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Fjernmålinger av vegetasjon som forklaringsvariabel for kalvevekter og

3.1 Effekter av miljøforhold og individkvalitet på bestanders produktivitet og dynamikk

3.1.3 Fjernmålinger av vegetasjon som forklaringsvariabel for kalvevekter og

A tomada de decisão contábil em ambientes hospitalares, tem sido suportada por técnicas como custeio baseado na atividade, pois dentre outros beneficios da adoção desta prática, encontra-se um melhor controle de custos e um processo de tomada de decisão mais assertivo (CHAN; 1993).

De acordo com Chan (1993) o custeio baseado na atividade não é a panaceia para todos os problemas financeiros hospitalares, porém, se um hospital se encontra operacionalmente ineficiente, esta ferramenta da contabilidade de custos pode auxiiar o gestor no processo de identificação das atividades que não agregam valores.

Segundo Young e Pearlman (1993), as recentes pressões financeiras sobre os hospitais exigem de seus gestores uma análise de custos incorridos por pacientes e grupos de pacientes, analisando o comportamento dos custos de departamentos de forma individual, para

implementar estratégias de contenção de custos. Para isso, os hospitais precisam seguir uma abordagem organizada em quatro estágios do ponto de vista da contabilidade de custos: 1. Melhorar a qualidade dos sistemas de contabilidade de custos. 2. Separar custos fixos e varipaveis. 3. Identificar os fatores de custos da unidade, os modos como esses fatores podem ser controlados, e redefinir departamentos como centros de responsabilidade (de lucro ou de custo). 4. Reconfigurar sistemas administrativos que atravessam as linhas tradicionais de organização. Os estágios 1 e 2 são mais técnicos e podem ser desenvolvidos operacionalmente pela contabilidade de custos dos hospitais, porém os estágios 3 e 4 precisam da intervenção da alta administração no sentido de mudar o foco da contabilidade gerencial de custos.

De acordo com Conrad, Nagle e Wunar (1996) o desenvolvimento de um programa de gestão eficaz de custos, com a contabilidade de custos em sua essência, é fundamental para a continuidade das práticas médicas em hospitais, pois com uma melhor compreensão dos custos dos serviços pode-se identificar formas de gerenciá-los e com isso garantir o sucesso empresarial das instuturições hopitalares a longo prazo. Segundo Conrad, Nagle e Wunar (1996), a implementação completa de um programa de gestão de custos é susceptível de abranger seis meses a vários anos, dependendo do nível de complexidade da organização hospitalar.

Para Madeira e Teixeira (2004), uma proposta de implantação de um custeio hospitalar tem como objetivos secundários, dentre outros, saber quanto custa uma diária de apartamento, facilitar negociações com convênios e obter subsídios para discutir sobre pacotes. Um dos seus objetivos primários é suportar a gestão no sentido de obter uma melhor rentabilidade para o hospital, pois se trata de uma organização empresarial. A importância do gerenciamento de custos está vinculada à abstração de informações oriundas da apuração e que serão utilizadas nas tomadas de decisões operacionais e estratégicas, incluindo-se a elaboração de orçamento e a negociação de preços junto a convênios particulares ou governamentais.

A implementação de uma sistemática de apuração dos custos no âmbito hositalar é possível e imprescindível para que o processo de tomada de decisões empresariais seja mais acurado. Itens como apuração de estoques, apontamentos manuais e alocação de elementos de custos aos respectivos centros de custos devem ser minuciosamente realizados, pois é com base em tais informações que serão tomadas decisões (MADEIRA; TEIXEIRA, 2004).

De acordo com os resultados obtidos na pesquisa de Almeida (1987), os sistemas de custos implantados nas organizações hospitalares não atendem aos propósitos de controle e tomada de decisões, na medida em que não são utilizados relatórios para avaliação dos centros

de custos e não são feitas comparações dos custos incorridos com algum parâmetro de análise. Ademais, as informações produzidas pelos sistemas, em sua maioria, por excluírem importantes elementos na determinação dos custos departamentais, podem induzir os administradores a decisões equivocadas.

Corroborando com a visão de Almeida (1987), Lins e Sancovschi (2008), constatam a inexistência de sistemas de custos em alguns hospitais e até mesmo a falta de interesse dos gerentes e doutores na manutenção e no uso de relatórios de custo para controle operacional. Segundo Lins e Sancovschi (2008), os impedimentos para o funcionamento adequado de sistemas de contabilidade de custos em hospitais são decorrentes das características estruturais das organizações hospitalares.

Os principais aspectos observados por Lins e Sancovschi (2008) foram os seguintes: a) Sistemas de Contabilidade de Custos e relatórios (Precários e raramente

adotados);

b) Critérios de Procedimentos da Contabilidade de Custos (A maioria dos hospitais não possuem critérios e procedimentos como custos fixos, variáveis, utilização de centros de custos apuração de custos e etc.) e;

c) Custos para Controle e Tomada de Decisão (Um número reduzido de hospitais utiliza o custo-padrão e raramente se faz análise de variação entre o custo incorrido e o orçado. Dos hospitais analisados, em sua pesquisa, Lins e Sancovschi (2008) constataram que os Hospitais raramente utilizam os dados de custos para planejamento e apenas um utiliza os controles de custos para tomada de decisão).

Segundo Souza et al. (2009), quando se trata de qualidade em serviços de saúde, o controle de gestão em hospitais é um fator fundamental para a eficiência de uma organização hospitalar e por isso, é necessário que os gestores hospitalares realizem avaliações do desempenho organizacional a fim de mensurar a eficiência da gestão. Segundo Souza et al (2009) o alcance de um desempenho eficiente nas organizações hospitalares exige um controle de custos e a análise de indicadores de desempenho.

De acordo com Souza et al (2009) o desenvolvimento gerencial do hospitais brasileiros de modo geral é incipiente, pois alguns aspectos, tais como controle e eficiência na gestão, sistemas de informações, acompanhamento e avaliação do desempenho, entre outros, que compreendem a gestão contábil financeira, não são observados frequentemente por estas organizações hospitalares.

Para Souza et al (2009), especificamente sobre o controle da gestão, há evidências de que essas organizações necessitam de ferramentas que disponibilizem, no mínimo, sistemas e modelos de monitoramento e de avaliação dos resultados, informações sobre o custeamento e a precificação dos serviços prestados, e informações gerenciais que subsidiem o processo de tomada de decisão.

Souza et al (2009) observam que o conhecimento e o controle dos procedimentos realizados são necessários à continuidade e ao desenvolvimento dessas organizações. Analisar o custo dos processos necessários à prestação de serviços médico-hospitalares de qualidade, ou seja, controlar o sistema de gestão hospitalar é essencial à competitividade da organização.

Segundo Camacho e Rocha (2010) fatores ambientais exógenos e endógenos da empresa influenciam nas práticas de contabilidade gerencial, tais como planejamento de controle, mensuração e avaliação de desempenho e gestão de custos. Diante do atual cenário competitivo no Setor Saúde, onde os recursos são escassos e mal aproveitados, como já comentado na introdução deste trabalho, as organizações hospitalares precisam revolucionar sua contabilidade gerencial para atender os anseios da sociedade e dos stakeholders.

Ainda que se tenha consciência de que essa realidade ameaça a sobrevivência de muitas instituições hospitalares, o esforço necessário para mudar esse cenário não é pequeno, pois não existe um volume considerável de estudos abordando o tema (tomada de decisão orçamentária em ambientes hospitalares – contabilidade gerencial em hospitais) ou consolidando as melhores práticas de gestão para o setor. Um levantamento realizado por Camacho e Rocha (2010), em diversos bancos de dados de universidades, portais de periódicos como o da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), PROQUEST, JSTOR, dentre outros, revelaram que estudos no âmbito da contabilidade gerencial, com foco em hospitais, ainda são minoria, esparsos e com temas variados.