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3 Metode og materiale

4.2 Skole B – Katrines undervisning

4.2.1 Før lesingen

O value relevance, que contempla a associação entre os números contábeis e o mercado de capitais, é uma das questões mais fundamentais para a Contabilidade e as Finanças (KOTHARI, 2001).

A denominação value relevance foi utilizada, primeiramente, em 1993. Amir, Harris e Venuti (1993) propuseram esse termo ao examinarem as reconciliações das demonstrações contábeis em diferentes países das Locais GAAP para as USGAAP. Os achados empíricos mostraram que as reconciliações tornavam as informações contábil-financeiras mais relevantes para os preços das ações (value relevance).

No entanto, apesar do termo aplicado somente em 1993, desde Ball e Brown (1968) iniciou-se a exploração da correlação entre os resultados contábeis e os preços/retornos das ações, trazendo um novo conceito para a informação contábil. A partir de então, a literatura assumiu essa conceitualização do value relevance (implicitamente) e atribuiu aos componentes contábeis a possibilidade de sua reflexão, como fatores explicativos, no mercado de ações e na valoração das empresas (KOTHARI, 2001).

Com esse cenário, ocorreram crescentes contribuições para o aprimoramento do value relevance na Contabilidade e Finanças. Segundo Hung (2001), com o passar dos anos ocorreu uma abundante literatura sobre a relevância das informações contábeis, definida como a habilidade dessas figuras contábeis para capturar ou sumarizar eventos que afetam o valor da firma no mercado de capitais.

Barth, Beaver e Landsman (2001) mostraram que as firmas com alta qualidade dos resultados contábeis possuem uma forte associação entre os preços das ações e os resultados líquidos e patrimoniais, pois informações contábil-financeiras relevantes refletem mais adequadamente a condição econômica das firmas.

Para Barth, Landsman e Lang (2008), a alta qualidade dos resultados contábeis reduz o comportamento oportuno dos gestores e conduz para o maior value relevance dos dados contábeis para os investidores (EWERT; WAGENHOFER, 2011).

Diante do exposto, notou-se a formação de uma estrutura conceitual para o value relevance, contemplando algumas premissas:

O value relevance dos resultados contábeis explica as variações nos preços/retornos contemporâneos das ações e é considerado como uma medida de decisão útil na perspectiva dos investidores (FRANCIS; SCHIPPER, 1999);

O value relevance das informações contábil-financeiras é a habilidade dos números contábeis para sumarizar as perspectivas implícitas nos preços/retornos das ações. É um indicativo da associação entre dados contábeis e do mercado de capitais (ALALI; FOOTE, 2012);

Value relevance dos resultados contábeis é tradicionalmente visto como um sinônimo de alta correlação com os dados do mercado de capitais. Quanto mais os dados contábeis forem correlacionados com os preços/retornos das ações, maior o seu value relevance (FILIP; RAFFOURNIER, 2010).

A importância da relevância (value relevance) dos dados contábeis para o mercado de capitais também está explícita nas normatizações contábeis. Segundo Alali e Foote (2012), a normatização da Contabilidade prevê que as informações contábeis devem ser tempestivas e relevantes aos interesses dos usuários, principalmente para os investidores.

Nessa mesma linha de raciocínio, Kothari (2001) apontou que o objetivo dos relatórios financeiros é prover informações para os investidores e credores. As maneiras pelas quais as informações contábil-financeiras são percebidas dependem de seus montantes, tempestividade ou incerteza, ou a perspectiva de prospecções de futuros fluxos de caixa para as empresas. Esse cenário serve como uma motivação para pesquisadores em utilizar a correlação dos dados

contábil-financeiros e os preços/retornos das ações como critérios de valoração de alternativas de investimentos e medidas de performance (BRADSHAW; MILLER, 2008).

Em relação aos modelos utilizados para a mensuração do value relevance, duas modelagens contemplaram mais adequadamente que sob certas condições os preços/retornos das ações podem ser explicados pelos resultados contábeis líquidos e patrimoniais das empresas, refletindo diferentes graus de relevâncias desses dados contábeis. Esses modelos trataram das associações entre os resultados líquidos (lucros ou prejuízos) e os valores do patrimônio líquido com os preços e retorno das ações (OHLSON, 1995; FELTHAM; OHLSON, 1995; EASTON; HARRIS, 1991; BURGSTAHLER; DICHEV, 1997).

O modelo de retorno-resultado, proposto por Easton e Harris (1991), atribuiu que os resultados contábeis (ou Lucro por Ação - LPA) divididos pelos preços das ações são relevantes para valorar a associação resultados/retornos. A ideia é a de que a relação entre as informações contábeis e de mercado indica a saúde e a performance das firmas para os investidores. É uma contribuição a modelos anteriores (BARTH, 1989; COLLINS; KOTHARI, 1989; HARRIS; OHLSON, 1987; LANDSMAN, 1986; BEAVER; LAMBERT; MORSE, 1980) que se preocupavam com a associação de múltiplos componentes de ganhos anormais com os preços de ativos.

Easton e Harris (1991) sugeriram o modelo a partir de uma função dos retornos das ações para os resultados contábeis e suas variações (ou LPA) deflacionadas pelos preços das ações do início de cada período. A equação (23) abaixo apresenta essa modelagem.

&' , = LM+ LN&'( )* (/ >@ , + LP∆&'( )* (/n >@, + ], (23) Em que,

&' , : É o retorno das ações da firma i no período t;

&'( )* (/ >@, : São os resultados contábeis líquidos contábeis (ou LPA) da firma i no período t, deflacionados pelo preço das ações do início do período (t-1);

∆&'( )* (/ >@, : São as variações dos resultados contábeis líquidos contábeis (ou LPA) da firma i no período t, deflacionados pelo preço das ações do início do período (t-1);

], : Erro residual da regressão.

Ohlson (1995) com contribuições de Feltham e Ohlson (1995) e Burgstahler e Dichev (1997) argumentaram que os resultados líquidos contábeis (ou LPA) e os valores do patrimônio líquido (ou Valor Patrimonial por Ação – VPA) podem ser relevantes para os preços das ações.

A principal importância do modelo foi a definição de que os lucros e não os dividendos são as referências para a mensuração do valor de mercado das empresas (CASTRO, 2012;

LIMA, 2010). Na modelagem, segundo Castro (2012, p. 34), “o valor de mercado das firmas é derivado do valor presente dos dividendos futuros esperados a serem pagos aos acionistas, mas que dependem dos patrimônios líquidos das firmas que crescem a uma taxa inferior ao custo de capital e da premissa de lucro limpo (clear surplus relation)”.

Diante do exposto, o modelo de Ohlson (1995) é apresentado a seguir.

> = LM+ LN> /a>@, + LP&'( )* (/ >@, + ], (24) Em que,

> : São os preços das ações da firma i no período t;

> /a>@, : É o patrimônio líquido (ou VPA) da firma i no período t;

&'( )* (/ >@, : São os resultados contábeis líquidos contábeis (ou LPA) da firma i no período t;

], : Erro residual da regressão.

Esses dois modelos têm sido aplicados em diversos estudos (QU; ZHANG, 2015; SHAN, 2015; BALL; LI; SHIVAKUMAR, 2014; CHEBAANE; OTHMAN, 2014; MUNTEANU et al., 2014; ALEKSANYAN; KARIM, 2013; BEISLAND; HAMBERG, 2013; KIM, 2013; MACEDO et al., 2013; SHAH; LIANG; AKBAR, 2013; CASTRO, 2012; LANDSMAN; MAYDEW; THORNOCK, 2012; ALALI; FOOTE, 2012; CLARKSON et al., 2011; LIMA, 2010; FILIP; RAFFOURNIER, 2010; GASTÓN et al., 2010; BARTH; BEAVER; LANDSMAN, 2001; BARTH; LANDSMAN; LANG, 2008; COLLINS; MAYDEW; WEISS, 1997) e contribuíram para mostrar que os resultados contábeis e patrimoniais líquidos e suas variações, como fatores explicativos, são relevantes para o mercado de ações. No entanto, podem diferir segundo os ambientes institucionais dos países, as normas contábeis - IFRS, a abertura do mercado de capitais e ao próprio comportamento dos investidores.

Em suma, percebe-se que as informações contábil-financeiras são relevantes para o mercado de capitais. Desde que as empresas evidenciem e preocupem-se com a qualidade dos resultados contábeis, incluindo o value relevance, os investidores domésticos ou estrangeiros podem transformar os dados contábeis em importantes instrumentos para a tomada de decisão nos investimentos (SHAN, 2015).