8. Mangel på anerkjenning
8.1 Krenking versus anerkjenning
8.2.2 Den gode hjelpar
No mercado oligopolista, a existência de um número restrito de concorrentes com poder de monopólio torna a teoria dos jogos um elemento importante na análise dos comportamentos dos integrantes do mercado oligopolista, uma vez que o
115 FIANI, Ronaldo. Teoria dos jogos: para cursos de administração e economia. Rio de Janeiro: Elsevier,
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comportamento de cada agente oligopolista exerce influência sobre os demais,116 ainda que existam outros concorrentes pulverizados como tomadores de preço.
A racionalidade de que tratamos no início do capítulo é um dos pressupostos para identificar os comportamentos do agente monopolista, o qual vai adotar a conduta que lhe traga maior bem estar, que mantenha o funcionamento e gere o maior lucro possível para empresa. As decisões do agente econômico com poder de monopólio, em um setor oligopolizado, devem considerar as ações dos outros concorrentes com poder de monopólio.
O poder de monopólio permite que as empresas alterem sua produção e, com isso, afetem os preços do mercado. Contudo, diversamente do que ocorre em relação ao setor monopolista, em que o agente econômico não precisa se preocupar com outros produtores, no mercado oligopolista, os agentes econômicos com poder de monopólio também devem considerar os preços e a produção de seus concorrentes.
Um dos modelos mais importantes na previsão do comportamento oligopolista é o de Cournot, segundo o qual, ao decidir quanto produzir, a empresa leva em conta a produção de seu concorrente e, conhecendo a curva de demanda do mercado, define o seu nível de atividade, de modo a maximizar os seus lucros.117
As críticas ao modelo levam em consideração o fato de ser estático, o que impede o ajuste das condutas com base na experiência. Assim, para termos um melhor resultado, a teoria dos jogos é uma ferramenta mais apropriada, uma vez que ela permite um melhor conhecimento do mercado, com destaque para a multiplicidade de rodadas e para a interdependência entre os agentes de mercado,118 podendo ser aplicada para identificar o comportamento dos agentes oligopolistas.
As condições para um jogo são: (i) dois ou mais jogadores; (ii) interesse em maximizar os resultados; (iii) ciência de que as reações dos concorrentes podem afetar seus resultados; (iv) interesses não perfeitamente coincidentes, nem perfeitamente antagônicos.
Em síntese, o comportamento ótimo no mercado competitivo, do ponto de vista estático, seria produzir em um nível de concorrência perfeita, contudo, no mercado oligopolista, em que é possível conhecer seus concorrentes, ver e prever as suas ações, a
116 ABRANTES, Maria Luísa. A Teoria dos Jogos e os Oligopólios. 2004. Disponível em:
<http://www.ime.usp.br/~rvicente/TeoriaDosJogos.pdf>. Acesso em 10/10/2015.
117 ABRANTES, Maria Luísa. A Teoria dos Jogos e os Oligopólios. 2004. Disponível em:
<http://www.ime.usp.br/~rvicente/TeoriaDosJogos.pdf>. Acesso em 10/10/2015.
118 ABRANTES, Maria Luísa. A Teoria dos Jogos e os Oligopólios. 2004. Disponível em:
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melhor ação seria a produção em um nível supracompetitivo, garantindo a maximização de resultados. Fazendo uso da teoria dos jogos para um modelo de comportamento oligopolista, é possível observar as ações dos concorrentes, tornando ainda mais provável o equilíbrio supracompetitivo, uma vez que as ações de mercado deixam claro o comportamento da empresa, permitindo a adoção de um equilíbrio de mercado supracompetitivo com mais segurança e garantindo maior benefício para os integrantes do oligopólio.
Por exemplo, o oligopolista começa restringindo sua produção, esperando que os demais atores que estejam no mercado, ou que venham a nele ingressar, adotem a mesma postura de restrição de produção, ensejando um equilíbrio supracompetitivo. Os comportamentos voltados à maximização, pelo aumento de produção por parte de um dos agentes oligopolistas, com a redução de preços a um nível abaixo do supracompetitivo, podem ser punidos, o que poderia levar todos os integrantes do mercado a um nível de competição perfeita.
O problema da competição perfeita seria o bem estar menor para os agentes oligopolistas, portanto, a redução de preços para um nível inferior ao supracompetitivo traria menos lucro ao agente, o que tornaria a conduta de restringir a produção a mais racional possível, sob a ótica econômica.119
Vale ressaltar que a observação do comportamento dos concorrentes e adoção de ações visando maximizar seus resultados dispensa um acordo expresso, como observado a seguir:
A despeito de não termos um resultado único provável decorrente da Teoria dos Jogos, mas uma plêiade deles (teorema popular), o equilíbrio supracompetitivo sugerido por Friedman e suas variações resolvem o dilema do prisioneiro e demonstram que teoricamente é possível se alcançar resultados supracompetitivos sem acordos expressos e vinculantes, apenas pela observação e reação às mudanças do mercado (endógenos) ou, nos termos de Fellner, pela barganha sem negociação envolvida na cooperação espontânea120
Diferente do acordo explícito, muito combatido para que se evitem cartéis, a formação de um acordo tácito pode se dar num mercado oligopolizado em virtude de serem poucos os atores relevantes. O acordo tácito pode se formar a partir de uma empresa líder, que fixa os preços de mercado e é seguida pelas demais integrantes, ou
119 Existem modelos em que a redução de produção e preços pode ser punida com a redução de preços
pelos demais integrantes, mas a tendência seria o retorno ao equilíbrio supracompetitivo, uma vez que a conduta racional para aumentar os lucros seria o retorno ao referido patamar.
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por tentativa e erro, em que a definição de preços pode se dar a partir da modificação das circunstâncias, como numa modificação tributária ou do preço do dólar, o que permite aos integrantes do mercado se adaptarem sem a comunicação expressa.121
Um aspecto que precisamos reiterar é o objetivo de lucro das empresas que compõe um oligopólio, assim, seu comportamento se pautará por essa variável, o que não necessariamente implicará em aumento da produção. Imaginemos um mercado com duas indústrias, em que a produção da cada uma seja de 12 mil unidades, com preço de mercado de $ 16.000, que gera o lucro de 144.000.000. Uma redução da produção em 25% faria com que tivéssemos apenas 18.000 mil unidades no mercado, o que acarretaria o aumento do preço do mercado e, consequentemente, o lucro de cada empresa para $ 162.000.000. Caso uma das indústrias não realize a redução de produção pode atingir um lucro de $ 180.000.000, enquanto a que reduziu a produção ficaria com $ 135.000.000.122
Considerando que o principal objetivo da empresa é o lucro, caso o jogo fosse simultâneo, com as duas indústrias agindo ao mesmo tempo, a estratégia dominante da primeira indústria seria antecipar a oportunidade de ganhos, na hipótese de que a segunda reduza a produção e mesmo que a segunda não o faça, a não redução pela primeira vai impedir o pior resultado, garantindo a manutenção ou aumentando seus ganhos. Para a segunda indústria a estratégia é a mesma, antecipando a possibilidade de que a primeira reduza a produção, sendo essa a melhor postura independente da ação da outra indústria.
Ocorre que indústrias não implementam sua produção num único momento e de forma simultânea, elas produzem dia a dia, mês a mês, ano a ano, logo, teríamos um caso de jogo repetido, em que cada indústria considera a ação do momento para o desenrolar do futuro e decide a partir da história construída. O fato de que as rodadas se prolongam indefinidamente faz com que cada rodada de cooperação do jogo gere um lucro supracompetitivo, enquanto o não respeito pode gerar um lucro maior imediato, mas gerar uma perda ao longo do tempo muito maior.
Assim, considerando que o comportamento oligopolista racional é a maximização dos lucros, acima do nível de competição perfeita, e que os preços tendem
121 FIANI, Ronaldo. Teoria dos jogos: para cursos de administração e economia. Rio de Janeiro: Elsevier,
2004. p. 143.
122 O presente exemplo se baseia, de forma resumida, em um equivalente retirado do livro de: FIANI,
Ronaldo. Teoria dos jogos: para cursos de administração e economia. Rio de Janeiro: Elsevier, 2004. p. 145.
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a rigidez, a conduta mais racional para empresas de setores oligopolistas, que recebem incentivos tributários, é absorver esses incentivos para aumentar os lucros maximizando seus benefícios, formulando um acordo de cooperação tácita,123 não repassando à sociedade os ganhos obtidos com a redução de custos.