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Eksempler fra de ulike barnehagene

In document Små barn og store barnegrupper (sider 124-128)

4.1 Hvor mye kontakt er det mellom ettåringen og de voksne i hverdagen i barnehagen,

4.1.7 Eksempler fra de ulike barnehagene

Para além da exploração e análise de dados extensivos relativos às taxas de escolarização e reprovação nacionais, cujas principais fontes foram o Instituto Nacional de Estatística e o Ministério da Educação, ou relativos a comparações internacionais em domínios pertinentes para o nosso objeto de estudo, como é caso dos resultados do Programme for International Student Assessment (PISA/ OCDE) ou de alguns dados disponibilizados pelo Eurostat, através do Labour Force Survey, mobilizaram-se principalmente os resultados de um dos inquéritos do OTES/GEPE. Referimo-nos ao processo on-line de inquirição Estudantes à Entrada do Secundário desenvolvido pelo OTES/GEPE no ano letivo de 2007/08 em que foram envolvidos 46175 alunos do 10º ano ou equivalente (44% dos estudantes à entrada do ensino secundário) e 588 escolas públicas e privadas (74,6% do universo de escolas com o 10º ano ou equivalente nas modalidades abrangidas: cursos científico-humanísticos (CCH), ensino artístico especializado - artes visuais e audiovisuais (EAE), cursos de educação e formação - formação complementar e tipo 4 (CEF), cursos profissionais (CP) e cursos tecnológicos (CT) (Duarte et al., 2008). Esse questionário aborda questões como: as origens sociais dos estudantes; os perfis de desempenho escolar no ensino básico (trajeto escolar passado); expectativas e aspirações escolares e profissionais (trajetos “futuros”); inserções escolares e razões que presidiram a essas “escolhas” (estabelecimento de ensino, curso e modalidade do ensino secundário); mobilidades intercursos e intermodalidades do ensino secundário; questões relativas à participação cívica dos jovens dentro e fora da escola.

A primeira fase de envolvimento das escolas públicas foi realizada em colaboração com as Direções Regionais de Educação e as escolas privadas foram, por sua vez, contactadas telefonicamente pela equipa OTES/GEPE. As direções de escola que se mostraram interessadas em participar foram convidadas a sinalizar um professor ou outro profissional da escola que ficasse incumbido da comunicação com o OTES/GEPE e responsável pela organização da aplicação do questionário on-line às turmas do 10º ano ou equivalente da sua escola, contudo, deixando margem de autonomia para que gerissem o processo de acordo com as condicionantes locais. Assim, apesar do elevado número de respondentes, da multiplicidade de contextos territoriais e sociais cobertos e da riqueza da informação obtida, a seleção das escolas e inquiridos não seguiu um método probabilístico, dado que se tratava de um processo de adesão não obrigatória, quer por parte das escolas, quer por parte dos alunos (mediante autorização do encarregado de educação no caso dos menores de idade).

Foram construídas algumas estratégias de apoio aos interlocutores locais, designadamente: um manual de inquirição e um serviço de informação e apoio telefónico e eletrónico. Para além disso, a equipa OTES/GEPE, mesmo fisicamente distante dos locais de inquirição, dispunha de estratégias de monitorização do processo, entre as quais: um modelo de inquirição por “rondas” (grupos de escolas acediam ao questionários em períodos definidos e delimitados); um sistema de acesso ao formulário condicionado por palavras-passe (distintas consoante a escola); o acompanhamento em tempo real

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desse processo por via de um sistema de backoffice. No final da inquirição foram realizados também vários procedimentos de validação da base de dados.

No tratamento e análise dessa informação extensiva socorremo-nos de técnicas estatísticas de análise univariada e bivariada, em que se utilizaram, embora sem pretensões de extrapolação, testes estatísticos como o Qui-quadrado, para cruzamentos entre variáveis qualitativas, e as alternativas não paramétricas à Análise da Variância Simples ou ao teste T-Student (por não preenchimento dos requisitos de normalidade e homocedasticidade), o teste Kruskall-Wallis, para a comparação de médias entre vários grupos (seguido de testes de comparação a posteriori, como Games-Howell e o Dunnett’s C) e o teste Mann-Whitney, para a comparação de dois (Carvalho, Ávila e Ramos, 2007; Maroco, 2007).

Para além disso, uma ferramenta importante desta pesquisa remete para a estatística multivariada de cariz “tipológica” (distinta da análise multivariada de cariz “inferencial”), isto é, mais orientada para a delimitação e classificação de “segmentos” internamente homogéneos na população analisada, a partir da distribuição das variáveis selecionadas. Utilizou-se, designadamente, a Análise de Clusters, que serviu à construção de ferramentas tipológicas tais como: perfis de trajetos escolares de classe; perfis de recrutamento social e escolar dos estabelecimentos de ensino. As análises de clusters seguiram um método misto, no programa SPSS, o Two Step Cluster Analysis que, face ao K- Means Cluster ou Hierarchical Clusters Analysis, é o mais adequado para bases de dados de grande dimensão e para a combinação de variáveis de tipo qualitativo e quantitativo (Carvalho, Ávila, e Ramos, 2007; Hair e Black, 2000).

A análise extensiva dos dados do inquérito Estudantes à Entrada do Secundário (ver, no Anexo 1, o formulário de inquirição), mas também de outros, permitiu uma contextualização mais geral das desigualdades sociais no acesso ao ensino secundário e nas orientações escolares dentro desse nível de ensino (Capítulo 6), para além de recobrir questões relativas aos resultados escolares no trajeto até ao ensino secundário (Capítulo 7). Embora com um caráter mais exploratório, realizou-se ainda uma incursão extensiva sobre os padrões de recrutamento social e escolar dos estabelecimentos de ensino, procurando-se uma aproximação às dinâmicas de estratificação da rede escolar (Capítulo 8).

Num segundo momento procedeu-se à “delimitação” estatística e aprofundamento da caracterização dos trajetos de contratendência das classes populares em específico (Capítulo 9). Interessa recordar que o referido instrumento de recolha de informação não foi concebido para a análise dos trajetos de contratendência, não abordando ou não o fazendo em detalhe alguns dos aspetos salientados pelas pesquisas sobre trajetos de contratendência, inclusive pela presente pesquisa. Essa exploração abriu, contudo, pistas que foram mobilizadas na pesquisa intensiva, designadamente a pertinência analítica de, entre os trajetos escolares de contratendência das classes populares, distinguir e comparar percursos escolares mais lineares com outros menos lineares.

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