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Culture as power & creative resistance as aesthetic borderscaping: Art, affect &

4.2 Offensive Great Walls: the U.S.-Mexico Wall & the West Bank Wall

4.3.2 Culture as power & creative resistance as aesthetic borderscaping: Art, affect &

Já a partir do 12º século a.C., há uma reorganização dos países em destaque no AOM, e essa nova situação, conforme Donner,

não partiu do Egito. Partiu da Mesopotâmia, mas não da antiga civilização da Babilônia, mas sim dos assírios de ambos os lados do Alto Tigre. A ascensão do império neo-assírio à posição de potência dominante no Oriente Próximo de modo algum foi repentina, mas aconteceu passo a passo. O resultado foi um grande império de uma espécie totalmente nova: uma estrutura de poder sem igual que determinou os destinos do Oriente Próximo durante séculos.96

A começar por Tiglate-Pileser I97 (1117-1077) ocorreram diversas tentativas de produzir um império marcante no AOM, o que veio acontecer de fato somente com Assurnasipal II (891-858), com uma política severa. Entretanto, com Tiglate Pileser III (745-727), inicia-se uma incursão assíria mais acirrada em relação aos outros povos, inclusive a Palestina.

Assim, já por volta de 740 a.C., a Assíria começa a lutar pelo domínio da Síria-Palestina a fim de controlar as passagens para o Egito e o Mar Vermelho. Porém, Israel e Síria não aceitaram o domínio assírio, sob Tiglate-Pileser III.

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DONNER, Herbert. História de Israel e dos povos vizinhos. V. 2. p. 337. Conferir também: BRIGHT, John. História de Israel. p. 360-373.

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Assim sendo, este, “desenvolveu um sistema de gradual aniquilamento da autonomia política dos pequenos estados com o objetivo de incorporá-los na estrutura das províncias assíria”,98 ou seja, a Assíria adotou um sistema de vassalagem para que os estados conquistados pudessem servi-lo por medo de destruição total.

Tiglate-Pileser III, para conter as revoltas dos povos dominados, assimilou de seus antecessores e constituiu os “estágios de vassalagem”, que consta das seguintes etapas:

1º estágio: ação bélica com a obrigatoriedade do pagamento de tributos anuais, e conforme a circunstâncias exigia-se o alistamento de tropas auxiliares;

2º estágio: caso houvesse conspiração comprovada contra a Assíria ocorria a intervenção militar, e instalação de um dinasta pró-assírio. Havia também a possibilidade de redução de territórios e os tributos obrigatórios eram elevados;

3º estágio: se nenhum dos outros estágios fosse observado com devida subordinação ocorria a instalação militar e definitiva ocupação dos territórios, estabelecendo assim uma província assíria, além da deportação esta prática “tinha por objetivo tirar as lideranças da população autóctone do país ocupado, tornando-a desse modo incapaz de agir politicamente”.99

Com esse cenário internacional, de aproximação assíria na Palestina, Israel e Síria propôs a Acaz, rei de Judá, uma aliança antiassíria (Is 7.1-9). Entretanto, Acaz, que não acreditava na vitória sobre os assírios, não aceitou se juntar à eles. Com isso, Israel e Síria vieram contra Judá e o rei Acaz pediu

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DONNER, Herbert. História de Israel e dos povos vizinhos. V. 2. p. 342

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Para maior aprofundamento sobre este sistema gradual de aniquilamento consultar: DONNER, Herbert. História de Israel e dos povos vizinhos. V. 2. p 342-343. Ver também NAKANOSE, Shigeyuki e PAULA PEDRO, Enilda de. Como ler o primeiro Isaías (1-3): confiar em Javé, o Santo de Israel. 2ª ed. São Paulo: Paulus, 2002. p. 19.

ajuda a Assíria,100 (cf. 2Rs 16,1-19), dando origem a guerra Siro-Efraimita,101 que é o cenário de Isaías 6,1-9,6.

Quando, no final da primavera ou no verão de 734, Rezim de Damasco e Peca de Israel (735-732) tentaram envolver o rei Acaz numa coalizão antiassíria, ele opôs uma resistência pertinaz a essa proposta. A partir daí desenvolveu-se a chamada guerra siro-efraimita.102

Como Judá não entrou nesse embate político e econômico, foi necessária a ajuda militar assíria, que posteriormente começou a cobrar impostos de Judá (2Rs 1,18), impondo-o o primeiro estágio de vassalagem.

Com Ezequias, Judá manteve-se em princípio a posição de vassalo. Contudo, por volta de 705 a.C., com a morte de Sargom, rei da Assíria, Ezequias tentou uma revolta, uma vez que quando um monarca morria os estados dominados procuravam uma forma de se libertarem. Todavia, tal liberdade não ocorreu devido ao controle do novo rei assírio, Senaqueribe, no sul da Palestina. Este rei aprisionou Ezequias em Jerusalém, embora não a tenha destruído, e após sua morte seu filho, Manassés, continuou vassalo dos assírios.103

Com relação a Israel, até o final de 722 a.C., conseguiu manter-se contra a Assíria. Nesse ano, Samaria foi conquistada e então veio a tornar-se província do Império Assírio, pois já estava no terceiro estágio de vassalagem.

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Segundo Asurmendi, “O rei de Jerusalém não se deixa convencer quanto à eficácia dessa promessa e decide utilizar, ele também, os grandes meios: faz um apelo a Teglate-Falasar para que o salve. Este com certeza não precisava desse apelo para intervir na região; mas o fato é que ele responde ao apelo de Acaz e vem pôr ordem nos negócios da região”. ASURMENDI, Jesus. M. Isaías 1-39. São Paulo: Paulinas, 1980. p. 61

101

A nota nº 23, de DONNER, Herbert. História de Israel e dos povos vizinhos. V. 2. p. 352, destaca o seguinte sobre a nomenclatura Siro-Efraimita: “Esta designação esquisita tornou-se habitual. Ela se baseia no fato de as antigas traduções (LXX, Vulgata) e depois delas também de Lutero terem reproduzido ‘Arã, arameus’, com ‘Síria, sírios’. Efraim representa pars pro toto o Reino do Norte, Israel; cf. também Is 7,2”. Também sobre a guerra Siro-Efraimita, conferir: ASURMENDI, Jesus M. Isaías 1-39. p. 60-62.

102

DONNER, Herbert. História de Israel e dos povos vizinhos. V. 2. p. 352.

103

Desse modo, a população foi deportada e outros povos começaram a morar em Samaria.

O domínio assírio prevaleceu até por volta de 612 a.C. Daí a importância de compreender o embate político e econômico no século VIII a.C., pois Isaías profetizou sob o reinado de Joatão até Ezequias,104 ou seja, um período de extrema riqueza e consolidação, e outro de extrema pobreza e subordinação.