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Aktører og roller i villreinforvaltningen

O processo de tomada de decisão adotado por um sujeito é um dos processos cognitivos que fazem parte da chamada “inteligência” de um sujeito. Na verdade, a decisão é como se fosse o topo de uma sequência de processos cognitivos que permitem que os seres humanos captem e interpretem a realidade na qual vivem, dando as respostas necessárias de acordo com o ambiente no qual estão.

Ao analisar os modelos normativos ou descritivos para Tomada de Decisão pode-se verificar que os autores fazem menção à complexidade do fenômeno e da impossibilidade de um único modelo explicar toda a dinâmica da decisão. Há muitos fatores subjetivos relacionados à personalidade, à cultura na qual o sujeito está imerso e a aspectos emocionais (como aspectos motivacionais) que não foram modelados pela Economia, em parte porque fugiam ao seu escopo teórico, em parte pela dificuldade de mensurar esse

tipo de variável (CESAR et al., 2009). A aproximação entre diferentes campos, como entre a Neurociência e a Economia, vem possibilitando a abertura de aspectos que eram considerados como fazendo parte da “caixa preta” dos modelos econômicos. O objetivo da abertura desta caixa preta é responder algumas questões básicas conforme as levantadas por Cohen (2005): Como e porque as emoções impactam o processo de tomada de decisão?Como o comportamento do tomador de decisão pode se desviar do ponto ótimo?Como e quando as pessoas são capazes de controlar o seu processo de tomada de decisão?

Dentre os processos cognitivos pode-se dizer que talvez a porta de entrada para a decisão seja a Atenção Seletiva. Graf e Aday (2008) afirmam que a atenção seletiva pode ser definida, em linhas gerais, como uma preferência por informação. Trata-se do fenômeno que possibilita o filtro de informações existentes no ambiente. Nem tudo que está disponível é captado. As pessoas selecionam alguns estímulos para prestar atenção. É como se fosse preciso “ver tudo” para “não ver parte”. Essa seleção depende da identificação de padrões no meio ambiente, o que implica em reconhecimento de estímulos e de atribuição de significado aos mesmos. Trata-se do fenômeno de percepção.

Segundo Hanania e Smith (2009) o comportamento inteligente requer as tarefas de seleção das informações relevantes e de minimização da interferência das informações não relevantes para o processamento do raciocínio. Esse comportamento inteligente também exige maleabilidade com relação às fontes de informação. A atenção seletiva é fundamental para quase todas as tarefas cognitivas, e falhas nessa etapa do processo podem trazer consequências em cascata para o desenvolvimento global do raciocínio.

Outro processo cognitivo fundamental para a decisão é a memória. Segundo Engle (2010), a memória é um sistema específico de armazenamento para representar informações temporariamente junto com um supervisor geral ou mecanismo de atenção. A memória pode ser definida sob dois aspectos: pelo tempo de retenção (memória de curto e longo prazo) e por seu conteúdo (memória declarativa e não declarativa)(GAZZANIGA; IVRY; MANGUN, 2006). Para classificar um estímulo no ambiente é preciso que já se tenha dados armazenados sobre esse estímulo. Da mesma forma, mecanismos de aprendizagem envolvem a retenção de materiais vivenciados ou de conceitos. Assim, a memória é fundamental para qualquer processo de tomada de decisão. Os modelos econômicos não tratam especificamente de aspectos a ela relacionados.

A identificação de padrões ambientais e os dados armazenados na memória são processos cognitivos que podem levar a frequentes erros em situações de decisão. Isto

porque esses mecanismos são parte dos artifícios usados quando o cérebro precisa decidir rapidamente e para tal, usa atalhos, as chamadas heurísticas. Por definição, heurísticas são atalhos para cálculos complexos e como são atalhos, podem levar a erros, ou seja, a vieses de decisão (KYNN, 2008).

Segundo Kleinmuntza (1985) a heurística é uma importante etapa do domínio cognitivo e está presente na tarefa de escolha e julgamento. “A heurística parece funcionar bem em algumas situações, mas têm o potencial de causar graves erros em outras” (TVERSKY; KAHNEMAN, 1974).

As pesquisas relacionadas a heurísticas estão focadas nas limitações do processo decisório. O que chama a atenção é a limitação dos tomadores de decisão. Em primeiro lugar, a incapacidade de se envolver em cálculos extensos leva ao uso de regras heurísticas que demandam menos esforços. Em segundo lugar, a complexidade do ambiente excede e muito a capacidade do sistema de processamento de informações; assim, o tomador de decisão passa a considerar que a tarefa tem um caráter essencialmente probabilístico.

O uso de heurísticas leva a decisões acuradas na maior parte das vezes. Existem experiências que demonstram a necessidade de que as pessoas têm de lançar mão de avaliações probabilísticas em vários contextos. Todavia, resta a parte na qual as decisões acabam fugindo do que seria ideal, ou seja, o uso de heurísticas leva a vieses de decisão (a decisão foge ao racionalmente otimizado). Entretanto, deve-se considerar que as heurísticas são como "regras de ouro" que são utilizadas para encontrar soluções rápidas para certos problemas. Sem elas não seria possível viver.

Embora heurísticas não sejam o centro deste estudo elas serão analisadas em algumas das variáveis que compõem os constructos do modelo adotado para análise da decisão.

Quadro 1 - Vieses da heurística

VIÉS DESCRIÇÃO

Vieses da heurística da disponibilidade

Facilidade de lembrança Os indivíduos julgam que os eventos mais facilmente recordados na memória, com base em sua ocorrência recente, são mais numerosos do que aqueles de igual frequência cujos casos são menos facilmente lembrados.

Capacidade de

recuperação Os indivíduos são enviesados em suas avaliações da frequência de eventos, dependendo de como suas estruturas de memória afetam o processo de busca. Vieses da heurística da representatividade

Falta de sensibilidade às proporções da base

Os indivíduos tendem a ignorar as proporções da base na avaliação da probabilidade de eventos, quando é fornecida qualquer outra informação descritiva, mesmo se esta for irrelevante.

Falta de sensibilidade ao

tamanho da amostra Os indivíduos, frequentemente, não são capazes de apreciar o papel do tamanho da amostra na avaliação da confiabilidade das informações da mesma. Concepções errôneas

sobre o acaso

Os indivíduos esperam que uma sequência de dados gerados por um processo aleatório pareça ser “aleatória”, mesmo quando for demasiado curta para que aquelas expectativas sejam estatisticamente válidas.

Regressão à média Os indivíduos tendem a ignorar o fato de que os eventos extremos tendem a regredir à média nas tentativas subsequentes. A falácia da conjunção Os indivíduos julgam erradamente que as conjunções (dois eventos que ocorrem em conjunto) são mais prováveis do que um conjunto mais global de ocorrências

do qual a conjunção é um subconjunto.

Vieses da heurística da ancoragem e ajustamento Insuficiente ajustamento

da âncora

Os indivíduos fazem estimativas para valores com base em um valor inicial (derivado de eventos passados, atribuição aleatória ou qualquer outra informação que esteja disponível) e, em geral, fazem ajustes insuficientes daquela âncora quando do estabelecimento de um valor final.

Vieses de eventos conjuntivos e disjuntivos

Os indivíduos exibem um viés tendendo para a superestimação da probabilidade de eventos conjuntivos e para a subestimação da probabilidade de eventos disjuntivos.

Excesso de confiança Os indivíduos tendem a ser excessivamente confiantes quanto à infalibilidade de seus julgamentos ao responderem a perguntas de dificuldade variando de moderada a extrema.

Vieses que emanam diversas heurísticas Armadilha da

confirmação

Os indivíduos tendem a buscar informações de confirmação para o que consideram ser verdadeiro e negligenciam a busca de indícios de não confirmação.

Retrospecto Após terem constatado a ocorrência ou não de um evento, os indivíduos tendem a superestimar o grau em que teriam antevisto o resultado correto.