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No primeiro semestre letivo de 2018, a pesquisadora entrou em contato com a instituição de ensino visando o conhecimento da escola e o contato inicial com os gestores. Naquele primeiro momento ocorreu a apresentação do projeto de pesquisa

e a definição de sua entrada no campo da investigação. Os primeiros procedimentos foram estabelecidos assim como definidos os instrumentos para construção de dados e período da pesquisa a iniciar-se no segundo semestre letivo.

Durante a segunda visita, a pesquisadora solicitou a autorização dos gestores, que após a concordância com a realização da investigação, procederam à formalização a partir do Termo de Aceite Institucional. Antecedendo o período de observação, a pesquisadora apresentou-se à equipe pedagógica e ao grupo de professores da escola, com o intuito de esclarecer os objetivos da pesquisa e as principais questões a serem investigadas.

Durante a reunião de coordenação coletiva no dia 08/08/2018, nos turnos matutino e vespertino, a pesquisadora apresentou algumas sugestões de jogos aos professores da escola. O momento caracterizou uma formação continuada aos docentes que externaram interesse pela temática e envolvimento com as atividades propostas.

As professoras das quatro turmas do 3º ano eram contratadas temporariamente pela SEEDF e todas demonstraram disposição em participar da pesquisa. Desse modo, conforme indicação dos docentes, as análises dos Registros de Avaliação (Rav)39, atuais e dos bimestres anteriores, aliadas à observação em sala, ajudariam

no encontro dos sujeitos com baixo rendimento escolar e possível dificuldade na aprendizagem da Matemática.

Dessa forma, segundo o foco inicial da investigação, foram solicitados os relatórios dos estudantes das quatro turmas do 3º ano, de acordo com a indicação das professoras quanto aos níveis de aprendizagem, para definição dos sujeitos da pesquisa. No dia 09/08 a pesquisadora participou do planejamento das professoras do 3º ano para se inteirar do planejamento bimestral e dos conteúdos de matemática previstos para o período bem como para incluir a rotina de observação e de apresentação dos jogos. Em consonância com o Currículo em Movimento do Distrito Federal e o planejamento semestral da escola, as professoras prosseguiam com o trabalho voltado para a contagem, leitura, escrita e comparação de quantidades envolvendo unidade de milhar; associação, nomeação e comparação de figuras

39 O Registro de Avaliação é um formulário dos Anos Iniciais e corresponde à Descrição do Processo

de Aprendizagem do Estudante. Seu preenchimento tem periodicidade bimestral e deve conter elementos da avaliação diagnóstica e apresentar estratégias ou intervenções para sanar dificuldades apresentadas pelos estudantes além de considerar o Currículo em Movimento e o PPP da escola.

geométricas espaciais a figuras do mundo físico; descrição de características das figuras geométricas espaciais e suas planificações e compreensão e aplicação de diferentes ideias da multiplicação por meio da resolução de situações problema.

Em concordância com as professoras, ficou estipulado que a pesquisadora abordaria as ideias da multiplicação durante as propostas de jogos com a turma a ser pesquisada.

Com o objetivo de escolher a turma e os sujeitos, as observações ocorreram cinco vezes por semana com uma hora diária em cada uma das quatro classes. Para minimizar o possível desconforto ou desarmonia entre os participantes, pela presença da observadora, a pesquisadora entrou nas salas de aula durante uma semana, para que as crianças se acostumassem à sua presença. Naquele período não foram feitas anotações, gravações ou quaisquer interrupções que pudessem tirar a atenção dos estudantes ou lhes causar incômodo. No início, alguns se aproximavam curiosos sobre o que a pesquisadora estava fazendo ali, apesar de conversa anterior com as crianças para apresentação. Mas, logo se acostumaram e o que era novidade passou a fazer parte da rotina da sala de aula. A partir da segunda semana, os registros por meio de notas no caderno de campo tiveram início, no local de observação.

Em consonância com a professora, uma das turmas foi desconsiderada porque um estudante apresentava, como tipologia NEE, o Transtorno Opositor Desafiador e, durante as primeiras observações, manifestou grande hostilidade em relação à pesquisadora, chamando a atenção da turma para si e recusando-se a realizar as atividades diárias. Para não modificar o ambiente e prejudicar as aulas, a pesquisadora declinou da observação na referida turma.

No início da segunda semana de observação, as professoras de duas outras turmas foram devolvidas para a Coordenação Regional de Ensino de Ceilândia (CREC). Uma delas foi substituída por uma docente concursada e recém-nomeada e a outra substituída pela professora titular da turma que estava retornando, após afastamento para tratamento de saúde. Ciente do necessário período de adaptação das crianças com as novas docentes e com curto tempo para pesquisa, tendo em vista o atraso na aprovação pelo conselho de ética, a pesquisadora decidiu pela pesquisa na quarta e última turma. Após o assentimento da professora regente, procedeu-se a devida formalização, com a leitura e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), para a realização da investigação.

A pesquisadora participou da reunião de pais para se apresentar e explicar os objetivos do estudo. Na ocasião solicitou a autorização para inserção das crianças na pesquisa bem como para utilização de suas imagens, vozes e registros escritos conforme TCLE e Termo de Autorização para Utilização de Imagem e Som de Voz para Fins de Pesquisa (Apêndice D). Todos os responsáveis autorizaram.

As crianças também foram consultadas sobre sua participação no estudo. Numa linguagem clara e acessível, o Termo de Assentimento Livre e Esclarecido (TALE) foi lido e explicado pela pesquisadora e posteriormente assinado pelos participantes (Apêndice D).