3. STATUS OG DELTAKELSE
3.3 L IKE RETTIGHETER OG LIKE MULIGHETER
4.1 - VALIDAÇÃO DA ESCALA FATORIAL DE DOR AGUDA (EFDA)
A análise de Componentes Principais apresentou os seguintes resultados para a Escala de Dor: a) Kaiser-Meyer-Olkin (KMO) = 0,80; b) Bartlett’s Test of Sphericity (45) = 703,92; p = 0,001; c) número de componentes (eingenvalues > 1,5) = 1 e d) variância total explicada pelo componente: 34,33%. O gráfico scree plot foi utilizado como referência na opção do número de fatores a serem extraídos.
Através do método Principal Axis Factoring (PFA), com carga fatorial igual ou superior a 0.40, foi extraído um único fator, denominado Sensações Agudas de Dor ( = 0,79), cujos itens e cargas fatoriais estão apresentados na tabela 2.
Tabela 2 – Itens e cargas fatoriais que compõem o fator Sensações Agudas de Dor. Fator 1 - Sensações Agudas de Dor ( = 0,79)
Descrição Carga Fatorial
Picada 0,72 Pontada 0,68 Cortante 0,62 Agulhada 0,58 Profunda 0,52 Irradia 0,49 Latejante 0,46 Queimação 0,44
As dores agudas e crônicas apresentam qualidades diferentes. Através dos descritores de dor é possível avaliar seus componentes afetivos, sensitivos e avaliativos. Os descritores agrupados no fator Sensações Agudas de Dor, segundo o questionário de McGill, estão relacionados ao componente sensorial-discriminativo que representa respostas sensitivas a experiências dolorosas, ou seja, suas propriedades mecânicas, térmicas e espaciais. São descritores que representam esse componente: picada, pontada, cortante, agulhada, latejante e queimação. Os descritores “profunda” e “irradia” representam um componente misto, ou seja,
avalia a dor em seus aspectos sensitivos, afetivos – respostas afetivas de medo e punição, e avaliativos – avaliação global da experiência dolorosa (MELZACK, 1975; PIMENTA, TEIXEIRA, 1996).
Esses descritores também apresentam uma forte ligação com a dor induzida pelo frio. A imersão da mão no gelo desencadeia inicialmente uma sensação de frio e queimação que é substituída rapidamente por uma dor profunda. A dor geralmente é incomoda e mal localizada, ou seja, irradia para as regiões mais próximas. Devido à baixa temperatura da água (aproximadamente 0,32º) as sensações de pontadas, agulhadas e picadas surgem com a dor máxima. Após a retirada do estímulo (frio) são desencadeadas sensações de dor descritas como latejante e profunda que cessam após dois minutos (KNIGHT, 2000).
Conclui-se que os descritores de sensações subjetivas de dor agrupadas no fator Sensações Agudas de Dor descrevem e caracterizam a dor induzida pelo frio, podendo, portanto, ser utilizado para avaliação de dor aguda, pois apresenta índice de fidedignidade compatível com os padrões estabelecidos pela psicometria, ou seja, Alfa de Cronbach iguais ou superiores a 0,70 (PASQUALI, 1999).
4.2 – CARACTERIZAÇÃO DA AMOSTRA
A amostra final foi composta por 312 indivíduos, divididos em quatro grupos caracterizados na tabela 3. Cada grupo, posteriormente, foi subdividido nos grupos tipológicos de esquemas de gênero (HM, HF e ISO).
Os atletas ainda foram avaliados em relação à prática esportiva. Sendo assim, os homens atletas (n=85) praticavam a modalidade em média a 10,24 ± 5,00 anos. Os treinamentos foram realizados na instituição que eles estudavam com média de 4,04 ± 1,53 dias da semana, com duração média de 75,96 ± 36,07 minutos por treino e os atletas participavam em média de 5,44 ± 3,13 competições por ano.
Já para as mulheres atletas (n=52), o tempo médio de prática da modalidade foi de 9,08 ± 4,04 anos. Os treinamentos foram realizados na instituição que elas estudavam com média de 3,61 ± 1,29 dias da semana, com duração média de 71,89 ± 36,31 minutos por treino e participavam, em média, de 6,33 ± 4,53 competições por ano.
Tabela 3: Caracterização da amostra por grupo.
Atletas Homens (n=85) Atletas Homens não (n=86) Atletas Mulheres (n=52) Mulheres não Atletas (n=89)
Idade (anos) 22,74 ± 4,15 23,87 ± 3,76 21,27 ± 3,90 23,22 ± 4,84
Massa corporal (kg) 75,78 ± 10,49 75,42 ± 9,70 61,01 ± 8,64 58,44 ± 8,83
Estatura (metros) 1,78 ± 0,06 1,83 ± 0,65 1,64 ± 0,06 1,63 ± 0,06
PAS (mmHg) 118,43 ± 7,88 118,84 ± 8,18 113,47 ± 8,05 109,29 ± 9,10
PAD (mmHg) 77,71 ± 8,46 77,67 ± 9,16 72,65 ± 8,36 70,82 ± 8,76
PAS: Pressão arterial sistólica PAD: Pressão arterial diastólica
A tabela 4 apresenta a distribuição percentual dos atletas, de ambos os sexos, de acordo com a modalidade praticada.
Tabela 4: Distribuição percentual da amostra de atletas de acordo com a modalidade esportiva praticada. Modalidade Homens (n=85) Mulheres (n=52) Modalidade Homens (n=85) Mulheres (n=52)
Atletismo 5% 0% Futsal/Futebol 4% 19% Badminton 0% 2% Handebol 12% 25% Basquete 9,5% 8% Lutas 15,5% 7% Ciclismo 5% 0% Natação 5% 4% Dança 2% 0% Tênis 2% 0% Futebol 20% 0% Triátlon 0% 2% Futsal 18% 29% Vôlei 2% 4%
4.3 – CLASSIFICAÇÃO DOS GRUPOS TIPOLÓGICOS DE ESQUEMAS DE GÊNERO
No Modelo Interativo os esquemas masculino e feminino são tratados como vetores que formam um plano vetorial. A bissetriz (â=45º) divide o plano ao meio formando campos no plano vetorial. Para posicionar os indivíduos no plano vetorial foi utilizada a norma masculina e a norma feminina, calculadas separadamente a partir dos fatores do IMEGA no caso dos homens ou do IFEGA para as mulheres. Para o sexo masculino, a norma masculina (Nm) e a norma feminina (Nf) são calculadas através das expressões matemáticas:
Nm= (Egocentrismo)²+(Ousadia)²+(Racionalismo)²
Nf= (Sensualidade)²+(Insegurança)²+(Sensibilidade)²
Cada indivíduo, portanto, terá um escore para Nm e outro para Nf. A partir das normas os indivíduos são posicionados no plano vetorial, onde, então, pode-se calcular o desvio de cada indivíduo em relação à bissetriz.
Isto porque os pares ordenados posicionados sobre a bissetriz apresentam uma proporcionalidade entre Nm e Nf, ou entre o desenvolvimento dos esquemas masculino e feminino, sendo que quanto mais distante o campo está da bissetriz, maior a desproporção entre os esquemas. A Figura 6 apresenta o par ordenado (3,2) no plano vetorial. O ângulo â representa o desvio do par ordenado da bissetriz e é calculado através da fórmula:
â = 45° - arctg ê
Figura 6: Desproporção entre os constructos, representado pelo ângulo â Legenda: EM – Esquema Masculino; EF – Esquema Feminino
Fonte: Melo e Giavoni, 2008.
Como a variável ângulo define a proporcionalidade entre os constructos, uma vez calculado o desvio, foi necessário definir o intervalo dos campos no plano vetorial para agrupar os indivíduos em grupos tipológicos de esquemas de gênero: Heteroesquemático Masculino (HM), Isoesquemático (ISO) e Heteroesquemático Feminino (HF).
Figura 7: Campos dos grupos tipológicos dos esquemas de gênero Legenda: EM – Esquema Masculino; EF – Esquema Feminino Fonte: A autora
Na figura 7, o intervalo definido para os indivíduos Isoesquemáticos (campo branco) não apresenta diferença significativa entre a norma masculina (Nm) e a norma feminina (Nf), ou seja, ocorre uma simetria entre os esquemas. Para definição deste intervalo, comparou-se a Nm e a Nf através do teste t pareado. Se o resultado do teste não apresentar diferença significativa, então pode-se considerar que existe uma simetria entre Nm e Nf. Necessita-se, portanto, ir aumentando o intervalo até que as normas passem a apresentar diferença entre si. Assim, o campo onde há simetria entre as normas (ou esquemas) define os ISO; os campos onde há predomínio do esquema masculino sobre o feminino define os HM e os campos onde há predomínio do esquema feminino sobre o esquema masculino define os HF. A tabela 5 apresenta os desvios que delimitam os grupos tipológicos.
EM
Tabela 5: Intervalos obtidos para definição dos campos dos grupos tipológicos de esquemas de gênero
Intervalo do IMEGA Intervalo do IFEGA Heteroesquemático Masculino desvios -2,00º Desvios -2,57º Isoesquemático -1,99º desvios 1,99º -2,56º desvios 2,56º Heteroesquemático Feminino desvios 2,00º desvios 2,57º
Foram realizadas análises exploratórias dos dados para assegurar os pressupostos da Múltipla Análise de Variância (MANOVA). O estudo da normalidade por grupo revelou as seguintes variáveis com desvio de normalidade: latência, tolerância e supratolerância. Não foram encontrados casos faltosos.
Foram detectados casos de outliers univariados nestes fatores e os seus valores discrepantes foram substituídos pelo valor extremo superior mais uma unidade, em se tratando de outliers acima da média e valores extremos inferiores menos uma unidade, em se tratando de outliers abaixo da média. Uma vez feitas estas correções, as variáveis atingiram índices normais.
Utilizando-se a Distância Mahalanobis para avaliar a presença de outliers multivariados, pôde-se detectar nove casos [ 2(16) = 22,46] no grupo de mulheres atletas, as quais foram retiradas da amostra. Dessa forma a amostra final foi composta por 303 sujeitos e a composição final dos grupos encontra-se apresentada na tabela 6.
Tabela 6: Freqüência absoluta final dos sujeitos amostrais classificados nos grupos tipológicos
HM ISSO HF TOTAL
Homens Atletas 30 34 21 85
Homens não Atletas 35 29 22 86
Mulheres Atletas 12 15 16 43
Mulheres não Atletas 11 25 53 89
4.4 - AVALIAÇÃO DA PERCEPÇÃO E TOLERÂNCIA À DOR AGUDA
Para avaliar o perfil de dor aguda foi realizada uma Three Way MANOVA, na qual a variável latência, tolerância, supratolerância, intensidade de dor inicial e intensidade de dor máxima foram utilizadas como variáveis dependentes e os grupos tipológicos (HM, ISO, HF), sexo (homens e mulheres) e prática esportiva (atleta e não atleta) como variáveis independentes. A tabela 7 apresenta os resultados obtidos como efeito principal e efeito de interação entre as variáveis independentes.
Tabela 7: Resultados obtidos para efeito principal e efeito de interação das variáveis sexo, prática esportiva e grupos tipológicos.
Variáveis Valor F Valor p ²
Sexo 6,52 0,001* 0,102
Prática Esportiva 4,47 0,001* 0,072
Grupos Tipológicos 2,02 0,03* 0,034
Sexo x Prática Esportiva 0,69 0,63 0,012
Grupos Tipológicos x Sexo 1,44 0,16 0,024
Grupos Tipológicos x Prática Esportiva 1,53 0,12 0,026
Grupos Tipológicos x Sexo x Prática Esportiva 2,03 0,03* 0,034
Observou-se que haviam diferenças significativas entre os sexos, entre a prática esportiva, entre os grupos tipológicos, e na interação entre os grupos tipológicos x sexo x prática esportiva. Para identificar as diferenças encontradas utilizou-se o teste post hoc Least Significant Differences (LSD).
a) Análise da variável “sexo”
A análise demonstrou diferença significativa na variável latência [F(1, 291) = 21,23; p = 0,001] e supratolerância [F(1, 291) = 7,60; p = 0,006]. Observou-se ainda uma tendência à diferença significativa a favor dos homens na variável tolerância [F(1, 291) = 3,13; p = 0,08], porém a mesma não foi confirmada.
01:15,55 01:02,13 00:51,74 00:19,47 00:45,76 00:13,86
Latência Tolerância Supratolerância
m
in
ut
os
Homens Mulheres
Gráfico 1: Análise da latência, tolerância e supratolerância à dor entre homens e mulheres. * p 0,05, diferença em relação às mulheres
Em relação à latência, as mulheres apresentaram uma menor latência que os homens ( =-00:05,61 minutos), ou seja, as mulheres relataram uma sensação mínima de dor mais rápido que os homens (gráfico 1).
Já em relação à supratolerância, as mulheres apresentaram uma menor tolerância a dor máxima que os homens ( =-00:13,42 minutos), ou seja, as mulheres suportaram por menos tempo o máximo da dor aguda (gráfico 1).
Avaliando a intensidade de dor entre os sexos observou-se diferença significativa na intensidade de dor inicial [F(1, 291) = 4,13; p = 0,04], o mesmo não ocorrendo na intensidade de dor máxima [F(1, 291) = 0,58; p = 0,45]. 7,80 ± 0,10 3,40 ± 0,14 7,67 ± 0,13 3,88 ± 0,19
Dor Inicial Dor Máxima
in te ns id ad e de d or Homens Mulheres
Gráfico 2: Análise da intensidade de dor durante o experimento entre homens e mulheres * p 0,05, diferença em relação às mulheres
*
Observa-se no gráfico 2 que em relação a dor inicial, as mulheres indicaram uma maior intensidade de dor do que os homens ( =0,48). Não houve diferença em relação à intensidade de dor máxima entre homens e mulheres.
b) Análise da variável “prática esportiva”
Observou-se efeito significativo na variável latência [F (1, 291) = 10,69; p = 0,001], tolerância [F (1, 291) = 21,10; p = 0,001], e supratolerância [F (1, 291) = 10,95; p = 0,001]. 01:16,9 01:00,8 00:56,5 00:18,6 00:41,0 00:14,7
Latência Tolerância Supratolerância
m
in
ut
os
Atletas Não Atletas
Gráfico 3: Análise da latência, tolerância e supratolerância à dor entre atletas e não atletas. * p 0,05, diferença em relação aos não atletas
Em relação à variável latência os não atletas apresentaram uma menor latência que os atletas ( =-00:04,10 minutos), ou seja, relataram uma sensação mínima de dor mais rápido do que os atletas (gráfico 3).
Já na variável tolerância, os atletas apresentaram maior tolerância do que os não atletas ( =00:15,1 minutos), o mesmo acontecendo em relação a variável supratolerância, onde novamente os atletas apresentaram maior tolerância a dor máxima do que os não atletas ( =00:16,1 minutos), conforme gráfico 3.
Ainda avaliando a variável “prática esportiva” em relação à intensidade de dor não houve diferença entre atletas e não atletas nem na dor inicial [F(1, 291) = 0,33; p = 0,57], nem na dor máxima [F(1, 291) = 0,44; p = 0,51]
*
*
c) Análise da variável “grupos tipológicos”
A análise demonstrou diferença significativa somente na variável supratolerância [F (2, 291) = 4,42; p = 0,01]. 01:18,84 01:07,00 01:00,68 00:51,62 00:17,17 00:48,37 00:16,26 00:46,26 00:16,55
Latência Tolerância Supratolerância
m
in
ut
os
HM ISO HF
Gráfico 4: Análise da latência, tolerância e supratolerância à dor entre os grupos tipológicos. * p 0,05, diferença em relação ao HF
No gráfico 4 observou-se que o tempo de supratolerância dos HM e dos ISO foi maior que dos HF, sendo que os HM toleraram 00:18,16 minutos e os ISO 00:06,32 minutos a mais que os HF.
Não foi observado diferença significativa entre os grupos tipológicos em relação as variáveis latência [F (2, 291) = 0,18; p = 0,83], tolerância [F (2, 291) = 0,79; p = 0,45], intensidade de dor inicial [F (2, 291) = 2,02; p = 0,13] e intensidade de dor máxima [F (2, 291) = 1,55; p = 0,21].
d) Análise dos efeitos de interação
Houve efeito de interação entre grupos tipológicos x sexo x prática esportiva na supratolerância [F (2, 291) = 3,15; p = 0,04]. Na latência [F(2, 291) = 0,54; p = 0,58] e tolerância [F (2, 291) = 0,89; p = 0,41] não houve interação.
* *
Analisando através da variável sexo, observa-se diferença significativa entre atletas HF, onde os homens toleraram mais a dor máxima que as mulheres ( =00:42,03 minutos). Entre os não atletas, observa-se diferença entre os ISO e entre os HF. Em ambos os casos os homens toleraram mais a dor máxima que as mulheres ( =00:21,69 minutos; =00:21,38 minutos respectivamente) conforme gráfico 5.
01:15,18 01:09,78 01:07,29 01:25,77 01:12,32 01:22,93 00:58,48 00:43,74 00:48,09 01:17,79 01:38,79 00:45,91
Atleta HM Atleta ISO Atleta HF Não Atelta HM Não Atelta ISO Não Atleta HF
m
in
ut
os
homem Mulher
Gráfico 5: Interação entre as variáveis sexo x prática esportiva x grupos tipológicos, analisando homens e mulheres.
* p 0,05, diferença em relação as mulheres
Analisando atletas e não atletas, observou-se que as mulheres HM atletas toleraram mais a dor máxima que as mulheres HM não atletas ( =00:40,31 minutos). O mesmo resultado foi observado para as mulheres ISO, sendo que as atletas toleraram mais a dor máxima que as não atletas ( =00:29,70 minutos). Não foram observadas diferenças entre os homens, nem entre as mulheres HF (gráfico 6).
*
01:17,79 01:38,79 00:43,74 01:25,77 01:12,32 01:22,93 01:07,29 01:09,78 01:15,18 00:45,91 00:48,09 00:58,48
Homem HM Homem ISO Homem HF Mulher HM Mulher ISO Mulher HF
m
in
ut
os
Atleta Não Atleta
Gráfico 6: Interação entre as variáveis sexo x prática esportiva x grupos tipológicos, analisando atletas e não atletas.
* p 0,05, diferença em relação aos não atletas
Analisando através da variável “grupos tipológicos” observou-se que entre as mulheres atletas, as HM toleraram mais a dor aguda máxima do que as HF ( =00:55,05 minutos), bem como as ISO toleraram mais a dor aguda máxima que as HF( =00:34,05 minutos) conforme gráfico 7.
00:58,48 01:17,79 00:48,09 01:22,93 01:15,18 01:38,79 01:12,32 01:09,78 01:25,77 01:07,29 00:43,74 00:45,91
Homem Atleta Homem não Atleta Mulher Atleta Mulher não Atleta
m
in
ut
os
HM ISO HF
Gráfico 7: Interação entre as variáveis sexo x prática esportiva x grupos tipológicos analisando os grupos tipológicos. * p 0,05, diferença em relação ao HF * * * *
4.5 - AVALIAÇÃO DAS SENSAÇÕES AGUDAS DE DOR
Para calcular o escore da percepção sensorial utilizou-se a média aritmética dos oito descritores que compõe o fator o fator Sensações Agudas de Dor. Para avaliar as sensações percebidas durante a realização do experimento foi realizada uma Three Way ANOVA, na qual os grupos tipológicos, sexo e prática esportiva foram adotados como variáveis independentes e o escore do fator sensações de dor aguda da EFDA foi utilizada como variável dependente. Os resultados revelaram diferenças significativas conforme tabela 8.
Tabela 8: Resultados obtidos para efeito principal e efeito de interação para as sensações agudas de dor.
Valor F Valor p ²
Sexo 0,51 0,48 0,002
Prática esportiva 1,60 0,21 0,005
Grupo tipológico 3,11 0,05* 0,021
Sexo x Prática esportiva 0,03 0,86 0,000
Grupo tipológico x Sexo 3,71 0,03* 0,025
Grupo tipológico x Prática esportiva 1,28 0,28 0,009
Grupo tipológico x Sexo x Prática
esportiva 0,31 0,73 0,002
Observa-se uma diferença significativa entre os grupos tipológicos e na interação entre os grupos tipológicos x sexo. Para identificar as diferenças utilizou-se o teste post hoc Least Significant Differences (LSD).
a) Análise da variável “grupos tipológicos”
Observou-se diferença significativa entre HM e HF, e entre ISO e HF. Em ambas as situações, os HF relatam uma sensação de dor desagradável maior que os ISO ( =0,28) e que os HM ( =0,25). A comparação entre HM e ISO não revelou diferença entre os grupos, conforme representado no gráfico 8.
1,69 ± 0,08 1,72 ± 0,10 1,97 ± 0,09 Heteroesquemático Masculino Isoesquemático Heteroesquemático Feminino In te ns id ad e da s en sa çã o
Gráfico 8: Médias dos escores da EFDA por grupo tipológico de gênero. * p 0,05, diferença em relação ao HF
Ao analisar a interação entre grupos tipológicos x sexo (gráfico 9), avaliando através da variável “grupos tipológicos”, o teste demonstrou diferença entre as mulheres HM que relatam maior sensação desagradável de dor que os homens HM ( =0,48). Em relação aos grupos ISO e HF, não se observou diferenças entre homens e mulheres (p>0,05).
1,96 ± 0,17 1,48 ± 0,10 1,68 ± 0,13 1,70 ± 0,10 1,85 ± 0,12 2,08 ± 0,12 Homens Mulheres In te ns id ad e da s en sa çã o HM ISO HF
Gráfico 9: Interação entre as variáveis grupos tipológicos x sexo em relação às sensações agudas de dor. * p 0,05, diferença em relação aos homens HM
p 0,05, diferença em relação aos homens HF
Ao realizar a análise através da variável “sexo”, observou-se que homens HM diferem dos HF ( =0,60), e homens ISO diferem dos HF( =0,38) onde relato sensação desagradável de dor foi maior nos homens HF. Não observou-se diferenças significativas entre as mulheres HM, ISO e HF (p>0,05).
* *