são discutidas os problemas dos alunos, quando tem é sobre aluno indisciplina, turma barulhento, comportamentos inadequados etc. Parece que ninguém quer falar sobre ou compartilhar suas experiências sucedidas em sala de aula. As avaliações dos alunos e sobre suas colocações nunca foram discutidas ao longo desses 12 anos que eu estou nessa universidade. Lamentável (Professor argentino, sociólogo, 16 anos de Brasil).

Nossa própria experiência de uma década na docência universitária (6 anos nas particulares) demonstrou que se discutem mais questões didático-pedagógicas em IES particulares que nas públicas. Mesmo que a maioria dos professores das IES particulares não tenha a devida dedicação às atividades de ensino como nas públicas onde os contratos na sua maioria são em regime de dedicação exclusiva. O que mais se trata nas reuniões dos cursos são as questões financeiras, ou de aquisição de poder. Assuntos relativos aos alunos aparecem apenas em casos especiais. Portanto, mesmo que os professores das IES federais sejam mais bem titulados, os últimos pouco tem contribuído para melhorar a qualidade didática de suas IES. Neste sentido, sem esse preparo os docentes que, na sua maioria são bacharéis, e, portanto, não tiveram o preparo como seus colegas licenciados, ficam a deus dará e prejudica sua atuação. As reuniões de planejamento na universidade federal são vazias, até porque muitas vezes coincidem com o início dos semestres letivos, quando muitos deles ainda estão gozando de suas férias ou simplesmente demonstram não ter interesse nos assuntos propostos sem seu acordo ou não vão com a cara do prelecionista.

O fato é que a docência universitária tem sido vista como uma caixa de segredos na qual “[...] as políticas públicas omitiram determinações quanto ao processo de ensinar, ficando o mesmo afeto à instituição educacional, que por sua vez o pressupõe integrante da concepção de liberdade acadêmica docente” (MOROSINI, 2000, p. 11). A autora ainda observa que, na década de 1990, com a presença marcante do Estado Avaliativo orientado pela qualidade/excelência, a avaliação da educação e, logo a avaliação do professor se tornaram foco de interesse, passando a ser averiguada por um sistema nacional de medidas. Na realidade, a política de formação de professores para a

educação superior tem se efetivado de forma indireta. O laisser-faire na formação docente foi abandonado com o advento do Estado Avaliativo e regulador, e a busca da qualidade fizeram o caminho da titulação. Para Morosini (2000, p. 19):

O governo normatiza e fiscaliza, e a instituição desenvolve os parâmetros através de sua politica de capacitação docente. Até então, a formação docente baseava-se no princípio do laisser-faire, entretanto, com a chegada do Estado Avaliador, as instituições elaboraram politicas de capacitação em cursos de pós-graduação. Mais recentemente, verifica-se um movimento nas politicas no sentido de buscar a qualificação didática de seus professores, tendo em vista que medidas avaliativas, de forte resultado, foram implantadas avaliando o desempenho dos alunos.

Em algumas IES como a Universidade Federal de Goiás, o professor recém- contratado fica obrigado, caso não tenha trabalhado anteriormente em outra IES pública federal por dois anos comprovados, a se inscrever durante seu estágio probatório em um curso de Docência universitária de 90 horas com conteúdo programático elaborado pela Pró-reitoria de Graduação da IES. Neste curso, são repassadas informações sobre o funcionamento da instituição (pró-reitorias, procuradoria etc.) além de terem algumas aulas com os professores do departamento de educação sobre didática, avaliação, relação professor-aluno etc. As avaliações realizadas pelos cursistas são das mais diversas e vão desde uma avaliação boa à péssima. De toda sorte, acredita-se que se trata de um momento intenso que tende a reduzir a assimetria de informações numa organização burocrática regida por uma parafernália de legislações, normativas, decretos etc. No entanto, mesmo assim nenhum professor sai desse curso sabendo tudo sobre esse monstro que é o estado no sentido Hobesiano do termo, todos os processos de seu funcionamento, ainda mais para os docentes estrangeiros. Poderíamos chamar essa etapa de processo de socialização no novo ambiente organizacional.

Porém diante do exposto, não há dúvida de que o ser/estar professor constituir- se em um processo em construção, ao longo de toda a história deste, constituído, conforme Tardif (2004, p. 14) segundo o qual “no contexto de uma socialização profissional, onde é incorporado, modificado, adaptado em função dos momentos e das fases de uma carreira”. Destacamos desta maneira o potencial formativo das situações de trabalho, embora reconhecendo os seus limites e condicionantes.

143

[...] formar um professor é possível? Formar não, Formar-se! O professor forma a si mesmo através das suas inúmeras interações, não apenas com o conhecimento e as teorias aprendidas nas escolas, mas com a prática didática de todos os mestres e outras pessoas, coisas e situações com as quais interagiu em situações de ensino durante toda a sua vida.

Desta forma, o professor estrangeiro ao cumprir seu papel de descobridor nesse novo ambiente acadêmico ao mesmo tempo, pesquisa e explora da e na sua prática de ensino conforme (DEAUDELIN, LEFEBVRE, BRODEUR, MERCIER, DUSSAULT e RICHER, 2005, p. 83).

Sendo no Brasil ou em outro lugar, sempre o professor se formará fazendo e aprendendo no cotidiano. O empirismo, o campo, a atuação docente se apresentarão sempre como fatores determinantes, principalmente no início da vida profissional.

Além da sala de aula, o docente estrangeiro, assim como todos os outros afirmou participar de atividades administrativas do seu curso. Não obstante o ensino, pesquisa e extensão, o professor universitário tem que assumir funções administrativas e/ou de gestores de órgãos, unidades, conselhos e comissões diversas na sua IES.

[...] Essas atividades que se dão através de reuniões periódicas intermináveis é que acabam com a gente, não dá tempo para nada, reuniões em cima de reuniões, e muitas delas são improdutivas. Tem hora que você de cancelar ou chegar atrasado para a aula por causa das reuniões. Sempre temos de retomar as tarefas que eram repassadas em reuniões passadas, pois ninguém teve tempo para realizá-la e assim vai indo. (Professor norte americano, antropólogo, 16 anos no Brasil).

Parece até estranho, mas a tarefa de gerenciar a universidade é uma incumbência dos próprios docentes, pois é de se imaginar que qualquer outra pessoa estranha a esse meio que se aventurasse a fazê-lo, teria fracassado. O professor universitário do século XXI tem muitas funções que vão muito além do ensino e da pesquisa. O docente deve se preocupar do processo de ensino-aprendizagem, sua organização e seu aperfeiçoamento; a comunicação de suas investigações; a inovação e sua comunicação; a orientação (tutoria) e a avaliação dos alunos; a participação responsável na seleção de outros professores; a avaliação do ensino e da investigação; a participação na gestão acadêmica; o estabelecimento de relações com o mundo do trabalho, da cultura etc.; a

promoção das relações e intercâmbio departamental e interuniversitário além da contribuição para a instauração de um bom clima organizacional.

Marcelo Garcia (1999) corrobora com a ideia afirmando que a docência na universidade ultrapasse a atividade em sala de aula, pois deva incluir outros contextos que influenciam a decisão de como, quando e por quem vai ser efetivado o ensino e com que objetivos e finalidades. Pimenta & Anastasiou (2002), por sua vez, destacam que, além do ensino, espera-se dos professores um envolvimento na administração e gestão de seus departamentos na universidade, tomando decisões sobre currículos, politicas de pesquisa e financiamento, não só no seu âmbito, mas também no âmbito dos sistemas públicos de ensino e avaliação. No entanto, esses aspectos não são geralmente incluídos nos processos de formação do docente universitário.

Zabalza (2004) por sua vez, distribui as atividades dos professores universitários em três funções maiores: ensino, pesquisa e administração em diversos setores da instituição. Tudo isso colabora para demonstrar a complexidade do sistema de educação superior onde deverá atuar o professor estrangeiro e que alteram e definem profundamente o perfil docente necessário nas IES públicas federais em particular. Esse novo professor não está preparado a toda essa diversidade na atuação e sequer nem tem a consciência, pois segundo os dizeres uma professora francesa socióloga:

Na França existe avaliação ou avaliações no sistema educativo com certeza, mas ele não é acirrado como no Brasil, pois lá o professor é muito mais responsabilizado e, portanto, não precisa estar sendo avaliado o tempo todo como é o caso onde os alunos avaliam, o colegas avaliam, a CAPES avalia, o órgão que financiou sua pesquisa avalia e cada um com seu critério muitas vezes não tão claro assim. Isso pressiona muito e acaba prejudicando o professor no exercício de sua profissão. (Professora francesa, socióloga, 3 anos no Brasil).

Uma orientação e/ou formação para realizar o planejamento foi algo lamentado pelos professores estrangeiros que não a recebem no momento do seu ingresso na universidade brasileira. O impacto é menor para aqueles que se formaram ou tiveram algumas aulas no Brasil. No entanto, essa lacuna é também sentida pelos docentes brasileiros como já comentado anteriormente. As pesquisas na área educacional tem se debruçado sempre e apontado lacunas que a falta dessa orientação principalmente para os professores detentores de títulos de bacharelado faz em sala de aula. É preciso uma ação no âmbito nacional que faça com o que todos os docentes passem por uma

145

formação anterior a seu ingresso em sala de aula. Podemos citar o caso do Senegal, onde todos os professores de todos os níveis de ensino passam pela Escola Normal Superior ou Centros de Formação dos professores mesmo sabendo que as últimas não consistem em fins em si, mas pelo menos podem reduzir um pouco dos problemas elementares que podem surgir no lócus das salas de aula. Não estamos aqui pregando uma formação que formata o docente, mas um espaço onde possam ser debatidos, discutidos situações, casos de sucessos e/ou fracassos em sala de aula. O professor universitário por mais que ele esteja cheio de diplomas sempre encontrará situações inusitadas em sala de aula e, sobretudo, na sua relação com o aluno, sobretudo, no que diz respeito à didática em sala. Para Pachane (2006), em suas análises sobre “teoria e prática na formação dos professores universitários” – as relações entre professor-aluno – inicialmente é válido destacar que:

Uma das críticas mais comuns dirigidas aos cursos superiores refere-se à didática de seus professores, ou, seria melhor dizer, à falta dela, o que pode ser constatado pela literatura específica da área e por meio do resultado de avaliações realizadas com alunos em diferentes tipos de instituição e em diferentes cursos (a título de exemplo, podemos citar o trabalho desenvolvido por Maseto & Pachane (1998) (PACHANE, 2006, p. 99).

O preparo didático do professor universitário mesmo relegado em segundo plano é de extrema importância, pois conforme nos evidencia Libâneo em seu estudo sobre a “Didática” “é uma das disciplinas da Pedagogia que estuda o processo de ensino através

dos seus componentes – os conteúdos, o ensino e a aprendizagem” (1994, p. 52). Para o

mesmo autor, somente pelos processos educacionais ditos “didáticos” é que se pode, “com embasamento numa teoria da educação, formular diretrizes orientadoras da atividade profissional dos professores”. Libâneo reforça, ainda, que “a Didática é uma matéria de estudo fundamental na formação profissional dos professores e uma meio pelo qual os professores se servem para dirigir a atividade de ensino”.

Acredita-se que além de uma formação didática adequada, ações de tipo: orientação da direção/coordenação; cursos de capacitação; oficinas didáticas; palestras e outros possam vir a consistir em práticas auxiliadoras. E como não há processo de orientação e formação desse professor, não há avaliação sistemática, visto que os docentes são avaliados numa media de duas vezes por ano pelos discentes.

O processo avaliativo nas universidades federais é muito criticado na sua forma e no seu fundo, pois os maiores resistentes são os próprios alunos que, apesar de todas as campanhas de sensibilização, o relegam em segundo plano sempre alegando que: “de nada adianta avaliar mal o professor, pois não mudará nada, então é melhor não perder tempo com isso”. Existe aí um grande equivoco, pois a avaliação é um dos instrumentos que compõem a nota do docente em seus processos de progressão na carreira mesmo tendo um peso menor como no caso da UFG. Do outro lado, toda avaliação deve ter um objetivo definido e ter um feedback. Esse retorno dado aos avaliados é algo muito importante, por ser o único meio para retroalimentar o processo/sistema. As avaliações deveriam servir para levantar necessidades de treinamentos como aconteça em empresas particulares que buscam lucros. O que acontece de fato é simplesmente o docente acessando com uma senha no seu perfil cadastrado no sistema da universidade consiga ver que tantos poucos alunos de tal disciplina o avaliaram e a sua nota foi tanto, sem que ele tenha o poder de se defender caso for ruim ou de replicar/compartilhar suas práticas com seus colegas de curso caso a avaliação for boa. Isso torna a avaliação tal como é realizada hoje nas universidades públicas federais uma ação sem sentido ao contrário do que nos afirmou uma professora francesa:

Na universidade francesa, o professor ingressante recebe muitos cursos de formação durante seus primeiros anos visto que ele ingressa como professor assistente seja qual for sua titulação e nesses anos a avaliação dada pelos alunos é levada muito em consideração para sua efetivação na universidade, e aqui a gente nem recebe retorno. Deveria se ter reunião com todos, com todos dados tabulados e analisados em conjunto para nortear futuras ações de treinamento no curso. Eu acho a avaliação discente de suma importância para a melhoria dos processos na universidade (Professora francesa, agrônoma, 6 anos de Brasil)

Ainda continua-se perguntando o que a universidade faz com os resultados das avaliações por serem dados tão importantes que se fossem explorados devidamente, poderiam muito bem nortear ações de apoio e/ou orientação, corrigir falhas, punir, premiar etc.

No entanto, sempre existem estratégias de sobrevivência nesse cenário de não formação. Os docentes sempre buscam se atualizar e se formar através da aquisição de obras, participação em eventos sobre didática em suas instituições e, sobretudo, porém com muitas dificuldades (por falta de verbas) participar de eventos da área em níveis

147

nacional e internacional. Em alguns raros casos, existem no NDE´s de alguns cursos ações que vão ao sentido de discussões pedagógicas como é o caso que nos revelou o professor de física peruano:

No caso nosso aqui da Física, não existe nenhuma discussão sobre questões pedagógicas, mas o grupo sente a necessidade de elaborar estratégias para enfrentar um aluno que chega cada vez menos preparado para o curso que mais tem desistência na universidade. Houve ano que nos mesmo procuramos o departamento de educação para tentarmos junto enfrentar o problema. Na