4 Innsamling av biometriske opplysninger
4.2 Forbud mot behandling av biometriske opplysninger etter art. 9 nr. 1
Para sustentar uma experiência liminar, que é geralmente frágil, as formas de arte desenvolveram convenções. As convenções são um ponto chave ao pensarmos na imersão em termos de envolvimento.
Em primeiro lugar porque, tanto em representações teatrais quanto no drama, elas estabelecem um elo entre aqueles que fazem e aqueles que recebem. Patrice Pavis define estas convenções como “acordos entre ator e platéia [sic] que permitem que a ficção e o prazer do jogo dramático aconteçam.” (PAVIS, 2001, p. 71-72). Jacó Guinsburg (2002) trata as convenções teatrais como elementos que remetem a um espaço-tempo ficcional criando uma realidade simbólica. Jonothan Neelands parte de uma definição de convenção como “indicadores da maneira pela qual tempo, espaço e presença podem interagir e ser imaginativamente articulados para criar diferentes tipos de significados em teatro.” (NEELANDS, 2000, p.2).
A diferença entre as definições de Pavis e Guinsburg da definição proposta por Neelands é que este se volta especificamente para o drama ao enfatizar formas interativas de troca e até mesmo de fusão entre os papéis de espectador e de ator vivenciados pelos participantes num mesmo processo.
Em segundo lugar, as convenções são experimentadas de maneira gradual e crescente através de suas relações complexas com o contexto e conteúdo. Elas não são deslocadas de seus objetivos, elas são inseridas dentro do processo de drama não como simples técnicas para se adquirir um conhecimento específico em teatro,
mas como forma de ampliar o potencial estético, pois unificam tanto o conhecer quanto o envolver-se.
Talvez seja por esta característica que Neelands (2000) organize as convenções no drama em diferentes grupos. Estas convenções representam quatro variedades de ação dramática que são experimentadas de maneira diversa pelos participantes e que trabalham em níveis distintos de envolvimento: Ações que constroem o contexto; Ações que constroem a narrativa; Ações poéticas e Ações reflexivas.
A estes quatro grupos de convenções, Neelands (2000) associa algumas ações que correspondem às estratégias usuais da abordagem do drama, a saber:
1. As ações que constroem o contexto incluem materiais inacabados ou estímulos compostos, paisagens sonoras, os figurinos, mapas, diagramas, a definição do espaço através de um cenário, as simulações, jogos, etc. Além de esclarecer o contexto através da fixação de um tempo, espaço, e personagens de ficção, criam a atmosfera através do uso do espaço, da luz e do som e tem o potencial de criar engajamento.
2. Nas ações que constroem a narrativa podemos colocar as conversas telefônicas, os encontros, as reportagens, entrevistas, interrogatórios, etc. Através da improvisação, estas ações permitem aos participantes testar situações e mover a história adiante. O desejo de estar em ação é diretamente proporcional ao engajamento produzido pelo contexto.
3. Nas ações poéticas encaixam-se as cerimônias, os rituais, as inversões de papel, as pequenas cenas, mímicas, etc. Ações como estas, permitem a elaboração simbólica através da representação de imagens. Ampliam o aspecto simbólico através do uso da linguagem teatral.
4. Ações reflexivas são as de testemunho, de narração, etc. Aqui se enquadram as ações que priorizam o distanciamento das questões emergentes, dependendo diretamente da capacidade dos participantes de abstrair e comunicar respostas pessoais.
2.2.3.1 Convenções no drama
Voltando para a teoria que permeia os métodos do drama processo retomo três teóricos: Dorothy Heathcote, Gavin Bolton e Cecily O'Neill para examinar os princípios básicos de cada um deles e ao aproximá-los, identificar quatro estratégias básicas no método do drama.
A primeira delas é fundamental e unificadora: todo trabalho em Drama visa proporcionar aos participantes a participação por meio do questionamento e da solução de problemas. Este princípio funciona como um catalisador e como motivador durante toda a duração da experiência dramática. É a partir desta estratégia de questionar e resolver problemas que se desenvolveram outras três estratégias: o Living Through, o Teacher in Role e o Stepping Out.
O Living Through é um termo cunhado por Gavin Bolton que descreve a experiência que pode ocorrer em qualquer exercício dramático, onde o participante tem um momento de crescimento existencial. Em essência, o participante tem permitido a ele ou a sua própria compreensão da realidade a ser utilizado dentro do drama, e esse entendimento é alterado, como resultado da experiência dramática.
O Teacher in Role é a estratégia criada por Heathcote a partir de suas experimentações sobre o papel do professor no processo de drama. Trata-se, como já visto anteriormente, de uma estratégia de relação e fluxo de informações entre professor e participantes do drama. Seus desdobramentos são o Rolling Role (troca de papéis entre os participantes, segundo Bolton) e o Mantle of Expert (traduzido por manto do perito, uma estratégia que requer que os participantes atuem como se fossem experts, se comportando como se tivessem a habilidade, a responsabilidade e o conhecimento de um perito no assunto), que garantem uma maior participação e responsabilidade dos participantes no processo de drama.
O Stepping Out é uma estratégia onde o professor ou o aluno no papel deixa momentaneamente a realidade criada pela ficção como um meio de inserir informações relevantes para o avanço da exploração.
Estas quatro estratégias formam uma base a partir da qual outras estratégias
e convenções podem ser acionadas ou desencadeadas durante o processo de drama. Muitas delas são variações de uma dessas ou foram desenvolvidas ou aprimoradas a partir dos objetivos ou focos das mesmas. Uma breve pesquisa sobre
estas derivações em países com alguma tradição na metodologia do drama apontou variações entre elas.
O site Drama Resource32 lista um total de 18 estratégias do drama que inclui o
Conscience Alley, Cross-Cutting, Flashbacks and Flash Forwards, Forum Theatre, Hot Seating, Image Theatre, Mantle of the Expert, Marking the Moment, Narration, Open and Close, Role on the Wall, Role Play, Soundscape, Spotlight, Still Images & Freeze Frames, Tableaux, Teacher in Role e o Thought Tracking .
A Young Company33 possui um documento que apresenta 19 estratégias de drama processo: Teacher-in-Role, Tableaux, Group sculpture, Hot-seating, Creating
a place, Gauntlet, Conscience Alley, Soundscape, Dreamscape, Ceremony,
Narration, Pantomime, Narrative Pantomime, Action Narration, Choral
Speak/Reading, Writing in role, Guided tour/imagery, Role on the Wall, Perceive and reflect.
Patrice Baldwin34 publicou em 1994, um guia prático para interessados no
drama como método de ensino chamado “The Drama Book: an active approach to learning”, no qual aponta 21 estratégias: Teacher in Role, Improvisation, Tableaux,
Freeze frame, Mantle of expert, Narration, Thought tracking, Hot seating, Meetings, Collective role play, Decision alley, Role on the wall, Guided Imagery, Pantomime, Soundscape, Interview, Choral Speaking, Speaking objects, Performance Carousel, Gossip e o Forum Theatre.
Dentro deste rol de estratégias procurei sistematizar e aproximar algumas delas visto que são adaptadas em seus contextos de uso35.Muitas se aproximam em suas ideias sendo apenas nomeadas de maneiras diferentes. É importante notar que todas elas, embora contenham elementos distintos, são sempre utilizadas em conjunto com outras, como partes complementares de um todo e que todas se desenvolvem a partir da intervenção do professor.
32 Website de David Farmer, autor de livros drama para professores primários e secundários. Inclui
uma série de jogos de drama e estratégias. http://www.dramaresource.com/
33 Organização sem fins lucrativos sediada na Austrália, que tem como objetivo proporcionar o
desenvolvimento do conhecimento artístico de jovens e crianças. http://www.theyoungcompany.com.au/
34 Atual (2010-2013) presidente mundial da IDEA
– International Drama/Theatre and Education Association. Ver mais em: http://www.idea-org.net/
3 SOBRE O USO DA AMBIENTAÇÃO CÊNICA E DOS ESTÍMULOS